Senado aprova propaganda partidária na TV e no rádio

A retomada da propaganda partidária em rádio e televisão foi aprovada pelo Senado Federal no último dia 14. O Plenário acatou o substitutivo do projeto (PL 4.572/2019), apresentado pelos senadores Jorginho Melo (PL/SC) e Wellington Fagundes (PL/MT). O texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto original previa a volta da propaganda partidária gratuita nas emissoras, extinta em 2017 pela Lei 13487/2017. No entanto, o relator, senador Carlos Portinho (PL/SC), apresentou uma proposta alternativa, sugerida pela Abratel e pelo setor de radiodifusão, estipulando pagamento pela divulgação partidária nas emissoras, que será custeado com um aumento dos recursos repassados pela União ao Fundo Partidário. Ele também inclui ao projeto regras para a divulgação partidária com utilização da internet.

A Abratel tem atuado intensamente para que as emissoras não sofram prejuízos com as regras praticadas na propaganda partidária gratuita. Além de implicar, necessariamente, em aumento de gastos públicos, a medida impactaria no funcionamento das emissoras de radiodifusão, com efeitos severos na programação, na audiência e nas receitas do segmento, que jamais são recuperados integralmente pelo mecanismo de compensação fiscal.

“A propaganda partidária paga também irá garantir mais simetria entre a radiodifusão com as regras para a internet e maior acesso à informação para os brasileiros. Nosso setor é intensivo em mão de obra e produção de conteúdo nacional. A veiculação no rádio e na TV irá garantir grande visibilidade ao debate político e as candidaturas”, avalia Márcio Novaes, presidente da Abratel.

Os parlamentares defensores do retorno da gratuidade argumentaram que, após a revogação do acesso gratuito ao rádio e a TV, os partidos ficaram sem um horário para difundir informações. Portinho reconheceu a necessidade de que os partidos possam divulgar massivamente suas posições e eventos para seus eleitores e a comunidade em geral. Isso é importante, segundo ele, não só para que os partidos possam alcançar a população, mas também para que a população possa fiscalizar os representantes eleitos.

“Nós apoiamos o retorno da propaganda partidária. Discordamos, porém, do retorno da propaganda gratuita — e aqui eu quero dizer, ela nunca foi gratuita —, financiada com a compensação fiscal, dos impostos devidos pelas emissoras à União, em valor equivalente ao custo dessa propaganda. Por isso eu digo, ela nunca foi gratuita. Ao contrário, a compensação tornava para o cidadão, para o eleitor, de certa forma até obscuro. Os eleitores não tinham ideia dos volumes de compensação. E a gente está falando de dinheiro público e de tributo”, declarou Portinho, relator da matéria.

Custos

O relator propôs um acréscimo de recursos anuais ao Fundo Partidário, equivalente aos valores corrigidos da compensação fiscal recebida pelas emissoras em 2017, Para arcar com os custos da propaganda. Isso nos anos não eleitorais.  Nos anos eleitorais, devem ser os valores dessa compensação em 2016, atualizados monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

Segundo o substitutivo, os preços relativos à propaganda partidária paga serão limitados aos valores normais de tabela das emissoras, não podendo ser fixados em valores maiores do que os praticados nos seis meses anteriores da respectiva veiculação.

Emissoras

As emissoras de rádio e televisão ficam obrigadas a realizar transmissões em cadeia nacional e estadual. Em cada rede, somente serão autorizadas até dez inserções de 30 segundos por dia no intervalo da programação normal das emissoras.

Além disso, deverão veicular as inserções divididas, proporcionalmente, dentro dos intervalos comerciais no decorrer das três horas de veiculação, com intervalo mínimo de dez minutos entre cada uma.

Segundo o texto, a formação das cadeias nacional e estaduais serão autorizadas, respectivamente, pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelos Tribunais Regionais Eleitorais, que farão a necessária requisição dos horários às emissoras de rádio e de televisão.

Tempo por partido

O partido terá assegurado o direito de acesso ao rádio e a televisão na proporção de sua bancada eleita em cada eleição geral. Assim, o partido que tenha elegido acima de 20 deputados federais terá assegurado o direito a utilização do tempo total de 20 minutos, por semestre, para inserções de 30 segundos, nas redes nacionais, e de igual tempo nas emissoras estaduais.

Quem eleger entre 10 e 20 deputados federais terá assegurado o direito a utilização do tempo total de dez minutos, por semestre. Já o partido que tenha elegido até nove deputados federais terá assegurado o direito a utilização do tempo total de cinco minutos, por semestre.

O substitutivo determina que os partidos destinem ao menos 50% do tempo para promoção e difusão da participação política das mulheres e ao menos 5% para promoção e difusão da participação política dos jovens, ambos do templo global total disponível para o partido. Em anos eleitorais, as inserções só serão veiculadas no primeiro semestre.

Vedações

O substitutivo veda a participação de pessoas não filiadas ao partido responsável pelo programa, a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos, bem como toda forma de propaganda eleitoral.

Também fica vedada a utilização de imagens ou cenas incorretas ou incompletas, de efeitos ou de quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação e a utilização de matérias que possam ser comprovadas como falsas (fake news).

Outra proibição expressa é a ato que resultem em qualquer tipo de preconceito racial, de gênero ou local de origem, e a ato que incitem a violência.

