Publicado decreto que prorroga o prazo para migração das emissoras AM para o FM

Foi publicado no D.O.U. desta quinta-feira, 1, o decreto 10.664, de 31 de março de 2021, que altera o Decreto nº 8.139, de 7 de novembro de 2013, que dispõe sobre as condições para extinção do serviço de radiodifusão sonora em ondas médias de caráter local, sobre a adaptação das outorgas vigentes para execução deste serviço, e o Decreto nº 10.312, de 4 de abril de 2020, que amplia, temporariamente, o escopo de multiprogramação com conteúdo específico destinado às atividades de educação, ciência, tecnologia, inovações, cidadania e saúde de entidades executoras de serviço de radiodifusão de sons e imagens em tecnologia digital, com fins exclusivamente educacionais ou de exploração comercial, em razão da pandemia de covid-19.

As novas regras trazidas pelo decreto são:

  1. Reabre a possibilidade de requerer adaptação de outorga (migração) para as emissoras que ainda não tenham solicitado, a qualquer tempo, pois não foi estabelecido limite de prazo para tal.
  2. A possibilidade de desligamento da emissora OM enquanto não há decisão final sobre o pedido de adaptação para FM, desde que seja justificado e autorizado pelo MCom.
  3. Reabertura do prazo para reenquadramento das emissoras OM de caráter local para o regional, com prazo de 31 de dezembro de 2023. O reenquadramento será automático para todas as emissoras que não realizaram o pedido até o prazo limite.
  4. Regulamenta a possibilidade de adaptação de outorga para classe inferior àquela prevista no Decreto 8.139/2013, em casos em que não haja viabilidade técnica para a classe correspondente, condicionada à concordância do radiodifusor.
  5. Prorrogação da vigência do Decreto nº 10.312, até 4 de abril de 2022, possibilitando às emissoras de radiodifusão comerciais e educativas o uso do recurso de multiprogramação para a transmissão de atividades de educação, cidadania, saúde, ciência e tecnologia.

Para visualizar o decreto na íntegra, clique aqui.

Fonte: Gov.br

Aumentando a diversidade na radiodifusão

As emissoras estão empenhadas em aumentar a diversidade na indústria e criar novas oportunidades para mulheres, pessoas de cor e outras comunidades pouco representadas. Desde 2000, a iniciativa principal da NAB Leadership Foundation tem sido o programa Broadcast Leadership Training, que tem um forte histórico de preparação de mulheres e pessoas de cor para comprar e administrar estações de rádio e televisão.

“O programa de treinamento de liderança foi uma virada absoluta em minha carreira. Isso me expôs às facetas da liderança em transmissão em um nível muito mais alto ”, disse Lori Waldon, presidente e gerente geral da KOAT-TV, Hearst Television. “Adquiri um conhecimento inestimável e as ferramentas práticas necessárias para administrar uma estação de televisão de sucesso, literalmente do zero. Quando me formei no programa, não queria mais apenas um lugar à mesa. Eu queria sentar na cabeceira da mesa. Esse sonho se tornou realidade. ”

Apesar do apoio das emissoras a programas como este, o acesso ao capital continua sendo uma das principais barreiras à propriedade da mídia. Infelizmente, o programa de maior impacto para expandir a diversidade na propriedade de transmissões – o Programa de Certificação Fiscal de Diversidade – foi eliminado pelo Congresso em 1995. Esse programa forneceu incentivos fiscais para aqueles que venderam suas participações majoritárias em emissoras para minorias, e as emissoras apóiam a legislação para restabeleça-o. No 116º Congresso, as emissoras apoiaram a Lei de Oportunidades de Propriedade de Transmissão em Expansão de 2019 (H.R. 3957 e S. 2433) para incentivar a propriedade de estações de transmissão para mulheres e pessoas de cor.

O restabelecimento do Programa de Certificação Fiscal na FCC incentivaria o investimento na propriedade de estações de transmissão para mulheres e pessoas de cor e ajudaria dramaticamente as vozes sub-representadas a realizar seus sonhos de propriedade de estações de rádio e televisão.

