Consumo de podcasts no Brasil chega a 40% dos internautas

Estamos em uma nova era do áudio e uma das grandes transformações dos últimos anos foi o crescimento no consumo de podcasts. Parafraseando uma fala famosa, no futuro todo mundo terá seus 15 minutos nesse formato.

Muito mais que uma tendência, o aumento no consumo e na produção de podcasts ano a ano mostra que eles vieram para ficar. A estimativa da eMarketer é que a audiência do formato chegue a 23,5% da população mundial conectada até 2024. Ou seja, quase um em cada quatro internautas no mundo logo será ouvinte de podcast.

Nesse cenário, o Brasil ocupa um lugar de destaque. Segundo uma pesquisa do site Statista, mais de 40% dos brasileiros conectados já entraram nessa onda. Apenas Suécia e Irlanda aparecem no mesmo patamar, completando o pódio global.

Portanto, esse é um mercado muito interessante para as marcas que procuram maior proximidade com o público. Saiba mais!

Cresce o consumo de podcasts no Brasil

Nos últimos anos, o hábito de ouvir e criar podcasts no Brasil vem crescendo aceleradamente. Como revela a Globo, foi o país com maior crescimento na produção em 2020 e, durante a pandemia, teve um público de 57% das pessoas ouvindo o formato pela primeira vez.

Esses números confirmam a posição privilegiada da podosfera brasileira no mundo. Além de figurar no top 3 mundial do Statista, o Brasil também aparece como segundo maior mercado consumidor de podcasts nos dados de Podcast Stats Soundbites.

Sem dúvida, o brasileiro é apaixonado por áudio, como sua relação com a rádio já demonstra, considerando que o meio é ouvido por 80% da população, segundo a Kantar IBOPE Media.

Na internet, o consumo de áudio por serviços de streaming chega a 13 bilhões de horas por mês no Brasil, de acordo com a Comscore.

Para alimentar esse interesse, o País tem aumentado sua produção de podcasts no mesmo ritmo. O Listen Notes coloca o Brasil como segundo maior produtor do formato, atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas é interessante notar que o podcast é, na verdade, multiplataforma. Nesse sentido, por exemplo, o Google mostra que 63,1% dos usuários de YouTube gostam de acompanhar seus programas favoritos pela rede de vídeos. Para a audiência, a experiência com o conteúdo assim se torna ainda mais próxima.

 

Fonte: Negócios SC

35% do planejadores de mídia pretendem aumentar o investimento publicitário em rádio

A Nielsen divulgou um estudo que mostra a confiança dos planejadores de compra de mídia nos dados das mais diversas plataformas e meios, inclusive rádio e canais digitais. No geral, esses profissionais de marketing estão priorizando o digital e também apontam que irão ampliar o investimento em áudio, com destaque para o streaming e os podcasts.

O estudo aponta que 35% dos entrevistados pretendem aumentar o investimento publicitário em rádio. Sendo o rádio o meio de maior consumo entre todas as plataformas que carregam algum tipo de publicidade, o meio é considerado de “alta eficácia” e confiabilidade pelos marketeiros. O estudo global da Nielsen aponta que, para os próximos 12 meses, 9% dos planejadores de mídia pretendem aumentar seu orçamento para o rádio em 50% ou mais.

Já 26% têm intenção de aumentar em até 49% , 39% não pretendem alterar seus planejamentos e 6% projetaram uma redução. Sobre o áudio digital, os 11% afirmaram que pretendem aumentar seu orçamento de áudio em 50% ou mais, 38% planejam um aumento de 0 a 49%, 34% disseram “sem alterações”, 10% projetaram uma redução de 0 a 49% e 4 % procuram reduzir seu orçamento de streaming de áudio em 50% ou mais.

Com isso, o rádio que já vem recuperando receita desde 2021, tende aumentar em 13% o seu faturamento nos próximos 12 meses. O relatório da Nielsen é de cobertura global e ouviu quase 2.000 profissionais de marketing, realizado de dezembro de 2021 a janeiro de 2022.

 

Consumo de rádio online no Brasil cresce 186% em 2021

28% dos brasileiros afirmam que poder escutar rádio online mudou o jeito de consumir esse formato, segundo relatório da Kantar Ibope Media

 

Durante seus 100 anos de história, o rádio passou por reinvenções para se adaptar às mudanças de comportamento do ouvinte, que se tornou cada vez mais digital. Atualmente, 28% dos brasileiros afirmam que poder escutar rádio online mudou o jeito de consumir esse formato. Inclusive, em 2021 o consumo de rádio online cresceu 186%, em comparação com 2019.

