Mílton Jung fala sobre papel atual do rádio

 

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Radialista, fala sobre a Rádio CBN e o jornalismo com autoridades da cidade de Ribeirão Preto, afirmando que o meio de comunicação soube se adaptar às atuais demandas da população.

"O rádio já trazia na sua origem características que se adaptam às demandas provocadas pela tecnologia digital". 

Em sua passagem por Ribeirão Preto na última sexta-feira (17), onde abordou sobre a Rádio CBN e o jornalismo com autoridades, o radialista Mílton Jung destacou o papel atual do rádio e falou sobre as mudanças que o meio de comunicação sofreu para seguir levando informações aos ouvintes. 

"Vim para mostrar a força do rádio, esse veículo que se reinventa a todo o momento e que tem tido um alcance cada vez maior porque soube se adaptar muito bem a atual demanda da população". 

Para o jornalista, as mídias digitais possuem características marcantes. Todas encontradas no rádio atualmente. Desde a velocidade até a interação, o veículo de comunicação soube se adaptar às necessidades da sociedade contemporânea sem perder a proximidade. 

"Quando pensa em tecnologia, pensa, por exemplo, em interação. Desde quando a gente ouve o amigo ouvinte ou o telefone do ouvinte? O rádio já era interativo há muitos anos. As pessoas se sentem próximas do rádio, se sentem intimas dos apresentadores", comenta o radialista. 

Para Mílton, o público atual do rádio é o que deseja estar bem informado apesar de ter uma quantidade gigantesca de tarefas para exercer na rotina. "Ele nem sempre tem tempo de absorver informações então o rádio é companheiro nesse sentido. Está no carro, no celular". 

"É proibido calar" 

Durante sua passagem, o jornalista também comentou sobre seu mais recente livro, "É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos". Nessa obra, a quarta que ele publica, Mílton afirma ter se desafiado a sair da área que tinha um conforto maior para falar sobre a relação entre pais e filhos, tendo a ética e a cidadania como pauta. 

"O livro fala sobre comportamento, então tive que estudar um pouco mais, além de usar minha experiência nesse campo. Foi uma experiência muito rica, tenho tido um carinho muito grande das pessoas". 

Mílton Jung 

Mílton Jung é jornalista, radialista e palestrante. Na Rádio CBN, ele apresenta a Jornal da CBN primeira edição diariamente e aos sábados ele apresenta Mundo Corporativo. Além de "É proibido calar", Mílton escreveu "Jornalismo de Rádio", "Conte Sua História de São Paulo" e "Comunicar para liderar" em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

 

Fonte: acidadeon

Registro de radialista será único e não mais para funções exercidas pelos profissionais do segmento

Entrou em vigor recentemente uma mudança no sistema de emissão de registros profissionais do Ministério do Trabalho, atual Ministério da Economia, relativa à emissão de registros profissionais para radialistas, em atendimento ao cumprimento da Lei 6.615/1978. A partir de agora, os registros serão emitidos para a profissão Radialista, e não para uma das funções exercidas. A solicitação de alteração no sistema foi feita pela Federação Nacional das Empresas de Rádio e TV (FENAERT).

“O novo procedimento traz segurança jurídica e favorece o cumprimento das formalidades legais pelas empresas de radiodifusão. A medida representa avanço significativo no processo de obtenção de registros da profissão de radialista, beneficiando principalmente os trabalhadores da categoria, que passam a requerer e obter um registro profissional único, a exemplo das demais profissões exercidas por profissionais do setor – jornalistas, artistas e músicos, por exemplo - e não, equivocadamente, em cada função a ser exercida, dificultando a progressão e evolução profissional”, ressalta o presidente da FENAERT, Guliver Leão.

Desde maio de 2018 a FENAERT vem atuando junto Ministério do Trabalho para que o registro profissional de radialistas fosse concedido para a profissão Radialista e não mais, equivocadamente, para a função a ser exercida pelo profissional. Em dezembro de 2018 a entidade obteve decisão favorável em processo administrativo sobre o tema, tendo sido determinada a modificação do sistema (SIRPWEB).