Como Gordon Smith escreveu em um artigo de opinião no ano passado, “Um cenário de mídia local que reflete nossas comunidades no ar, na cabine de controle e na sala de reuniões tem sido uma prioridade para as emissoras de rádio e televisão da América. No entanto, não podemos cumprir esse objetivo sozinhos. ”

A aprovação de legislação pelo Congresso que restabelece o certificado de impostos seria um passo muito necessário para a criação de uma indústria de radiodifusão mais diversificada.

Conteúdo Blog NAB

Fonte: SET News

ABERT divulga relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão/2020

Em 2020, o Relatório ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão registrou um caso de assassinato de jornalista pelo exercício da profissão e 150 casos de violência não letal, que envolveram pelo menos 189 profissionais e veículos de comunicação.

Os dados foram apresentados pelo presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, em evento virtual, nesta terça-feira (30), e contou com a participação de representantes de instituições parceiras e de jornalistas. "O país está precisando de diálogo, paciência e paz", destacou Lara Resende.

Em relação a 2019, houve um aumento de 167,85% no número de casos não letais e de 142,3% no número de vítimas. Os dados chamam a atenção, em especial, pelo fato de as agressões físicas, ameaças, ofensas e intimidações terem ocorrido em um ano marcado pela pandemia de COVID-19, quando medidas restritivas foram impostas à população para o combate ao novo coronavírus.

As ofensas foram a principal forma de violência não letal: 59 casos relatados (39,33% do total) em 2020, envolvendo pelo menos 68 jornalistas, um aumento de 637,5% quando comparado com o ano anterior. Os principais alvos foram os profissionais de jornal e TV. A Região Centro-Oeste registrou o maior número de ocorrências. Políticos e ocupantes de cargos públicos estão entre os autores da maioria das ofensas, seguidos de populares. O número nem sempre representa a realidade, já que muitos casos não são relatados.

As agressões físicas também tiveram destaque: foram 39 casos (26% do total), envolvendo pelo menos 59 vítimas, um aumento de 67,5 % em relação a 2019. Profissionais do sexo masculino de TV e sites estiveram no foco de agressões como chutes, socos e empurrões durante as coberturas jornalísticas. A Região Sudeste registrou o maior número de ocorrências. Os autores das agressões foram, principalmente, populares e agentes de segurança.

Também houve aumento no número de casos de intimidação, ameaça e de roubos e furtos.

As decisões judiciais estão registradas no Relatório ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão, mas não entram na contagem de casos de violência não letal. Em 2020, houve uma redução de 20% em relação ao ano anterior. Os pedidos de indenização por danos morais e a retirada do ar de informações e matérias jornalísticas representaram a maioria das sentenças.

“Toda e qualquer agressão a um único jornalista é inadmissível e coloca em risco a liberdade de imprensa. A tarefa de apresentar uma visão crítica à sociedade sobre fatos de interesse público, com a devida checagem, é o antídoto às ameaças de intimidação ao trabalho da imprensa”, afirma o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende.

ATAQUES VIRTUAIS

De acordo com estudo encomendado pela ABERT à Bites, empresa de análise de dados para decisões estratégicas, em 2020, foram produzidos, nas redes sociais, 42 milhões de posts sobre mídia de natureza genérica. O número representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior, quando houve 40,3 milhões de menções à mídia. “Quando necessário, a mídia pode ser avaliada, mas não desacreditada”, destacou Manoel Fernandes, diretor da agência Bites, responsável pelo levantamento de dados virtuais.

No campo de referências negativas, incluindo menções com expressões depreciativas, como golpista, lixo, parcial, canalha e grande mídia, foram publicados 2,9 milhões de posts contra 3,2 milhões em 2019.

Apesar da queda de 9% em relação ao ano anterior, o levantamento aponta que a imprensa sofreu 7.945 ataques virtuais por dia, ou quase 6 agressões por minuto.

