Os veículos tradicionais e o ClubHouse: quais lições tirar da nova rede?

Recentemente, a internet entrou em polvorosa com o ClubHouse, uma nova rede social de conversas por áudio, em que os usuários participam de bate-papos com duração e assuntos de interesse pré-estabelecidos. Com o surgimento desta nova mídia, os veículos tradicionais já se perguntam quais os impactos que o segmento da comunicação, especialmente o rádio, poderá sofrer caso a nova rede venha para ficar.

Disponível apenas para IOS, uma das explicações para o boom da plataforma pode estar relacionada à exclusividade e a sensação de pertencimento a um grupo seleto. Creio que as empresas de comunicação tradicionais podem ser favorecidas por este exemplo, ao entender como se beneficiar e instigar os usuários para consumir e interagir com conteúdos de áudio e vídeo on demand e ofertas exclusivas.

O ClubHouse não usa o apelo visual e seu formato é extremamente parecido com um podcast, embora muito mais interativo. Isso pode significar, para as rádios de todo o mundo, mais um espaço para divulgar conteúdo e abrir as tradicionais “mesas-redondas” para a participação dos ouvintes. Mais do que isso, a plataforma pode se tornar um espaço para que as marcas criem estratégias de humanização e aproximação com o público de forma inteligente, promovendo debates e trocas construtivas.

Talvez, ainda seja cedo para fazer tais conjunturas e encaminhar conclusões, mas o ClubHouse veio para mostrar uma faceta cada vez mais presente na sociedade atual: a busca por interações reais e, especialmente, humanas. Nesse sentido, é dever das empresas de comunicação tornar o conteúdo mais próximo e acessível, sem nunca deixar de lado a ética, atentos à lição de que é preciso saber adaptar-se para permanecer relevante na entrega de conteúdos jornalísticos e de entretenimento de qualidade, sempre.
 

Guliver Leão

Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert)

COVID-19: a luta pelo acesso à informação e o protagonismo da imprensa

Há uma algumas semanas, completamos um ano desde que o primeiro caso de COVID-19 foi identificado no país e, de lá para cá, mais de 290 mil brasileiros já perderam a vida. Ao longo deste triste período, a população brasileira passou outras inúmeras dificuldades e, por um momento, quase se tornou refém da desinformação, quando o governo brasileiro restringiu o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Suprimir esses números, tão necessários para avaliar o avanço da situação no país, foi considerado um ataque à população e ao direito fundamental dos indivíduos de ter acesso à informação.

Naquele momento, a imprensa brasileira, zelosa de seu protagonismo social e compromisso com a verdade, firmou um consórcio pioneiro no país para dar transparência aos dados da Covid‑19. Desde 8 de junho, ou seja, quatro meses após a primeiro caso registrado dessa doença, os veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL vem coletando e consolidando números sobre mortes e contaminados, para garantir que estejamos devidamente informados e cientes do que de fato ocorre no país.

Assim, mesmo diante de uma situação difícil, é reconfortante saber que as empresas de comunicação brasileiras batalham pela transparência e ampliação das fronteiras do acesso à informação, bem como entregam um trabalho de excelência apresentando informações necessárias ao combate da pandemia.

Sabemos que todos estão cansados de “ouvir falar sobre a COVID”, mas é somente por meio da informação precisa, atenção ao distanciamento social e respeito aos protocolos de segurança que poderemos combater essa doença, saindo fortalecidos como sociedade e, ainda mais, unidos. Para finalizar, o apelo que vejo necessário fazer neste momento é: continue valorizando os veículos de comunicação, que diariamente entram em sua casa para informar com qualidade, apurando minuciosamente e respeitando os fatos.

 

Guliver Leão
Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert)

Efeitos da Assimetria Regulatória na comunicação

Desde a invenção dos computadores e consolidação da internet, não há como negar que o mundo está mais veloz e próximo. Hoje, podemos resolver qualquer situação na palma da mão, com um smartphone. Mas o que acontece quando, neste cenário de inovação, organizações tradicionais competem com empresas/plataformas de tecnologia recém-lançadas no mercado, que oferecem praticamente os mesmos serviços?

É simples: as instituições tradicionais são prejudicadas, muito em função de assimetrias regulatórias – que ocorrem quando dois ou mais agentes econômicos atuam num mesmo mercado e estão sujeitos a normas distintas. Na prática, empresas “tradicionais” competem com empresas “contemporâneas” por uma fatia do mercado, ainda que não em pé de igualdade.

No universo dos veículos tradicionais, como rádio e televisão, isso não é diferente. É inegável que plataformas de tecnologia, na realidade, atuam como empresas de comunicação, já que distribuem conteúdo e são remuneradas mediante publicidade – no mesmo sistema das emissoras tradicionais. E, o pior, essas empresas de tecnologia utilizam indevidamente o conteúdo de jornalismo e de entretenimento produzido por veículos de comunicação, sem qualquer contrapartida, não cumprem as obrigações trabalhistas das profissões regulamentadas do setor, não estão sujeitas às mesmas obrigações tributárias e nem a nenhum tipo de regulação. 

