Rádio é fonte de novas músicas para a maioria dos gêneros musicais. Pesquisa mapeia o uso de redes sociais por parte dos ouvintes

Um levantamento feito pela Edison Research em conjunto com a Triton Digital entre os meses de janeiro e fevereiro mostra um mapa do uso de redes sociais com base na preferência musical dos ouvintes. A pesquisa é relacionada ao mercado dos Estados Unidos e considera apenas ouvintes de rádio e mostra também o consumo em dispositivos como caixas de som com inteligência artificial e fones de ouvido com base na preferência de formato e também onde essa audiência descobre novas músicas (tendo o rádio na liderança na maioria dos formatos). Acompanhe:

Em relação às redes sociais, ouvintes de hard rock/heavy metal costumam usar mais o Facebook e o Linkedin. Já aqueles que preferem hip-hop/rap e alterativo/rock são usuários mais assíduos do Instagram. Ouvintes de programação esportiva tem o Twitter como rede social preferencial. Já a audiência interessada em Top40/CHR está preferencialmente espalhada entre redes como Pinterest, Tik Tok, Snapchat, entre outros.

O mapa é importante para ajudar as estações de rádio à estudarem as suas estratégias de distribuição de conteúdo nessas redes, tendo como base o perfil de seu ouvinte. Porém, "o Facebook ainda é a marca de mídia social usada com mais frequência para a maior porcentagem de todos os formatos", alerta feito pela diretora de pesquisa da Edison, Laura Ivey. A afirmação é importante, já que há uma movimentação de declínio do uso do Facebook entre os públicos mais jovens.

Descoberta de novas músicas

O levantamento mostra também onde os ouvintes de vários formatos descobrem novas músicas, algo fundamental para a defesa e as estratégias de programação do meio. O rádio AM / FM foi uma das três principais fontes de descoberta de novas músicas para todos os formatos de música, com exceção do hip hop.

Ou seja, ouvintes de rádios top 40/CHR tem o rádio como principal fonte de descoberta de novas músicas, seguido pelo YouTube e depois indicações de amigos ou familiares. Já o gênero alternativo/rock tem o rádio como terceira fonte de novas músicas, atrás do YouTube e as indicações familiares/amigos.

Dos principais gêneros musicais, além do Pop CHR, o country, classic rock, classic hits, Religioso/musical (similar a gospel) e o Hard Rock / Heavy Metal tem o rádio AM/FM como principal fonte de novas músicas. Já para os gêneros R&B e o já citado alternativo/rock tem o rádio como uma das três principais fontes.

Fones de ouvido, receptores FM/AM e smart-speakers (caixas de som com inteligência artificial)

O estudo também considerou o uso de fones de ouvidos com base nos formatos de rádio. Os dados de Edison mostram que quase todos os ouvintes de rádios hip-hop (93%) ouvem algum áudio por meio de fones de ouvido, seguidos de R&B (86%) e esportes (83%).

A pesquisa ainda aponta que os formatos com menos ouvintes usando fones de ouvido são rock clássico (63%), notícias / talk (60%) e cristão contemporâneo (59%). "Fones de ouvido e fones de ouvido geralmente são conectados a computadores ou dispositivos móveis", destaca Ivey, destacando que é importante que o rádio a encoraje o público a ouvir suas transmissões online (streaming).

Os formatos cujos ouvintes são mais propensos a possuir um receptor FM/AM em casa são os seguintes (ordem do mais propenso até o menos): classe hits, classic rock, country, hard rock / heavy metal, news / talk e esportes.

Já os menos propensos a contar com o tradicional receptor FM/AM são os ouvintes de formatos como alternativo/rock, religioso/musical, hip hop e pop CHR. Mas a pesquisa alerta que os dados de propriedade de rádio não incluem os receptores automotivos, onde ocorre a maior parte da audição no Estados Unidos.

Para cada formato entre os 11 primeiros no estudo, pelo menos 58% de seus ouvintes têm pelo menos um rádio em casa. "O rádio enfrenta um desafio de hardware, mas ainda temos uma grande maioria de pessoas com rádios em suas casas", afirma Ivey, que completa dizendo que "o objetivo do rádio é convencer mais quem não tem rádio a ouvir conteúdo de rádio via stream".

Considerando esse cenário, a pesquisa alerta que uma das maneiras mais fáceis para convencer o ouvinte a continuar acompanhando as estações, mas via streaming de áudio, é através das smart-speakers (caixas de som com inteligência artificial).

Uma das maneiras mais fáceis de fazer isso em casa é transmitir a estação em um alto-falante inteligente e os resultados mostram quais formatos têm a maior oportunidade de alto-falante inteligente. Os ouvintes de formatos de esportes são os mais propensos a usar esses dispositivos, seguidos dos interessados no gênero musical Pop CHR/Top 40 (veja a lista na imagem a seguir). Ouvintes de Hard Rock / Heavy Metal, R&B e alternativo/rock também estão com uso acima da média. Já a audiência de news/talk é a menos propensa para usar as caixas.

