Associação Internacional de Radiodifusão elege novo presidente da entidade para o próximo biênio

A AIR (Associação Internacional de Radiodifusão) elegeu na última quinta-feira (5) o empresário Eugênio Sosa Mendoza (Clarín) como novo presidente da entidade para o biênio 2020-2021. Ele foi eleito durante a 47ª Assembleia Geral da AIR, em Santa Cruz, no Chile.

A Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão teve início na última segunda-feira (2) e transcorreu até esta quinta-feira na cidade chilena de Santa Cruz. Na ocasião, empresários de rádio e TV das três Américas estiveram reunidos. Eugênio Sosa Mendoza (Clarín) foi eleito, por aclamação, como novo presidente da entidade para o biênio 2020-2021. O empresário substitui José Luiz Saca, que assumiu a 1ª vice-presidência da AIR.

Fundada em 1946, a Associação Internacional de Radiodifusão representa 17 mil emissoras de rádio e TV das três Américas. A missão da entidade é na defesa da radiodifusão privada e da liberdade de expressão e do pensamento.

Com informações da ABERT e da SERTESP

Fonte: Tudo Rádio

Bolsonaro diz que estuda volta de sorteios na TV, a pedido das emissoras

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que a equipe econômica do governo estuda a volta de sorteios na televisão. “Eu vou discutir só quando chegar a proposta final na minha mesa”, apontou. “Se eu pedi para estudar [o assunto], é sinal de que existe a possibilidade”, declarou.
 
A iniciativa foi proibida nos anos 90, por ser considerada danosa e prejudicial aos consumidores. Segundo a Folha de S. Paulo, a pedido da Rede TV!, principal interessada no negócio, Record, SBT e Band, o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, articulou uma reunião no final do ano passado entre os principais executivos dos canais e o presidente para convencê-lo a levar a frente a proposta. Participaram do encontro Amilcare Dallevo Jr., dono e presidente da RedeTV!, José Roberto Maciel, presidente do SBT, Luís Cláudio Costa, presidente da Record, e Paulo Saad Jafet, vice-presidente da Band.
 
Na década de 1990, os sorteios na televisão ocorriam em grande quantidade. Os telespectadores ligavam ou enviavam uma mensagem para um número e participavam do sorteio. A ligação ou SMS era tarifado. Entre os bens sorteados estavam casas, carros, eletrodomésticos e etc. Um bom exemplo é o sorteio dos "500 gols Faustão", apresentado na rede Globo, no programa Domingão do Faustão, durante parte da década de 1990.
 
Fonte: Correio Braziliense

Artigo que desobrigava o registro de jornalista é excluído da MP 905

Após três meses de mobilização por parte dos profissionais de imprensa contra a Medida Provisória 905/19, o resultado foi positivo. O deputado Christino Aureo (PP-RJ), relator da proposta, retirou do texto o artigo 51, inciso VII, que extinguia a necessidade de registro profissional para as profissões de jornalista, radialista e publicitário, entre outras.

"Tratando da extinção de registro profissional no Ministério do Trabalho, eu rejeitei a redação do artigo 51 da MP e acatei o conjunto de todas as emendas que estabeleciam os registros profissionais. As categorias que estavam abrangidas pelo artigo 51 estão com seus registros restabelecidos no Ministério do Trabalho", disse o relator, ao apresentar o parecer na Comissão Mista.

Para o relator, o mercado ainda não está maduro para fazer a autogestão das profissões. Ele disse que vai apresentar propostas com atribuição específica à Secretaria do Trabalho para que exista uma modernização do registro. "No voto, a minha tendência é dar um prazo para que nós possamos fazer esse entendimento. Então, não é um prazo impositivo".

Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ao Coletiva.net, comentou a decisão, destacando que esta é uma vitória, porém, a luta pela classe deve seguir. "A retirada do artigo que dispensava o registro profissional comprovou a importância da mobilização em defesa do jornalismo. Mas isso não é o fim já que, diariamente, os jornalistas necessitam, mais ainda, de liberdade e independência para a realização de suas tarefas em favor do aprimoramento da sociedade", ressaltou.

As sessões de discussão e votação da MP 905 estão marcadas para 3 e 4 de março, após o recesso de Carnaval. Aprovado o relatório na Comissão Especial, a MP segue para votação no plenário da Câmara e depois do Senado e tem prazo para aprovação ou rejeição até 9 de abril de 2020.