Punição

Portinho acatou emendas dos senadores Weverton (PDT/MA) e Izalci Lucas (PSDB/DF) para estabelecer que os partidos que não respeitarem o disposto na futura lei serão punidos com interrupção do direito de transmissão. Essa punição, ou seja, o cancelamento   da veiculação da campanha, deverá ser aplicada logo após concluído o processo pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo de outras sanções e penalidades previstas em Lei.

Assessoria de Comunicação da Abratel
Com informações da Agência Senado

Fonte: ABRATEL

Com foco no rádio híbrido, Kantar IBOPE Media anuncia ferramenta para monitorar audiência online

A Kantar IBOPE Media informou o mercado sobre um passo importante dado pela empresa no monitoramento da audiência de rádio via streaming. Será lançado o “Extended Radio”, solução que, segundo a empresa, vai permitir a  a análise do consumo integrado e a avaliação de performance da concorrência. Trata-se de um movimento que já era anunciado pela Kantar nos anos anteriores, de cobrir a audiência de rádio nos ambientes off-line e on-line, considerando o consumo híbrido do meio. Para o monitoramento, a Kantar contará com a parceria de empresas como Triton Digital e NextDial, especializadas em áudio online. 

Segundo o informe enviado pela Kantar à imprensa, o Extended Radio contará com uma interface simples e online que possibilitará a analise de dados de consumo tradicional e digital das emissoras. A plataforma contará com uma visualização do número total de ouvintes e do tempo médio de consumo por faixas horárias, além de avaliar o desempenho da concorrência. 

Ainda segundo o comunicado, os dados de audiência ao vivo AM/FM são coletados pela Kantar IBOPE Media e os dados vindo dos streaming das emissoras serão coletados e aferidos pelas parceiras Triton Digital e Nextdial, empresas que já atuam nesse segmento e estão presente em algumas das principais rádios do país.

"O rádio vem acompanhando a evolução do consumo de mídia do brasileiro há décadas. Se a atenção do consumidor está cada vez mais fragmentada em tantas mídias, é preciso entender os pontos fortes do conteúdo de áudio em seus diferentes formatos e aproveitar as oportunidades para valorizar os espaços publicitários do meio. O Extended Radio vai facilitar a compreensão desses dados com a análise integrada de um consumo que já é multimidia", afirma Giovana Alcantara, Diretora de Desenvolvimento de Negócios Regionais da Kantar IBOPE Media, em comunicado.

A novidade pode beneficiar o rádio no mercado publicitário, já que há uma demanda crescente por dados em tempo real. A aferição da audiência on-line, com a chancela das empresas envolvidas no Exended Radio (Kantar IBOPE Media, Triton Digital e Nextdial), pode auxiliar o meio em algo que é discutido em vários países

A Triton Digital é uma empresa canadense que recentemente esteve em destaque na imprensa especializada devido ao movimento da gigante iHeartMedia, que adquiriu sua operação. Está em 80 países e nos últimos anos tem expandido a sua atuação no mercado brasileiro, sendo responsável pelo streaming de alguma das principais estações de rádios nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros. É responsável pelos principais rankings de áudio digital relacionado ao streaming de rádio e também aferição do consumo de podcasts

Já a NextDial é uma startup brasileira que também tem expandindo a sua operação nas principais estações de rádio do país nos últimos três anos, principalmente após a parceria no fornecimento de streaming com a empresa Fabrica Host, levando a aferição para mais de 150 emissoras de portes operacionais distintos. A NextDial é especializada em coleta e aferição do consumo de áudio digital e conta com parcerias em associações como AERPAMIRT, SERT/SC, ABOTT'S, entre outras.

Fonte: Tudo Rádio

Mais de 1,6 mil rádios AM optaram pela migração para FM

Durante evento promovido pelo SET eXPerience TRACKS sobre o uso da faixa estendida de FM (eFM), no último dia 7, a especialista em regulação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Vanessa Monteiro, apresentou os números atuais do processo de migração das rádios AM para FM.

“Até o momento, recebemos 1656 pedidos de migração, sendo que 1539 canais já foram migrados para FM, 1403 na faixa convencional e 136 na faixa estendida. Para atender a essa demanda, houve necessidade de alterar o regulamento técnico e uma das medidas foi a resolução 721/2020 da Anatel que criou a faixa de FM de 76 até 108 MHz”, destacou.

O diretor de Departamento de Outorga e Pós-outorga do Ministério das Comunicações (Mcom), William Zambelli, destacou as diferenças de atuação do Mcom e da Anatel. “Basicamente, enquanto a Anatel faz a administração do espectro e fiscalização técnica, o Ministério cuida das políticas públicas e faz as outorgas”, afirmou.

Na segunda parte do evento, os radiodifusores Marcello Cesário (Rádio Capital) e José Maria Martins (TV Cultura) contaram como foi a realização do processo de migração nas empresas em que trabalham e o impacto na audiência e conteúdo.

De acordo com Cesário, é preciso ser mais atuante no processo de migração e consolidação da faixa. “O radiodifusor tem o microfone na mão, tem a audiência na mão e tem que catequizar o ouvinte e o mercado anunciante de que o FM é 2.0.”

