Segundo turno afeta de forma diferente as grades de rádios em regiões metropolitanas

O segundo turno das eleições municipais sempre revela um fato curioso no rádio brasileiro: parte das FMs e AMs que atuam numa determinada área metropolitana ou região ficam sem a propaganda política eleitoral, enquanto outras seguem com suas programações alteradas até o final do pleito. Isso acontece porque, algumas estações são originadas em cidades que não contam com 2º turno, seja pela definição em 1º turno ou por serem municípios com menos de 200 mil eleitores. Acompanhe algumas das curiosidades:

O caso mais curioso ocorre na Grande Belo Horizonte. O dial FM local não está com propaganda eleitoral de 2º turno em quase todas as rádios. Quase, pois a UFMG Universitária FM 104.5 está retransmitindo o horário eleitoral de Contagem, única grande cidade da região que não contou com definição em 1º turno. As outras duas praças grandes que contam com concessões e também possuem mais de 200 mil eleitores, que são Belo Horizonte e Betim, tiveram seus pleitos definidos no dia 15.

A situação mais comum é a cidade mais populosa de sua região contar com 2º turno, afetando um número maior de emissoras. É o caso de São Paulo, onde grande parte das emissoras estão com propaganda eleitoral em suas programações. Porém, rádios cujas concessão de origem são em locais sem 2º turno já estão com suas rotinas normalizadas. É o que ocorre com rádios como 89 FM A Rádio Rock FM 89.1 e Alpha FM 101.7, que são originadas em Osasco.

Energia 97 FM 97.7 e Rede Aleluia FM 99.5, concessões originadas em Santo André, também estão sem propaganda eleitoral de segundo turno, já que sua cidade de origem definiu a eleição no último dia 15. Exemplos como os casos da Tropical FM 107.9 e Musical FM 105.7, emissoras com concessões originadas em Itapecerica da Serra, que não conta com mais de 200 mil eleitores, não contam com propaganda eleitoral de 2º turno. O mesmo ocorre com a Rádio Bandeirantes FM 90.9 e a Estilo FM 102.1.

Porém ter a concessão em cidade vizinha não é necessariamente uma vantagem nesse panorama, considerando o caso de Contagem (MG) e também outros exemplos dentro da Grande São Paulo, com cidades como Mogi das Cruzes (SP), Guarulhos (SP) e Diadema (SP) tendo segundo turno em 2020.

No Rio de Janeiro, enquanto a capital conta com 2º turno, cidades grandes vizinhas definiram seus pleitos no último dia 15. Isso deixou as emissoras Rádio Cidade FM 102.9 e Feliz FM 94.9 sem horário político eleitoral, concessões originadas em Niterói. A Costa Verde FM 91.7, com torre em Itaguaí (com menos de 200 mil eleitores), também está sem horário político. Porém, assim como as FMs do Rio, as estações cuja concessão é originada em Petrópolis (RJ) estão com segundo turno.

Recife (PE) é outro exemplo de mercado com segundo turno, mas com algumas estações já desobrigadas da propaganda eleitoral, já que seus locais de concessão definiram as eleições em primeiro turno. No caso da capital pernambucana, seguem com obrigações eleitorais as rádios do Recife e de Paulista.

Também existem casos onde toda a região metropolitana ficou sem segundo turno, muito pelo fato de a maior cidade dessas áreas ter decidido a eleição no dia 15. É o caso de Salvador (BA), onde as estações AM e FM já tiveram suas grades de programação normalizadas. O mesmo foi percebido em Curitiba (PR), Natal (RN), Campo Grande (MS) e Florianópolis (SC). Palmas (TO), com menos de 200 mil eleitores, não costuma ter segundo turno.

No interior a situação também não é diferente: cidades grandes como Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Feira de Santana (BA), Joinville (SC), entre outras, estão com suas emissoras transmitindo propagandas eleitorais de 2º turno, enquanto as FMs e AMs de cidades vizinhas já estão com suas grades normalizadas. Porém, também existem situações contrárias, como na Baixada Santista, onde Santos (SP) e Guarujá (SP) estão sem 2º turno e as vizinhas São Vicente (SP) e Praia Grande (SP) ainda não tiveram as eleições definidas.

