Brasil tem alta de violência contra jornalistas em 2018

Relatório da Abert aponta que quase metade dos casos está relacionada à cobertura de eleições, condenação do ex-presidente Lula e paralisação de caminhoneirosA violência contra profissionais da imprensa no Brasil subiu em 2018. Foram três assassinatos de jornalistas como retaliação ao exercício da profissão, contra um em 2017. No caso da agressões não letais, o número saltou de 76 para 114 registros, um crescimento de 50%. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão ( Abert ), que produz anualmente um relatório sobre violações à liberdade de expressão.

Os três jornalistas assassinados à bala trabalhavam como radialistas de cidades do interior. Jefferson Pureza Lopes, morto com três tiros na cabeça, era apresentador de um programa em Edealina, Goiás. Jairo Sousa atuava em uma rádio em Bragança, no Pará. E Marlon Carvalho trabalhava em Riachão do Jacuípe, na Bahia. Políticos e ocupantes de cargo público estão envolvidos nos dois primeiros casos, segundo as apurações. O terceiro permanece sem esclarecimento.

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O presidente da Abert, Paulo Tonet Camargo, que também é vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, aponta o número de três assassinados no Brasil como "muito elevado", considerando que no mundo inteiro, no ano passado, 86 profissionais da imprensa foram mortos em função da profissão. Para Tonet, além da violência em si, preocupa a "não apuração" de mortes em função do exercício de livre cobertura que é o pilar da atividade jornalística.

- Os profissionais foram ameaçados, antes de serem assassinados, justamente pela cobertura muitas vezes crítica de administrações, de prefeituras. Esse dado realmente é muito preocupante. O número de três mortes é muito elevado, considerando que não vivemos em zona de conflito como outras partes do mundo - afirma.

Segundo ele, a profissão de jornalista "nunca foi tão relevante como é agora", diante da pluralidade de informações que circulam nos mais diversos meios, muitas delas "fake news". Tonet ressalta que, nesse cenário, torna-se ainda mais necessária a informação "checada", o que só é possível por meio do jornalismo profissional, completa ele:

- No mundo de fake news, o remédio para isso é mais jornalismo, mais jornalistas. É mais exercício do bom jornalismo.

De acordo com o relatório, 49% dos casos de violência registrados ano passado estão relacionados a três coberturas importantes: paralisação dos caminhoneiros, condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e eleições majoritárias. Manifestantes e militantes partidários, ainda conforme o documento, foram os principais autores da violência contra comunicadores.

Questionado se o período das eleições, com militantes polarizados em um clima de disputa muito ferrenha, contribuiu para a violência contra a imprensa, Tonet disse que o processo político em si não causa prejuízo à liberdade de imprensa, embora o período de corrida às urnas deixe os ânimos mais acirrados em geral. 

- Evidentemente que em anos como o ano passado, em que as coisas ficam um pouco mais acirradas, essas coisas agudizam. Mas não acredito que o processo político, e a democracia existe dentro de um processo político, cause qualquer dano à liberdade de expressão. De maneira nenhuma_destacou. 

Houve também 26 decisões judiciais   no ano passado envolvendo conteúdos jornalísticos, 30% a mais que em 2017. Treze sentenças foram contrárias aos profissionais ou aos veículos. No Rio de Janeiro, por exemplo, o juiz Gustavo Kalil proibiu a TV Globo de divulgar informações do inquérito que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomesm assinala o relatório, entre outros casos.

Marlova Noleto, representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, ressaltou que a liberdade de expressão e o jornalismo livre são fundamentos da democracia. Ela chamou atenção para o aumento expressivo dos casos de violência no Brasil, especialmente os não letais.

- Vemos o aumento de situações que não são letais, mas mostram de uma forma preocupante um cerceamento à liberdade de expressão porque viola o direito do livre exercício da profissão - ressalta Noleto.

Fonte: oglobo.globo.com

Proposta inclui incentivo à acessibilidade entre objetivos da EBC

O Projeto de Lei 11261/18 inclui entre os objetivos dos serviços de radiodifusão pública o estímulo à produção e à veiculação de conteúdo voltado à acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Ao alterar a Lei 11.652/08, o projeto inclui entre os objetivos da radiodifusão “estimular a produção e garantir a veiculação, inclusive na rede mundial de computadores, de conteúdos sócio educativos voltados à informação, discussão e conscientização sobre acessibilidade, tecnologias assistivas, audiodescrição, sistema Braile e demais disposições relacionadas à acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”.