Recentemente o Ministério da Economia formalizou que o sistema em questão foi alterado, atendendo à decisão obtida no processo administrativo. “Já realizamos testes em diversos estados e verificamos que os registros já estão sendo emitidos de forma generalista, ou seja, sem a especificação da função. Verificamos, ainda, que quando solicitada a reemissão de registro concedido anteriormente, também será impresso para a profissão Radialista”, completa Leão. Para solicitar a emissão de registros junto ao Ministério basta acessar: http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/impressoes/emitircartao/profissional/main.seam 

TV Educativa muda de nome e vira canal para promover o turismo no Paraná

A TV Paraná Educativa tem uma nova programação local. Com isso, deixa de apenas retransmitir o sinal da TV Cultura de São Paulo - e o primeiro passo dessa nova aposta ocorreu nesta última terça-feira (14). Na reformulação do canal, o turismo passa a ser assunto central como ferramenta para o desenvolvimento socioeconômico do Paraná, segundo o governo estadual.

Até o nome muda: a emissora passa a se chamar TV Paraná Turismo. Inicialmente serão apenas sete horas semanais de programação local - uma hora por dia -, mas a previsão é que até o fim do ano esse número cresça para quatro horas diárias de conteúdo produzido no estado. A nova grade estreou às 20 horas desta terça, com o programa AgroTur, dedicado ao turismo rural. Por enquanto, não foram anunciadas mudanças na programação das rádios Paraná Educativa AM e FM."

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"É o nosso compromisso com o setor do turismo, que o Paraná sempre trabalhou de forma muito tímida. O país todo terá a oportunidade de nos conhecer”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) à agência estadual de notícias no lançamento da nova grade, na noite de segunda-feira (13).

Outros cinco programas já anunciados se revezarão na grade diariamente: Turismo em Pauta, Descubra Paraná, Bom de Pesca, Identidade PR e As Aventuras de Richard no Paraná, que será apresentado pelo biólogo Richard Rasmussen, que já participou de programas no SBT, Band, Record e RedeTV e mantém um canal no YouTube."

 

Fonte: Gazeta do Povo

Há 50 anos, matéria de 1 minuto no rádio levou jornalista mulher às manchetes na Inglaterra

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A gravação tinha apenas um minuto e nenhuma informação bombástica. Era o relato da goleada do Chelsea por 5 a 1 sobre Sunderland pelo Campeonato Inglês. Mas, por ter sido feita por uma mulher, a reportagem deu o que falar. E assim, Mary Raine, a primeira mulher a cobrir uma partida de futebol para o programa Sports Report, da rádio da BBC, virou manchete há 50 anos.

Mary trabalhava para a editoria de política e era especialista em assuntos internacionais. Mas todos os colegas sabiam da paixão da jornalista pelo esporte. Nascida na região da Nortúmbria, no norte da Inglaterra, ela era torcedora do Sunderland – o irmão, fã do Newcastle, a impediu de “imitá-lo”. Como o pai não gostava de futebol, ela ia aos jogos com um amigo dele. E assim foi construindo o gosto pelo jogo e o conhecimento que a faria se destacar nas resenhas na redação.

- Em vez de descer seis andares até o arquivo eles perguntavam se eu sabia isso, aquilo, se podia economizar tempo. Eu era conhecida como uma fanática por futebol. Eu, sendo um tipo muito falante, eu conhecia a maioria dos homens da redação pelos times que eles torciam. Acharam que seria uma boa ideia colocar uma mulher e me escolheram.

 Mary foi a Stamford Brigde e assistiu ao jogo da tribuna de imprensa. Gravou e gerou o material do próprio estádio. Não tem a gravação original e nunca gostou de ouvi-la por causa do forte sotaque que tinha na época. Naquele momento, mesmo tendo virado personagem de uma dúzia de artigos na imprensa britânica, ela não tinha ideia da importância daquela participação.