Em 2020, os perfis e sites mais conservadores tiveram quase 50 milhões de interações com expressões pejorativas, uma redução de 30,6% em relação a 2019.

As críticas depreciativas produzidas pela esquerda foram em menor volume, mas, ainda assim, o número é significativo: foram produzidas 296 mil interações, volume 29 vezes menor que as interações de perfis conservadores.

Um fato novo identificado é a expressão “Grande Mídia”, utilizada nos últimos anos de maneira pejorativa por parte de setores da esquerda para atacar o trabalho das empresas jornalísticas. Em 2020, a expressão deixou de ser exclusividade da esquerda e foi absorvida pelo espectro de sites e perfis conservadores.

Acesse o estudo da Bites na íntegra: https://escola.bites.com.br/abert

O BRASIL NO MUNDO

O Brasil continua nas listas mundiais de nações perigosas para o exercício do jornalismo.

De acordo com a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), entre 180 países avaliados, o Brasil figura na posição 107 no ranking de liberdade de imprensa, a pior colocação desde o início da contagem, em 2002.

O Relatório da ABERT pode ser acessado AQUI.

 

Fonte: Abert

Levantamento: Com mais de 770 FMs originadas da faixa AM, migração deve ser acelerada ainda em 2021

O levantamento atualizado diariamente pelo tudoradio.com que mostra a evolução do processo de migração AM-FM no Brasil já conta com mais de 770 emissoras mapeadas. São estações que já estão transmitindo na faixa FM e desocuparam o espectro AM. E esse número deve sofrer uma forte atualização a partir dos próximos meses, já que a Anatel deve informar para o mercado sobre o uso do eFM (FM estendido) e a liberação de mais canais em FM convencional para mais migrantes AM-FM. O processo agora parte para as regiões mais populosas do país. 

Para se ter uma ideia do andamento do processo, na terça-feira (23) passada a Anatel publicou um ato de efetivação de canais em FM estendido (eFM) para Salvador e Recife, além de cidades que integram as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Trata-se da primeira ação prática que contempla a faixa estendida de FM (76.1 FM a 87.3 FM), ato que também contou com a liberação de mais canais em FM convencional (88.1 FM a 107.9 FM) em localidades como Uberlândia, Contagem (Grande BH), Botucatu, Olímpia, entre outras cidades.

Isso mostra que a migração AM-FM parte para as áreas mais sensíveis do processo. Ou seja, são as regiões mais populosas do país, de maior complexidade no mercado de rádio e de grande ocupação do espectro FM. E o planejamento do Ministério das Comunicações, com o apoio da Anatel, é de começar a contar com as primeiras transmissões em eFM (faixa estendida) a partir de maio.

Até o momento a migração AM-FM atingiu com força o interior do país, principalmente cidades de pequeno e médio portes. Mas nesse 'bolo' também estão outras áreas mais complexas e populosas, onde a partir de entendimentos entre radiodifusores, entidades que representam o setor, Anatel e ministérios, foi possível uma maior acomodação de migrantes AM-FM na faixa convencional. Isso foi observado em locais como Manaus (AM), Belém (PA), Maceió (AL), Natal (RN), Vitória (ES), Uberlândia (MG), Londrina (PR), Bauru (SP), entre outras localidades.

No final de 2020 foi liberada uma consulta pública (n.70) sobre o tema, com 365 canais em FM, dos quais 42 estavam em faixa convencional. Há um grupo de estudos liderado pela ABERT, com participação das entidades estaduais, em trabalho conjunto com Anatel e MCom, que tem conseguido acomodar mais migrantes AM-FM na faixa convencional. Para se ter uma ideia, os estudos conseguiram viabilizar mais 130 canais entre 88.1 FM e 107.9 FM. Os resultados finais devem ser conhecidos a partir desta semana (parte deles foram liberados na última terça-feira).