O estudo também descobriu que, pelo menos 75% dos ouvintes que responderam a pesquisa ouviram áudio online na última semana. Na lista entre os que mais usaram o streaming estão a audiência interessada em esportes, depois Pop CHR/Top 40, alternativo rock, hard rock e hip hop. Porém a pesquisa também aponta que a maioria significativa das escutas seguem ocorrendo via ondas terrestres, como já mostrou o share of Ear durante a pandemia.

Com informações da Edison Research, Triton Digital e portal Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

O governo federal irá prorrogar até dezembro a redução de jornada de trabalho e a suspensão de contrato

O governo vai autorizar mais uma prorrogação do programa de suspensão de contratos e redução de jornada e salário criado pela medida provisória (MP) 936. A informação foi dada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) nessa quarta-feira (30).

Com a decisão, os acordos poderão se alongar por mais dois meses, totalizando oito meses, até dezembro. Na avaliação do ministro, o programa tem o melhor desempenho entre as ações do governo na pandemia quando se avalia sua efetividade em relação ao gasto total.

“Foi um programa extraordinariamente bem-sucedido, tanto que estamos prorrogando por mais dois meses”, disse.

Inicialmente, o prazo máximo dos acordos era de 60 dias para a suspensão do contrato de trabalho e de 90 dias para a redução de salário e de jornada (que pode ser de 25%, 50% ou 70%). Durante a tramitação da MP, os parlamentares incluíram na proposta a permissão para que o Executivo prorrogue a duração máxima dos acordos por decreto.

No início de julho, o governo editou um decreto prorrogando a duração máxima dos acordos por 60 dias no caso de suspensão do contrato e mais 30 dias de redução de salário diante das incertezas em relação à economia e das dificuldades das empresas em retomar à atividade – somando no total 120 dias.

No mês passado, ficou estabelecido que o prazo poderia ser de até seis meses. Agora, o limite vai a oito meses. A decisão ainda não foi formalizada no Diário Oficial da União. O prazo do acordo será limitado a dezembro deste ano, não podendo se alongar para 2021 mesmo que os oito meses não tenham sido alcançados.

Para renovar os prazos dos acordos, as empresas precisam renegociar com os empregados e garantir estabilidade temporária no emprego pelo mesmo período, conforme prevê a MP.

Segundo balanço do Ministério da Economia, foram formalizados mais de 18,4 milhões de acordos desse tipo, envolvendo 1,4 milhão de empresas e 9,7 milhões de trabalhadores.

O programa foi criado em razão da pandemia do novo coronavírus e prevê que o governo recomponha parte da renda dos funcionários por meio de um auxílio financeiro.

O valor da recomposição corresponde a uma porcentagem do que o empregado receberia de seguro-desemprego e é depositado diretamente na conta do trabalhador.

Como contrapartida, o empregador é obrigado a garantir o emprego desse funcionário por um período igual ao da redução. Ou seja: se o contrato for reduzido ou suspenso por quatro meses, o trabalhador não poderá ser demitido nos quatro meses seguintes.

Se optar pela demissão no período, além dos valores normais da decisão, o empresário terá de indenizar o empregado.

Fonte: O Sul

Ex-diretor do SBT Glen Valente assume o comando da EBC

Ex-diretor do SBT, o publicitário Glen Valente é o novo diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicações (EBC), conglomerado de mídia estatal que responde pela TV Brasil, pela Agência Brasil e por diversas emissoras de rádio, incluindo a Rádio Nacional. A nomeação foI publicada na edição desta quarta-feira, 30, do Diário Oficial da União.

O nome de Valente foi indicado ao Palácio do Planalto pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria. Antes de assumir a EBC, o publicitário ocupava o cargo de secretário de Publicidade e Promoção na Secretaria de Comunicação. Ele chegou ao governo em abril de 2019, a convite do chefe da Secom, Fábio Wajngarten.

O ex-diretor do SBT substitui o general Luiz Carlos Pereira Gomes, que estava no posto desde agosto de 2019. Indicado pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o militar era alvo de críticas de funcionários da EBC.

Inicialmente, o comando da EBC seria entregue a José Emílio Ambrósio, ex-diretor da Band, conforme mostrou o Estadão em agosto. Entretanto, segundo apurou a reportagem, o nome dele foi vetado porque não cumpria as exigências para o posto. Apesar de longa experiência, com passagem por Globo e RedeTV!, Ambrósio não tem o curso superior, requisito para assumir o comando de uma estatal.

Com a ida de Glen Valente para a EBC, a Secretaria de Publicidade e Promoção será assumida por Rodrigo Fayad, hoje na Secretaria de Articulação.