- Eu soube recentemente, quando tentaram descobrir se eu ainda estava viva (risos). Afinal foi há 50 anos. E perguntaram se eu percebia que tinha sido uma pioneira nisso.

A jornalista enfrentou muita resistência. Houve editor que se recusou a rodar o boletim na programação. No ano seguinte foi escalada para cobrir a final da Copa da Inglaterra, mas acabou barrada "por se tratar de um jogo muito importante para ser reportado por uma mulher".

Assim, todas as outras vezes em que colaborou com a sessão de esportes ela acabou optando por adotar pseudônimos. Ao assinar as matérias com nomes masculinos o material era aprovado.

- Houve um período de muitos protestos, uma época muito ruim com o hooliganismo. Eu escrevi sobre isso e usei o nome do meu chefe, Alan Jones, que estava de férias. Eu achava um bom nome para um jornalista esportivo. (...) Eu sabia que nunca usariam uma matéria escrita por uma mulher. E eu estava no negócio. Se eu escrevi, queria que usassem.

Mary se aposentou na década de 90, mas seguiu fazendo trabalhos como freelancer até completar 70 anos. Hoje, aos 79, é apenas leitora e telespectadora das notícias. No impresso, mantém o hábito de começar sempre pelo caderno esportivo.

Pelé e Banks in loco e admiração por Willian

Fã do futebol brasileiro, ela foi à Copa do México, em 1970, e viu ao vivo a icônica defesa de Gordon Banks na cabeçada de Pelé. Além de falar com saudosismo dos nossos craques, ela ressalta a qualidade da safra atual na Premier League.

- Willian é meu favorito, e o que o Lucas Moura fez... O Manchester City tem brasileiros fabulosos. E hoje os melhores goleiros da Premier League são brasileiros: Ederson no City e Alisson no Liverpool. Ele salvou o Liverpool na outra noite (semifinal da Liga dos Campeões). Messi teve uma noite ruim, mas Alisson foi fabuloso.

 

Fonte: SPORTV

Emissoras de rádio e TV de todo o País se unem para fortalecer papel

Representantes da Fertel estiveram no encontro em Brasília nesta quinta-feira

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Com orçamento apertado, as emissoras públicas de rádio e televisão decidiram se unir para ganhar fôlego financeiro e maior presença na sociedade. Nesta quinta-feira (9), em Brasília (DF), foi apresentado em reunião do Fórum Nacional de Emissoras Públicas de Rádio e Televisão, o Ibepec (Instituto Brasileiro de Empresas Públicas de Comunicação).

“O Fórum continuará a existir como nosso ente principal, reunindo as demandas de Estado das emissoras públicas, definindo as prioridades nas políticas de atuação e as necessidades perante o governo federal. O Ibepec fica responsável por buscar os meios de execução, cuidando de aspectos jurídicos, legais e, inclusive, comerciais da produção”, afirmou Sérgio Kobayashi, vice-presidente do Fórum Nacional e que está à frente do Ibepec, aos representantes das principais emissoras públicas do país.

A vice-presidência do instituto será exercida por Danilo Magalhães, procurador jurídico do Estado de Mato Grosso do Sul há 14 anos –a maior parte deste tempo na Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul). O fórum que segue presidido por Bosco Martins, diretor-presidente da Fertel.

Para ajudar a contornar obstáculo financeiro que as emissoras públicas enfrentam, a ideia é buscar apoios culturais de alcance nacional, inclusive dentro das cotas de mídia institucional dos governos estaduais e federal, que permitam um reforço de caixa. “Tratam-se de opções que permitirão, cada vez mais, que tenhamos TVs de Estado, e não de governos, com mais independência inclusive no campo financeiro”, afirma Bosco Martins via assessoria de imprensa.