Os dados são fruto do material “Rádio online: O som do novo”, da Kantar Ibope Media, que faz parta da edição de abril do Data Stories, conteúdo temático lançado mensalmente pela empresa. O documento foi elaborado com ajuda de informações coletadas pelos estudos Target Group Index e TG.Net.

Os diversos pontos de contato com o formato possibilita que mais ouvintes tenham acesso. O relatório revela que atualmente 46% dos brasileiros ouvem o meio via dial e 12% via digital. Além disso, 51% usam algum, ou os dois, formatos.

O material também mostra que os ouvintes de rádio online têm uma relação próxima com novas tecnologias e utilizam a internet na hora de fazer compras, visto que 71% se mantêm atualizados com os desenvolvimentos tecnológicos e 59% acreditam que comprar online torna suas vidas mais fáceis.

O áudio online não se resume ao rádio, mas também ao formato de podcasts. De acordo com o levantamento, atualmente, 28% dos ouvintes de rádio já aderiram ao formato de podcasts. Entre os gêneros favoritos dos brasileiros, estão comédia e entretenimento (63%), notícias e política (51%) e negócios e finanças (44%). Com isso, a Kantar entende que há espaço para tanto para canais exclusivos como para veículos de imprensa neste formato.

Os devices preferidos pelos brasileiros para consumirem rádio online são os smartphones ou tablets (57%), seguidos pelos desktops e notebooks (35%), e outros aparelhos (14%). Além disso, de acordo com o relatório, a crescente presença dos aplicativos de emissoras em smartphones e tablets facilita o consumo desse formato. Em 2021, 36% dos ouvintes de rádio possuíam aplicativos de rádio, alta de 86% em relação à 2017.

 

Por Meio e Mensagem

Nielsen lança metodologia para publicidade digital sem cookies

Digital Ad Ratings e Nielsen Identity System envolvem identificadores de dispositivos e dados demográficos

A Nielsen apresentou nesta quinta-feira, 7, o Digital Ad Ratings, uma metodologia de medição de anúncios digitais com o apoio do sistema de identificação Nielsen Identity System, também lançado essa semana. As soluções são lançadas no Brasil, Alemanha. Austrália, Canadá, Espanha, Índia e Indonésia.

O Digital Ad Ratings oferece a possibilidade de anunciantes medirem alcance e frequência de suas campanhas por diferentes plataformas para confirmar se o anúncio atingiu o público-alvo. Segundo a Nielse, a empresa tira a duplicidade dos dados demográficos para obter métricas reais baseadas em pessoas em dispositivos móveis e desktop.

A metodologia também se apoia no Nielsen Identity System, que é alimentado por dois bilhões de identificadores de dispositivos globalmente e conecta impressões de anúncios digitais a dados demográficos da empresa e provedores de dados terceirozados. Segundo a Nielsen, as soluções não usa cookies de terceiros.

A Nielsen foi recentemente adquirida por um consórcio de fundos de private equity, mas ainda enfrenta questionamentos em relação validade das suas métricas. Em dezembro de 2021, a empresa informou aos clientes que subnotificou audiências fora de casa para programação de TV nacional desde setembro de 2020. Em março, o Video Advertising Bureau disse que a empresa estava trabalhando com dados inutilizáveis e programadoras como NBCUniversal, WarnerMedia e ViacomCBS, começaram criar suas próprias alternativas de medição.

 

Por Meio e Mensagem

TV linear lidera preferência de consumo de vídeos

Pesquisa da Kantar detalha o consumo de vídeos dentro de casa e revela o uso da publicidade no formato 

O estudo Inside Video 2022, produzido pela Kantar, revelou que no consumo de vídeo dentro de casa, a grande tela é a favorita, a qual as pessoas passam 92% do tempo de consumo. Os dados ainda mostram que dentro disso, as emissoras de TV linear são responsáveis por 79% do tempo, enquanto os serviços de streaming representam 21%. 

Com variadas possibilidades de consumo, o número de pessoas que possuem uma SmarTV mais que dobrou nos últimos cinco anos, de 27% em 2017 para 57% em 2021. O alcance dos canais de TV aberta e PayTV ainda é grande, com uma audiência em 2021 de 205 milhões e tempo médio diário gasto em frente a tela de 5h37min.  