Fonte: GP1 / Estadão Conteúdo

Glen, o novo presidente da EBC

Fábio Faria decidiu mudar o comando (militar) da EBC. Obteve a autorização de Jair Bolsonaro e vai demitir o presidente, o general do Exército Luiz Carlos Pereira Gomes.

O novo presidente da EBC, estatal que cuida da TV Brasil, das rádios federais e da Voz do Brasil, será Glen Valente, atual secretário de publicidade da Secom.

Glen terá como consultor o ex-diretor da Band José Emílio Ambrósio.

Para o lugar de Glen na Secom, Fabio Wajngarten vai nomear Rodrigo Fayad, que hoje atua como o seu secretário de Articulação.

Fonte: O Globo

Rádio é ouvido por 78% da população, segundo pesquisa

Em comemoração ao Dia do Rádio, celebrado dia 25 de setembro, a Kantar Ibope Media divulgou ao mercado a edição de 2020 do Inside Radio, book que trás todas as informações mais recentes sobre o comportamento da audiência de rádio no Brasil, com base nas 13 regiões metropolitanas que são pesquisas regularmente pelo instituto. Os dados atuais, já com os impactos da pandemia do novo coronavírus, mostram que 78% da população nessas regiões são ouvintes de rádio. Os dados mostram que o rádio também atinge todos os públicos (classes sociais e faixas etárias) e teve um acréscimo de 38% de crescimento na web em 1 ano. Outro dado é que as marcas mais valiosas do Brasil são anunciantes de rádio.

Sobre os dados gerais (abril a junho/2020), além dos 78% de alcance nas 13 regiões metropolitanas que contam com pesquisas regulares da Kantar Ibope Media, um recorte mostrou os valores de tempo médio e alcance por região e também por mercado. Sobre as regiões, o Sul conta com o maior alcance (83%, com 4h19 de tempo consumido), seguido por Nordeste e Centro-Oeste (79%, sendo 4h49 de consumo no Nordeste, onde está o maior tempo médio e 4h21 no Centro-Oeste) e, por fim, Sudeste com 77% (4h45 de tempo consumido).

relevanciaregional

Por mercado: Grande Belo Horizonte (89% de alcance, com 04:47:45 de tempo médio consumido), Grande Porto Alegre (83% - 04:28:11), Grande Curitiba (83% - 04:13:59), Grande Florianópolis (83% - 04:04:40), Grande Recife (82% - 05:05:42), Grande Fortaleza (82% - 04:55:23), Distrito Federal (79% - 03:53:01), Rio de Janeiro (78% - 05:14:41), Grande Goiânia (78% - 04:48:35), Grande Vitória (77% - 05:11:14), Grande São Paulo (74% - 04:26:17), Grande Salvador (72% - 04:20:06) e Campinas (72% - 04:00:24).

Entre os ouvintes, o Inside Radio mostra que 81% ouviram pelo rádio comum (receptor FM/AM), 23% pelo celular, 4% em outros equipamentos e 3% pelo computador.

O Inside Radio 2020 da Kantar Ibope Media também destaca as mudanças nos locais de escuta, que foram afetados pelas mudanças de comportamento da pandemia: 78% da audiência está em casa (contra 70% em 2019), 18% nos carros (23% em 2019), 7% em outros locais (2% em 2019), 5% no trajeto (8% em 2019) e 3% no trabalho (13% em 2019).

Sobre o perfil do público, o Inside Radio 2020 destaca que o rádio é um meio que conversa com todas as faixas etárias, com 84% de alcance entre os ouvintes que estão com idades entre 35 e 49 anos, seguido de 82% entre 20/34, 80% na faixa 50/59, 71% para as faixas 10/19 e o mesmo valor para público 60+.

idades

Já sobre a classe social, o Inside Radio destaca que o rádio é bem distribuído entre todas as classes, também com pouca variação entre os sexos. A diferença mais notável fica por conta das escutas pela web, onde há uma maior concentração das classes A e B e também entre os mais jovens.

classes

Crescimento na web

O Inside Radio 2020 também destacou que houve um crescimento de 38% no consumo de rádio pela internet, indicando a grande capacidade de adaptação do meio. Esse avanço é em comparação ao mesmo período de 2019. Em tempo médio diário, o consumo de rádio via internet está em 2h55min, contra 2h40min no ano passado. Em alcance, são 9% de consumo via web nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas.

Outro destaque do Inside Radio é que 16% dos ouvintes escutam rádio enquanto acessam a internet, ou seja, há uma simultaneidade nas atividades exercidas pelo público enquanto acompanham suas estações preferidas e isso vale para o acesso ao conteúdo digital.