Já o radiodifusor José Maria Martins falou sobre as avaliações de campo feitas na emissora, utilizando veículo com rádio original na banda estendida. “O desempenho é muito bom dentro de um contorno médio de até 35 Km. Dentro da cidade de São Paulo, observamos algumas obstruções de solo, como túneis, que acabam cortando o sinal”, concluiu Martins.

A moderação dos painéis ficou a cargo do Conselheiro da SET, Eduardo Cappia. “Não se fala mais em FM estendido, agora é a versão 2.0. Uma ideia abrangente, pois o FM hoje é 76 MHz até 108 MHz”, afirmou.

Com informações da SET

Fonte: Abert

Saiba como otimizar a gestão da sua rádio

Gerir uma rádio não é tarefa fácil, afinal são tantos e tão complexos os setores, que manter o controle de tudo é uma verdadeira missão. Isso sem falar em lidar com todos os temperamentos dos profissionais que cercam o ramo, dos locutores, programadores, estagiários, artistas, vendedores, produtores musicais e, é claro, os ouvintes.

No meio disso tudo você ainda precisa ficar de olho na legislação que regulamenta o setor e nas partes administrativa e financeira, da programação ao fluxo de caixa. Vai ter dias em que você terá vontade de não sair da cama? Com certeza, mas se você automatizar tudo isso vai sobrar tempo para você fazer o que mais gosta: se dedicar à “fazer rádio”. Otimizar a gestão é a solução.

Mais tempo e calma no gerenciamento da sua rádio

Não importa o tamanho da sua equipe, há sempre e-mails para serem enviados, programação a ser afinada, anunciantes de última hora, concursos e sorteios para serem coordenados, campanhas de marketing para serem definidas, caixas para serem fechados e muita paciência para ser encontrada. E ela mora em um lugar chamado software: sistemas feitos especialmente para apresentar as melhores soluções integradas, de forma que você possa gerir tudo com muito mais tranquilidade, transformando seu dia a dia e a qualidade da sua rádio. Tudo de forma personalizada para o tamanho da sua estrutura e da sua capacidade de investimento.

Automatize para otimizar

Você precisa ganhar tempo e agilizar a produção, de forma que sobre mais espaço para as outras tarefas. Um software especializado é capaz de prover acesso rápido à todas as informações, do estúdio ao financeiro, promover a integração completa entre as programações musical e comercial e ainda reduz trabalhos duplicados.

Financeiro é chato, mas pode ser menos chato

Quem gosta de rádio até gosta de pensar em números, mas geralmente quer mesmo se ocupar é com conteúdo, com a integração com o público e com a informação. Mas como deixar o financeiro de lado não é nem um pouco recomendável, o jeito é torná-lo o mais fácil e agradável possível, criando mecanismos fáceis de controle. Ao automatizar seu sistema você tem uma ferramenta que faz todo o controle das contas a pagar e a receber, controla as contas bancárias, o faturamento, oferece um acompanhamento transparente e intuitivo das comissões de vendas e ainda emite as Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) pelo modelo 21.

Música e propaganda totalmente integradas

Uma não vive sem a outra, então a solução é promover uma gestão otimizada de ambas de forma integrada. Por um lado, distribuição e gerenciamento da programação comercial, com acesso muito rápido a todas as informações através de relatórios e consultas facilitadas. Por outro, o software também garante a geração da programação musical em minutos, sem choques, deixando o programador responsável pelo ajuste fino, que é no que ele é bom.

Aumente a sua audiência

Quer chegar ainda mais longe, alcançando um número ainda maior de pessoas? Aumente a sua audiência através de aplicativos móveis que empresas como a Cadena, por exemplo, oferecem: produzidos para tablets e smartphones com excelente qualidade, além de colaborar para a fidelização dos seus ouvintes, ainda transformam-se em um novo meio de divulgação para seus anunciantes. Pense nisso.

Fique mais próxima da sua audiência

E por falar em audiência, você pode se aproximar muito mais dos seus ouvintes através de um gerenciador de relacionamentos, que dispõe de todo o histórico de pedidos musicais, e-mail marketing, enquetes, participações, sorteios, estoque de prêmios e relatórios. E fica ainda melhor com a integração das promoções ao app e ao site da sua rádio.

Auxílio facilitado aos profissionais

Tanto a parte de jornalismo quanto os locutores também saem ganhando com a gestão otimizada. Com ela, o locutor pode ter acesso a todas as informações geradas pelos demais módulos – atendimento ao ouvinte, sorteios, programação comercial/musical etc – ajudando-o a ficar por dentro de tudo. Por outro lado, os artigos jornalísticos podem ser facilmente gerenciados com total controle das revisões e busca por palavras-chave ou assuntos. Mais rapidez na pesquisa e informações mais precisas em menos tempo.

Viu como a gestão otimizada é muito prática e pode ajudá-lo a tomar decisões assertivas com mais facilidade? É a forma mais segura e fácil de gerenciar a sua rádio e conseguir aumentar a audiência e anunciantes.

Fonte: Cadena Sistemas

Rádio já tem venda baseada em impressões, mas busca diferenciar seu valor na comparação com o digital

Em 2019, o evento Radio Show discutiu em um dos painéis a necessidade do rádio acelerar a mudança para medição com base em impressões, se aproximando do discurso de venda que é praticado por canais digitais. E isso tem acontecido nos principais mercados dos Estados Unidos, com uma transição gradual para um novo modelo comercial. Porém, como se previu em 2019, há o desafio de mostrar o valor da audiência de rádio ao comparar com outras mídias. Executivos do setor relataram também a necessidade do rádio adotar o CPM (custo por mil) e que treinaram suas equipes comerciais a nova realidade.

