Kantar IBOPE: Rádio e TV foram protagonistas em 2020

Na tentativa de auxiliar as empresas de comunicação a superar as dificuldades impostas por 2020, o Kantar IBOPE Media realizou um seminário online, em parceria com o Interactive Advertising Bureau (IAB), para divulgar os dados do estudo Tendências e Previsões de Mídia para 2021. As participantes foram a diretora de Desenvolvimento de Negócios do instituto, Adriana Fávaro e a diretora e líder de Mídia de Insights da Kantar Brasil, Maura Coracini.

De acordo com estudos do Kantar IBOPE, mesmo diante das crises sanitária e financeira, que geraram uma redução de investimentos publicitários, o rádio e a TV ganharam protagonismo neste ano. O levantamento aponta que, com a adoção de medidas de isolamento social, houve aumento de audiência nesses meios durante o período.

Segundo os dados, 75% das pessoas que ouviam rádio antes da crise de COVID-19 afirmaram, no estudo Inside Radio 2020, que estão consumindo o meio na mesma intensidade. Outros 17% responderam que passaram a ouvir muito mais rádio em ambiente doméstico.

“Cresceram não só os índices de audiência, mas também a interação de ouvintes pelas redes sociais e pelo WhatsApp”, afirmou Emanuel Bomfim, diretor artístico da rádio Eldorado.

Mesmo com as dificuldades financeiras, a emergência sanitária reforçou a necessidade de comunicação com a audiência. Dados da Kantar IBOPE, no Brasil, apontam o surgimento de 2.232 novos anunciantes durante a pandemia.


Sobre as tendências de mídia para 2021, de acordo com Maura Coracini, o contexto criativo ganhou o centro das atenções, assim como a compreensão das demandas do mercado. “A escolha do ambiente e do contexto é tão importante quanto a mensagem em si”, destacou. No contexto de inovação tecnológica acelerada, ela aposta que o vídeo será a grande estrela do próximo ano, e que mídias como Tik Tok, Instagram e Snapchat registrarão crescimento expressivo.

Para acessar o estudo, acesse AQUI.

Fonte: Abert

Perspectivas 2021

Na pauta permanente da agenda estratégica, estão ações que buscam corrigir a assimetria regulatória, que prejudica a competitividade do rádio e da TV no atual ambiente de convergência tecnológica, assim como a inclusão definitiva do setor de radiodifusão em projetos com foco em inovação e tecnologia.

Entre os temas prioritários estão a conclusão do processo de migração do rádio AM para FM; o desbloqueio do chip FM nos aparelhos celulares; a revisão e desburocratização do marco regulatório do setor; a aprovação da PEC que elimina os limites à participação do capital estrangeiro nas emissoras de rádio e televisão; e, ainda, a aprovação do processo de migração dos serviços de TVs parabólicas da atual faixa para a banda Ku.

“Apesar do cenário ainda incerto para todos os setores, que estão se adaptando à crise econômica provocada pela pandemia, mais que nunca, é hora de trabalharmos para que a radiodifusão brasileira se recupere de tais efeitos, mantendo-se forte e unida como tem sido nos últimos tempos”, afirma o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende.

Fonte: Abert

Com base em atuação híbrida, plataforma de monitoramento de streaming passa a integrar ambientes on e offline

Desenvolvida com o objetivo de realizar a gestão da presença Internet das rádios FM e medir audiência em tempo real, a Nextdial lançou a nova versão de sua plataforma Nextdial Intelligence. Entre as novidades está o início do processo de unificação entre métricas offline e online de emissoras de rádios, além de análises de cenários mais complexos, para que as emissoras possam potencializar seus negócios. Há uma tendência de cruzamento de dados entre os ambientes off e on das emissoras, considerando que o rádio conta com uma atuação híbrida.