Mudanças nos hábitos de consumo devido à pandemia

Além da mudança no local de consumo de rádio, a Kantar Ibope Media já havia antecipado que os hábitos em faixas horárias e outros cenários foram alterados devido à pandemia do novo coronavírus. O pico de consumo do rádio está na faixa entre 10h e 10h59 da manhã, com uma elevação significativa na audiência residencial (comparação entre 2020 e 2019).

Oportunidades no pós-pandemia

Durante o isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus, 75% afirmaram que ouviram o meio com a mesma intensidade ou até mais. Já 17% disseram à Kantar que passaram a ouvir rádio muito mais após o isolamento, possibilitando presumir que a experiencia de consumir o rádio no auge da pandemia foi positiva para a audiência.

Outro detalhe importante é que as pessoas estão mais abertas ao formatos de consumo e conteúdo de rádio e publicidade, segundo o Inside Radio 2020. "No momento de retomada, elas vão buscas atividades de lazer fora de casa, o que indica caminhos para que as marcas e emissoras se juntem para proporcionar novas experiencias aos ouvintes", destaca o book.

O book listou as cinco principais atividades que os ouvintes de rádio que acessaram a internet desejam fazer quando a vida voltar ao normal:

63% - Encontrar minha família e amigos
51% - Fazer atividades de lazer fora de casa
45% - Fazer viagens nacionais
37% - Ir ao cinema
35% - Ir a Parques Públicos

resumo

Divisão da publicidade no rádio

O Inside Radio 2020 destacou que, entre as 25 marcas mais valiosas do Brasil, todas anunciaram no rádio em 2020 (BrandZ - marcas mais valiosas do Brasil/2020).

Sobre o ritmo da publicidade em 2020, o rádio contou com um total de 5.200 anunciantes, distribuídos em mais de 6.283 marcas, segundo o Inside Radio 2020. Desses, 2.700 são anunciantes exclusivos de rádio e 2.232 são novos. Entre as marcas, 3.093 são exclusivos do meio e 2.924 são novos no rádio.

O Inside Radio 2020 também destacou o share (divisão da participação) entre os setores que anunciaram no rádio. Acompanhe:

30,5% - Serviços ao consumidor
27,9% - Comércio
9,3% - Financeiro e Secutirário
5,6% - Cultura, lazer, esporte e turismo
3,2% - Alimentos
3,0% - Farmacêutico
3,0% - Construção e Acabamento
2,9% - Automotivo
2,8% - Telecomunicações
2,7% - Administração pública e social
1,8% - Imobiliário
1,5% - Bebidas
1,2% - Mídia
0,8% - Minas e Energia
0,7% - Higiene Pessoal e Beleza

Já por categoria que mais investiram no meio, o Inside Radio 2020 destacou a lista a seguir:

10,8% - Super Hipermercados Atacadistas
7,2% - Ensino Escolar e Universitário
6,0% - Serviços Saúde
4,6% - Outros serviços consumidor
3,6% - Lojas de departamento
3,3% - Auto Revenda concessionárias
3,3% - Instituc/mercado financeiro
3,0% - Restaurantes e lanchonetes
2,3% - Serviços Segurança
2,0% - Transporte Carga
1,9% - Varejo Montadora
1,9% - Créditos
1,7% - Construção e Incorporação
1,6% - Eventos sociais e culturais
1,5% - Associações de classe

Para acessar o book completo, clique aqui.

Fonte: Tudorádio

Migração da TVRO para a banda Ku já é comprovada, enquanto há dúvidas para a mitigação, diz Moreira

O relator do edital do leilão 5G na Anatel, conselheiro Moisés Moreira, disse, nesta terça-feira, 22, que a área técnica da agência já tem elementos bastante claros sobre o tratamento a ser dado em relação a interferências da nova tecnologia no serviço de TVRO, na faixa de 3,5 GHz. Segundo ele, tanto a mitigação com uso de filtros e novas antenas, como a migração para a banda Ku, têm preços e prazos equivalentes.

A diferença, diz Moreira, é de que o funcionamento do serviço na banda Ku já foi testado e comprovado em uma faixa harmonizada mundialmente, enquanto a mitigação ainda depende de definições, e sequer se sabe se funcionará. Para ele, a solução desse problema é fundamental porque o serviço de parabólica atende a 20 milhões de domicílios, sendo 8,3 milhões de lares de famílias inscritas no Cadastro Único dos programas sociais.

Além disso, o conselheiro disse que optar pela mitigação ainda representará abrir mão de 100 MHz do espectro, para servir de banda de guarda. “Isto significa que não poderia se discutir o uso da banda de 3,7 GHz a 3,8 Ghz em um futuro próximo para a 5G, sem discutir outra solução para o problema da interferência entre os serviços”, disse.