Efeito em 2020 será menor

Como o calendário eleitoral em 2020 está mais apertado devido as mudanças impostas pela pandemia do novo coronavírus, essas diferenças entre as rádios deverão ser menores ou neutralizadas na comparação com eleições municipais anteriores. A propaganda eleitoral de 2º turno terá apenas 1 semana, esta que foi iniciada na sexta-feira (20) passada e terminará no dia 27.

É comum a indústria de rádio considerar o horário eleitoral como algo prejudicial na corrida pela audiência, já que ele amplia o tempo de intervalos na grade normal das emissoras. Mesmo com um período eleitoral mais curto em 2020, várias emissoras optaram por oferecer suas programações normais via internet (streaming de áudio) enquanto o dial AM/FM era obrigado a transmitir a propaganda política obrigatória.

Concessões de outras cidades?

A canalização de AMs e FMs é feita por cidades, algo que também é comum em outros locais do mundo. Algumas estações, cuja concessão é originada em determinado local, tem sua operação de transmissão deslocada para outro município por motivos técnicos (geralmente pelo porte da concessão), mas não podem se distanciar de seus municípios de origem, assim como manter um nível de cobertura de sinal local nessas praças e suas respectivas obrigações legais (como o horário eleitoral municipal).

Colaboração de Carlos Massaro

Fonte: Tudo Rádio

MCom libera o maior repasse de recursos da história para financiamento em telecomunicações

Ministério das Comunicações (MCom) comemora os 20 anos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) com um aumento de 390% em relação à média anual entre 2001 e 2018. O montante de R$ 409 milhões representa o maior repasse de recursos desde a criação do fundo. Os investimentos vão permitir o desenvolvimento e a ampliação da utilização de tecnologias de Internet das Coisas em sistemas agrícolas, de transporte, saúde, segurança e soluções para a internet 5G.

O financiamento dos projetos em telecomunicações contará com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com o recurso, pequenas e médias empresas terão acesso a créditos para aquisição de soluções tecnológicas para melhoria dos seus negócios.

De acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o investimento trará retorno garantido e será responsável pela geração de empregos diretos e indiretos. A expectativa é de que 41 mil empregos sejam criados no país a partir do financiamento via Funttel.

Retorno de investimento e geração de empregos

"Um estudo realizado pelo Ministério das Comunicações mostra que para cada R$ 1 real investido pelo Governo Federal, as empresas arrecadam R$ 6 reais em receita, ou seja, estimulamos a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações, trazendo o que há de mais inovador no mundo para a nossa realidade", disse o ministro.

Os R$ 409 milhões vão financiar cerca de 17 projetos, em um prazo de 36 meses, por meio do BNDES e da Finep – cada instituição receberá R$ 204,9 milhões. O limite de financiamento é de até R$ 30 milhões, por beneficiário, a cada 24 meses, podendo ser ampliado mediante autorização específica do Conselho Gestor do Funttel.

Durante a cerimônia de comemoração aos 20 anos do fundo, nesta terça-feira (24), o ministro reforçou a importância de levar conectividade ao campo e integrar agricultores pelo país. "Estávamos falando de levar internet aos 7.700 assentamentos. Começamos por Panguaçu (RN), na minha terra, e na semana passada estivemos em Flores de Goiás (GO). Vamos fazer esse levantamento, dar acesso à internet também para essas pessoas", reforçou Faria. "Vamos colocar pontos e conectar os assentamentos. Já começamos e sei que, juntos, podemos fazer a diferença", emendou a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que também participou da solenidade.

Futuro e internet das coisas

O presidente da Finep, general Waldemar Barroso Magno Neto, ressaltou a importância do investimento em tecnologia, inclusive, para baratear o acesso da população a bens tecnológicos. "Eu visitei recentemente as instalações da Intelbras e eles estão desenvolvendo soluções em segurança residencial para quem não tem grande poder aquisitivo. Esse projeto que eu conheci foi financiado com recurso do Funttel. No futuro, vamos precisar do agro 4.0, cidades inteligentes, conectividade no campo. Certamente, esses recursos do Funttel proporcionarão riqueza e qualidade de vida", destacou Magno Neto.