Fica claro, nesse sentido, que a assimetria regulatória existente, prejudica a competitividade dos veículos de comunicação tradicionais, através de uma odiosa concorrência desleal.

Ainda que o impacto das novas tecnologias demore algum tempo para ser compreendido, é sabido que a legislação brasileira não acompanha a inovação (ou a segue em passos lentos). Mais do que nunca, é preciso corrigir as assimetrias regulatórias no setor da comunicação com todos os atores envolvidos. 

Dessa forma, uma das soluções possíveis está escancarada à nossa frente: é necessário regular a atuação das empresas de tecnologia ou “desregular” a atuação de veículos tradicionais. Somente desta maneira, será criado um ambiente com maior liberdade de atuação para os veículos tradicionais e serão ofertadas condições justas para que empresas de rádio e televisão continuem atuando em defesa da liberdade de imprensa e de expressão.

 

Guliver Leão

Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert)

 

70 anos da TV brasileira: uma história de inovação, conquistas e confiança do público

Em 18 de setembro de 1950, a TV Tupi nascia no Brasil. Fundada pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand, a emissora fez sua primeira transmissão no Alto do Sumaré, em São Paulo. Passaram-se 70 anos desde lá. São 70 anos em que a televisão leva às casas brasileiras informação, entretenimento e cultura.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o sexto no mundo a ter uma emissora da TV. Ao longo dos anos, o meio de comunicação foi ganhando cada vez mais popularidade e hoje é o mais consumido pela população. Uma pesquisa do Mídia Dados de 2018 apontou que a penetração da TV aberta no país é de 85%.

É pela televisão que grande parte do público se emociona com jogos de futebol. É a tv que traz para a sala dos brasileiros as telenovelas produzidas em nosso solo e reconhecidas mundialmente. E, claro, é pelos telejornais que muitos se informam todos os dias. Em março, um levantamento do Datafolha mostrou que 61% das pessoas confiavam nas informações sobre a pandemia da Covid-19 veiculada por emissoras de TV, a maior porcentagem de todos os meios de comunicação.

A televisão brasileira passou por muitas modificações desde 1950. Muitas emissoras nasceram e fecharam. As inovações tecnológicas são incontáveis — da primeira transmissão a cores aos sinais digitais, das antigas TVs de tubo à possibilidade de ter a programação na palma da nossa mão em smartphones. Com a TV, os brasileiros puderam ver com seus próprios olhos imagens de momentos históricos pelo mundo.

E ainda veremos muito mais nos próximos 70 anos, pois os profissionais de televisão continuarão trabalhando para que os brasileiros possam ver o mundo das salas das suas casas. 

Guliver Leão

Presidente da Fenaert - Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão

PANORAMA: PREVISÃO DE PREÇO DO 4G PODERÁ INFLUENCIAR O RÁDIO

Um dos grandes prós do rádio atual transmitido em FM e AM é a facilidade de acesso ao conteúdo sonoro irradiado pelas estações, além do custo zero para o ouvinte. Existe uma expectativa de que o rádio possa migrar aos poucos para a internet através da popularização da chamada “internet móvel”, conexão feita através do sinal de redes de celular. A tecnologia 4G (ainda discutida no país) seria uma das soluções para agilizar essa possível migração, porém as primeiras notícias sobre a implantação desse sistema podem indicar a manutenção no formato tradicional de transmissão utilizado pelo rádio, mantendo a internet como um complemento de suas operações.

Smart TVs 2.0: a (rápida) evolução das TVs inteligentes

Fabricantes apresentam modelos com comando de voz e armazenamento na nuvem.

Reprodução
Stephanie Kohn


No ano passado as Smart TVs chegaram com tudo no mercado. Na Consumer Eletronics Show (CES) de 2011 foram apresentadas dezenas de modelos das mais diversas fabricantes. As televisões conectadas à internet e cheias de aplicativos chamaram a atenção dos consumidores por ser uma mistura de tudo: computador, smartphone e TV.

TV PAGA vs. TV ABERTA Quem (de fato) ganha com a Lei 12.485?

Por Venício A. de Lima em 18/10/2011 na edição nº 664
Reproduzido da Agência Carta Maior, 14/10/2011; intertítulos do OI

“Mudanças na regulação das comunicações são necessárias, mas precisam ser realistas, sem contaminações ideológicas dirigistas. Um bom exemplo é o PL 116, que regula o mercado de TV por assinatura.

Chegou a hora de comprar uma TV 3D?

Por Serdar Yegulalp

Fabricantes dizem que sim, mas a tecnologia pode não estar tão pronta quanto eles dizem.

Depois de décadas confinada aos filmes B na sessão da meia-noite o 3D finalmente chegou às massas, com uma enxurrada de filmes no novo formato sendo produzidos por Hollywood. E a tecnologia não está restrita às salas de cinema: em breve ela estará disponível em uma sala de estar ou monitor de computador perto de você.

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