Sem contar na provável necessidade de antenas parabólicas com diâmetros 20 centímetros maiores. Moreira garante também que não haverá atrasos caso se opte pela migração, já que isso pode ocorrer em ondas, com planejamento de entrada.

Moreira participou de live sobre o modelo da licitação de espectro para a 5G, promovida no Painel Telebrasil.

Fonte: Tele.Síntese

Minicom se compromete a defender imposto menor para telecom na Reforma Tributária

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, prometeu às empresas de telecomunicações que a pasta vai “observar de perto” a tramitação da Reforma Tributária em curso no Congresso Nacional de forma a “defender reduções e simplificações” para o setor.

“Um fator que dificulta o acesso à internet no Brasil é a histórica carga tributária, que iremos passar pelo tema agora na Reforma em curso no Congresso Nacional e o Ministério das Comunicações ficará olhando de perto esse projeto porque tem impacto direto nas telecomunicações. Vamos observar, monitorar e trabalharmos juntos, toda equipe, no Congresso Nacional”, afirmou.

No pronunciamento, transmitido nesta terça, 22/9, durante o Painel Telebrasil 2020, o ministro apontou que “de cada R$ 100, R$ 55 são destinados a impostos, taxas e outros tributos”, e que “o setor pagou R$ 65 bilhões em tributos no ano de 2019”. Ele sinalizou que pelo menos o projeto que envolve a isenção de Fistel para a Internet das Coisas será aprovado.

“Para adequar esse cenário e acabar com a exclusão digital, o Ministério das Comunicações apoia a redução e a simplificação da carga tributária setorial, de modo geral, e especialmente para dispositivos da internet das coisas e antenas de recepção de banda larga via satélite, VSat. Isso induz a recuperação da economia e permite expandir acesso a tecnologias digitais para comunidades carentes, remotas ou de difícil acesso. Essas medidas são consenso no governo e deverão ser adotadas ainda neste ano.”

Pouco antes, o secretário de Telecomunicações Vitor Menezes, já indicara que há alguma preocupação com o possível aumento da carga para o setor. "A criação do imposto único vai trazer uma equalização, especialmente no que diz respeito ao custo administrativo das empresas para administrar o pagamento de tributos. Temos acompanhado muito de perto a nova tributação que está sendo proposta, porque teremos talvez aumento de tributação para o setor, que é algo que vemos com muita preocupação. Essa é uma questão que vamos avaliar com cuidado, muito de perto, para trazer uma melhoria para o setor e não a piora no quadro."

O ministro das Comunicações também prometeu para 'breve' a regulamentação dos Termos de Ajuste de Conduta, já usados pela Anatel para a troca de multas por obras por fazer com as teles, especialmente, para investimentos em áreas ainda não atendidas.

Fonte: Convergência Digital

Propaganda eleitoral gratuita no Rádio e TV do primeiro turno começa no dia 9 de outubro

A campanha eleitoral para as eleições municipais se aproxima e vai mexer, novamente, com a grade de emissoras de Rádio e TV em todo o Brasil. Com o adiamento da data do pleito municipal devido a pandemia do coronavírus para o dia 15 de novembro (1º turno) e 29 de novembro (2º turno), os prazos também foram alterados, inclusive, os que envolvem o Rádio e a TV. A próxima data importante é o dia 9 de outubro, quando os meios devem veicular a propaganda eleitoral gratuita.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral gratuita para o primeiro turno será veiculada no Rádio e na TV no período de 09 de outubro a 12 de novembro. Neste período, o Rádio terá duas formas de veiculação.

Uma delas é em Bloco para as eleições para prefeito, que deverá ocorrer de segunda-feira a sábado, das 7h (sete horas) às 7h10 (sete horas e dez minutos) e das 12h (doze horas) às 12h10 (doze horas e dez minutos). Vale lembrar que, nestas eleições, não haverá bloco para vereadores.

Há ainda a segunda forma, que é a veiculação de inserções, ou seja, comerciais, de 30 segundos ou um minuto cada. Para isso, cada emissora de Rádio e televisão destinará 70 minutos diários. Este tempo será dividido ao longo da programação, de segunda-feira a domingo, das 5h até a meia-noite.

As inserções serão divididas na proporção de 60% para prefeito (42 minutos) e de 40% para vereador (28 minutos). A distribuição deste tempo levará em conta os blocos de audiência entre às 5h às 11h; das 11h às 18h; e das 18h à 0h.

Plano de mídia

Cada emissora contará com o Plano de Mídia que será divulgado pelo Cartório Eleitoral local com a quantidade de tempo de cada partido. A partir do dia 26 de setembro, a Justiça Eleitoral deve convocar as emissoras para a elaboração do plano de mídia local.