Responsável por parte da gestão sobre esse recurso, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, atribuiu as mudanças desejadas no Brasil a dois temas: saneamento e conectividade. "É dando água de qualidade, educação e informação que vamos reduzir a desigualdade no país, e é nesse sentido que a gente vai usar esses recursos. Isso é um desafio para que possamos capilarizar esse recurso e dar conexão digital a milhares de brasileiros", pontuou.

Revolução em telecomunicações

O ministro da Ciência, Tecnologia e Informações, Marcos Pontes, explica que a melhora da conectividade vai proporcionar a evolução da inteligência artificial. "No governo do Presidente Jair Bolsonaro, vamos ter a maior revolução de telecomunicações da história", afirmou o ministro referindo-se à implantação do 5G.

Representando um dos setores mais afetados neste ano de crise da COVID-19, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, comemorou o investimento que, segundo ele, vai ajudar escolas e alunos na conexão ao mundo virtual. "A minha palavra é muito simples: eu vim aplaudir o uso correto e justo dos recursos, que tem dono, e o dono é o povo. Eu agradeço até mesmo a Deus por saber que tem gente séria a gerir as coisas que pertencem ao povo brasileiro", finalizou Ribeiro.

Avanços com recursos do Funttel

Desde a sua criação, os repasses de recursos do Funttel garantiram uma série de avanços e soluções tecnológicas em telecomunicações para o Brasil. Um exemplo foi a transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) para empresas brasileiras. Com o lançamento do satélite, foi possível levar internet para áreas isoladas. Mais de 12.500 localidades sem conexão à internet, agora, contam com acesso ao mundo virtual.

Outro importante passo foi o desenvolvimento das soluções tecnológicas para a TV Digital. O padrão nipo-brasileiro, hoje, é utilizado por mais de 500 milhões de pessoas em todo mundo.

Vale lembrar que no mundo cada vez mais conectado, os investimentos em telecomunicações acarretam benefícios para outros setores importantes para a economia, como a agricultura, por exemplo.

Funttel

Criado em 2000, o Fundo tem o objetivo de estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital.

Texto: Fernando Caixeta, do Ministério das Comunicações

Fonte: MCom

Brasil é o quarto país com mais mortes de jornalistas por Covid-19, diz entidade internacional

Jornalistas estão morrendo de Covid-19 pelo mundo e o número, conforme levantamento da organização sem fins lucrativos Press Emblem Campaign, chega a 462 mortes. Os dados se referem a 56 países, dos quais os latino-americanos representam metade do número total e o Brasil aparece em quarto lugar no ranking.

A organização, que tem foco na liberdade de imprensa e segurança do jornalista, divulgou a pesquisa ao Global Investigative Journalism Network. De acordo com as informações, os profissionais do Peru foram os mais atingidos, sendo 93 mortos, seguidos pelos da Índia, 47, Equador,41, e Brasil, 36. 

O aumento de óbitos de jornalistas na Índia e em Bangladesh preocupou a entidade. As mortes mais recentes foram de profissionais abaixo dos 60 anos, idade considerada grupo de risco. Os dados, nessa região e no mundo, podem ser ainda maiores, pois a contagem foi limitada a casos oficialmente confirmados com testes ou certificação.

Fonte: Coletiva.net

Spotify lança recurso para salvar episódios de podcasts nos favoritos

O Spotify começou a liberar nesta semana a opção de selecionar um episódio de podcast como favorito. O serviço de streaming vai permitir às contas que salvem edições individuais de programas específicos no 'Salvar para depois'. 

A iniciativa tem o intuito de deixar os episódios facilmente localizáveis para depois. Na prática, a empresa está redirecionando a aba 'Salvar para depois', que até então era utilizada para exibir novos episódios dos programas que o usuário já seguia. 