O processo na prática até o momento

São 773 emissoras originadas na faixa AM que tiveram sua operação em FM já mapeada pelo guia de rádios dials tudoradio.com até o fechamento deste texto. As últimas migrantes AM-FM que tiveram as suas coberturas conhecidas foram a Rádio Regional FM 91.1 de Palmital (interior de São Paulo, entre as regiões de Assis, Ourinhos e Marília) e a Rádio Soledade FM 104.5 de Soledade (interior gaúcho, na região próxima à Passo Fundo e Carazinho).

O Paraná conta com o maior número de migrantes AM-FM cuja cobertura de sinal é conhecida: 100 emissoras. Na sequência, São Paulo aparece com 92 estações já ativas em FM (mesmo com a parte mais densa do estado aguardando a faixa FM estendida, caso das regiões de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José dos Campos, entre outras). Minas Gerais tem 91 migrantes AM-FM mapeadas no dial FM.

eFM: Faixa estendida de FM

A liberação da faixa de FM estendida está bem próxima de se tornar realidade. Em outubro de 2020, a Anatel liberou a consulta pública de número 70 que abrange grandes centros como as capitais de São Paulo e do Rio de Janeiro, locais que só terão a migração AM-FM viabilizada se ocorrer o uso do espectro estendido, devido a grande ocupação atual da faixa convencional.

Por sua complexidade, a consulta pública teve seus prazos prorrogados e os trabalhos relacionados à ela entraram em 2021. Porém, o processo está em sua fase final, como prova o ato publicado pela Anatel na semana passada, que define os canais em FM estendido para Salvador e Recife, além de cidades que integram as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Um novo ato pode ser publicado a partir desta semana, atingindo mais localidades.

O processo de migração AM-FM em faixa estendida é aguardado desde 2013 pelas emissoras AMs solicitantes. Em algumas regiões, onde era previsto o uso do FM estendido, após uma série de acordos e uso do segundo adjacente, foi possível acomodar as estações migrantes na faixa convencional. Porém os maiores centros seguiram de fora até a divulgação da consulta pública de número 70.

Enquanto aguardam a canalização, o mercado viu a evolução da disponibilidade de receptores com o FM estendido disponível, este que foi inicialmente impulsionado por celulares com FM e rádios em automóveis. Em setembro de 2017, foi aprovada uma portaria que obriga a produção de receptores com FM estendido no Brasil. E o avanço do FM em celulares também deve fortalecer a adoção das novas faixas.

O número é relacionado ao levantamento feito pelo tudoradio.com nos dials AM/FM no portal, ou seja, são 773 migrantes AM-FM que tem a sua cobertura em FM já mapeada pela equipe do portal (até o fechamento desta matéria).

 

Fonte: TudoRádio

Comissão analisará processos de licitação dos serviços de rádio e TV

O Ministério das Comunicações (MCom) publicou, nesta sexta-feira (26), a Portaria nº 2.263/2021, que institui a Comissão Permanente de Licitação de Serviços de Radiodifusão.

Pela regra, além de propor editais de licitação para rádio e TV, a nova comissão será responsável pela análise de todos os procedimentos relativos aos processos de licitação de outorga dos serviços de radiodifusão.

Para acessar a portaria, clique AQUI

 

Fonte: ABERT

Curiosidade: Rádios musicais retomam um crescimento mais significativo nos EUA a partir de fevereiro

Um clima político mais ameno e um arrefecimento dos efeitos pandêmicos nos Estados Unidos parecem influenciar num possível retorno à normalidade nos níveis de escutas de rádio entre os formatos musicais. Segundo portais especializados na indústria de rádio norte-americana, formatos como o Pop CHR apresentaram uma recuperação consistente na participação da audiência em vários mercados. O jornalismo, que atingiu patamares históricos em 2020, segue na liderança e também colecionou resultados importantes. E esse "retorno ao normal" coloca de novo em destaque a resiliência do rádio. Acompanhe:

A análise feita dos dados da Nielsen pelo portal Inside Radio chama a atenção para a recuperação consistente de rádios do formato Pop CHR em mercados como Washington, Boston, Miami, Seattle e San Diego. Para se ter uma ideia desses avanços, a WXKS-FM (Kiss 108 FM 107.9, da iHeartMedia) saltou de um sétimo lugar geral para a terceira colocação, segundo a Nielsen. 