As emissoras de um mesmo município deverão se organizar e informar à Justiça Eleitoral e aos partidos políticos sobre quais períodos e quais serão as emissoras responsáveis pela geração da propaganda. As rádios também deverão informar se haverá formação de um pool. Caso ocorra, também será obrigatório informar a forma pela qual as outras rádios irão captar e retransmitir o sinal.

Caso não haja acordo entre as rádios, a Justiça Eleitoral dividirá o período da propaganda pelas emissoras e atribuirá a responsabilidade pela geração da propaganda por sorteio.

O gerente jurídico da ABERT, Rodolfo Salema, alerta que as emissoras devem ficar atentas às proibições na programação, pois o descumprimento das regras é punível com elevadas multas e, até mesmo, com a suspensão da programação. "A restrição imposta pela legislação tem o intuito de evitar abusos das emissoras, com o propósito de favorecer ou prejudicar determinado candidato e gerar desequilíbrio no pleito eleitoral", explica Salema.

Fonte: Tudo Rádio

Tendências | Publicidade em smart-speakers, avanço do digital na Europa e chip FM em celulares estão no radar do rádio

Três movimentos importantes relacionados às tendências que interessam diretamente a indústria de rádio tem tomado as pautas dos veículos especializados, como o tudoradio.com. Nos Estados Unidos, uma pesquisa avaliou a percepção do público em relação à publicidade em áudio nas smart-speakers. Já na Europa, há uma forte movimentação da organização WorldDAB para a expansão do rádio digital. E no Brasil, o Minicom voltou a se posicionar de forma favorável à presença de chip de FM em celulares.

Com a audiência ainda migrando para a transmissão digital, a organização WorldDAB tem provocado os países europeus à cumprirem os prazos estabelecidos para a expansão de receptores e transmissão. Para se ter uma ideia dessa movimentação, o Código Europeu de Comunicações Eletrônicas, em vigor desde o fim de 2018, prevê que todos os novos rádios automotivos possuam recepção de rádio digital.

Segundo o portal Radio World, os países que são membros da União Europeia precisam transformar o código europeu em legislação nacional até 21 de dezembro deste ano, o que deve ampliar significativamente a expansão do sinal digital no continente.

A organização detalhou essa movimentação em alguns países. Na Alemanha, todos os receptores de rádio em carros novos serão obrigados a incluir recursos de rádio digital a partir de 21 de dezembro de 2020. Já no Reino Unido, todos os receptores automotivos virão com rádio digital como padrão a partir de 2021.

Na Itália, todos os novos receptores de rádio (portáteis e automotivos) vendidos a partir de janeiro de 2020 contam com o DAB + (digital). Na França, uma proposta exigindo que todos os novos rádios automotivos incluam recursos de rádio digital está em discussão no parlamento neste mês de setembro. Demais países do bloco, como Espanha, Holanda, Bélgica, entre outros, também já discutem a inclusão da regra europeia como lei nacional.

Recepção de sinal FM em celulares

No Brasil, um dos movimentos mais aguardados pelo setor é a obrigatoriedade da ativação (ou implantação) do chip de FM em celulares fabricados no país. Em encontro organizado pela ABERT nesta terça-feira (22), o ministro das comunicações Fábio Faria voltou a defender a medida.

"Já estamos trabalhando com a evolução da TV e nosso próximo foco é a inclusão do chip de rádio nos celulares. Nada mais justo do que darmos para o cidadão o acesso ao veículo, sem que ele tenha que gastar seu pacote de dados", afirma Faria, que completa dizendo que "com a colocação dos chips nos celulares, 43 milhões de pessoas terão acesso ao rádio com conteúdo local, isso é essencial, afinal sabemos que em muitas localidades do país não há outro canal de comunicação disponível além do rádio".

Segundo reportagem da AERP, que esteve no evento desta terça-feira, o ministro pediu a união do setor para auxiliar na adoção da medida. "Temos uma grande chance de conseguir a aprovação do chip de rádio nos celulares, mas precisamos da colaboração de vocês. Já conversei com o presidente Jair Bolsonaro e ele está convencido e autorizou, agora precisamos convencer outros ministros e secretários. Vocês precisam estar unidos e ter o mesmo discurso para que eu possa trabalhar com o presidente da república e ministros, mostrando os argumentos do setor e benefícios para a população", afirma Faria.

Smart-speakers e a publicidade em áudio

Uma pesquisa feita pela Adobe mostrou que há um avanço na veiculação de publicidade em áudio durante a utilização das caixas de som com inteligência artificial, as smart-speakers. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados que ouvem anúncios em áudio disseram que os ouvem repetidamente. E a maioria dos entrevistados afirmaram que os anúncios entregues por esses dispositivos são menos intrusivos do que outras plataformas de entrega, como TV e mídia social.

A informação colabora com a defesa da publicidade em áudio, algo que é positivo para o rádio, veículo que pode fortalecer a defesa comercial de seu conteúdo publicitário perante o mercado, como também aproveitar a aceitação do público pela propaganda nas caixas de som inteligentes, já que as estações também estão presentes nesses dispositivos via streaming.