Desta forma, daqui em diante, ao invés de acumular muitos episódios, o usuário pode organizar em uma biblioteca separada todos aqueles capítulos e programas que quiser ouvir em algum momento.

Fonte: Coletiva.net

Propaganda eleitoral do 2º turno no Rádio começa nesta sexta-feira (20) e segue até o dia 27

O segundo turno das eleições 2020 teve início na segunda-feira (16) e será o mais curto da história, por conta da pandemia. O intervalo entre os dois turnos geralmente varia entre três a quatro semanas, mas neste ano a disputa ocorre já no dia 29 deste mês. Com isso, as rádios das cidades onde haverá o segundo turno deverão transmitir a propaganda eleitoral gratuita, seguindo os mesmos horários do primeiro turno.

As eleições deste ano têm o menor intervalo entre turnos da história: 13 dias. Normalmente, o período é de três a quatro semanas. O calendário apertado foi aprovado pelo Congresso em função do adiamento provocado pela pandemia de covid-19.

Todas as rádios (comerciais, educativas e comunitárias) que operam em cidades onde haverá o segundo turno deverão transmitir a propaganda eleitoral gratuita. Seguindo as regras do primeiro turno, o programa deve ir ao ar às 7h e às 12h, com dez minutos cada, de segunda-feira a sábado.

Além disso, as emissoras também devem veicular os spots de 30 segundos. Ao todo, serão 25 minutos diários e deverão ser veiculados de segunda-feira e domingo, das 5h à 0h. A entrega de material e mapa de mídia deverá ser feito pela Justiça Eleitoral local.

Fonte: Tudo Rádio

Grupos de rádios dos Estados Unidos observam retomada publicitária e planejam redução de custos fixos para 2021

A indústria de rádio mundial tem acompanhado a recuperação do volume publicitário nos principais mercados, em especial a partir do terceiro trimestre deste ano. Nos Estados Unidos foi observada uma recuperação vinda de vários segmentos de anunciantes, não ficando atrelado apenas as eleições (que costuma movimentar de forma favorável a publicidade local). Outro ponto de observação é relacionado ao planejamento para 2021, que envolve redução dos custos fixos com estruturas físicas, adotando em definitivo o trabalho remoto (home-office) para várias funções nas emissoras.

Segundo reportagem veiculada pelo Inside Radio, a recuperação na verba publicitária é clara e acontece em praticamente todos os segmentos econômicos. Mas ainda é insuficiente para cobrir o tombo visto no primeiro semestre, quando a recessão econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus atingiu o rádio de forma mais significativa.

A Entercom, segundo maior grupo de rádios dos Estados Unidos, observou recuperações na publicidade local, que correspondia 70% da receita do conglomerado de rádios em 2019. As vendas de anúncios das concessionárias de automóveis, sua principal categoria local, aumentaram 62% em setembro em comparação com junho, enquanto as associações de concessionárias de automóveis, sua sexta maior categoria, cresceram 25% no mesmo período.

Já o segmento de jogos de azar e cassinos cresceu 144%, enquanto os anúncios de marcas do segmento fast food cresceram 108% e o seguro de automóveis cresceu 215%. Dados divulgados pelo Inside Radio, referente ao balanço feito pela Entercom, onde 44% das cotas de publicidade estavam inativas em setembro, contra 55% em junho.

A recuperação não é completa devido às áreas como eventos/shows, que é importante para o rádio. Nos dados relacionados a Entercom, esse segmento de anúncio teve uma redução de 98% na comparação entre setembro de 2020 e o mesmo período do ano anterior. Os anúncios de novos programas de TV, que costumam usar o rádio para alavancar essas novidades, caíram 88% neste período, devido a ausência de novas produções. Eventos esportivos (retração de 57%), jantares casuais (-56%), parques de diversões (-84%) e feiras / festivais (-91 %) também empacam a recuperação.

Richard Schmaeling, CFO da Entercom, afirmou que os anunciantes não estão gastando menos porque estão transferindo a receita para plataformas digitais. "A história continua sendo uma interrupção do COVID e estamos otimistas, pois o impacto do vírus diminui e nossas receitas de publicidade spot continuarão a se recuperar", afirma o executivo, segundo o Inside Radio.