Fundado em agosto de 2018, o Ibepec terá seu papel intensificado e ao final da reunião, ficou acertada a apresentação de sugestões para aprimorar seu estatuto social.

 

Fonte:Campo Grande News

FENAERT REPUDIA VIOLÊNCIA CONTRA EQUIPE DA TV VITÓRIA

A Federação Nacional das Empresas e Rádio e TV (Fenaert), manifesta seu repúdio em relação à violência contra a equipe de reportagem da TV Vitória, filiada da Record TV em Vitória, no espírito Santo. O ato, ocorrido nesta segunda-feira, 06 de maio, resultou no incêndio do veículo da emissora. O ataque, que aconteceu durante a cobertura de uma operação policial na região do morro do Bonfim, na capital capixaba, é uma gravíssima ameaça à livre informação do público telespectador.

A Fenaert reforça que atacar o profissional de imprensa, no pleno exercício da sua profissão, é ferir a democracia e o direito da sociedade em conhecer os fatos e acontecimentos de seu ambiente. A Federação defende a liberdade de expressão, protegida pela Constituição, que carrega a responsabilidade de respeitar a dignidade da pessoa humana, a honra e a imagem do indivíduo. Sendo o direito de informar um dos pilares da liberdade de informação.

A Federação espera que o caso seja apurado com rigor e a maior brevidade possível, para que os culpados sejam punidos e situações semelhantes não se repitam.

Programa de rádio ganha edição ao vivo sobre Elis Regina no Teatro Net Rio

Filho da cantora, João Marcelo Bôscoli conduz espetáculo 'Sala de Música', promovido pela rádio CBN

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Uma viagem emotiva, afetiva e musical. O programa "Sala de música", da rádio CBN , apresentado por João Marcello Bôscoli, ganha edição especial nesta quarta (8), ao vivo, no Teatro Net Rio, com materiais inéditos de Elis Regina . Reunindo vídeos, fotos e objetos, o evento começa às 21h. Os ingressos já estão à venda.

- Isto tudo nasceu do programa da CBN, que tem por hábito criar eventos em todas as praças, nas quais  que os ouvintes possam participar. Já é uma tradição fazer ao vivo, o primeiro, como era na semana do aniversário da minha mãe, 17 de março, ela foi o tema da estreia em São Paulo. Pensando no segundo, vieram pedidos de ouvintes para repetir a sessão. Fizemos então um extra e paralelamente outras praças começaram a pedir, o caso do Rio - comenta Bôscoli.

Nesta edição, o músico revisita o baú da cantora conhecida como Pimentinha e mostra ao público materiais como versões à capella de clássicos como o primeiro take de “Águas de Março”, que gravou com Tom Jobim, além de objetos pessoais de sua mãe.

- Acontece com algumas frentes em uma hora e pouca de show, começamos com versões à capella da Elis no escuro: só as vozes sem acompanhamento. As pessoas em silêncio e prestando atenção. Em outra parte, vídeos com imagens dela, entrevistas que julgo importantes, ela fora do Brasil.Tem ainda as fotografias de acervo familiar, algumas delas não foram apresentadas nunca, são raras. E no fim, alguns objetos pessoais - detalha.

Uma das histórias mais curiosas, ele adianta, é a do álbum de casamento da Elis com seu pai, Ronaldo Bôscoli. 

Quando eles se separaram, ela jogou fora no lixo. E 30 anos depois, uma senhora que trabalhava lá em casa me entregou e disse que havia guardado.

É tudo ao vivo, João costura as histórias e vai  alinhavando tudo na hora.

- Elis é uma artista que se mantém popular, e o mundo inteiro escuta. Daí a vontade em sempre fazer algo novo para manter os fãs "alimentados de informação". O que eu mais gosto no show é a atenção das pessoas àquelas histórias, ninguém filma ou fotografa.

Teatro Net Rio: Rua Siqueira Campos 143, Copacabana. Qua, às 21h. A partir de R$ 30. 12 anos.