A discussão é relembrada pelo norte-americano Inside Radio, em artigo de Paul Heine, editor-chefe do portal especializado no setor. A publicação ouviu alguns nomes de referência da indústria sobre essa transição no modelo comercial que, segundo a reportagem, é mais acelerada nos maiores mercados dos Estados Unidos. Em Los Angeles, por exemplo, a venda de rádio já ocorre por base de impressões, muito pelo fato de os maiores compradores serem agências de publicidade.

Segundo o Inside Radio, grupos de rádios baseados nos principais mercados dos EUA, como Los Angeles, estão trabalhando com a Nielsen para treinar os vendedores sobre como negociar com os compradores de mídia uma base de custo por mil (CPM), a métrica usada pelas plataformas digitais.

Porém, a partir desse avanço da venda em formato de impressões, como CPM, desafios começam a aparecer para o rádio, já que sua entrega conta com características próprias e até vantagens perante outras mídias, como o alcance. Segundo o Inside Radio, os radiodifusores norte-americanos pensam que nem todas as impressões são criadas iguais.

“Queremos diferenciar como você avalia o custo de um rádio por mil em oposição a um custo digital por mil”, declara Miles Sexton, presidente da Southern California Broadcasters Association, em entrevista ao Inside Radio. O executivo declara que “eles não são os mesmos em toda a mídia”.

O executivo da  Southern California Broadcasters Association diz ao Inside Radio que acredita que o rádio pode fazer um trabalho melhor ao diferenciar seu valor no cenário da mídia, de modo que o veículo seja valorizado por seus próprios méritos, como a confiança que gera nos ouvintes.  A reportagem destaca o fato de que 60% do público entre 35 e 49 anos e 54% daqueles entre 18 e 34 anos consideram os anúncios de rádio muito ou um tanto confiáveis, de acordo com dados da Nielsen (Relatório de Público Total / março de 2021). Neste quesito o rádio superou a TV, streaming de música on demand, podcasts, portais de sites e aplicativos, mídias sociais, entre outros, estes que tiveram uma pontuação mais baixa na escala de confiança.

Ainda segundo a reportagem, o CPM não é o único atributo considerado pelo mercado publicitário. O relatório “Media KPIs That Matter”, realizado pela Association of National Advertisers (ANA) e que entrevistou profissionais de marketing, mostra que entre principais indicadores de desempenho que eles usam para avaliar a mídia o CPM ficou em primeiro lugar, mas o item foi apenas um de uma dúzia de KPIs usados por 65% ou mais dos entrevistados.

“Os CPMs precisam ser relevantes, pois menor nem sempre é melhor (…) O CPM não é a primeira coisa a se observar porque é mais um KPI (Key Performance Indicator) de rastreamento / eficiência. Ele precisa ser aumentado com métricas mais específicas”, indica um entrevistado pela ANA, conforme destaque feito pela reportagem do portal Inside Radio.

E as agências? Preferem a compra por impressões?

A reportagem especial do Inside Radio também conversou com agências sobre a compra de publicidade em formato de impressões para veículos como o rádio. A IPG Mediabrands, uma grande holding desse mercado, atua dessa forma com o meio e também com TV desde 2016 e atualmente todos os investimentos em áudio são feitos por impressões. A IGP, que é responsável por US $17 bilhões em gastos publicitários nos EUA, afirma que todos que atuam com ela já usam a compra por impressões como base e afirma que todas as partes concordam com essa prática.

Mas existem aquelas agências que não estão trabalhando com impressões no momento, porém planejam atuar dessa forma no futuro. Ainda segundo a reportagem, uma pesquisa da Nielsen Audio com clientes de agências de publicidade revelou que 60% não estavam negociando impressões no momento (levantamento realizado em outubro passado), mas a maioria disse que planejava nos próximos seis meses. Segundo o Inside Radio, a Nielsen está voltando a campo para saber se as agências cumpriram essa promessa.

“As impressões existem e estão sendo negociadas, mas não são predominantes”, afirma Brad Kelly, diretor administrativo da Nielsen Audio, em entrevista ao portal norte-americano Inside Radio. “Está aumentando o uso nas rádios locais, mas está se movendo muito mais devagar do que eu acho que todos esperavam”, conclui o executivo.

Segundo a reportagem, uma moeda baseada em impressões pode ajudar a facilitar as vendas entre plataformas. Com isso, as estações de rádio AM/FM poderiam acumular todas as suas impressões de todas as suas plataformas e oferecer isso aos anunciantes. O Inside Radio destaca que essa forma de abordagem poderá crescer em importância, “uma vez que a Nielsen One traz a verdadeira medição multiplataforma para o rádio”, destaca a reportagem.

“Se o lado das vendas está mudando para uma abordagem baseada em áudio, as impressões são o caminho inteligente a seguir”, afirma Kathy Doyle, VP Executiva, Diretora de Investimento Local da Magna Global da IPG, em entrevista ao Inside Radio. A executiva ainda afirma que “estender o alcance quando você compra coisas que não geram uma classificação, mas geram impressões (…) Você ainda pode comprar e contar”.