Porém, existem desafios a serem superados. "Mesmo as categorias que se recuperaram significativamente devido ao impacto da interrupção relacionada a covid-19 ainda estão lutando", afirma Schmaeling. Segundo o executivo e reportagem do Inside Radio, um exemplo é relacionada à publicidade de concessionárias de automóveis, que não têm carros novos suficientes para venda em seus lotes devido a problemas de cadeia de suprimentos nos Estados Unidos.

No geral, a Entercom observou uma recuperação de 54% de suas receitas totais entre o terceiro e o segundo semestre de 2020. Porém, na comparação com 2019, a queda ainda é de 30%. Já a receita com o digital seguiu em crescimento, mesmo com a crise da pandemia, aumentando 41% ano a ano, para US $ 47,3 milhões. Neste caso, a empresa atribuiu à audiência contínua das rádios no on-line e ao crescimento da receita em podcasting, combinado com a publicidade em áudio digital.

Já a iHeartRadio, maior grupo de rádios dos Estados Unidos, informou nesta semana que gerou receita de US$ 744 milhões em todas as suas linhas de negócios nos três meses que terminaram em 30 de setembro. Esses dados representam um declínio de quase 22% ano a ano, mas uma recuperação de 53 % em relação ao trimestre anterior. Julho, agosto e setembro caíram 27%, 21% e 18% ano a ano, respectivamente, apontando uma redução constante e gerando otimismo no mercado.

Essa eventual retomada também é sentida no Brasil, porém ainda sem a divulgação pública desses balanços. A percepção positiva vem de executivos de diferentes emissoras que foram ouvidos pela redação do tudoradio.com, além de declarações feitas em lives voltadas ao mercado. A movimentação de negócios já é superior ao primeiro semestre, gerando um cenário de otimismo para 2021.

Trabalho a distância e redução de estruturas físicas

A afirmação comum no mercado de rádio que "a pandemia acelerou tendências que já estavam em curso" ganha mais um reforço com o movimento feito por empresas como a Entercom para 2011. O grupo pretende reduzir seus custos com estruturas físicas, chegando até a diminuir os tamanhos dos estúdios. Há uma tendência de fixar a prática de trabalho remoto (home-office) para algumas categorias de profissionais.

David Field, CEO da Entercom, fala em "melhorias significativas" em seu modelo de negócios e "capitalizando a tecnologia e mudando o comportamento do consumidor" para melhorar a forma como atende os ouvintes e anunciantes, tornando suas operações mais eficientes, conforme destaca a reportagem do Inside Radio.

O movimento atende uma demanda de estruturas de trabalho que já são esperadas para o pós-pandemia. Isso significa uma redução nos US$ 70 milhões que atualmente a Entercom gasta em aluguel de estúdios nos próximos anos. Segundo o Inside Radio, em 2021, a empresa espera gastar US$ 100 milhões a menos em custos fixos do que em 2019.

"Continuamos a melhorar sequencialmente e temos feito isso todos os meses desde abril", afirma Field. Segundo a reportagem, os negócios registrados no quarto trimestre já ultrapassam os US$ 269 milhões em receita total registrada no terceiro trimestre, destacando a recuperação financeira da Entercom. "Estamos evoluindo e aprimorando a empresa durante a pandemia e emergimos como uma organização ainda mais forte e estamos entusiasmados com as oportunidades que temos pela frente", finaliza o executivo.

Esse movimento de ajustes de custos com estruturas da Entercom não é algo isolado do grupo. Outras grandes marcas de rádios dos Estados Unidos já anunciaram que desejam ativar esse tipo de planejamento.

O presidente e CEO da iHeartMedia, Bob Pittman, confirma o retorno de funcionários aos complexos físicos, mas indica que a empresa também terá redução em suas estruturas. "Aprendemos muito com a covid-19. Tivemos 10 anos de aprendizado de tecnologia em três ou quatro meses. Como resultado, imaginamos operar de forma diferente em termos de operação de nosso espaço. Acho que todos virão ao escritório um pouco, mas não vamos exigir a mesma quantidade de espaço. Os funcionários trabalharão mais fora do escritório", declara Pittman.