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Tendências | Publicidade em smart-speakers, avanço do digital na Europa e chip FM em celulares estão no radar do rádio
Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2020 @ 07:31

Tendências | Publicidade em smart-speakers, avanço do digital na Europa e chip FM em celulares estão no radar do rádio
São Paulo - Rádio digital deve ter mais um estímulo na Europa para a sua expansão. Já no Brasil, chip de FM em celulares é uma das bandeiras do setor

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Três movimentos importantes relacionados às tendências que interessam diretamente a indústria de rádio tem tomado as pautas dos veículos especializados, como o tudoradio.com. Nos Estados Unidos, uma pesquisa avaliou a percepção do público em relação à publicidade em áudio nas smart-speakers. Já na Europa, há uma forte movimentação da organização WorldDAB para a expansão do rádio digital. E no Brasil, o Minicom voltou a se posicionar de forma favorável à presença de chip de FM em celulares.

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Com a audiência ainda migrando para a transmissão digital, a organização WorldDAB tem provocado os países europeus à cumprirem os prazos estabelecidos para a expansão de receptores e transmissão. Para se ter uma ideia dessa movimentação, o Código Europeu de Comunicações Eletrônicas, em vigor desde o fim de 2018, prevê que todos os novos rádios automotivos possuam recepção de rádio digital.

Segundo o portal Radio World, os países que são membros da União Europeia precisam transformar o código europeu em legislação nacional até 21 de dezembro deste ano, o que deve ampliar significativamente a expansão do sinal digital no continente.

A organização detalhou essa movimentação em alguns países. Na Alemanha, todos os receptores de rádio em carros novos serão obrigados a incluir recursos de rádio digital a partir de 21 de dezembro de 2020. Já no Reino Unido, todos os receptores automotivos virão com rádio digital como padrão a partir de 2021.

Na Itália, todos os novos receptores de rádio (portáteis e automotivos) vendidos a partir de janeiro de 2020 contam com o DAB + (digital). Na França, uma proposta exigindo que todos os novos rádios automotivos incluam recursos de rádio digital está em discussão no parlamento neste mês de setembro. Demais países do bloco, como Espanha, Holanda, Bélgica, entre outros, também já discutem a inclusão da regra europeia como lei nacional.

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Recepção de sinal FM em celulares

No Brasil, um dos movimentos mais aguardados pelo setor é a obrigatoriedade da ativação (ou implantação) do chip de FM em celulares fabricados no país. Em encontro organizado pela ABERT nesta terça-feira (22), o ministro das comunicações Fábio Faria voltou a defender a medida.

"Já estamos trabalhando com a evolução da TV e nosso próximo foco é a inclusão do chip de rádio nos celulares. Nada mais justo do que darmos para o cidadão o acesso ao veículo, sem que ele tenha que gastar seu pacote de dados", afirma Faria, que completa dizendo que "com a colocação dos chips nos celulares, 43 milhões de pessoas terão acesso ao rádio com conteúdo local, isso é essencial, afinal sabemos que em muitas localidades do país não há outro canal de comunicação disponível além do rádio".

Michel Micheleto, presidente da Aerp; Fábio Faria, ministro das comunicações; Nill Júnior, presidente da Asserpe; e Silvano Silva, presidente da Acaert / crédito: AERP

Segundo reportagem da AERP, que esteve no evento desta terça-feira, o ministro pediu a união do setor para auxiliar na adoção da medida. "Temos uma grande chance de conseguir a aprovação do chip de rádio nos celulares, mas precisamos da colaboração de vocês. Já conversei com o presidente Jair Bolsonaro e ele está convencido e autorizou, agora precisamos convencer outros ministros e secretários. Vocês precisam estar unidos e ter o mesmo discurso para que eu possa trabalhar com o presidente da república e ministros, mostrando os argumentos do setor e benefícios para a população", afirma Faria.

Smart-speakers e a publicidade em áudio

Uma pesquisa feita pela Adobe mostrou que há um avanço na veiculação de publicidade em áudio durante a utilização das caixas de som com inteligência artificial, as smart-speakers. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados que ouvem anúncios em áudio disseram que os ouvem repetidamente. E a maioria dos entrevistados afirmaram que os anúncios entregues por esses dispositivos são menos intrusivos do que outras plataformas de entrega, como TV e mídia social.

A informação colabora com a defesa da publicidade em áudio, algo que é positivo para o rádio, veículo que pode fortalecer a defesa comercial de seu conteúdo publicitário perante o mercado, como também aproveitar a aceitação do público pela propaganda nas caixas de som inteligentes, já que as estações também estão presentes nesses dispositivos via streaming.