Dentro do formato, 25% do tempo dedicado à televisão é assistindo a jornalismo, seguido pelo consumo de novelas com 18% do tempo, programas de auditório com 9% e reality shows com 4%. Segundo a Kantar, os pontos indicam que o consumo se deu por conta de uma programação ampla e variada, além da credibilidade.  

Investimento publicitário  

O estudou revelou que 63% de todo investimento publicitário em 2021 foi realizado em formatos de vídeo. Entre as Top 10 marcas mais valiosas (Brand Z), a porcentagem dos investimento em vídeo sobe para 70% e nas Top 10 marcas de bens de consumo mais escolhidas (Brand Footprint) para 88%.  

Entre as principais categorias de anunciantes estão serviços consumidor (diversos), vitrines virtuais, telefonia e conectividade residencial, institucional mercado financeiro, multicategorias, grandes lojas, construção e incorporação, mídia online, supermercados, hipermercados e atacadista e ensino escolar e universitário.  

Reality show 

A popularidade do reality show também foi um dos pontos destacados. Entre 2019 e 2021, o crescimento no volume de ações de branded content nesse tipo de programação foi de 20%, o aumento foi de 128% nos Top 5 programas. Na TV aberta, apenas 1% da programação é composta o gênero, porém, ele representa 4% do tempo que as pessoas dedicam a canais de emissoras abertas, o que resulta num índice de intensidade de consumo de 366. 

Detalhes do streaming 

O estudo também mostrou que os serviços de vídeo por assinatura alcançam cerca de 42% das pessoas em um mês dentro do domicílio, além de um aumento do investimento publicitário em players de streaming de vídeo de 243% em 2021 quando em comparação a 2019.

Como o motivo que leva os usuários a pagar por um serviço de streaming, o preço do fornecedor (47%) e um amplo catálogo de novos filmes e séries (47%) apareceram em primeiro lugar, seguido por o site/aplicativo funcionar bem em todos os dispositivos (30%), um amplo catálogo de filmes e séries antigas (25%) e facilidade de navegar/encontrar os programas que gosta no site/aplicativo (22%). 

 

Mídia Dados reforça digitalização e fragmentação dos meios

Edição 2021 da publicação do Grupo de Mídia passa a contar com informações sobre o segmento de marketing de influência

 

A fragmentação dos meios de comunicação e as diversas possibilidades de contato com o consumidor, sobretudo nas mídias digitas, já vinham apresentado um cenário mais desafiador para os profissionais de mídia que tem a função de distribuir, de forma mais eficiente, as verbas publicitárias dos anunciantes. A esse contexto já complexo, as transformações trazidas pela pandemia da Covid-19 desde o ano passado adicionaram uma camada adicional nessa tarefa de encontrar a melhor forma – e plataforma – para se conectar com seu público-alvo.

Para trazer uma espécie de termômetro das mudanças que vem impactando os diferentes meios de comunicação do Brasil, sejam eles tradicionais ou online – o Grupo de Mídia São Paulo lança nesta semana a edição de 2021 do Mídia Dados.

Assim como em 2020, a publicação poderá acessada pelas plataformas digitais, tanto pelo site do Grupo de Mídia como pelo aplicativo Mídia Dados. A ideia é que o compilado ajude a guiar as decisões dos profissionais de mídia e anunciantes ao oferecer informações sobre o desempenho de cada meio, consumo de audiência e as tendências que vêm orientando o comportamento dos consumidores. As informações sobre os meios compiladas no Mídia Dados foram extraídas de diversos estudos e pesquisas desenvolvidas por empresas como Kantar Ibope Media, Comscore, Nielsen, IVC, Jovedata, IPC Marketing e YouPix.

Cenp-Meios aponta crescimento de 29% no semestre

Entre os diversos insights trazidos pelo levantamento, um dos mais evidentes é a acentuação do comportamento digital. Na visão do Grupo de Mídia, no entanto, o maior direcionamento das verbas publicitárias para a Internet, como foi registrado no resultado mais recente do Cenp-Meios é a consequência natural de um movimento global da indústria, que já vinha se desenhando antes da pandemia e que foi reforçado a partir do momento em que o digital se tornou, muitas vezes, o principal ponto de contato entre pessoas e marcas.