A startup de tecnologia para rádios FM anunciou recentemente a atualização de sua plataforma digital. Segundo informações da própria empresa, o processo de auditoria de audiência foi melhorado a partir de novas funcionalidades que ampliam a capacidade das emissoras de rádios de medirem a sua audiência em todos dispositivos e de aumentar a monetização em até 5 vezes a partir da criação da oferta de dados precisos aos anunciantes e agências de publicidade.

Outras funcionalidades inclusas nesta nova versão também possibilitam ao usuário uma capacidade de integração com sistemas de prevenção de fraude automatizando ainda mais o controle de qualidade para evitar bots, contas falsas, fraudadores, usuários mal-intencionados sem interromper a experiência dos ouvintes.

Segundo Thiago Fernandes, CEO da Nextdial, a nova versão é resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano de 2020 com a colaboração de institutos de pesquisa e empresas de tecnologia internacionais. "A plataforma cresceu e, além dos recursos desenhados para atender emissoras FM que estão iniciando sua jornada no mundo digital, agora conta com recursos que permitem a execução de análises mais complexas", afirma ele.

A penetração da plataforma NextDial Intelligence aumentou 200% desde março deste ano, passando a representar cerca de 5% das emissoras comerciais em todo o país. "As maiores emissoras e grupos de comunicação, com destaque no ranking Ibope, têm nos possibilitado o desenvolvimento de iniciativas positivas de valorização do meio, como a publicação do relatório NextOnDial, realizado pela Nextdial e que é o primeiro do mercado a oferecer um raio-x real das audiências das emissoras nos meios digitais.

Com informações da FonteMidia Americas

Fonte: Tudo Rádio

Parceira do rádio, smart-speakers impulsionam outros dispositivos inteligentes nas residências

Segundo um relatório recentemente lançado pela Voicebot, as caixas de som inteligentes, mais conhecidas por smart speakers, estão contribuindo para alimentar a revolução geral da casa inteligente. O levantamento é relacionado ao mercado dos Estados Unidos e mostra como essas caixas de som estão impulsionando a presença de outros dispositivos conectados.

os padrões de adoção de dispositivos domésticos inteligentes e caixas de som inteligentes são distintos, mas complementares. "Os dispositivos domésticos inteligentes são anteriores as smart speakers, mas está claro que a categoria recebeu um impulso com a introdução de recursos interativos de voz em casa". Em 2017, muitos no mundo da tecnologia lamentaram que "a adoção de uma casa inteligente foi de apenas 16,3%, apesar de muitos anos de exagero".

Hoje, no entanto, o Gartner prevê que cerca de 50% dos lares dos EUA terão um dispositivo doméstico inteligente até 2021 - o que Voicebot acredita que se tornará realidade. Este último descobriu em sua pesquisa que 48,5% dos adultos nos EUA têm um dispositivo doméstico inteligente que não seja uma smart speaker, enquanto mais de 55% dos adultos nos EUA têm caixas de som inteligentes ou pelo menos um dispositivo doméstico inteligente."

As smart-speakers têm conquistado cada vez mais usuários e também seguem sendo utilizadas para diversas finalidades, tanto que rádios do Reino Unido já estão veiculando anúncios interativos através de seus streamings de áudio. O sistema, que está disponível na caixa de som inteligente Amazon Alexa, permite a interação entre o ouvinte e a marca anunciante, podendo perguntar por mais informações sobre o produto anunciado, entre outras possibilidades.

Assim como nos Estados Unidos e demais países, no Brasil as caixas de som inteligentes já aparecem como um dispositivo usado para consumo de streaming de rádio. A constatação feita por empresas de tecnologia que prestam serviços digitais à diferentes emissoras brasileiras mostrou que empresas de tecnologia apontam consumo de rádio na internet através de dispositivos como a Alexa (Amazon).

Além das smart speakers, a venda de fones de ouvido também esteve em alta neste ano de 2020. De acordo com um levantamento da Futuresource Consulting, esse tipo de dispositivo teve um avanço anual de 19% nas vendas, sendo um volume que considera o mercado global. O avanço dos dispositivos atestam novamente o crescimento no consumo de áudio.