Smart-speaker da Amazon, a Alexa / Crédito: Olly Curtis - Future via Getty Images

O levantamento da Adobe também destacou que a maioria dos entrevistados disseram que consideram os anúncios nas smart-speakers mais envolventes e mais relevantes para suas necessidades e interesses. E que 53% relataram que um anúncio no dispositivo acabou levando-os a fazer uma compra, contra 39% em maio de 2019.

A pesquisa também mostrou a evolução dos dispositivos no mercado norte-americano: 39% dos entrevistados disseram ter um smart-speaker, contra 36% em fevereiro de 2019 e 28% em janeiro de 2018.

Com informações do portal Radio World, Adobe, Axios, Rain News e AERP

Fonte: Tudo Rádio

Parceria entre Audi e iHeartRadio pode impulsionar o rádio híbrido na América do Norte

Um acordo de colaboração firmado entre a IHeartRadio e a Audi pode ser decisivo para mudar o patamar do rádio híbrido na América do Norte. Segundo o portal Radio World, a montadora automotiva anunciou que está trabalhando com o maior grupo de rádios para levar essa tecnologia a mais motoristas do Canadá e dos Estados Unidos. A compatibilidade irá cobrir mais de 600 estações nos dois países e o rádio híbrido é uma solução que mescla o sinal terrestre (FM/AM) com dados de internet (streaming de áudio e outras funcionalidades):

Segundo a reportagem do portal norte-americano, a Audi já disponibiliza o rádio híbrido nos modelos 2021, que passam a ser vendidos nos Estados Unidos já em setembro deste ano. Há uma grande movimentação da montadora alemã na adoção do sistema, com a Audi liderando a defesa dessa tecnologia.

O receptor dos modelos 2021 da Audi contam com uma nova suíte de entretenimento informativo, chamado de MIB 3. Os motoristas que tiverem uma assinatura dos planos Audi Connect Prime ou Plus poderão usar a tecnologia de transmissão híbrida, que irá alternar entre o sinal terrestre digital em FM/AM com o streaming, proporcionando uma transmissão ininterrupta das estações preferidas do ouvinte.

A plataforma híbrida da Audi usa um hotspot de 4G LTE Wi-Fi, que providencia a conexão pelo veículo e é suficiente para que o receptor híbrido opere de forma ininterrupta, por isso a necessidade de uma assinatura por parte do motorista junto à Audi.

O que tem chamado a atenção do mercado em relação à Audi é a facilidade do sistema, que atende bem os padrões de consumo dos ouvintes de rádio (acostumados com a facilidade de acesso ao meio).

O sistema utiliza os padrões abertos da RadioDNS e a Audi já tem trabalhado de forma ampla o seu modelo de rádio híbrido nos modelos vendidos pela montadora na Europa. A diferença fica com o sistema de sinal terrestre integrado ao rádio híbrido, já que no continente europeu o padrão é o DRM e na América do Norte é o IBOC/HD Radio.

"Quando o veículo é desligado e ligado novamente, ele consegue reter a estação de rádio, captando a estação de rádio digital via conexão com a internet. Colaborar com iHeartRadio traz a experiência para a vida", afirma a montadora em seu comunicado.

O anúncio foi feito por Pom Malhotra, diretor 'Connected Services' da Audi of America, e Michele Laven, presidente do 'Strategic Partnerships Group' da iHeartMedia.

"A funcionalidade inovadora que a Audi está introduzindo por meio de sua experiência de Rádio Híbrido permite mais uma maneira para que essa companhia seja continuamente estendida além do alcance do sinal de transmissão, mantendo o consumidor conectado à sua estação favorita, não importa onde a estrada leve eles", afirma Laven.

Possíveis vantagens para os dois lados (emissoras e ouvintes)

As vantagens do rádio híbrido para os ouvintes é a possibilidade de não serem incomodados com 'sombras' no sinal terrestre e a possibilidade de ouvirem suas emissoras preferidas em áreas onde não há a recepção FM/AM. Outro ponto é a possibilidade de mais dados sobre o conteúdo que estão recebendo e interações, já que há conexão de dados on-line.

Já para as emissoras, o sistema é uma solução importante em um mundo que cobra mais dados sobre a audiência: conectado à internet, o rádio híbrido pode fornecer metadados de escutas que serão úteis na operação comercial das rádios, como análises de audiência, anúncios com referências de perfis ou geográficas, entre outros pontos que já são possíveis via streaming, mas que serão potencializados pela junção do alcance do FM/AM.

Os testes do rádio híbrido da Audi nos Estados Unidos foram divulgados pela montadora no NAB Show Express deste ano, acompanhado pelo tudoradio.com. Os testes de campo foram feitos na região de São Francisco (EUA), incluindo estações de diferentes grupos de comunicação.

Fonte: Tudorádio

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