 

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Autor da proposta, o deputado Carlos Henrique Gaguim (DEM-TO) afirma que a intenção é fazer com que o conglomerado de emissoras de rádio e de televisão que compõe a EBC passe a veicular conteúdos sobre a acessibilidade de pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, para que as disposições legais ganhem maior penetração no corpo social.

“Dessa forma, o projeto coloca uma linha prioritária na programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) relativa aos aspectos de acessibilidade da pessoa com deficiência”, afirma Gaguim. 

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O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: www2.camara.leg.br

Mais de 2,7 mil cidades estão liberadas para uso da faixa de 700 MHz

A Entidade Administradora da Digitalização (EAD) informou durante reunião do Grupo de Implantação da TV Digital (Gired) nesta quarta-feira, 13, que 2.739 cidades já foram mitigadas no processo de desligamento do sinal analógico de TV aberta e estão aptas para a entrada do 4G, na faixa dos 700 MHz. O presidente da entidade, Antônio Martelleto, também informou que 1.855 cidades foram liberadas para mitigação e 976 cidades serão liberadas até dezembro deste ano.


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Martelleto fez um balanço durante a reunião, que contou com a participação do presidente do Gired, Moises Moreira, e do o secretário de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elifas Gurgel. Segundo o presidente da EAD, foram recebidas 53.465 chamadas em sua central de atendimento, além de terem sido realizadas 4.960 visitas técnicas para verificação de interferências. Ele diz que não foi registrado nenhum caso de interferência do 4G em TV.

Durante a mitigação, a população é informada sobre como agir em caso de interferência do sinal da banda larga móvel na TV aberta digital. O período de mitigação dura em média 30 dias. Após o término deste processo, a Anatel autoriza que a banda larga móvel passe a funcionar na faixa de 700 MHz.

Fonte: http://teletime.com.br

Rádio vai superar a audiência da TV, revela pesquisa Deloitte

A Deloitte Global, empresa de auditoria e consultoria, prevê que a receita global de rádio chegará a US $ 40 bilhões em 2019, um aumento de 1% em relação a 2018. Além disso, a Deloitte prevê que o alcance semanal da rádio permanecerá quase onipresente, com mais de 85% da população adulta ouvindo rádio, pelo menos semanalmente, no mundo desenvolvido (a mesma proporção que em 2018).  Quase 3 bilhões de pessoas no mundo todo ouvirão rádio.

A Deloitte Global prevê que os adultos em todo o mundo ouvirão uma média de 90 minutos de rádio por dia, aproximadamente a mesma quantia de 2018. Ainda de acordo com a empresa, ao contrário de outras formas de mídia tradicional, o rádio continuará a ter um desempenho relativamente bom entre os mais jovem. Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa prevê que mais de 90% dos jovens de 18 a 34 anos ouçam rádio pelo menos uma vez por semana em 2019, e ouvirão, em média, mais de 80 minutos por dia. Em contraste, a audiência de TV entre os jovens de 18 a 34 anos, nos Estados Unidos, está caindo três vezes em relação a taxa de audição de rádio. Nos índices atuais de declínio, de fato, os americanos de 18 a 34 anos provavelmente passarão mais tempo ouvindo rádio do que assistindo TV tradicional até 2025.

Muitos podem zombar dessas previsões robustas do rádio. “Isso não pode estar certo … ninguém escuta mais o rádio”. Mas o rádio tem sido comumente subestimado. Rádio é a voz sussurrando em nossos ouvidos, no fundo do jantar, no escritório ou dirigindo o carro. Ele está em todos os dispositivos.


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Anunciantes

Ao considerar a atratividade do rádio para os anunciantes, é importante notar que a popularidade do rádio varia significativamente de país para país, tanto no alcance quanto na receita gerada per capita, com os Estados Unidos e o Canadá.

Quando se fala da “indústria global de rádio”, o tamanho do mercado norte-americano – impulsionado pela grande população, o alto alcance do rádio nessa população e o alto valor per capita dos ouvintes de rádio – faz com que ela represente mais da metade de toda receita global em 2017.

A implicação óbvia de todos os aspectos mencionados acima é que o rádio não está desaparecendo, e deve ser uma grande parte do mix de anúncios para quem compra publicidade. No entanto, a importância do rádio na publicidade pode não ser bem conhecida: um estudo de 2018 no Reino Unido descobriu que, embora o rádio tivesse o segundo melhor ROI para a construção da marca, anunciantes e agências o classificaram em sexto lugar.