A reportagem do Inside Rado ainda destaca que “as impressões tornam mais fácil fazer compras usando os segmentos de ouvinte com base no público ou informados pelo público para os quais os compradores estão mudando rapidamente”. Doyle complementa observando que “se for uma execução mais informada, isso a torna mais atraente para os clientes”.

Por fim, executivos da agência afirmam que a migração de CPP (custo por ponto de classificação) para CPM reduziria o atrito e que comprar na mídia com uma métrica de entrega de público comum torna suas vidas mais fáceis, facilitando assim a entrada do rádio no planejamento de mídia.

“Eles estão vendo isso como algo que torna o rádio mais fácil de se encaixar em seu plano de mídia geral à medida que transaciona em impressões”, afirma Tony Hereau, VP de Cross Platform Insights da Nielsen, em entrevista ao Inside Radio. “Eles estão dizendo que nivela o campo de jogo, combate a fragmentação das classificações e é mais fácil de explicar aos clientes”, completa Hereau.

Toda essa discussão, como treinar as equipes para a nova realidade na compra de mídia, ainda é um debate complexo em todo o planeta, não sendo algo diferente no Brasil. Pontos como a modernização da aferição do consumo de rádio, planejamentos crossmedia e como o meio empresta a sua credibilidade para os seus anunciantes estão no centro das discussões.

Com informações do Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

Estimativa aponta que rádio terrestre representa entre 85 e 90% do total do consumo do meio na Europa

Um levantamento realizado pela European Broadcasting Union (EBU) mostra o tamanho da relevância do chamado 'radio terrestre' na vida da população europeia. Um artigo de David Fernández Quijada, gerente do serviço de inteligência de mídia da EBU faz menção ao tamanho da transmissão de rádio numa área que conta com 56 países, compreendendo entre a Europa e o norte da África. Foram registrados 12 mil serviços de rádio em toda a região pesquisada, onde 95% do total é de transmissão via FM. Esse formato de entrega de conteúdo é quem lidera o consumo de áudio, segundo a EBU.

O texto lembra do fato da Noruega ser ainda o único país a desligar o FM analógico, mas que segue com transmissões de rádio no modelo digital. Aliás, é o modelo de rádio digital que conta avanço considerável na Europa: foram identificados 2 mil serviços diferentes nesse formato de transmissão em 2021 (não confundir com streaming ou áudio on-line), com um avanço de 23% no número de estações em apenas dois anos. 

Já o FM tradicional (analógico) segue líder em utilização na radiodifusão europeia, tendo o maior congestionamento no dial identificado na região sul do continente. São 11.267 transmissões em FM identificadas pelo levantamento da EBU. Apesar do ritmo de liberação de novas licenças de FM ter diminuído nos últimos anos, elas continuam acontecendo no continente europeu. 

O Reino Unido mostra dois fatores curiosos na evolução da transmissão de rádio. Segundo o levantamento da EBU, a região corresponde a 80% das 265 estações DAB identificadas. E é também nessa localidade que se encontra o maior número de transmissões em ondas médias, com 69 serviços. No caso desse formato de transmissão, 19 países já não contam mais com serviços de onda média.

Vale lembrar que o Reino Unido também é um dos países com o maior consumo de rádio por meio digital: seja ele terrestre (DAB+) ou via internet (streaming / áudio digital). O artigo da EBU não faz menção a esse fato, mas essa divisão entre analógico e digital já foi constatada em pesquisa da Rajar. Mesmo assim, o FM analógico segue relevante no Reino Unido, tanto que a data de seu desligamento foi novamente adiada.

Já a estimativa de 85 e 90% da transmissão terrestre representar o total do consumo de rádio na Europa, é similar o que a Nielsen constatou recentemente sobre o consumo de rádio nos Estados Unidos.

Com informações do portal Radio World e da European Broadcasting Union (EBU)

Fonte: Tudo Rádio

Brasil está entre os sete países onde o povo mais confia na imprensa

O Brasil é um dos sete países nos quais a população mais confia na imprensa dentre os 46 países pesquisados pelo Instituto Reuters de Estudos de Jornalismo da Universidade de Oxford. Mas é também o país mais preocupado com a desinformação (82%), o mais preocupado com o WhatsApp como canal de fake news sobre a Covid (35%) e o que mais associa os políticos à desinformação sobre a doença (41%).

A pesquisa aponta que 54% dos brasileiros afirmam confiar na imprensa. O país com maior percentual de confiança é a Finlândia (65%), enquanto os norte-americanos (29%) são os que menos confiam.

As conclusões são da 10ª edição do Digital News Report, apresentado no dia 23 de junho de 2021, em Londres. O estudo é baseado em uma pesquisa com 92 mil pessoas de 46 países, realizada em 2020, representando as opiniões de mais da metade da população mundial

O relatório é a mais abrangente investigação global sobre hábitos de consumo de notícias, confiança e acesso às fontes de informação e desinformação, modelos de negócios e sobre os rumos do jornalismo mundial.

Confiança nas notícias aumentou 6 pontos no mundo e 3 pontos no Brasil

O Brasil não foi o único país em que a confiança na mídia aumentou, embora esteja entre aqueles onde ela teve maior crescimento. A média global cresceu 6 pontos na esteira da pandemia, com quase metade dos respondentes (44%) dizendo que confia na maioria das notícias que recebe via imprensa na maior parte do tempo.