O ano de 2020 foi problemático para as rádios musicais, em especial as emissoras de formatos Pop CHR, que sentiram quedas nas participações logo no início da pandemia do novo coronavírus. Com uma maior circulação entre o segundo e terceiro trimestre do ano passado, algumas estações experimentaram recuperações, mas nada como os níveis anteriores a 2020. A virada de ano, com a corrida eleitoral nos EUA e o agravamento da pandemia, impediu uma normalização de seus níveis de audiência, algo que começa a mudar a partir da medição de fevereiro deste ano.

O cenário mais positivo não fica apenas com o Pop CHR, como mostram os analistas norte-americanos. Foram observados avanços de estações em diferentes formatos, como AC (adulto-contemporâneo), Classic Rock, Country, Adulto R & B, Alternativas, HOT AC, entre outros perfis musicais. Como curiosidade, vale a citação sobre o retorno da Lite FM 106.7 (AC) à liderança em Nova York e a recuperação do share da Z100 FM 100.3 (Pop CHR) nos mercados de Nova York, Long Island e Middlesex-Somerset-Union (New Jersey).

O jornalismo (através do All-News ou News/Talk) continua com a maior fatia do bolo de audiência nos Estados Unidos, formato que apresentou alta histórica em 2020 e já vinha liderando entre os formatos nos últimos anos. A análise do Inside Radio chama a atenção para a presença do jornalismo em três das quatro primeiras posições em Washington (DC) e em três dos cinco primeiros em Seattle. O jornalismo costuma também liderar em San Francisco (líder e vice-líder) e também ocupa os dois primeiros lugares em Chicago.

 

Análise: Resiliência do rádio

Esses movimentos vistos no mercado norte-americano indicam uma resiliência do rádio. Com mudanças bruscas de hábitos devido à pandemia e novas tecnologias, o rádio parece se adaptar ao cenário (tanto que reteve boa parte do total de audiência em 2020, apesar da 'realocação' da audiência entre os formatos) e, no primeiro cenário de maior normalidade social, há um movimento de retorno aos costumes e hábitos de escutas. 

Como a crise pandêmica caminha de forma diferente entre regiões e países, fica difícil determinar quando esse cenário que começa a ser observado nos Estados Unidos irá acontecer no Brasil. O nosso país ainda persiste na crise sanitária e viverá um período eleitoral possivelmente polarizado em 2022, fato observado em 2020 em território norte-americano. De qualquer forma é importante destacar a manutenção da relevância e da audiência do rádio mesmo durante esses períodos sociais mais intensos.

Novamente sobre os EUA, é bom destacar que o crescimento dos formatos musicais não resulta necessariamente na queda do jornalismo, mas sim no retorno dos níveis habituais de alcance do meio nos Estados Unidos, mais dependente dos deslocamentos diários da população. Porém, a alta histórica do jornalismo pode arrefecer, o que seria natural: portais de notícias como os dos jornais New York Times e Washington Post, além da rede CNN, experimentaram quedas de acessos em fevereiro, mas isso foi mais significativo pelo fato desses veículos passarem por números históricos em 2020.

Fonte: TudoRádio com informações da Nielsen e do portal Inside Radio

Anatel libera novos canais para migração

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, nesta terça-feira (23), o Ato nº 1.699/2021, que altera o Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Frequência Modulada (PBFM), viabilizando canais na faixa atual e na estendida para rádios que solicitaram a migração do AM para FM.
Com a publicação, foram viabilizados 44 canais de FM, sendo 17 na faixa convencional e 27 na estendida.

Este é o primeiro ato publicado após o início das reuniões do Grupo de Trabalho (GT) criado pela Anatel, com a participação do Ministério das Comunicações (MCom), para dar celeridade aos estudos de canalização desenvolvidos e coordenados pela ABERT, juntamente com as associações estaduais, e que buscam alternativas para viabilizar o maior número possível de canais na faixa convencional de FM.