 

Fonte: Coletiva.Net

Projeto de Lei que obrigava as TVs a transmitirem 'A Voz do Brasil' foi rejeitado

Na última semana, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal, o relatório da senadora Eliziane Gama (PPS/MA), contrário ao Projeto de Lei 5833/2019, que versa sobre a obrigatoriedade de retransmissão diária de informações oficiais dos Poderes da República pelos canais de TV aberta. Com a rejeição ao Projeto, este agora será arquivado. O PL 5833/2019 visava criar um programa no formato do noticiário 'A Voz do Brasil' para a televisão, que obrigatoriamente teria que ser veiculado em horário nobre, das 18h às 22h.

Em seu relatório, Eliziane destacou ser inadequado estender tal dever para as emissoras de TV e afirmou que o mesmo desencadearia em uma queda na receita publicitária das emissoras. "Os Poderes da República já contam com geradoras próprias de televisão em canais abertos e operadoras de TV paga. A implantação do novo programa demandaria mais recursos, além de reduzir as receitas atuais, gerando desemprego no setor", finalizou a senadora.

 

Fonte: Coletiva.Net

Projeto investe em educação midiática contra notícias falsas

Em tempos de invasão de fake news nas plataformas digitais, projetos de educação midiática vêm surgindo para ajudar leitores a evitar a desinformação. Majoritariamente voltados para jornalistas, eles agora investem em profissionais de outros setores.

Um exemplo é o Redes Cordiais, criado há um ano e meio, e que organiza projetos voltados para influenciadores digitais. A iniciativa foi responsável por capacitar 136 influenciadores, entre celebridades e políticos, que, juntos, contabilizam mais de 66 milhões de seguidores nas redes sociais.

Os workshops duram cerca de 6 horas, e abordam a checagem de informação, relacionamento com os haters (pessoas que fazem críticas e comentários de ódio), comunicação não-violenta, algoritmos, direitos e liberdades. Ainda há espaço para dinâmicas de grupo e troca de experiências.

Outra preocupação do curso é explicar as etapas de produção de uma notícia. “Tem gente que vive na internet 24 horas por dia e não sabe. A imprensa cobra transparência, mas não sabe ser transparente. É nosso papel mostrar esse processo”, defende a jornalista Alana Rizzo, uma das idealizadoras do projeto.

O resultado, esperam os organizadores, é que os produtores de conteúdo digital, independentemente da formação e do campo de atuação, se comprometam com a publicação de conteúdo responsável. “As redes permitiram que todos sejam comunicadores, mas é preciso um mínimo de leitura crítica e filtro. É preciso saber lidar com a avalanche de informações e como se comportar”, reforça a jornalista.

EducaMídia

Parceiro da ABERT, o Instituto Palavra Aberta também promove a educação midiática. Desde junho de 2019, mantém o EducaMídia, dedicado à capacitação de professores da Educação Básica. Neste período, já treinou 2,5 mil educadores presencialmente, e outros 5,6 mil online.

“Se não mostrarmos para as próximas gerações a importância do trabalho jornalístico e como ele ajuda a sustentar os regimes democráticos, é possível que não tenhamos mais tantos leitores, ouvintes e telespectadores no futuro”, alerta a presidente do Instituto, Patrícia Blanco.

Para mais informações, acesse www.educamidia.org.br

 

Fonte: Abert

Grupo de Trabalho de Rádio da SET retoma trabalhos em São Paulo

Primeira reunião do grupo ocorreu no começo de fevereiro; Encontros serão via videoconferência na última segunda-feira de cada mês

O Grupo de Trabalho (GT) de Rádio da SET teve sua primeira reunião de 2020 no último dia 3, na capital paulista. Esta é a primeira vez que a SET organiza um grupo voltado ao rádio que conta com profissionais, radiodifusores e especialistas na área para discutir as melhorias para o meio.

Um dos coordenadores do GT de Rádio, Marco Túlio Nascimento, membro do Conselho Deliberativo da SET, ressaltou em entrevista à Revista ad SET que o Rádio tradicional OTA (over-the-air) AM/FM é apenas uma das formas de produção e distribuição de conteúdo de áudio. Ele ressaltou que os novos serviços online, com diferentes tecnologias e modelos de negócios, surgem a cada dia.

Segundo Marco Túlio, os serviços de música, programação das rádios tradicionais replicada online, podcasts, audiobooks e outros formatos digitais estão redefinindo como o ouvinte consome o conteúdo de áudio e reinventando formas de interatividade. "Para a SET, este conjunto de possibilidades representa, indistintamente e de forma mais abrangente, o que chamamos de Rádio", disse.