“A digitalização e o crescimento do meio online é uma tendência que só vai crescer. Na verdade, já vínhamos de uma expansão gradual e a pandemia acelerou a curva. Mas esse movimento ainda não acabou. Se olharmos globalmente, os patamares de participação da mídia digital são ainda maiores. Na verdade, vemos não somente a migração das verbas para o digital mas a transformação de todos os negócios em negócios digitais”, coloca Lica Bueno, presidente do grupo de Mídia São Paulo.

Ao analisar os caminhos que os estudos e informações do Mídia Dados apontam para a indústria, Lica não hesita em afirmar que o negócio da mídia se inclina para um patamar de total digitalização, inclusive em relação aos meios tradicionais. “Logo mais, certamente, tudo acabará passando pelo digital. A TV será conectada. As mídias online estarão atreladas as outras plataformas e a tendência é, de alguma forma, todos os meios se fundirem pelo digital”, pontua a presidente do Grupo de Mídia.

Conselheira do Grupo de Mídia e responsável pela publicação do material, Luciana Schwartz ainda vê no horizonte da indústria um cenário de coexistência dos meios, com públicos consumidores de plataformas tradicionais, como jornais, revistas e televisão combinados às pessoas com hábitos mais digitalizados. A profissional, contudo, também julga ser inevitável que o digital ganhe mais espaço nesse cenário, gradualmente. “A menos que tenhamos alguma grande mudança que altere completamente o rumo da indústria, a tendência é que todos os meios acabam migrando para um ambiente digital, de alguma maneira. Continuaremos conectados aos meios tradicionais, mas consumindo-os de forma diferente. Hoje, por exemplo, continuamos consumindo televisão, mas já podemos assistir ao conteúdo na hora que queremos. Vejo esse crescimento da vertente digital em todos os canais, independentemente do conteúdo oferecido ou do tamanho da tela”, frisa Luciana.

Outro apontamento que a publicação traz na edição deste ano diz respeito à importância dos influenciadores no contexto da publicação. Pela primeira vez, o levantamento trará dados e informações a respeito do segmento de influência, coletados junto ao YouPix e de outras empresas atuantes na área. Já faz algum tempo que o Grupo de Mídia vem observando o papel cada vez mais importante que os influenciadores passaram a ocupar na comunicação dos anunciantes e, neste ano, algumas das informações relacionados aos criadores de conteúdo e sua relação com as marcas passam a compor o material.

 

Mídia televisiva: estatísticas atuais e perfil de consumo no Brasil

Os meios de comunicação abrem caminhos para a apresentação de novos produtos e serviços aos consumidores, principalmente a mídia televisiva. Para entender o poder dessa mídia como meio de veiculação publicitária, apresentaremos um panorama sobre o perfil de consumo de TV entre a população brasileira.

Então, acompanhe essa leitura e veja como a televisão pode ser uma ferramenta poderosa no marketing de sua empresa!

Hábitos de consumo de mídia digital no Brasil

As mudanças nos padrões de gostos e consumo de mídia digital no Brasil têm sido marcantes nos últimos tempos devido ao crescimento vertiginoso da internet e à queda nas audiências da televisão aberta.

Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira, da SECOM, 26% dos entrevistados utilizam a internet para se informar. Entre eles, 49% veem a internet como umas das principais fontes de informações sobre o que acontece no Brasil.

Com isso, muitas empresas estão preocupadas em apenas fazer a migração para o meio digital e investir todo, ou quase todo o seu budget em estratégias de mídia online. Acabam cometendo o erro de não investirem em outras mídias, que ainda seguem fortes como canais publicitários, como a TV por assinatura.

Embora a internet tenha despontado como um dos meios mais favoritos para obter informações, a televisão ainda é o principal veículo de notícias e conhecimento. Essa mesma pesquisa da SECOM aponta que 63% dos entrevistados utilizam a televisão como um meio de obter informações. Além disso, confiam mais nas notícias que circulam na TV do que nas que são veiculadas na internet.

Apesar da queda na audiência da televisão aberta, a televisão ainda é um dos meios mais importantes para se comunicar com as pessoas, uma vez que a TV por assinatura tem se popularizado.

De acordo com a pesquisa Hábitos de Consumo de Mídia 2018, do DataSebrae, 48% dos entrevistados têm acesso apenas à TV aberta, enquanto que 30% têm TV a cabo e 18% têm TV via satélite.

Viu como esse meio de comunicação pode ser um aliado para a sua empresa? Se você ainda tem dúvidas, então, confira as principais informações sobre a mídia televisiva no próximo tópico!