Com informações do Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

Com pandemia, rádio ganha força - e novos anunciantes

Lílian Cunha, especial para o Estado

No início da pandemia, emissoras de rádio do País inteiro viveram um fenômeno parecido: a debandada dos anunciantes. O temor geral das marcas era de que, com todo mundo em casa, ninguém mais fosse ouvir rádio - meio consumido no trânsito, principalmente em grande cidades. Mas, como nada é previsível nesses tempos, a audiência surpreendeu.

De acordo com a Kantar Ibope Media, 75% das pessoas que ouviam rádio antes da crise da covid-19 afirmaram, no estudo Inside Radio 2020, que estão consumindo na mesma intensidade. Outros 17% responderam que passaram a ouvir muito mais.

O número de ouvintes começou a subir repentinamente já no fim de março. "Notávamos isso não só pelo índices, mas também pela participação das pessoas pelas redes e pelo WhatsApp", afirma Emanuel Bomfim, diretor artístico da Rádio Eldorado, que pertence ao Grupo Estado. "Era gente de outros lugares que estava ouvindo pela internet. Estávamos com picos de audiência e faturamento zero", conta o diretor executivo da 89FM, José Camargo Júnior.

"Esse período mais introspectivo fez com que os ouvintes passassem a experimentar novos formatos de rádio: 46% dos entrevistados ouviram serviços de streaming de áudio durante a pandemia e 25% aumentaram o consumo", diz Adriana Favaro, diretora da Kantar Ibope.

Com o isolamento social, as pessoas procuraram a companhia do rádio para ouvir músicas e notícias, enquanto trabalhavam, estudavam ou faziam faxina. A orientadora parental Suzana Nishie, moradora do bairro da Saúde, em São Paulo, não ouvia rádio há um tempo, mas retomou o hábito. "A casa ganha mais vida com o rádio."

Na visão de Daniel Ribeiro, diretor de mídia da AlmapBBDO, que fez campanhas radiofônicas para marcas como Bradesco, Volkswagen e Boticário, além da companhia, o rádio tem a característica da simultaneidade que outros meios não têm. "Você pode fazer outras coisas enquanto ouve a programação", afirma. O que mudou, diz, foi o jeito de ouvir.

Se antes da pandemia o rádio era ouvido pelo "dial", hoje o meio digital ficou mais popular: 43% afirmaram ouvir rádio pela web (antes eram 20%). Outros 26% responderam que ouvem tanto da forma tradicional quanto digital.

Mas os anunciantes demoraram um pouco para voltar. Para Paulo Sant'Anna, consultor de comunicação e mídia, esse é um reflexo do comportamento das marcas, que às vezes levam mais tempo para detectar tendências. "As pessoas não ouvem só Spotify. Quando o jovem quer descobrir músicas novas, ele vai para o rádio, que ainda é uma grande plataforma de lançamentos."

Mudança

Segundo a Kantar Ibope, no Brasil, foram 2.232 novos anunciantes durante a pandemia. A Eldorado, afirma Bomfim, conta agora com anunciantes do mercado imobiliário. Na 89, marcas de produtos de limpeza marcaram presença, diz Júnior.

Até mesmo rádios que nasceram na internet e são 100% digitais passaram pelo mesmo processo. "Tivemos uma fuga de patrocinadores que voltaram agora", diz Patricia Palumbo, idealizadora da webradio Vozes. "As pessoas estão trabalhando de casa, mas querem ficar conectadas. E o rádio permite isso, sem exigir atenção total."

Para as marcas, anunciar em rádio, sobretudo em tempos de crise, traz várias vantagens, porque é barato e eficaz. "Tem muita capilaridade", diz Mirian Cumino, diretora de mídia da F.biz. "Além disso, o anunciante pode falar com o ouvinte por meses, repetindo o anúncio ou mudando conforme o tempo." E tem também o aspecto da regionalidade. Há cidades onde só o rádio chega.