Ainda na entrevista, Marco Túlio explicou o objetivo do Grupo de Trabalho de Rádio. "O Grupo de Trabalho de Rádio tem como objetivo consolidar a SET como uma entidade de referência para as tecnologias do Rádio OTA e de todas as formas de produção e distribuição de conteúdo de Áudio Online, aproximando e articulando os profissionais da área para estudar e difundir os conhecimentos técnicos correspondentes, resultando em benefícios para todos os associados e contribuindo para fomentar este segmento da indústria de mídia", comentou.

Ele também explicou como os trabalhos do grupo foram definidos. "O GT de Rádio se divide em dois polos: um voltado para os aspectos Regulatórios e outro com foco nos aspectos de Tecnologia, cada um com o seu próprio coordenador. Os membros podem participar de todas as atividades e de todos os subgrupos que sejam eventualmente formados para algum assunto em particular. O polo Regulatório do Grupo de Trabalho de Rádio é Coordenado por Eduardo Cappia, membro do Conselho Deliberativo da SET. Eu [Marco Túlio Nascimento] sou o coordenador do polo de Tecnologia", frisou.

O Grupo de Trabalho de Rádio da SET vai se reunir por meio de videoconferência na última segunda-feira de cada mês, das 17h às 18h. Todas as informações sobre o Grupo de Trabalho de Rádio poderão ser encaminhadas para o e-mail coordenaçãO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Fonte: Tudo Rádio

Em comemoração ao Dia Mundial do Rádio, EGTA divulga a campanha "Mais caixas de som do que telas"

Material conta com estatísticas de áudio, mostrando como esse formato de mídia está em alta em todo o planeta

 

Segundo uma publicação do RAIN News, a  organização comercial europeia EGTA, entidade que presta serviços a anunciantes de rádio e televisão, está promovendo o Dia Mundial da Rádio (comemorado hoje, 13 de fevereiro) com materiais que mostram a força do áudio em diferentes plataformas. Para fortalecer esse posicionamento, a EGTA declarou 2020 como "The Year of Sonic", lembrou da grande oferta de positivos que embarcam o áudio em suas operações, além de apresentar estatísticas importantes. Acompanhe:

A campanha tem o tema "Mais caixas de som do que telas", conta com números de estudos realizados pela EGTA através da Radio Focus, além de dados da Edison Research e o IFPI. E os pontos chaves colaboram com publicações já realizadas recentemente sobre a força do áudio em todo o planeta, como já previa a Kantar e também publicações de jornais dos Estados Unidos.

 

A EGTA lembra na campanha que o áudio ampliou a sua presença na sociedade, conforme foi embarcado nos mais diversos dispositivos. Em um dos slides da apresentação, a organização destaca que um Apple Watch conta com um player de áudio (que inclusive controla streaming de rádio). Na lista está o próprio receptor de rádio, as smart speakers (caixas de som inteligentes), tablets, o smartphone, fones de ouvido sem fio, videogames e até uma escova de dente inteligente (veja a imagem a seguir). 

É com esses exemplos que a EGTA indica que existem mais dispositivos para conteúdo em áudio do que para mídia em telas.

Neste material a favor do áudio, que conta com o rádio como um dos pilares de sustentação dessa força, é possível considerar os seguintes pontos como os principais:

64% das pessoas no mundo inteiro utilizaram streaming de áudio no mês passado

O rádio terrestre (AM, FM e nas bandas digitais) tem um alcance diário superior a 70% na Europa e corresponde com mais de 90% dos investimentos com publicidade em áudio

Os ouvintes de podcast passam mais de cinco horas e meia ouvindo áudio todos os dias

Campanhas publicitárias são fortalecidas quando há a execução de um jingle ou elemento sonoro em sua estratégia de divulgação

 

A publicação da RAIN News ainda destaca que o tema principal da campanha é a marca sonora, "essas pequenas assinaturas de áudio que penetram nos ouvidos dos consumidores e identificam poderosamente uma marca", destaca a matéria do portal norte-americano.

 

"A marca sônica fornece uma identidade de marca no mundo do áudio, assim como um logotipo no mundo visual", afirma a EGTA.

Clique aqui para ter acesso ao arquivo em PDF da campanha da EGTA. 

 

Fonte: Tudo Rádio

Segundo a ABERT, Anatel aprova destinação da faixa estendida para a migração AM-FM

Brasília - Passo é importante para a conclusão do processo de canalização do FM estendido, faixa que deve ser usada pela migração AM-FM nos centros de maior concentração populacional do país

 

No início da noite desta quinta-feira (6), a ABERT emitiu um comunicado que informa a aprovação da destinação da faixa estendida (FMs) por parte da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O ato adiciona de forma oficial os 60 novos canais em FM ao dial brasileiro, possibilitando o início do processo de migração das AMs em locais onde não há espaço disponível no espectro normal (entre 88.1 FM a 107.9 FM). A novidade impacta mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros.