Segundo a Deloitte é preciso melhorar a  disseminação da realidade por trás da resiliência do rádio. A maioria das pessoas na indústria da mídia têm pressuposições negativas sobre a eficácia do rádio, em grande parte devido a mitos entrincheirados que denigram o alcance da rádio e aos minutos diários de escuta, sua popularidade com o público jovem e sua demografia em relação à renda e à educação.

No âmbito da mídia tradicional, os jornais impressos estão presos a uma luta contínua por lucros – e, em alguns casos, até pela própria existência. E embora as receitas de anúncios de TV continuem a crescer, pelo menos um pouco, o declínio na TV por jovens – em vários países caiu em cerca de 50% nos últimos seis a sete anos.

O rádio não tem essa crise existencial ou um precipício demográfico iminente. Em 2017, o rádio atraiu cerca de 6% dos gastos com publicidade global (cerca de 9% na América do Norte) e, em 2019, provavelmente será de cerca de 6% novamente. Os anunciantes sabem que a publicidade no rádio precisa ser parte de qualquer campanha.

Fonte: aerp.org.br

Dia Mundial do Rádio é lembrado pela dedicação dos profissionais

O operador Jerônimo Avelino, seu parceiro em quase todas as manhãs, concorda que o rádio é e continuará sendo o meio de maior alcance e importância. Com 30 anos de experiência, não hesita em destacar a importância do veículo.
"O rádio sempre chega primeiro. Quem dá primeiro é o rádio. Por isso, sempre quis fazer tudo, desde operar até fazer locução. Aprendo todo os dias. Não fui pego de surpresa com as novidades, porque usei a internet para saber o que estava para vir de novo", destacou Avelino.

Apaixonado pelo rádio, desde garoto, lembrou que as narrações esportivas foram o que mais o atraiu e ainda o movem nos dias atuais. "O esporte e as narrações, em especial do Arivaldo Maia [narrador da Rádio Gazeta] ainda correm em minhas veias", disse, com emoção, o operador gazetiano.

A agilidade imprescindível do rádio, sua capacidade de alcance e, principalmente, de interatividade, serviram de inspiração para o modelo de web que se tem nos dias de hoje. Mesmo com a migração de uma parte da audiência, ele vive, resiste e se soma às novas tecnologias. A resposta para isso é simples: paixão de quem faz e se informa pelas ondas sonoras.

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Hoje, no Dia Mundial do Rádio, que remete à criação da Rádio ONU (1946), a Gazetaweb ouviu alguns de seus principais personagens que atuam na Rádio Gazeta AM 1260. A emissora, integrante da Organização Arnon de Mello, está em processo de migração para frequência FM 98,3 MHtz. Será a segunda na capital, que já conta com a 94,1 FM, líder em audiência.

Quem trabalha e constrói todos os dias a programação das emissoras é movido por um sentimento que difere radicalmente de quem só interage com frias postagens das redes sociais para obter informação. No rádio, a voz transmite emoção tanto de quem informa, como de quem cobra respostas, reivindica ações no bairro e denuncia alguma irregularidade. Com um telefone na mão, o ouvinte tem um microfone para se comunicar ao vivo ou por meio de aplicativo.

Profissionais

Para alguns dos principais âncoras da empresa, o que move para a continuidade do trabalho é o compromisso social e, principalmente, a necessidade de informar. Ajudar o ouvinte a mudar o seu dia.

O apresentador do Ministério do Povo e Gazeta Esportiva, Rogério Costa, não esconde o amor pelo trabalho e o respeito pelo rádio, conquistado ao longo de três décadas, inspirado pelo pai, o radialista Jurandir Costa, que não está mais entre nós.

"O rádio para mim é tudo. Não foi o caminho que o meu pai queria para mim. Depois que terminei o antigo 2° grau, fui estudar Administração, mas desisti. Mas o rádio foi tão apaixonante quanto a música, a literatura...e para mim ele é tudo isso", revelou Costa, que também integra o time de narradores do Timaço da Gazeta.

Ex-repórter externo, ele chegou a Rádio Gazeta pelas mãos de Jurandir Tobias e Roberto Carvalho. Lembra que o nome do pai lhe "abriu portas" e abraçou todas as oportunidades.

"O rádio é minha vida. Não consigo fazer uma comunicação gélida. Só me emociono quando também consigo emocionar os outros", completou Rogério.

Aprendizado

O operador Jerônimo Avelino, seu parceiro em quase todas as manhãs, concorda que o rádio é e continuará sendo o meio de maior alcance e importância. Com 30 anos de experiência, não hesita em destacar a importância do veículo.
"O rádio sempre chega primeiro. Quem dá primeiro é o rádio. Por isso, sempre quis fazer tudo, desde operar até fazer locução. Aprendo todo os dias. Não fui pego de surpresa com as novidades, porque usei a internet para saber o que estava para vir de novo", destacou Avelino.