Conteúdo Estadão

Fonte: Portal Terra

Profissionais do rádio fazem relatos sobre como enfrentaram a covid-19

Uma rotina triste neste ano de 2020 é a circulação do novo coronavírus entre toda a população. E os profissionais do rádio não estão alheios a essa realidade, algo que ainda inspira muitos cuidados por parte de radialistas, produtores, gestores, entre outros. O tudoradio.com ouviu alguns desses nomes sobre o enfrentamento à doença e as mensagens deixadas após a recuperação.

Luiz Benite, gestor da Rede Massa FM, foi um dos nomes que enfrentaram a doença nesta reta final de 2020. Descobriu que tinha o vírus após um exame de rotina e, na sequência, sentiu os sintomas da covid-19. "É uma roleta russa", declara Benite, que já está recuperado. "É uma doença que te detona, te suga. Essa é a sensação. Lá pelo oitavo, décimo segundo dia, foi bem difícil. Eu tentava fazer algumas reuniões por vídeo, mas não conseguia. Dava dor de cabeça, cansaço. Trinta minutos de reunião e eu já suava", conta o gestor.

Déo Santos, responsável pela produtora Sonoplay, também relata sua experiência com a doença. "Passei 12 dias internado na cidade de Piripiri Piauí, minha terra natal. Fiquei com 75% dos pulmões comprometidos", afirma o produtor. O profissional está em casa, se recuperando e recebendo apoio da família. "Nunca desisti, nunca achei que não voltaria, todos os anjos do corpo médico se dedicaram ao máximo. Por favor, se protejam, não é brincadeira. Nunca desista", diz Santos.

Benite conta que, em casos como o dele e de outras pessoas, a doença faz a pessoa perder "muita massa magra" e "proteína". "Vai muito de cada um, uma vez que a doença tira sua energia, tira a sua proteção, você fica meio à deriva. Tudo pode acontecer contigo. Esse é o grande problema. E isso independe de idade, de situação, de estar bem ou não", afirma o gestor da Rede Massa FM, que lembra também de colegas que tiveram a doença, mas ficaram assintomáticos.

Em julho, Fernando Eufrásio Jr, apresentador da Jovem Pan FM 103.9 de Curitiba, publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais relatando sua experiência na luta contra o novo coronavírus. "Há mais ou menos 16 dias eu contraí o novo coronavírus, contrai a doença, Covid-19. E vou te falar, hein: não foi nada fácil", declarou à época. O radialista conta que sua mãe, já recuperada, precisou ser internada na UTI.

O tudoradio.com segue acompanhando como a pandemia tem afetado o rádio e seus profissionais. É possível acompanhar matérias sobre o tema através da editoria "Coronavírus" (clique aqui).

Fonte: Tudo Rádio

Estudo apresenta nova perspectiva sobre a história do rádio no Brasil

Por Germano Assad

A 43ª edição do Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), realizada virtualmente, durante a primeira semana de dezembro, expôs ao público uma nova perspectiva sobre o pioneirismo do meio rádio no Brasil.

Estudo apresentado pelo professor e pesquisador Luiz Artur Ferraretto reposiciona a Rádio Clube de Pernambuco como impulsionadora da radiodifusão sonora no país. “Demonstra que sua fundação institucionaliza um processo iniciado em meados da década de 1910 e que transforma experimentos de comunicação por ondas eletromagnéticas, o que possibilitou a passagem da radiotelefonia para o meio rádio”, diz o resumo da pesquisa.

Os entusiastas recifenses, à época, já possuíam conhecimento técnico e capacidade operacional similares aos congêneres baseados nos Estados Unidos, segundo o estudo. Bem antes da primeira transmissão, registrada oficialmente pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1923. Ocorre que, segundo o professor Ferraretto, essa transmissão foi negociada por Roquete Pinto com as autoridades, já que ele era um grande intelectual e os convenceu de que não deveria ser considerada clandestina, já que traria um nível de experimentação importante.