Outro ponto, que é preocupante para a indústria, é o desligamento de profissionais e a extinção de várias funções, movimento esse observado desde antes da pandemia, mas que foi acentuado em 2020. Essa mesma linha de planejamento corporativo não é uma exclusividade do rádio.

Com informações do Inside Radio, Radio World, Entercom e iHeartMedia

Fonte: Tudo Rádio

Eleições reafirmam a força do rádio e seu papel local. Meio cresce nos canais digitais

Como era de se esperar, o primeiro turno das eleições municipais atraiu um grande interesse do público na cobertura realizada pelos veículos de comunicação. E o rádio teve um papel de destaque neste domingo (15). A procura na internet pelas coberturas ao vivo realizadas pelas estações foi recorde, onda constatada em praticamente todas as regiões do país. Para se ter uma ideia, o tudoradio.com registrou volumes de audiência que superam em 10 vezes o pico tradicional verificado em dias de semana. Acompanhe:

Em seu diretório de rádios ao vivo, o tudoradio.com constatou um avanço acima do normal em acessos já nas primeiras horas do dia, quando o processo de votação foi iniciado (as 07h00). Mas os volumes de acessos foram ampliados de forma mais significativa a partir das 16h00 (horário de Brasília), com o pico 10 vezes superior ao maior volume de acessos do portal sendo mantido entre 17h00 e 20h00. A normalização do tráfego de acessos foi percebida apenas as 0h30, já na segunda-feira (16).

Nesses acessos estavam pessoas interessadas na cobertura sobre a apuração eleitoral local, assim como os comentários feitos pelas equipes das emissoras. Afinal, são vários os portais de internet que disponibilizam a contagem de votos em tempo real no on-line. Mesmo com essa facilidade, o rádio foi buscado.

Segundo o Google Trends, que mostra a tendencia e o comportamento de usuários em buscas no próprio Google, a pesquisa por palavras relacionadas ao meio aumentaram de forma significativa. A busca contendo a palavra Rádio avançou 525% nos últimos 7 dias, com pico neste domingo.

E a onda de acessos não foi exclusividade de uma determinada rádio ou aconteceu em poucas regiões. Foi em praticamente todo o país. Foram constatados fluxos de acessos significativos em todos os estados, beneficiando muitas emissoras de cidades médias e pequenas.

Internet é uma realidade. E o rádio está nela

O movimento visto ontem nos canais digitais mostram que a internet é algo que já faz parte do cotidiano da população, independente da localidade. E o rádio já está inserido nesse contexto, independente da qualidade do trabalho feito por determinada emissora. O público usou os canais digitais para acessar a sua rádio preferida.

Esse cenário colabora que o avanço tecnológico deve ser considerado por qualquer emissora e trata-se de uma oportunidade de manter a relevância do meio. E essa onda virtual não significa uma procura menor do rádio AM e FM via ondas terrestres, como provavelmente os institutos que aferem a audiência do rádio devem constatar.

A importância local do rádio

Esse foi outro ponto reforçado neste domingo (15). Ele não diz respeito se uma emissora possuí uma bandeira local ou de rede, mas sim o que a estação oferece quando há um tema de grande interesse de sua localidade. E as eleições mostram isso: na onda virtual foram beneficiadas rádios de diferentes formatos e bandeiras, mas que se dedicaram a prestar alguma informação sobre a corrida eleitoral local.

Claro que a cobertura de grandes redes e de estações em centros maiores, destacadas nesta redação durante a semana passada, também foram relevantes, expondo números expressivos em suas transmissões multiplataformas.

De qualquer forma, os números coletados por diferentes plataformas e emissoras neste domingo reforçaram, de novo, a relevância do rádio para a população e como o meio já está integrado à internet.

Vale lembrar que os dados de acessos ainda serão consolidados e podem sofrer atualizações. E eles não representam todo o volume de acessos que uma rádio pode ter, pois ela conta também com seu portal, aplicativos, redes sociais e outros diretórios agregadores/indexadores.