O resultado reverte uma tendência de queda que vinha se verificando nos últimos anos, demonstrando que o ganho de confiança da população na imprensa identificado por pesquisas realizadas no início da pandemia, quando a necessidade de informações confiáveis tornou-se questão de vida ou morte, deixou efeito residual.

O índice brasileiro foi 10 pontos mais alto em relação à média global, com crescimento de 3 pontos em relação ao ano anterior.

A confiança nas notícias recebidas pelos mecanismos de busca e pelas mídias sociais se manteve estável. Isso fez com que a diferença entre as notícias via imprensa e as recebidas por mídias sociais aumentasse, chegando a 20 pontos tanto na média global como nos índices do Brasil.

Segundo o estudo, quanto maior essa diferença, maior a valorização que os usuários dão às fontes de notícias mais acuradas e confiáveis.

Consumo de notícias nas mídias sociais

O consumo de notícias nas mídias sociais também vem aumentando, principalmente entre os mais jovens e os de menor nível de escolaridade. O Facebook continua sendo a rede social mais acessada para a busca de notícias, mas sua participação vem diminuindo, assim como a do Twitter, que são as duas redes mais usadas pelos jornalistas e veículos de notícias.

Enquanto 25% da amostra global disse se informar no início do dia por meio de um site ou um aplicativo de notícias, os nativos digitais da geração Z (18 a 24 anos) têm duas vezes mais chance de se informar pelas mídias sociais, agregadores de notícias ou notificações do celular.

Segundo a pesquisa, 7% dos entrevistados com menos de 35 anos usam o TikTok para a busca de notícias, com maior ênfase na América Latina e na Ásia. Apesar dos lockdowns, a mobilidade do consumo de notícias não foi afetada. A pandemia fez o uso dos smartphones para essa finalidade aumentar num ritmo superior ao dos últimos anos, atingindo um índice de 73% do acesso online de notícias.

Acesso online à imprensa no Brasil

O acesso online à imprensa, seja pelos sites dos veículos de comunicação ou por seus canais de mídia social, se mantém na liderança com ampla margem no Brasil, apesar da queda geral de todos os tipos de acesso. Mais de oito em cada dez brasileiros preferem o acesso online na hora de buscar notícias.

Na segunda colocação, o estudo mostra o acesso às notícias pelas mídias sociais à frente da TV. Quase a metade dos entrevistados brasileiros (47%) disse que costuma compartilhar notícias pelas redes sociais, apps de mensagens ou por e-mail.

Na última colocação aparecem os impressos. Pouco mais de um em cada dez brasileiros acessam notícias pela via impressa – um percentual sete vezes menor do que os que acessam por via online.

TV, rádio e impressos

Os rankings das principais emissoras de TV, rádio, jornais e revistas elaborados pelo Instituto Reuters não trazem mudanças significativas de posições, mas quase todos diminuíram seus percentuais em relação ao ano anterior, com exceção da CNN, que subiu de 14% para 19%, já que era uma emissora nova quando a pesquisa de 2020 foi feita.

Marcas de notícias mais confiáveis

O estudo conclui que os brasileiros tendem a confiar mais nas marcas de notícias de TV, juntamente com as marcas de jornais regionais e locais. As três marcas mais confiáveis do estudo permaneceram inalteradas, mas com mudanças de posições entre elas, com o Jornal do SBT assumindo a liderança em relação à Band News na edição referente a 2020. A Record News Online, incluindo o portal R7, figura na terceira posição.

Brasil é o país mais preocupado com fake news

Embora a confiança na imprensa tenha aumentado, continua grande a quantidade de brasileiros preocupados com as fake news. Seis em cada dez dos entrevistados (58%) expressou preocupação em diferenciar o que é verdadeiro ou falso na internet quando se trata de informação. O Brasil aparece como o país com o maior índice (82%) de pessoas preocupadas com a desinformação pela internet, enquanto a Alemanha, com 37%, é a menos preocupada.

Os brasileiros também mostraram maior preocupação com as fake news veiculadas pelo WhatsApp. Mais de um terço dos brasileiros (35%) citaram essa plataforma, com um índice quase o dobro do que o Facebook, o segundo colocado.

O estudo destaca que apesar de o Facebook ter sido citado por mais de um quarto dos entrevistados em todo o mundo, a preocupação maior é com os aplicativos de mensagens fechadas, já que as informações falsas tendem a ser menos visíveis e mais difíceis de combater nas redes privadas.

Pandemia é o principal alvo da desinformação

A pandemia continua como o tema mais associado à desinformação, citada por 54% da amostra global. Foi também o tema mais associado às fake news pelos brasileiros. Outros temas citados com índices relevantes foram as notícias falsas ligadas a temas políticos, a celebridades e à mudança climática.

As principais fontes de fake news associadas à Covid-19 foram os políticos. O Brasil foi o país com o maior índice (41%) de associação da pandemia com os políticos, seguido por Espanha, Polônia e Nigéria.

As pessoas comuns foram a segunda fonte de notícias falsas sobre a Covid-19 mais citadas, mas com quase metade do índice dos políticos. Em seguida aparecem os ativistas, jornalistas e governos estrangeiros.