O consumo de TV entre a população brasileira

A televisão funciona como veículo de valorização dos bens de consumo por meio das propagandas em comerciais ou nas novelas. Assim, pode ser utilizada como via de comunicação pelas empresas com os consumidores. Mas antes de utilizá-la, é preciso conhecer mais sobre o uso dessa mídia.

A pesquisa da SECOM revela que em relação ao consumo de televisão, 62% dos telespectadores passam de uma a três horas assistindo a programação durante a semana. Já nos fins de semana, com esse mesmo tempo de uso, o número cai para 54%.

O estudo também mostra que 77% dos entrevistados assistem à TV sete dias por semana. Entre eles, a maioria é de pessoas na faixa dos 55 a 64 anos de idade. Esses públicos se concentram mais em municípios com população de até 10.000 habitantes, localizados no interior do país, seguido pelos residentes nas capitais.

Devido ao seu poder de alcance, a mídia televisiva tem uma grande capacidade de comunicação e, assim, exerce influência nos hábitos de consumo da população brasileira. Por isso, a sua empresa não pode deixar de investir nesse poderoso canal de publicidade.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, acesse o nosso artigo sobre por que investir em comerciais de TV e como uma agência pode ajudar.

Kantar IBOPE Media atualiza a representatividade do ponto de audiência de TV para 2022

São Paulo, 22 de dezembro de 2021 – A partir de 1º de janeiro, com base nas novas estimativas populacionais, a Kantar IBOPE Media atualizará a representatividade do ponto de audiência de televisão, na qual 1 ponto equivale a 1% do universo pesquisado em cada praça aferida.

Em 2022, 1 ponto de audiência nos 15 mercados aferidos regularmente pela empresa, por exemplo, representará 258.821 domicílios e 713.821 indivíduos. Abaixo, a lista de equivalência também para as demais praças aferidas pela empresa.

 

PraçaEquivalência de 1 ponto de audiência
Domicílios c/ TVIndivíduos 4+ c/ TV
15 Mercados 258.821 713.821
Gde. São Paulo 74.666 205.755
Gde. Campinas 8.035 22.328
Gde. Rio de Janeiro 47.601 124.692
Gde. Belo Horizonte 20.542 55.282
Gde. Vitória 6.673 18.457
Gde. Porto Alegre 16.334 40.462
Gde. Curitiba 11.628 31.945
Gde. Florianópolis 4.302 11.084
Gde. Goiânia 8.682 24.166
Distrito Federal 9.335 27.604
Gde. Salvador 12.813 35.591
Gde. Fortaleza 12.193 36.995
Gde. Recife 12.529 36.186
Gde. Belém 7.241 22.726
Manaus 6.247 20.547

Sobre a Kantar IBOPE Media

A Kantar IBOPE Media faz parte da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria. Oferecemos as mais abrangentes e precisas informações sobre consumo, desempenho e investimento de mídia, provendo aos clientes da América Latina dados para a melhor tomada de decisão. A Kantar IBOPE Media conta com aproximadamente 3.500 colaboradores e possui operações em 15 países latino-americanos.

AD Comunicação & Marketing
(11) 99965.8147
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Consumo de rádio aumenta com canais diversificados

O Inside Radio 2021, da Kantar IBOPE Media, indica que a população brasileira está consumindo áudios por diversas fontes e aponta caminhos para a publicidade no meio

 

Engana-se quem, porventura, pense que o hábito de consumir conteúdos em áudio é um conceito da era pré Internet e restrito aos deslocamentos feitos de carro. O Inside Radio 2021, estudo realizado pela Kantar IBOPE Media, mostra que o meio rádio é consumido por 80% dos brasileiros – um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao resultado obtido na última edição do levantamento, feita no ano passado. Ao todo, concluiu-se que três a cada cinco brasileiros ouvem rádio todos os dias, com uma média de tempo diári0 de 4 horas.

A amostragem escolhida pela instituição foi a população ouvinte de rádio de 13 regiões metropolitanas do País. São elas:  Belo Horizonte, Campinas, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Goiânia e Distrito Federal. Segundo a Kantar, estas áreas são responsáveis por 75% do investimento em mídia no Brasil. A pesquisa concluiu que a região Sul é a que mais ouve rádio, com um resultado de 85% do público declarando consumir o formato, seguida do Nordeste (81%), Centro-Oeste e Sudeste (80% para ambas). Todas as regiões também registraram aumento em relação à pesquisa de 2020. Outro ponto de atenção é a credibilidade. De 2014 a 2020, a porcentagem das pessoas que confiam no rádio para se manterem informadas oscilou entre 51% e 45%. Já neste ano, esse resultado saltou para 69%.