Segundo o diretor de Rádio da ABERT, André Cintra, os estudos do grupo estão adiantados, e, nos próximos dias, deverão ser publicados novos atos, com mais canais na faixa convencional e na estendida. A intenção do Ministério das Comunicações e da Anatel é a de incluir o máximo possível de canais até 5 de maio, data em que se comemora o Dia Nacional das Comunicações.

O presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, salientou a importância do esforço conjunto do setor de radiodifusão, com a Anatel e o MCom.

“Além da disponibilidade da Anatel e do Ministério, que atenderam ao pedido da ABERT de criação do GT, a participação das associações estaduais nesses estudos demonstra a importância da união de todos os envolvidos para a melhor solução dos problemas do setor”, afirma Lara Resende.

Acesse o ato AQUI.

 

Fonte: ABERT

Estimativas apontam um “aumento saudável” no investimento publicitário em rádio

Uma estimativa atualizada pela Borrell and Associates sobre o mercado norte-americano pode dar uma pista para um futuro próximo no Brasil. Segundo a análise divulgada nesta semana, a publicidade terá um novo impulso entre 2021 e 2025, com crescimento na verba de anunciantes locais. É previsto um gasto de US$ 127,3 bilhões para este ano, ou seja, 7,3% acima do que foi observado em 2020. Para o rádio, a Borrell observa um "crescimento saudável" no investimento publicitário. Acompanhe os detalhes:

Na média, o rádio vai experimentar um crescimento de 6,9% em 2021 nos Estados Unidos, bem próximo da média geral de gastos por anunciantes locais. Mas a análise da Borrell chama a atenção para o crescimento desigual entre os mercados: algumas praças terão avanços de dois dígitos (até 20% em alguns casos), enquanto outros poderão experimentar uma certa estabilidade no investimento publicitário.

A análise também destaca dois pontos, um positivo e outro negativo. A boa notícia é de que um crescimento de 7,3% é considerado significativo, assim como os números aguardados para o rádio em 2021. E o lado ruim da história é que ele ainda não será suficiente para resolver a queda experimentada em 2020.

Segundo a Borrell, o mercado local de publicidade encolheu US$ 9,3 bilhões em 2020. Já para 2021, a previsão é que a publicidade local cresça US$ 8,6 bilhões, um aumento de 7,3%. Isso ainda deixa um déficit de US $ 700 milhões em relação à situação vivida em 2019.

Setores como automotivo, restaurantes e imóveis devem puxar essa alta do mercado local de publicidade em 2021.

E a recuperação entre os mercados varia de acordo com a situação de cada cidade. A Borrell lembra que algumas cidades tiveram situação menos pior do que outras durante o auge da pandemia nos Estados Unidos. Há locais onde a falência de empresas foi mais presente do que em outros. E isso pode impactar no volume de investimentos em mídia nesta retomada.

Segundo o portal RadioINK, a Borrell deve fazer amanhã (25) uma apresentação de 30 minutos para explicar as atualizações de suas estimativas. As inscrições podem ser feitas através do link https://register.gotowebinar.com/register/676408971852313867.

E o Brasil?

Alguns pontos dessa análise da Borrell podem ser traduzidas para o mercado brasileiro. Possivelmente, a dinâmica de retomada entre as principais regiões do país também pode ser diferente por aqui. Algumas cidades sofreram (ou ainda sofrem) mais do que outras com os impactos da pandemia do novo coronavírus, seja de ordem econômica ou sanitária. 

É possível também que a recuperação aguardada para o mercado de rádio dos Estados Unidos em 2021 seja experimentada de forma mais clara no Brasil em 2022. Conforme já noticiado pelo tudoradio.com, a recuperação econômica está atrelada à vacinação, segundo expectativas de executivos do setor de rádio. E a situação norte-americana está mais adiantada que a brasileira. Para se ter uma ideia, já está previsto o retorno de grandes festivais de música nos EUA para o segundo semestre deste ano.

