Anatel regulamenta ativação do chip FM no celular

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou o Ato nº 10.003/2021, que regulamenta a ativação do chip FM nos aparelhos celulares comercializados no Brasil.

Com a nova norma, todo telefone celular que possuir ‘hardware’ com capacidade de recepção de sinais de rádio FM deverá habilitar a função como condição para a homologação.

A publicação do ato é uma antiga reivindicação da ABERT e atende à Portaria nº 2.523/2021, do Ministério das Comunicações (MCom), que determinou à Anatel a adoção de medidas que garantam o acesso ao serviço de radiodifusão FM nos celulares.

O presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, ressaltou os benefícios da medida, que “reforça o rádio livre, aberto e gratuito para os brasileiros, que poderão receber os sinais de sua emissora favorita pelo celular sem o custo do pacote de dados da internet”.

 

 
 
 
 

Luiz Lara é eleito presidente do Cenp

O publicitário paulista Luiz Lara foi eleito, nesta segunda-feira (6), presidente do Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão). Ele substitui Caio Barsotti, que esteve na presidência executiva da entidade por 12 anos.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Luiz Lara iniciou sua carreira na Almap, passando depois pela Paulistur e Embratur. Fundador de uma das maiores agências de publicidade do país, a Lew’Lara\TBWA, Luiz Lara tem destacada trajetória no mercado da comunicação.

É membro do Conselho Superior da Abap (Associação Brasileira de Publicidade), entidade que presidiu entre 2009 e 2012, vice-presidente do Conselho da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) e conselheiro da ABP (Associação Brasileira de Propaganda) e da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). É ainda vice-presidente do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

Luiz Lara assume o Cenp em um momento de reestruturação da entidade.

"Aceitei o desafio porque acredito profundamente que, com a vontade coletiva deste mercado e todos os seus players – agências, anunciantes, veículos e os novos elos digitais –, podemos criar juntos uma governança mais democrática e inclusiva. Este novo Cenp deve seguir prezando pela ética e transparência e ser o mais importante fórum do mercado, buscando na autorregulação a harmonização dos interesses comerciais e das melhores práticas. Precisamos considerar sempre a capilaridade do mercado publicitário brasileiro, valorizando a força dos agentes regionais e ecossistemas locais, além de encarar os desafios da comunicação multiplataforma e hiperconectada", afirma Luiz Lara.

 

 

Fonte: ABERT - https://www.abert.org.br/web/notmenu/luiz-lara-e-eleito-presidente-do-cenp.html

 
 
 
 

Comissão da Câmara aprova punição a quem impedir o livre exercício do jornalismo

O projeto prevê detenção de um a quatro anos a quem impedir ou dificultar o exercício da imprensa

 

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que tipifica como crimes de abuso de autoridade condutas que impeçam ou dificultem o livre exercício do jornalismo, além de definir garantias individuais e coletivas para o pleno exercício da liberdade de imprensa no País – garantida pela Constituição.

O Projeto de Lei 2378/20, da deputada Shéridan (PSDB-RR), foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Não podemos aceitar que jornalistas, no exercício de suas funções, sejam atacados, ofendidos e tratados conforme o veículo que representam. Não raro temos visto isto acontecer, especialmente com jornalistas mulheres”, avalia Jandira Feghali.

De acordo com a proposta, será crime punível com detenção de um a quatro anos e multa o ato de impedir ou dificultar o livre exercício da profissão de jornalista, mediante apreensão, adulteração ou destruição indevida de material de trabalho ou execução de captura ou prisão de pessoa que não esteja em situação de flagrante delito ou sem ordem judicial.

A mesma pena será aplicável à autoridade que, com a finalidade de impedir ou dificultar o livre exercício da profissão, atribuir falsamente ao jornalista fato definido como crime ou fato ofensivo à sua reputação; ofender a sua dignidade ou o decoro; e incentivar assédio direcionado a jornalista.

As penas serão aumentadas de um a dois terços se forem usados elementos de caráter sexual ou referentes a raça, cor, etnia, religião, orientação sexual, origem, gênero ou a condição de pessoa idosa ou pessoa com deficiência. As medidas são incluídas na Lei de Abuso de Autoridade.

Direitos dos jornalistas

A relatora incorporou, entre os direitos fundamentais dos jornalistas, a liberdade de exercício da profissão sem qualquer tipo de constrangimento, interno ou externo, que vise obstruir, direta ou indiretamente, a livre divulgação de informação. O texto também prevê, entre os direitos dos jornalistas, o acesso a fontes de informação; a garantia do sigilo das fontes – já garantido pela Constituição; a garantia do sigilo de seu material de trabalho, inclusive o digital, como anotações, gravações e análogos; a propriedade do seu material de trabalho; e o livre trânsito, em locais públicos ou abertos ao público, desde que para o exercício da atividade jornalística.

Conforme a proposta, o exercício do direito ao sigilo da fonte não poderá ensejar qualquer sanção, direta ou indireta. O material utilizado pelos jornalistas no exercício da sua profissão só pode ser apreendido por determinação judicial e nos casos em que se aplica a quebra do sigilo profissional.

Normas para credenciamento

Pelo texto, o jornalista não deve ser obrigado a assinar texto ou ter sua imagem ou voz utilizadas em situações em que se oponha ao conteúdo a ser veiculado. Todo órgão público deverá contar com normas claras para credenciamento de veículos de comunicação para acompanhamento de suas atividades, sendo vedada a exclusão de veículo ou jornalista que cumpra os critérios definidos por essas normas.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; e pelo Plenário.