“Todos os indícios existentes apontam, entretanto, que no início 1923 já havia pelo menos três sujeitos capazes de fazer transmissões em Recife e que provavelmente o fizeram, mas isto não está noticiado nos jornais, somente por relatos orais de sobreviventes, já que as transmissões eram proibidas pelo governo no contexto da época”.

O Rádio Clube de Pernambuco, fundado no dia 6 de abril de 1919, já havia realizado o que se tem registrado, portanto, extra-oficialmente, na “clandestinidade” da época.

Novo conceito

A expressão “radiocultura”, datada dos anos 1910, inspirou Ferraretto a defender o pioneirismo do meio como todo o processo de desenvolvimento do rádio como instituição social, considerando contexto histórico e muito outros elementos, ao invés do simplismo de um marco técnico, como “a primeira transmissão”.

Esta mudança de conceito, proposta em documento chamado carta de natal, debatida e elaborada por pesquisadores com lastro no tema, como Luiz Maranhão Filho e Pedro Vaz, durante evento da Alcar (Associação de Pesquisadores da História da Mídia) no Rio Grande do Norte – daí o nome da carta – mais do que oportunizar uma revisita a história do país e da mídia no Brasil, devolve o protagonismo deste capítulo a quem de direito.

Confira o estudo completo, em detalhes, clicando aqui.

Fonte: AERP

Rádio FM teve mudanças em 23 das 27 capitais brasileiras em 2020

Como era de se esperar de um ano atípico, 2020 foi muito movimentado para o rádio. O meio experimentou uma crise econômica imposta pela pandemia do novo coronavírus, mas viu sua relevância ser ampliada e experimentou uma integração ainda maior com os canais digitais. Projetos que estão no ar sofreram evoluções e foram noticiados pela redação do tudoradio.com. Mas, quando o assunto é alteração na configuração do dial FM, o que mudou nas capitais brasileiras?

Não foram poucas as alterações, seja pela estreia de novos projetos em canais já existentes, migração AM-FM ou o surgimento de novas sintonias. As regiões metropolitanas que mais viram mudanças em 2020 foram o Grande Recife e a Grande Curitiba, fixando, cada uma, quatro alterações em seu espectro. São Paulo, Goiânia e Vitória tiveram três alterações de sintonias cada, seja em canais da cidade ou em frequências que atingem esses mercados. Foram 23 das 27 capitais com alguma mudança em FM.

E tem aquelas mudanças mais recentes, que acabam impactando mais na lembrança do radionauta nesta reta final de ano. Após meses de espera, Belo Horizonte acompanhou neste mês a estreia da Clube FM 96.5, emissora ligada à Rede Clube FM Brasil. E, em Salvador, houve a estreia da Salvador FM 92.3. Os dois casos foram estreias de rádios no formato popular/hits que substituíram a programação da Rede Feliz FM (religioso/gospel).

Sobre o Recife, as mudanças aconteceram em canais que não são da cidade, mas participam diretamente do mercado local. A Novas de Paz FM esteve envolvida em três alterações: teve o seu canal de São Lourenço da Mata deslocado de 101.7 FM para 88.1 FM, com aumento de potência. Isso fez com que a rádio deixasse os 91.3 FM de Olinda, abrindo caminho para o surgimento da Nova Canaã. Os dois projetos são de formato religioso/gospel.

Olinda também promoveu outra novidade ao Grande Recife: foi efetivada a migração AM-FM da Rádio Olinda FM 105.3, de formato religioso/católico. E outra mudança acompanhada pelo dial pernambucano foi o surgimento da Rádio 97 FM 97.1 (religioso/gospel), concessão de Paudalho.