A aprovação do regulamento relacionado à destinação do FM estendido foi realizada nesta quinta-feira (6). As novas normas passam a valer 180 dias após a sua publicação. Segundo a ABERT, a Anatel deverá publicar os Atos de Requisitos Técnicos, estes que tratarão de aspectos regulatórios, tais como a atualização das regras de viabilidade e das relações de proteção.

No comunicado da ABERT emitido nesta noite, o diretor geral da entidade, Cristiano Flores, afirma que "este é mais um passo importante para a conclusão do processo de migração do AM para o FM, especialmente para as emissoras que se encontram nas regiões metropolitanas. O novo regulamento atende a antigo pleito da ABERT, que acompanha, desde o início, todo o processo".

Conforme noticiado pelo tudoradio.com, a expectativa do setor já era de que 2020 seja o ano que os mercados mais populosos do país entrem de forma efetiva no processo de migração do AM para o FM. Para isso é necessário que a faixa estendida do FM (FMe, 76.1 FM e 87.3 FM) seja liberada para acomodar as migrantes desses locais. A "banda extra" é necessária devido a grande ocupação no FM convencional em mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, entre outros.

A confirmação da aprovação da destinação do FMe por parte da Anatel confirma essa expectativa do setor para 2020.

 

Fonte: Tudo Rádio

Abratel insiste em TV aberta e livre de franquia no streaming para apoiar mudança no SeAC

Entidade vai defender emenda ao projeto 3832/19, que foi proposto com finalidade de mudar a Lei da TV Paga para permitir a propriedade cruzada entre produtores e distribuidores de audiovisual

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) vai insistir na estratégia de defender o carregamento de canais abertos em plataformas de streaming, e sem desconto na franquia de dados dos usuários móveis que usam os apps, para apoiar mudanças na Lei do SeAC e que resolvem o dilema da propriedade cruzada.

Pela legislação,  operadoras de telecom não podem produzir conteúdo. Isso impede hoje a AT&T de concluir localmente a fusão com a TimeWarner, uma vez que a operadora americana é dona da Sky Brasil, e a TimeWarner é dona das programadoras Turner, HBO, CNN, WarnerBros.

Mas o PL 3832, entre outros oito textos atualmente em tramitação no Congresso Federal, propõe alterar o artigo 5º da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que trata da propriedade cruzada. A estratégia legislativa é justificada pelo advogado da Abratel, Samir Nobre.

“Queremos assegurar que o serviço de radiodifusão, que é de recepção livre e gratuita, pela Constituição Federal, seja ofertado a toda a população brasileira pelo streaming na internet e pelas operadoras de telecomunicações sem o desconto do pacote de dados”, explicou o representante da entidade.

E acrescenta: “Quando você acessar no seu celular a programação da rede Record, não haverá, por exemplo, nenhum tipo de desconto de tráfego do seu pacote. Isso beneficia principalmente a população de mais baixa renda, que não tem condições de pagar por um pacote de dados e canais de streaming”. A proposta consta da Emenda 10, apresentada pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO) ao Projeto de Lei 3832.

“Tentou-se um avanço nessa pauta com a revogação dos artigos 5º e 6º, sem nenhum tipo de análise do impacto regulatório e caminhando por um caminho inverso ao que os órgãos reguladores [Anatel e Ancine] e o Cade apontaram. No SeAC, já existe a prática de medidas anticoncorrenciais. Então, não tem como avançar nesse tema sem antes corrigir os problemas que já existem na lei”, apontou. A Abratel reúne cerca de 400 associados, entre eles concorrentes da TV Globo,  a exemplo da Record e Rede TV.

Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), que reúne as principais operadoras, informou que irá se manifestar em breve sobre a agenda legislativa deste ano.

Atualmente, o PL 3832 aguarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) a inclusão na ordem do dia do plenário de requerimentos solicitando audiências sobre a matéria nas comissões de Constituição e Justiça e Educação. Há também requerimentos de informações sobre o impacto do projeto na concorrência e nos consumidores por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon).