A pesquisa identificou que o perfil dos ouvintes é equilibrado, com 52% sendo mulheres e 48% homens. A classe C é a que mais consome rádio, representando 43% de todo o público, predominando sobre as classes A e B (40%). Por conta da tradicionalidade do meio, o público com mais de 60 anos se destaca em termos de idade (21%), contra 20% de adultos entre 30 e 39 anos e 19% de 40 a 49. Entre os locais em que o áudio é consumido, o Inside Radio Kantar 2021 mostra que a própria casa é citada por 71%; o carro por 24% e outros locais por 10%. Trajeto e trabalho aparecem com menor porcentagem, com 8% e 2%, respectivamente.  

Ainda que o áudio seja um recurso antigo, hoje os canais são os mais diversos para justificar o aumento da transmissão. A Internet é citada por 10% da população como canal dos ouvintes nos últimos 30 dias. Neste ambiente digital, o celular se destaca como o device mais usado pelos consumidores (66%). O segundo lugar é ocupado pelo computador (37%), enquanto outros equipamentos são citados por apenas 8% dos entrevistados.

Em relação ao conteúdo, o consumo de músicas e outros tipos de áudio através do YouTube é feito por mais da metade dos indivíduos (59%). Em seguida, aparecem músicas em apps de streaming, como Spotify e Deezer, com 37%; podcasts com 31% – um aumento de 32 pontos percentuais quando comparado com o ano passado -; e rádio online com 18%. Nesse cenário, a faixa etária que se destaca entre os ouvintes é a de jovens entre 20 e 39 anos, das classes A e B.

De acordo com Giovana Alcantara, diretora de desenvolvimento de negócios regionais da Kantar IBOPE Media, o rádio se expande através da sua capacidade de unir o melhor de dois mundos: a credibilidade e o companheirismo do dial com o dinamismo do online. “Essa audiência conectada, que gosta de ouvir rádio pelo celular ou no computador, também precisa ser compreendida pelas emissoras e anunciantes”, afirma a executiva.

O Inside Radio 2021 ressalta a força da diversidade de canais para a ampliação de oportunidades para marcas e anunciantes. A Kantar estabeleceu um ranking dos formatos que mais captam a atenção dos ouvintes: em primeiro lugar, aparecem os comerciais, com 50%. Na sequência, o TOP 5 continua a ser formado por promoções na programação da emissora (28%); ações publicitárias feitas por locutores durante os programas de rádio (26%), anúncios inseridos na playlist do aplicativo que os consumidores estão ouvindo (21%) e, por fim, anúncios feitos durante podcasts (10%).

Entre os setores que mais investem em anúncios no meio, serviços ao consumidor, comércio e financeiro/securitário concentram, juntos, quase ⅔ de todas as verbas destinadas à publicidade (65%). As demais posições são ocupadas pelo segmento farmacêutico (5,8%) e telecomunicações (5,1%). De acordo com a Kantar, quase 5 mil anunciantes investiram em publicidade no rádio – dos quais 2.376 veicularam anúncios exclusivamente no meio. 

Por fim, o estudo relembra o boom dos aplicativos destinados exclusivamente a áudio. O Clubhouse se apresentou ao público no início deste ano e, segundo dados do SensorTower, colecionou mais de 10 milhões de downloads em fevereiro. O Twitter e o Facebook seguiram a mesma estratégia de criação de espaços dentro das plataformas destinadas a canais de conversas, com o Spaces, Soundbite e Live Audio Romes, que perpassam desde salas de discussão até ferramentas de reprodução de podcasts. 

*Credito da imagem de topo: audioundwerbung/iStock

Ataques contra jornalistas e meios de comunicação crescem 26,9% em 2022

*Foto de capa: Antonio Cruz/Agência Brasil

Como forma de acompanhar a situação da liberdade de imprensa no Brasil, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) tem monitorado os ataques sofridos por jornalistas e meios de comunicação do país. Entre jan.2022 e abr.2022, foram identificados 151 episódios de agressão física e verbal ou outras formas de cercear o trabalho jornalístico, como restrições de acesso à informação, ataques de negação de serviço na internet, doxing (exposição de dados pessoais), processos civis ou penais, assassinato, assédio sexual e uso abusivo do poder estatal. Esse cenário sofreu uma piora em relação a 2021: houve um aumento de 26,9% considerando o mesmo período do ano passado.