Já no Sul, Curitiba viu a estreia de dois projetos locais que envolvem grandes grupos de comunicação local. O GRPCOM (ligado à TV Globo) implementou a Capital FM 98.3, de formato adulto-contemporâneo (migrante AM-FM originada em Piraquara). E o Grupo RIC (afiliado à Rede Record) estreou a RIC FM 107.1, rádio popular/hits que possui seu sistema irradiante em Contenda. A capital paranaense também viu a estreia da Mercosul FM 92.9 (rádio religiosa/gospel que substituiu a Feliz FM) e o retorno da Marumby FM 88.5, outra rádio voltada ao público evangélico, fato que interrompeu uma longa trajetória da Rede Aleluia.

São Paulo teve a estreia da Play FM 92.1, novo projeto de rede adulto/popular do Grupo Bandeirantes de Comunicação, substituindo a Rádio Trânsito no dial. E a Nossa Rádio FM movimentou o dial FM paulistano, ocupando a 94.1 FM que estava com a Rádio Globo, após deixar a 106.9 FM (saída que resultou no retorno da Ômega FM ao dial).

Quando o assunto é mudança no espectro, o Rio de Janeiro teve duas novidades na região metropolitana: o retorno da Kiss FM 91.9 em rede com as demais emissoras da marca, além da ampliação do porte técnico da estação, que parte com o seu sinal de São Gonçalo. Outra mudança foi a troca do nome da 97.1 FM de Piraí, que atinge a Baixada Fluminense e a zona oeste carioca: foi de 97 FM para Rádio Família 97 FM, mas sem mudar de formato (religioso/gospel).

Goiânia também teve um ano movimentado quando o assunto é reconfiguração do dial FM. Foram algumas trocas, que resultaram na seguinte situação: o retorno da Antena 1 ao dial goiano, através da estreia em 92.1 FM. Já a rede Clube FM Brasil foi responsável por duas novidades: a estreia da Clube FM 105.7 de Anápolis (que atinge a região) e o complemento em Goiânia, através da Clube FM 95.7.

A capital capixaba foi outro mercado agitado em 2020 sobre novidades no dial FM. Vitória já vinha de novidades em 2019 devido ao avanço da migração AM-FM na região e, neste ano, viu as estreias das rádios Jovem Pan News FM 90.5 (jornalismo/esportes) e Massa FM 91.9 (popular/sertanejo). E o mercado local ainda acompanha a saída da Líder FM 101.5, canal que deverá abrigar um projeto de rádio no formato jovem, ligada à UVV (Universidade Vila Velha).

Fortaleza viu a chegada da Rádio Viva FM 98.3 (religioso/gospel), canal que teve um incremento técnico considerável. Outra novidade ocorreu em um canal que atinge de forma parcial a capital cearense: o surgimento da Agora FM 107.5, emissora de formato adulto-contemporâneo e que tem seu sistema irradiante em Cascavel.

São Luís, capital do Maranhão, está na expectativa da estreia definitiva da migrante AM-FM que irá operar em 98.5 FM. Segundo informações apuradas pelo tudoradio.com, a emissora aguarda alguns trâmites de sua migração para poder selar uma afiliação com a Massa FM.

Novamente sobre redes, as redes de jornalismo CBN e Jovem Pan News foram responsáveis por duas novidades em dials de capitais no ano de 2020. A CBN promoveu as estreias recentes das rádios CBN FM 95.9 de Cuiabá e CBN FM 91.3 de Florianópolis (que opera em conjunto com a CBN Diário AM 730. A novidade deslocou a Nativa FM de 91.3 FM para 102.3 FM).

Já a Jovem Pan News, além da estreia em Vitória, também passou a contar com a 93.5 FM de Natal. O mercado natalense também viu a saída da Agora FM e o surgimento da popular/hits 97 FM 97.9.