Assessoria de Comunicação da Abratel
Com informações do MediaTalks by J&CIa (por Aldo de Luca)

Fonte: SindiRádio

Setor empresarial alerta para impactos negativos da Reforma do IR e pede aprofundamento das discussões

Mais de 100 entidades representativas dos mais diversos setores da economia brasileira, dentre elas a ABERT, encaminharam, nesta quarta-feira (7), ofício (AQUI) aos líderes e ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, alertando para os impactos negativos na economia das propostas contidas no PL 2337/2021 de mudanças no imposto de renda das empresas e tributação de dividendos.

No ofício, as entidades apontam para a necessidade de maior discussão do texto e amadurecimento das propostas, pois consideram que haverá forte elevação da carga tributária sobre os investimentos no país. Segundo elas, o Brasil já figura entre “os países do mundo que mais tributam o consumo de bens e serviços, o emprego formal e o lucro dos empreendimentos”.

As entidades alegam que as medidas listadas, principalmente com a tributação de dividendos proposta, “desestimulam a atração do investimento produtivo e no mercado de capitais, bem como desfavorecem o empreendedorismo e a geração de empregos”.Apontam ainda para aumento da carga tributária, da burocracia, da complexidade e da insegurança. Ao longo do ofício, são feitas diversas considerações sobre problemas identificados, com o impacto direto em pequenas empresas, profissionais liberais, financiamentos setoriais, organização empresarial.   

De acordo com o documento, as entidades afirmam que toda a sociedade brasileira sofrerá com menos crescimento econômico, menos empregos e aumento de preços, alertando que “ao final, a conta fica negativa para todos”. “O Brasil não pode ter pressa para fazer algo que pode prejudicar o seu futuro”, afirmam.                                 

As dificuldades trazidas pela medida estão em linha com as duras críticas de três ex-secretários da Receita Federal (Everardo Maciel, Marcos Cintra e Jorge Rachid) que têm sido veiculadas na imprensa.Por fim, o setor empresarial solicita ao presidente Arthur Lira e aos líderes mais prazo e espaço para discussão transparente, a partir da criação de uma Comissão Especial para a matéria, visando a construção de “uma solução equilibrada, com impacto neutro sobre a arrecadação, e que seja efetivamente capaz de garantir crescimento, empregos e justiça social em nosso País”.

Fonte: Abert

Plataforma mostra consumo de streaming de rádio em deslocamentos por estradas

O áudio digital e as aplicações que integram esse ecossistema têm crescido em relevância para as operações de rádio AM/FM em todo o planeta, inclusive no Brasil. A plataforma de monitoramento e gerenciamento estratégico de dados Audients mostra um crescente uso de aplicativos de rádios por ouvintes que estão em movimento, inclusive nas estradas. O tudoradio.com teve acesso aos dados de uma das estações atendidas pela plataforma e o resultado mostra como o streaming tem complementado o trabalho feito no dial e, em alguns casos, até ampliado o alcance dessas emissoras.

A 89 FM 89.5 de Joinville (SC), por exemplo, é monitorada pelo Audients em seu novo aplicativo para smartphones (Android e iOS). E a plataforma mostra, entre outras ações, o início, a pausa e o encerramento do streaming, além de eventuais quedas de conexão (caso o usuário fique sem internet). E foi percebida uma presença significativa de uso da aplicação em rodovias, a despeito dessas áreas não contarem com uma cobertura de internet móvel de ponta a ponta. Ou seja, ao ter conexão de internet, o ouvinte busca acompanhar a sua emissora via streaming.

Assim como ocorre com outras estações, o maior volume de acessos ao streaming da 89 FM ocorre na área de cobertura da emissora no dial. Esses 'plays' acontecem nas cidades onde há o sinal da estação em 89.5 FM e também nas estradas que integram a região de Joinville, ou seja, mostrando que o streaming tem complementado a audiência que a rádio já possui no dial FM. Em resumo: o smartphone com internet vira mais uma opção natural de consumo da programação gerada pela rádio.

Charles Gilbert Kinas, responsável pelo Audients, concorda que esses dados mostram como o digital é uma peça complementar importante das emissoras de rádio. "Tudo isso é consonante para a confirmação de um postulado já bastante conhecido sobre o consumo de mídia. O dial é o núcleo duro da rádio; é dele que emergem os complementos como streaming, aplicativo e outras mídias digitais que contribuem para dilatar seu alcance e romper fronteiras", afirma o executivo.

Agora o fato que não é complementar, mas sim de ampliação: a plataforma Audients também mostra um uso significativo do aplicativo / streaming da 89 FM nas áreas que não contam com uma cobertura forte de sinal da emissora no dial FM, por estar mais distante da emissão via FM, mas que são regiões onde há uma significativa movimentação de pessoas de Joinville. Ou seja: o ouvinte segue acompanhando a estação preferida mesmo fora da área de cobertura, que é um dos conceitos do "rádio híbrido".

Na plataforma é possível ver toda a BR-101 desenhada pelos acessos ao aplicativo da 89 FM de Joinville, inclusive nas regiões de Balneário Camboriú, Grande Florianópolis e litoral sul catarinense. A rádio também tem um uso intenso constatado na Grande Curitiba, após o final da área de cobertura da 89.5 FM e na Rodovia Régis Bittencourt, que liga a capital paranaense à São Paulo.