Fonte: Tudo Rádio

Autorizada a flexibilização da Voz do Brasil para transmissão de jogos da Seleção Brasileira

O Ministério das Comunicações (Minicom) publicou, nesta terça-feira (17), a Portaria nº 1.394/2020, que autoriza de maneira excepcional a flexibilização do programa A Voz do Brasil para as rádios que transmitirem os jogos da Seleção Brasileira de Futebol.A medida amplia os efeitos da Portaria nº 1.250/2020 – que autorizou a flexibilização excepcional do programa para as emissoras que desejarem transmitir os jogos do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil ou da Libertadores – também para as partidas da Seleção Brasileira.De acordo com a portaria, as rádios que transmitirem o jogo previsto para hoje (17), às 20h, entre Brasil e Uruguai, estão autorizadas a veicular o programa A Voz do Brasil em horário diferenciado, com início até as 23h.As regras para a flexibilização ou dispensa nos casos de transmissão das partidas da Seleção Brasileira são as mesmas dos jogos do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil ou da Libertadores, previstas na Portaria 1.250/2020, e também valem enquanto perdurar o estado de calamidade pública provocado pela pandemia de COVID-19.

Acesse a portaria clicando AQUI.

Fonte: Com informações da Abert

Migração de canais de TV para a banda Ku só será subsidiada onde não houver sinal digital terrestre

Uma das questões críticas que o conselho diretor da Anatel ainda terá que decidir sobre o edital de 5G diz respeito à solução que será dada para o problema de interferências das transmissões de 5G na faixa de 3,5 GHz e a recepção dos sinais de TV aberta via satélite. O texto do edital definitivo, que chegou esta semana ao conselho, deixa os dois caminhos abertos ao conselho: a mitigação com o uso de filtros, como pedem as operadoras de telecomunicações alegando um custo substancialmente menor, e a migração dos canais de banda C para a banda Ku, como defendem os radiodifusores.

A proposta da área técnica, referendada pela Procuradoria Federal Especializada da Anatel, indica contudo algumas condições para a migração para a banda Ku. A primeira é que apenas os canais nacionais serão considerados, o que deverá ser indicado pelos próprios radiodifusores, caso esta opção prevaleça. Também só serão considerados os canais que estejam em um único satélite (a Anatel não fala, mas obviamente seria o StarOne C2, onde estão a maioria dos canais de TV aberta). Também caberá aos radiodifusores indicarem para qual satélite em banda Ku será feita a migração, podendo ser feita uma migração para mais de um satélite se não houver impacto no custo. A Anatel não está prevendo custo de instalação dos kits de banda Ku, que serão distribuídos a usuários de baixa renda do Cadastro Único apenas em localidades em que não haja recepção de TV digital terrestre (exceto áreas de sombra). Mas terão direito ao kit domicílios que eventualmente tenha serviço de TVRO, desde que sejam de baixa renda e não haja TV digital aberta terrestre disponível.

A agência calcula um período de pelo menos 18 meses até que a migração dos canais abertos para a banda Ku esteja concluído, mas isso não quer dizer que a faixa de 3,5 GHz não possa ser ativada antes. Isso poderá acontecer em qualquer localidade em que a TV aberta esteja disponível para recepção, pois a condição básica da política de migração é assegurar a recepção dos canais de TV.

Em relação ao modelo de mitigação por filtro para as parabólicas de banda C, como querem as teles, a Anatel não prevê a necessidade de subsídio para a instalação do kit, que ficaria por conta do usuário.

Fonte: TeleTime

Minicom e Anatel têm troca de nomes

O advogado Fábio Wajngarten assumiu a Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações. Ele deixou a Secretaria Executiva do Minicom que será assumida pelo também advogado Vitor Elisio. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 5 e já haviam sido anunciadas pelo ministro Fábio Faria no início de sua gestão.

A Anatel também anunciou seu conselheiro substituto: Abraão Balbino e Silva, que ocupará interinamente o posto, após o fim do mandato de Vicente Aquino.

Fonte: Abert

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