Aracaju foi outra praça com mudanças importantes e recentes. A Transamérica FM 90.5 foi inaugurada em novembro, substituindo a CBN no dial da capital sergipana. Outra novidade foi o surgimento da Rio FM 102.3, rede estadual de formato popular/hits que substituiu a Xodó FM na frequência (marca que segue na região em 89.9 FM).

O surgimento da Rádio CV Mais FM 97.5 em Teresina também foi outra novidade em capitais, sendo uma rádio de formato popular/hits. Outro fato que gera expectativa no mercado local é a saída da Top FM dos 90.9 FM (hoje em 94.5 FM, de Demerval Lobão), canal que está sem projeto definido.

Belém também contou com uma novidade importante a partir de agosto: Rádio Boas Novas FM 104.7 passou a operar no dial FM da capital paraense, sendo a primeira emissora a concluir migração AM-FM.

O nome Boas Novas também foi uma novidade no dial FM de Porto Velho. Em julho passado, a capital de Rondônia passou a ser coberta pela Rádio Boas Novas FM 91.5, uma migrante AM-FM.

Em Manaus, a novidade surgiu em dezembro passado, mas foi inaugurada oficialmente em fevereiro de 2020. Trata-se da Encontro das Águas FM 97.7, uma concessão nova e pública na capital do Amazonas.

Palmas também teve novidade devido a migração AM-FM, com o surgimento da popular/hits FM Meio Norte FM 91.1. A emissora é ligada à marca Meio Norte, cuja sede é em Teresina.

Já Brasília, que ainda pode ter uma mudança em 2020 com a chegada da Rádio Bandeirantes no canal que hoje ocupa a Alpha FM 89.9, viu apenas mudanças em canais goianos que atingem o Distrito Federal. Teve o retorno da Kiss FM 98.3 (Padre Bernardo) e da Mais FM 94.1 (Corumbá de Goiás).

Porto Alegre também não observou mudanças significativas em sua lista de FMs ativas. A única alteração percebida no dial foi na região metropolitana, através da 91.5 FM de Glorinha. A rádio, que cobre alguns bairros da capital, deixou de operar como Sorriso FM e hoje se identifica como Grupo SulBrasil de Comunicações, de formato popular/hits.

Outra mudança percebida foi em Rio Branco. Por lá, a Rede Aleluia FM 89.7 passou a ser captada em seu novo canal, estação operava em 88.5 FM e tem torre em Porto Acre (AC).

E em Macapá, a Equinócio FM 99.1 surgiu no dial local nesta reta final de 2020, em substituição à Rede Aleluia.

Com a aproximação da liberação do eFM (FM estendido) para o processo de migração AM-FM, a expectativa é de um 2021 ainda mais movimentado.

Não teve mais?

Vale lembrar que os mercados de Salvador e Belo Horizonte tiveram outras mudanças que, dependendo do que se considera, podem entrar para a contagem. Em Sete Lagoas (MG), a Rádio Câmara FM 103.5 iniciou as suas operações, atingindo parcialmente a porção norte da Grande Belo Horizonte. Já na Grande Salvador, a Baiana FM 89.3 de Candeias (BA) chegou a se afiliar à Rede Mix de Rádio, mas retomou a operação local logo na sequência.

As mudanças em lista:

SUDESTE

São Paulo
92.1 FM - Play FM
94.1 FM - Nossa Rádio
106.9 FM - Ômega FM

Rio de Janeiro
91.9 FM - Kiss FM
97.1 FM - Rádio Família 97 FM

Belo Horizonte
96.5 FM - Clube FM

Vitória
90.5 FM - Jovem Pan News
91.9 FM - Massa FM
101.5 FM - Líder FM

SUL

Curitiba
88.5 FM - Marumby
92.9 FM - Mercosul FM
98.3 FM - Capital FM
107.1 FM - RIC FM

Porto Alegre
91.5 FM - Grupo SulBrasil de Comunicações

Florianópolis
91.3 FM - CBN
102.3 FM - Nativa FM

CENTRO-OESTE

Brasília
94.1 FM - Mais FM (GO)
98.3 FM - Kiss FM (GO)