Além do consumo em trânsito nas estradas, é possível monitorar o uso do aplicativo nas cidades e ver o comportamento do consumo da rádio via digital. "Por meio da ferramenta, podemos quantificar e qualificar nossa audiência geograficamente, algo que não pode ser feito por meio do FM. Isso pode ser usado tanto para verificar em quais bairros de Joinville estamos mais fortes ou precisamos de mais ações, quanto para ter uma noção de quantas pessoas nos ouvem em outras cidades, estados e países", explica Rafael Colin, diretor da 89FM.

"Essa audiência digital tende a crescer com o uso do app em celulares e podemos conhecê-la e saber, em tempo real, onde ela está. É mais uma forma de aproximarmos a 89FM a ouvintes joinvilenses em qualquer lugar do mundo. O rádio mantém seu caráter local importantíssimo, mas com a possibilidade de ir além de fronteiras que antes eram demarcadas pelo alcance do nosso transmissor", concluí Colin.

Charles destaca também alguns comportamentos únicos que é possível verificar com o monitoramento da audiência online. "Uma leitura importantíssima foi observar algumas faixas horárias em que existe mais consumo e procura durante o dia, bem como o fato de o consumo mais que dobrar em dias de jogo do Joinville Esporte Clube. Em tempo, um detalhe muito gratificante foi notar alguns ouvintes cativos – que ouvem a rádio no mínimo uma vez na semana - no exterior, como em Madrid (Espanha), no interior da Nova Zelândia e, ainda, em Nova Iorque e Miami (EUA)", destaca Kinas.

Os dados geográficos analisados no Audients são de 15 de junho a 30 de junho de 2021.

Fonte: Tudo Rádio

Media Navigator da Kantar aponta que anunciantes querem ter mais controle e parceria na utilização dos dados

A Kantar divulgou nesta semana os destaques de um novo estudo feito com executivos de publicidade de diferentes países. Chamado de Media Navigator, o relatório aponta que os anunciantes estão cada vez mais comprometidos no uso proativo de dados para impulsionar o desempenho de suas campanhas de marketing. Integração de dados com a segmentação do público-alvo dos anunciantes, insights de dados proprietários e entrega de dados em tempo real são elementos que ganham mais importância na visão dos anunciantes. O Media Navigator está disponível no site da Kantar.

O Media Navigator da Kantar contou com 672 executivos de publicidade de 39 países e usou dados de suas soluções para obter uma visão completa dos comportamentos e atitudes do consumidor, bem como as tendências nos investimentos em publicidade. E entre os destaques estão descobertas como 82% dos profissionais de marketing querem ter mais controle sobre seus investimentos em mídia (48% concordam totalmente) e 76% acreditam que os dados devem ser usados "por todos: nós e nossas agências".

O relatório ainda indica que 53% dos anunciantes acreditam que incentivar conversas orientadas por dados por toda a organização se tornará mais importante nos próximos anos. 

Já entre os desafios da publicidade e do planejamento das marcas, o Media Navigator descobriu que definir o perfil de seu público em todos os pontos de contato de mídia é uma preocupação para 38% e otimizar o orçamento para 37% dos executivos entrevistados. Cerca de 30% vêem a falta de dados de alcance e frequência crossmídia como um obstáculo em potencial.

“De certa forma, todos os profissionais de marketing estão sentindo um tipo de paralisia na hora de preparar suas estratégias de dados. São sentimentos conflitantes: por um lado, é necessário se articular cada vez mais rapidamente. Por outro, se esforçar para entregar com grande eficiência, mais e mais impacto nas estratégias criativas e de mídia. Tudo isso em um cenário altamente competitivo”, afirma Adriana Favaro, Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kantar IBOPE Media no Brasil.

“Na Kantar IBOPE Media e na Kantar como um todo temos o compromisso de apoiar os anunciantes que buscam desenvolver estratégias de dados mais relevantes, aproveitando de uma gama de dados robustos e consistentes, como nossas soluções de Advertising Insights e estudos Target Group Index. Ambas permitem que os anunciantes compreendam os motivos por trás das decisões de compra de seus consumidores, assim como suas preferências do consumidor e atitudes. Juntas, possibilitam que os profissionais de marketing identifiquem as principais tendências, otimizem seus planos de marketing e tomem decisões de mídia cada vez mais inteligentes”, destaca Favaro.

O Media Navigator é uma pesquisa online com 672 executivos de publicidade de 39 países, público que corresponde a mais de dois terços (US$ 423 bilhões) dos investimentos globais de publicidade. Segundo a Kantar, as entrevistas foram respondidas online entre 19 de abril e 12 de maio de 2021. Os participantes têm responsabilidade direta por dados e pesquisas, ou são usuários de dados dentro de suas marcas. Os entrevistados trabalham em posições de marketing (51%), tecnologia de marketing (23%), estratégia (31%) e/ou insights, pesquisa ou análise de consumidores (31%).

Já dados dos consumidores foram obtidos a partir de estudos globais do Target Group Index da Kantar , enquanto os dados de investimento publicitário vêm dos serviços de Advertising Intelligence.

O estudo está disponível para download através do site da Kantar: clique aqui.

Fonte: Tudo Rádio

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