Pesquisa demonstra abertura de ouvintes à publicidade em podcast

Uma pesquisa realizada pela Audio.ad, unidade de negócios em conteúdo publicitário em áudio da Cisneros Interactive (empresa de publicidade digital que atende os mercados latino-americanos e hispânicos dos Estados Unidos), revelou que os ouvintes estão ficando mais adeptos a consumir publicidade em podcasts. Conforme o levantamento, quatro em cada 10 pessoas que ouviram áudio digital em 2020 adquiriram de um a três produtos de anúncios no formato.

Realizado em parceria com a Brandwatch, o estudo teve a intenção de analisar os hábitos de consumo e as preferências do público acerca das marcas e segmentos que já anunciam nos podcasts e outros produtos sonoros. Foram entrevistadas mil pessoas com questionários on-line, entre os dias 1º e 15 de janeiro de 2021.

Conforme declaração dos respondentes, dentre os produtos adquiridos estão:  roupas ou sapatos (27%), eletrodomésticos (26%) e produto tecnológico (22%). Na sequência vem produtos de supermercados, educação, ingressos para eventos, carros ou motos, seguros, turismo, produtos bancários e investimento financeiro.

Tabela mostra ranking de produtos adquiridos. Crédito: Reprodução/ Audio.Ad

Outra vantagem deste tipo de publicidade demonstrada pelo estudo é a possibilidade de aparecer para o público em diferentes horários do dia, isto porque, os entrevistados mostraram que consomem este tipo de conteúdo em vários momentos. Para 18%, ao longo de 24h, é normal escutar algo enquanto estão na internet. Já 14% buscam áudio logo ao acordar, 10% enquanto estão correndo, caminhando ou praticando outra atividade física, e 8% escolhem o podcast enquanto estão em deslocamento de um lugar para outro. 

 

Fonte: Coletiva.net

FM estendido deve começar a operar em maio

A faixa estendida de FM deve entrar em atividade a partir de 5 de maio, data em que é comemorado o Dia das Comunicações. A previsão é do secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, anunciada durante o 1º Encontro Virtual do Comitê Técnico da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo), na segunda-feira (16).

A reunião teve a participação do diretor de Rádio da ABERT, André Cintra, que detalhou as ações do grupo de estudos criado para conduzir o processo de migração das emissoras AM-FM para a faixa convencional. Segundo Cintra, que desde 2013 trabalha na canalização das emissoras migrantes, 61 canais poderão ser incluídos de imediato na consulta pública nº 70/2020 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que propôs a utilização de 323 canais no chamado dial estendido (eFM).

O diretor da ABERT esclareceu que, com a realização dos estudos técnicos, foi possível encontrar um número maior de canais viáveis na faixa convencional, chegando a 365 canais.

Atualmente, apenas 42 estão na faixa convencional e a estimativa é incluir cerca de 200 emissoras até o final da migração.

Cintra apontou que algumas praças, como São Paulo (SP), Recife (PE) e Salvador (BA), por exemplo, não apresentam viabilidade para a inclusão, devido à alta demanda, mas Goiânia (GO) e Fortaleza (CE), após ajustes, permitem a realocação na faixa convencional. O engenheiro acrescentou que nenhuma emissora FM já existente será limitada no processo. “As reduções ocorrem apenas com as migrantes AM-FM que aceitaram a diminuição da classe de operação para serem alocadas em FM convencional em vez de faixa estendida”, reforçou.

Martinhão afirmou que o tema é prioritário no Ministério das Comunicações (MCom) e tem sido conduzido com celeridade. Segundo ele, a pasta recebeu 1655 pedidos válidos de migração para a faixa FM. Desses, 1290 já foram incluídos no plano básico de FM, sendo que 850 estações já possuem o termo aditivo e 375 estão em exigências / análises. Apenas 65 pedidos estão no lote residual.

O presidente da AESP, Rodrigo Neves, o conselheiro da entidade Eduardo Cappia, representantes da Anatel e empresários do setor de radiodifusão também participaram da transmissão.

 

Fonte: ABERT

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