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Apaixonado pelo rádio, desde garoto, lembrou que as narrações esportivas foram o que mais o atraiu e ainda o movem nos dias atuais. "O esporte e as narrações, em especial do Arivaldo Maia [narrador da Rádio Gazeta] ainda correm em minhas veias", disse, com emoção, o operador gazetiano.

Tribuna

Com quase quarenta anos irradiando informações e opiniões, quase sempre polêmicas e com muita coragem, o âncora do Gazeta Comunidade, Fernando Palmeira, reconhece que faz do rádio uma tribuna de defesa dos interesses da sociedade.
"A grande verdade é que fiz do rádio uma tribuna de defesa. Não suporto injustiças, agressão, a corrupção e esses desvios que fazem com o dinheiro do povo. Por isso, tudo o que não consegui fazer nos tribunais fiz no rádio em defesa da comunidade", enfatizou Palmeira.

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Advogado, relações públicas e jornalista, Palmeira também atuou como professor, mas conta que o rádio sempre foi o "arrimo" para conseguir todas essas formações.

"Foi com o rádio que comecei minha vida. Já fui até professor de Estudos Sociais, mas o rádio foi meu arrimo e patrocinou tudo o que fiz depois", confessou.

Por essas e outras histórias é que ele também não acredita em "queda", mas sim em superação e reafirmação da importância do veículo.

Transição

Já o processo de transição que promete agitar o mercado radiofônico alagoano vem sendo planejado e executado sob o comando do diretor-geral da Rádio Gazeta, Gilberto Lima.

Todos os detalhes estão sendo testados pela equipe técnica da emissora, com o aval do diretor-executivo da Organização Arnon de Mello, Luis Amorim.

Fonte: gazetaweb.globo.com

 

Fenaert se manifesta sobre morte trágica do jornalista Ricardo Boechat

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e TV (Fenaert) manifesta seu pesar pela morte trágica do jornalista Ricardo Boechat, ocorrida nesta segunda-feira, 11 de fevereiro. A entidade lamenta profundamente a perda de um profissional tão valoroso, que conquistou o reconhecimento do público e se tornou um dos jornalistas mais admirados do Brasil.

“Boechat alcançou um nível de maestria em manter a objetividade do bom jornalismo sem deixar de emitir sua opinião. Certamente é uma grande perda para a comunicação brasileira”, destaca o presidente da Fenaert, Guliver Leão.

Boechat passou pelos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil. Trabalhava como âncora da rádio BandNews FM e da TV Bandeirantes, no Jornal da Band. Foi também diretor de jornalismo na Band e trabalhou como âncora em diversos jornais do Grupo. Conquistou três prêmios ESSO e foi maior ganhador da história do Prêmio Comunique-se, sendo o único a vencer em três categorias distintas (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

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A voz do Brasil: Kim Kataguiri propõe acabar com obrigatoriedade

O primeiro projeto apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) na Câmara dos Deputados quer acabar com a obrigatoriedade de as emissoras transmitirem A Voz do Brasil.

A mesma proposta tem sido protocolada por parlamentares há pelo menos 30 anos. Há pelo menos 20 registros, com alta incidência de projetos para extinguir o programa entre 1990 e 1995, com pelo menos 4 propostas.

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Na justificativa, o deputado novato na Casa argumenta que a obrigatoriedade é uma “afronta à liberdade de escolha”, além de “limitar a livre iniciativa do empresário de radiodifusão”.

Ao site HuffPost, ele afirmou que a rádio que quiser poderá continuar transmitindo o programa. 

Kataguiri alega ainda que a veiculação obrigatória ocorre principalmente em regimes políticos fechados e ditatoriais “restando claro viés ideológico”. Segundo ele, “a população encontra outras formas de se informar sobre os Poderes da República”, como televisão e internet.

Na contramão, em 2011, o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) apresentou um projeto para barrar as rádios que “teimam em descumprir” a obrigatoriedade do programa.

Na justifica, o deputado afirmava que A Voz do Brasil é um dos “principais instrumentos de difusão de informações de relevância pública hoje disponíveis no País”.

A Voz do Brasil foi criada em 1935, com nome de Hora do Brasil, foi rebatizada em 1971. O programa com duração de uma hora inicialmente ia ao ar em todo Brasil de segunda a sexta-feira, às 19h. No ano passado, a Câmara aprovou um projeto que flexibilizou o horário e, agora, permite que seja transmitido entre as 19h e as 22h. Nas rádios legislativas, o prazo vai até as 23h.
 