Arsenal

O arsenal de projetos em tramitação no Congresso que alteram a Lei do SeAC reúne os seguintes textos:

  • PL 3832/2019 – Senador Vanderlan Cardoso (PP/GO)
  • PL 4330/2019 – Senador Ciro Nogueira (PP/PI)
  • PL 5222/2019 – Senador Angelo Coronel (PSD/BA)
  • PL 4507/2019 – Deputado JHC (PSB/AL)
  • PL 5322/2019 – Deputada Mariana Carvalho (PSDB/RO) (apensado)
  • PL 4292/2019 – Deputado Paulo Teixeira (PT/SP)
  • PL 4389/2019 – Deputado João Maia (PL/RN) (apensado)
  • PL 5645/2019 – Deputado Celso Russomanno (Republicanos/SP)
Fonte: Tele.Síntese

Uso de recursos da EAD para a radiodifusão ainda depende de definições

As emissoras de TV e as operadoras de telecomunicações deram esta semana um passo importante no sentido de apararem as arestas e com isso permitir que o leilão de 5G transcorra sem sobressaltos. A expectativa é que as operadoras de telecomunicações deixem de pleitear para projetos de seu interesse direto o uso do saldo da Empresa Administradora da Digitalização (EAD), estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão. A EAD é que fez a limpeza da faixa de 700 MHz, vendida no final de 2014, utilizando-se para isso de um orçamento inicial de R$ 3,6 bilhões. A entidade, contudo, deve entregar o trabalho gastando apenas cerca de R$ 2 bilhões. As emissoras de TV pleiteiam que estes recursos remanescentes sejam usados para digitalizar retransmissoras administradas por prefeituras e outros entes públicos e também para a distribuição de kits para a população de baixa renda nas cerca de 3 mil cidades que ainda precisam ter seus sinais analógicos de TV desligados até 2023. As operadoras de telecomunicações não devem se opor e não pretendem apresentar projetos nos quais tenham interesse direto para rivalizar pelo saldo.

Mas a forma como a aplicação destes recursos vai acontecer ainda está bastante indefinida. O Gired (Grupo Gestor da Digitalização), coordenado da Anatel e do qual participam as teles, o MCTIC e as emissoras de TV, ainda tem uma série de dúvidas sobre como distribuir o saldo da EAD, e algumas delas precisarão ainda ser respondidas pelas áreas jurídicas da Anatel e, eventualmente, até mesmo passar pelo TCU, segundo fontes ouvidas por este noticiário.

O que está claro, por enquanto, é que a EAD não pode deixar de existir para que esse saldo seja utilizado, e aí reside o primeiro problema. Hoje a entidade é uma associação cujos associados são Claro, TIM, Vivo e Algar. Para a continuidade do projeto de digitalização, estas teles continuariam como associadas, considerando que a faixa de 700 MHz já está limpa e entregue, ou as emissoras de TV assumiriam a EAD?

Além disso, estas emissoras que hoje constituem a EAD querem o atestado de que todas as obrigações do edital de 700 MHz, realizado em 2014, foram cumpridas. Isso significa dizer que as obrigações adicionais previstas no item 7 e que serão colocadas a partir de agora não são mais responsabilidade das operadoras e que não há nenhuma obrigação futura de aporte de recursos.

Ainda é necessário um detalhamento do projeto das emissoras de TV. Entre as questões ainda em aberto estão quais seriam os municípios a receberem retransmissores digitais e qual a população atendida por uma eventual distribuição de kits de recepção de TV digital, se houver este tipo de ação. Há quem aposte que é cada vez menos efetivo distribuir kits de recepção, considerando o rápido processo de troca de televisores pela população. Uma decisão sobre isso depende, contudo, do Gired e do conselho diretor da Anatel.

A EAD está com os seus trabalhos praticamente encerrados desde o ano passado, mas ainda aguarda a validação dos processos junto ao TCU e às áreas jurídicas do governo. A entidade opera com a perspectiva de ser encerrada até o final do ano, inclusive com relação ao enxugamento de pessoal.

No final do ano passado O MCTIC publicou uma portaria consolidando o entendimento de que os recursos da EAD devem ser aplicados em projetos de digitalização da TV aberta, mas também prevendo o uso para a construção de redes de transporte de banda larga nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Uma das propostas colocadas ao Gired é do próprio ministério: o uso destes recursos em projetos para conectar a Amazônia e o Nordeste. Estas sãs as linhas de projetos que estão sendo estudadas pelo Gired.

As duas linhas de aplicação dos recursos estão sendo detalhadas por grupos técnicos do Gired e serão submetidos à avaliação das procuradorias jurídicas da Anatel e do MCTIC. Uma das ideias é que o ministério inclusive possa fazer uma consulta ao TCU sobre a adequação do uso dos recursos. Depois de todas as manifestações, as propostas serão encaminhadas ao conselho diretor da Anatel para deliberação, o que deve acontecer no primeiro trimestre de 2020.

 

 

Fonte: Tela Viva

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