Fonte: O Globo 

Há 100 anos, acontecia em Recife a primeira transmissão oficial de rádio do Brasil

Sediada no Recife, a pioneira Rádio Clube continua em atividade na frequência 720 AM

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Em 6 de abril de 1919, o radiotelegrafista Antônio Joaquim Pereira, junto a um grupo de amadores da eletricidade, fundou e deu início à primeira emissora de rádio do Brasil. Para a transmissão inaugural da Rádio Clube, foi improvisado um estúdio na Ponte d'Uchoa, no Recife.

Precursores, as primeiras experiências daqueles vanguardistas da rádio visavam comunicar por diversão e aperfeiçoar as transmissões de telegrafia sem fio. No dia seguinte, o evento foi noticiado no Jornal do Recife, já ganhando notoriedade de fato histórico. Em novembro daquele mesmo ano, a Rádio Clube passou a ter sede oficial, na Boa Vista.

Ainda funcionando na capital pernambucana, a rádio Clube opera no dial AM, na frequência 720 kHz. Atualmente, seus estúdios estão localizados na sede dos Diários Associados, em Santo Amaro. O Brasil de Fato Pernambuco integra a grade de programação da Clube, com um programa jornalístico diário, no ar de segunda a sexta-feira, às 14 horas, com reportagens sobre a política local, nacional e internacional, cultura, cidades, esportes e lazer.

Fonte: Brasil de Fato

Jornalismo da Rádio UFMG Educativa passa por reformulação

Emissora interrompe produção para rediscutir formatos, programas e linguagens

 

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Com o objetivo de pensar em novos produtos e formatos diante dos desafios da produção de notícias, o jornalismo da Rádio UFMG Educativa está passando por reformulação. Desde a última quarta-feira, 1º de maio, o Jornal UFMG, informativo diário de 30 minutos, não vai ao ar. A faixa de música clássica, que normalmente toca das 12h25 às 12h30, teve seu horário ampliado ate as 13h.

A reformulação é fruto de discussões e mudanças que vêm sendo feitas no Centro de Comunicação (Cedecom) da UFMG, unidade à qual a rádio e as demais mídias institucionais da Universidade estão vinculadas. Desde 2017, as reformulações têm sido debatidas com a comunidade, por meio da realização de duas edições do Colóquio Universidade e Comunicação Pública: a primeira dedicada às mídias sonoras e a segunda, à produção textual jornalística no ambiente institucional. Entre as  mudanças ocorridas nos últimos anos destaca-se também a estreia do novo Portal da UFMG e a reestruturação da TV UFMG, núcleo hoje responsável por produções audiovisuais em múltiplas plataformas.

“A produção jornalística da Rádio UFMG Educativa tem lugar fundamental no espectro midiático em Belo Horizonte. É necessário que reconheçamos que o jornalismo produzido pela equipe de reportagem da rádio, já na fundação da emissora, em 2005, ressignificou a produção jornalística na capital mineira. A partir do exemplo de nossa emissora, outras começaram a investir no formato reportagem”, destaca o coordenador-executivo de Comunicação da UFMG, Marcílio Lana. “Mas, agora, chegamos a um cenário que é necessário repensar o nosso fazer diante das transformações que o jornalismo está atravessando, sobretudo diante das redes sociais”, completa a também coordenadora-executiva de Comunicação da Universidade, Tacyana Arce, a primeira editora de jornalismo da Estação do Conhecimento.

O Jornal UFMG é um dos produtos mais antigos da emissora e foi criado em 2005. O noticiário já passou por algumas reformulações ao longo desses 13 anos, visando sempre à qualidade do conteúdo veiculado. A última delas ocorreu em 2011 quando, entre outras mudanças, o jornal ganhou colunistas fixos ligados a grupos de pesquisas da UFMG.