Fonte: www.loucosporradio.com

Anatel libera primeira lista de concessões para consulta pública de 2019

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou a primeira lista de concessão de rádios para consulta pública em 2019. A lista está liberada para receber as contribuições para alteração do plano básico de FM em algumas cidades brasileiras, tanto para aumento de potência quanto para a migração AM-FM.

As sugestões devem ser devidamente identificadas e encaminhadas por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no site da Anatel - www.anatel.gov.br - até a meia-noite do dia 10 de fevereiro. É necessário ter cadastro para fazer a sugestão.

Até o momento, dos cerca de 1.650 pedidos de migração do AM para o FM, a Anatel já liberou mais de 1,2 mil canais sem a necessidade da faixa estendida. Desses, cerca de 700 emissoras já assinaram a nova outorga.

A cidade de Arapongas (PR) teve liberado dois canais, sendo um para a frequência 104.9 FM (canal 285) com classe C e a frequência 90.1 FM (canal 211) e classe A4. Já em Junqueirópolis (SP) foi liberada a frequência 98.3 FM (canal 252) com classe C. Rondonópolis (MT) teve publicado o canal 231 (94.1 FM) classe A1, Tibagi (PR) a frequência 88.1 FM (classe B2) e Caçapava (SP), na frequência 101.3 FM (classe A4). Outro destaque desta lista foi a liberação da frequência 95.1 FM (classe A4) para a futura Rádio Câmara de Ribeirão Preto. 

 

Fonte: tudoradio.com

FENAERT repudia apreensão de jornalista brasileiro durante cobertura em Caracas

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão manifesta o seu total repúdio a apreensão sofrida pelo jornalista Rodrigo Lopes, repórter especial do jornal Zero Hora, que foi detido por forças de segurança de Nicolás Maduro em Caracas, durante cobertura sobre a situação política na Venezuela.

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Rodrigo foi abordado em frente ao Palácio Miraflores, enquanto cobria uma manifestação pró-Maduro. Ele teve seu celular e passaporte confiscados e ficou detido por duas horas no Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria, sem comunicação com o exterior. Antes de ser liberado, os militares tiraram uma foto do jornalista e o ameaçaram, afirmando que, se fosse pego novamente, seria preso e responderia processo segundo as leis venezuelanas.

A FENAERT manifesta seu total repúdio ao cerceamento à liberdade de imprensa e expressão jornalística, sendo contra qualquer atitude que vise impedir um jornalista de fazer o seu trabalho. A entidade ressalta que este tipo de fato é gravíssimo, ainda mais por envolver ameaças e impedimento à comunicação.

Ministério Público quer priorizar casos de crimes contra imprensa

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) quer prioridade na apuração dos casos de violência contra jornalistas que tiveram como causa a atividade profissional. Em reunião na sede da ABERT, em Brasília, na última semana, o promotor de Justiça Emmanuel Levenhagen Pelegrini, do CNMP, disse que um levantamento com dados desde 1996 estará reunido em um banco de dados e apontará os motivos da impunidade dos crimes.

Relatórios de entidades internacionais que monitoram a liberdade de expressão e de imprensa, como o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), apontam o Brasil como um dos 10 países mais impunes, sem a condenação dos autores dos crimes. “É preciso desmistificar a questão da impunidade na apuração dos crimes, que coloca o Brasil sempre entre as nações mais impunes do mundo”, afirma o promotor de Justiça Emmanuel Levenhagen Pelegrini, do CNMP.

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Brasil é um dos 10 países mais impunes, sem a condenação dos autores dos crimes.

De acordo com Pelegrini, uma proposta da ENASP (Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública) – órgão que integra as ações do CNMP, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Ministério da Justiça (MJ) – recomenda que as unidades ministeriais informem a Corregedoria Nacional do Ministério Público sobre o andamento dos processos. 

Pelo texto da proposta, no andamento do inquérito policial, o membro do Ministério Público (MP) deverá requisitar diligências e a conclusão da investigação, no prazo de noventa dias, considerando as peculiaridades de cada caso e a independência funcional do membro do MP. “Os crimes contra a imprensa são crimes contra a liberdade de expressão e contra a democracia”, avalia Pelegrini.

Ele elogiou a iniciativa da ABERT de divulgar relatório anual sobre violações à liberdade de expressão no Brasil. Em fevereiro, a Associação lançará o levantamento com os casos de assassinatos, agressões e ameaças contra os profissionais e veículos de comunicação registrados em 2018.

Fonte: tudoradio.com / Com informações da ABERT

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