Em 2022, o tipo de agressão mais comum continua sendo o discurso estigmatizante – assim como foi em 2019, 2020 e 2021 –, presente em 66,9% dos alertas identificados até abril. Foi registrado um aumento de 12 casos dessa forma de violência verbal em comparação com o mesmo período do ano passado. A categoria de “agressões e ataques”, que envolve violência física, atentados e ameaças explícitas, também aumentou, apresentando um salto de 80%. 

Além disso, diferentemente de 2021, em 2022, registrou-se um assassinato e dois casos de violência sexual, classificados de acordo com o novo indicador estabelecido pela rede latino-americana Voces del Sur, que passou a incluir a perspectiva de gênero em sua metodologia, registrando situações de assédio, ameaças, atos ou comentários indesejados de natureza sexual em uma categoria própria. Esses resultados definem, até o momento, 2022 como um ano mais violento para o jornalismo brasileiro do que o anterior.

Os dados do projeto também apontam para uma participação intensa de agentes públicos nos ataques. Entre o total de casos registrados, 70,2% contaram com o envolvimento de atores relacionados ao Estado e 57,6% tiveram a participação de figuras que cumprem mandatos em cargos eletivos. Esses números revelam um contexto sombrio no qual representantes dos poderes constituídos atacam um pilar essencial para a própria democracia, que é a imprensa livre.

Dos 106 ataques perpetrados por atores estatais, 70 (66%) envolveram um ou mais membros da família Bolsonaro, que compreende o presidente da República e seus filhos com mandatos eletivos. Jair Bolsonaro (PL) foi agressor em 32 casos, seguido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 23 ataques. Depois, há o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), com 12 casos, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 8. Na maioria dos casos, os principais alvos foram a imprensa brasileira de modo geral (77,1%); meios de comunicação (31,4%) como O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja, O Antagonista e Metrópoles; além de vitimarem repórteres e comunicadores (25,7%); e editores ou diretores de empresas de mídia (1,4%).

Outro destaque do monitoramento se relaciona com o papel das plataformas digitais nos ataques a jornalistas e meios de comunicação. O ambiente on-line se mostrou um terreno hostil para comunicadores brasileiros, considerando que 62,9% das agressões registradas até abril tiveram origem ou repercussão na internet. A Abraji já mostrou como o ambiente digital é usado, principalmente por atores políticos, para atacar profissionais da imprensa, em especial mulheres, pessoas LGBTQIA+ e meios de comunicação comprometidos com pautas feministas.

Violência de gênero

Paralelamente ao acompanhamento de ataques contra a imprensa brasileira, a Abraji monitora episódios de violência de gênero contra jornalistas no país. O projeto registra agressões, ofensas, ameaças, intimidações e outras formas de ataque que envolvem identidade de gênero, sexualidade, orientação sexual, aparência e estereótipos sexistas contra comunicadores como um todo, bem como casos de agressão contra mulheres jornalistas – cis ou trans – de forma geral.

De jan.2022 a abr.2022, 29 ataques atingiram jornalistas mulheres no Brasil. Foram 7 casos de violência explícita de gênero contra 8 comunicadoras e 1 comunicador, alvo de ataques homofóbicos.

Os dados de 2021 estão disponíveis em um relatório publicado em portuguêsinglês e espanhol. A plataforma on-line do projeto está em constante atualização e já oferece os resultados parciais de 2022.

Sobre o monitoramento

A Abraji monitora os ataques contra a imprensa brasileira desde 2013. Esse projeto se expandiu em 2019, quando a associação passou a integrar a rede Voces Del Sur (VDS),  que hoje reúne 14 organizações da sociedade civil em diferentes países da América Latina e Caribe, movidas por um esforço comum de monitorar a situação da liberdade de imprensa na região. Com isso, o monitoramento se tornou sistemático, e a metodologia passou a ser compartilhada. Em abr.2022, a Abraji lançou o relatório “Monitoramento de ataques à imprensa no Brasil”, com dados e análises gerais sobre os episódios registrados no último ano.

O monitoramento é um trabalho diário, com novos episódios sendo frequentemente registrados pela Abraji. Esses dados podem ser atualizados se outros casos ainda não identificados forem contabilizados no futuro.

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