Compromissos
Para a coordenadora de jornalismo da Rádio UFMG Educativa, Paula Alkmim, a emissora entra agora em nova fase: “ao longo de mais de uma década, o Jornal UFMG cumpriu missão importante de levar informação e serviço para a população que vive na Grande BH, com a produção de entrevistas, colunas e reportagens analíticas e foco no interesse do cidadão. Mas é natural no jornalismo – uma área em constante modificação – que os produtos passem de tempos em tempos por reformulações. Nessa nova fase, vamos desenvolver novos produtos e formatos mantendo os nossos compromissos fundamentais: a qualidade da informação e a formação de novas gerações de jornalistas”.

“O contexto midiático nos desafia e nos provoca a nos repensarmos. É necessário que compreendamos a produção do podcast, da produção sonora jornalística para além do dial. Será uma parada pequena para que nos reestruturemos, assim como já aconteceu com a TV UFMG”, destaca Tacyana Arce.

De acordo com Paula Alkmim, durante essa parada técnica, os jornalistas Alessandra Ribeiro, Alicianne Gonçalves, Tiago de Holanda, Arthur Bugre e Vinícius Luiz vão se dedicar à pesquisa sobre novos formatos e linguagens radiofônicas e ao desenvolvimento dos novos programas jornalísticos da emissora. Os estudantes em formação também participam do processo de reformulação. Os demais programas da emissora não serão afetados pela reformulação do jornalismo.

A Rádio UFMG Educativa já ganhou 33 prêmios, entre eles o Délio Rocha, do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, o Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento e o Sebrae-Minas, além de quatro menções honrosas.  

A Rádio UFMG Educativa pode ser ouvida na frequência 104,5 FM ou pela internet.

 

Fonte: Universidade Federal de Minas Gerais 

Pesquisa aponta que TV e rádio são menos afetados com fake news; 73% acreditam que jornalismo é importante para o país

 

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Canais de TV e rádio são menos atingidos com a veiculação das fake news. É o que mostra o estudo “Trust in News” produzido pela Kantar. A pesquisa avaliou a cobertura política e eleitoral no Brasil, EUA, Reino Unido e França. Os dados comprovam que, devido à profundidade da cobertura oferecida, as notícias veiculadas pelas emissoras de rádio e televisão são mais confiáveis do que as de plataformas de mídias sociais e jornais online.

Os resultados obtidos com o estudo mostram que 39% das pessoas usam, hoje, mais fontes de notícias do que um ano atrás. O jornalismo foi considerado fundamental para a democracia por 73% dos entrevistados. Embora 78% dessas pessoas se atualizem com notícias no meio online, apenas 56% delas acreditam que o que leem é verdadeiro.

De acordo com a pesquisa, 76% dos entrevistados passaram a checar a veracidade da notícia em outras fontes depois de ouvirem falar em fake news e 70% passaram a pensar duas vezes antes de compartilharem essas reportagens. Em relação à confiança no noticiário político e eleitoral, 57% disse confiar menos em aplicativos de mensagem enquanto esse número sobe para 58% quando se trata das mídias sociais. Já o telejornalismo manteve a mesma confiança por parte de 64% dos entrevistados.

Em relação ao consumo de notícias veiculadas da televisão por faixa etária, 69% da faixa etária entre 18 e 34 anos afirmaram acompanhar as notícias por este meio. Nesse mesmo grupo, em relação aos boletins ou noticiários da rádio, o número cai para 28%. Entre 35 e 54 anos, 77% acompanham pela TV e 33% pela rádio. Já entre os que têm 55 anos ou mais o número é de 83% pela televisão e 36% pela rádio.

A Abratel enxerga com satisfação o resultado da pesquisa pois ela confirma a preocupação com a credibilidade das emissoras associadas e os esforços produzidos por cada uma delas para levar conteúdo de qualidade ao público. A luta por uma radiodifusão livre, gratuita, aberta e, acima de tudo, de qualidade, é um dos pilares da Associação.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abratel

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