Goiânia
92.1 FM - Antena 1
95.7 FM - Clube FM

Cuiabá
95.9 FM - CBN

NORDESTE

Salvador
92.3 FM - Salvador FM

Fortaleza
98.3 FM - Viva FM
107.5 FM - Agora FM

Recife
88.1 FM - Novas de Paz
91.3 FM - Nova Canaã FM
97.1 FM - Rádio 97
105.3 FM - Rádio Olinda

Teresina
90.9 FM - 90,9 FM (Top FM em 94.5 FM)
97.5 FM - Rádio CV Mais FM

Aracaju
90.5 FM – Transamérica
102.3 FM - RIO FM

São Luís
98.5 FM - 98,5 FM

Natal
93.5 FM - Jovem Pan News
97.9 FM - 97 FM

NORTE

Manaus
97.7 FM - Encontro das Águas FM

Belém
104.7 FM - Rádio Boas Novas

Porto Velho
91.5 FM - Rádio Boas Novas

Palmas
91.1 FM - FM Meio Norte

Macapá
99.1 FM - Equinócio FM

Rio Branco
89.7 FM - Rede Aleluia

Fonte: Tudo Rádio

Aberta consulta pública para calendário de dispensa ou flexibilização da Voz do Brasil em 2021

O Ministério das Comunicações (MCom) publicou, nesta segunda-feira (21), o aviso de Consulta Pública nº 3/2020 para receber contribuições à proposta de elaboração do calendário de flexibilização ou dispensa do horário de retransmissão do programa A Voz do Brasil em 2021.

As sugestões deverão indicar datas e horários para flexibilização ou dispensa da retransmissão; a abrangência – se nacional, estadual, distrital ou municipal – da flexibilização ou dispensa; o excepcional interesse público na divulgação de eventos, manifestações ou acontecimentos de grande apelo ou repercussão pública nacional, estadual, distrital ou municipal; e a absoluta incompatibilidade com os horários originais para retransmissão do programa.

Todos os requisitos deverão estar presentes e devidamente demostrados na contribuição.

As sugestões devem ser encaminhadas até o dia 19 de janeiro pela plataforma Participa + Brasil (clique aqui).

Para visualizar o Aviso de Consulta Pública, clique aqui.

Fonte: Abert

Receita global de anúncios de podcast deve alcançar US$ 1,4 bilhão em 2020

Um relatório divulgado recentemente pela analista da Omdia Tech, Georgina Howes, aponta que a receita global de anúncios em podcasts pode alcançar US$ 1,4 bilhão em 2020. As cifras devem ser registradas mesmo em tempos de coronavírus, já que houve um aumento na procura pela plataforma devido ao isolamento social imposto pelas autoridades sanitárias devido à pandemia.

O relatório foi produzido após a recente adição de podcasts da Amazon ao aplicativo Amazon Music e ao Audible, de propriedade da Amazon. Segundo a analista, os números registrados sinalizam que os players globais estão "acordando" para o potencial do podcast.

A plataforma da gigante Amazon começou a apresentar podcasts em setembro com uma mistura de conteúdo estabelecidos e novos programas originais produzidos exclusivamente para a Amazon Music. Desde outubro, a Audible fez o mesmo ao adicionar cerca de 100 mil podcasts com uma lista semelhante de editores.

"A Amazon ainda estará um pouco atrás de seus concorrentes com seu serviço de áudio combinado, com a plataforma abrigando um portfólio de conteúdo muito menor em comparação com outros pesos pesados da indústria", disse Howe.

A Amazon está adicionando podcasts ao seu aplicativo de música nos EUA, Reino Unido, Alemanha e Japão. Howes prevê que até 2025 os quatro países serão responsáveis por 15% do total de ouvintes de podcast mensais.

Com informações do portal Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

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