 

Fonte: Comunique-se

 

Mix de Mídia: Credibilidade do rádio cresce 43% e meio é ouvido por 80% da população, diz Kantar IBOPE Media

Através de uma união inédita que reuniu 17 emissoras de rádios do Rio de Janeiro, aconteceu ontem (19) uma edição especial do "Mix de Mídia", organizado pelo Grupo de Mídia RJ. A partir de uma apresentação especial da Kantar IBOPE Media, foram revelados números importantes do rádio brasileiro, com base nos 13 mercados regulares aferidos pela empresa. Segundo a Kantar, o meio é ouvido por 80% da população, sendo um avanço de 2% na comparação com o dado de 2020. Outro ponto forte do meio é a credibilidadeavanço de 43% em apenas um ano. E 10% da população afirma ouvir rádio via web no Brasil. 

As apresentações da Kantar IBOPE Media foram realizadas por Giovana Alcântara e Gabriela Vitral, com a atualização dos dados relacionados ao comportamento da audiência e do mercado publicitário. Na sequência, houve um debate entre  Daniella Ferro (TIM), Fernando Morgado (consultor e professor) e Markus Castanheira (Universal Music), que discutiram sobre o panorama atual do rádio. A mediação foi feita por Antônio Jorge Alaby Pinheiro. 

"O rádio é um meio que se renova há muito tempo e serve de exemplo para as demais mídias. Sendo assim, não há mais espaço para discursos alarmistas quando se trata do futuro do meio. É fundamental investir cada vez mais na capacitação de toda a cadeia produtiva da comunicação, mostrando que o rádio vai muito além do dial e gera resultados das mais diversas formas", diz Fernando Morgado, consultor que esteve entre os debatedores.

Em contato com o tudoradio.com, Morgado também faz um alerta: "Ainda vemos muitas pessoas confundindo o rádio enquanto aparelho e o rádio enquanto linguagem. Mudar a forma de consumir rádio não significa deixar de consumir rádio, pelo contrário. Conforme o meio se expande, alcançando novos tipos de aparelho, mais tempo ele passa a ocupar na jornada do ouvinte. Essa é uma questão que parece básica, mas não é. Ainda vemos muita confusão nesse sentido por aí".

Devido a grande procura pelo evento desta quinta-feira (19), o Grupo de Mídia RJ decidiu realizar uma segunda edição do "Mix de Mídia" com os mesmos participantes, em data que será definida.

Os dados atualizados

Segundo a Kantar IBOPE Media, em 30 dias o rádio é ouvido por 80% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisas, sendo 2% a mais do que em 2020 (dados do trimestre abril a junho de 2021, 05-05h/todos os dias). Três a cada cinco ouvintes escutam rádios todos os dias, com cada um deles ouvindo cerca de 4 horas e 26 minutos (por dia). Também é destaque o perfil dessa audiência, equilibrado entre as faixas etárias e com boa presença nas classes sociais AB e C.

Os dados da Kantar apontam que 71% dos ouvintes afirmaram que ouviram rádio em casa, 24% no carro, 10% em outros locais, 8% no trajeto e 2% no trabalho. Tirando a audiência residencial, todos os outros locais apresentaram alta no consumo de rádio em relação a 2020, devido à maior circulação da população em 2021 nas 13 regiões pesquisadas.

A pesquisa indica que 80% dos ouvintes acompanharam o rádio através de um receptor comum, 25% pelo celular, 4% por outros equipamentos e 3% pelo computador. Na comparação com o mesmo período (trimestre abril a junho), o consumo de rádio via celular em 2020 representava 23%.

Sobre as regiões analisadas, em 30 dias o rádio é ouvido por 89% da população na Grande Belo Horizonte (com um tempo médio de 04h25), 85% na Grande Porto Alegre (04h21) e Grande Florianópolis (04h03), 84% na Grande Fortaleza (04h29) e Grande Curitiba (03h59), 82% no Grande Rio de Janeiro (praça de maior tempo médio, com 05h10), 81% no Grande Recife (04h40) e Grande Goiânia (04h13), 79% na Grande Vitória (04h16), 78% no Distrito Federal (03h32), 77% na Grande Salvador (04h02) e 76% na Grande São Paulo (04h15) e Campinas (03h52).

Os dados são similares aos números apresentados pela própria Kantar IBOPE Media no AESP Talks do final de julho, que contou com a participação de Melissa Vogel (CEO da empresa). Nos dois casos foram detalhados a ferramenta Extended Radio, que é um avanço na medição híbrida do rádio. As emissoras assinantes da Kantar IBOPE Media e o mercado continuarão com as pesquisas regulares do meio e também terão a disponibilidade dos dados em tempo real fornecidos pelo novo serviço. As métricas geradas pela ferramenta são semelhantes aos dados fornecidos por outras plataformas e mídias digitais, suprindo uma demanda do mercado. Essa aproximação dos dados de rádio com o digital é uma discussão global no setor

Ouvintes de rádio web no Brasil

A Kantar também detalhou o consumo do rádio através da internet. Hoje, o tempo médio diário dedicado é de 2 horas e 44 minutos entre os ouvintes de rádio via web. A pesquisa indica que 10% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisas ouviram rádio web nos últimos 30 dias (trimestre abril a junho de 2021).

Desse público que consome rádio via web, 67% está nas classes AB, com maior participação nas faixas etárias mais jovens (26% de 20 a 29 anos e 31% de 30 a 39 anos). 

Também foi destacado a "explosão de consumo dos meios pela internet", ou seja, o público passou a buscar pela distribuição on-line de conteúdos de rádio, jornal, revista e televisão. Para se ter uma ideia desse avanço, o rádio contava em 2016 e 2017 com cerca de 3% de seu consumo via internet. Esse percentual subiu para 4% nos anos seguintes, 6% em 2020 e disparou para 13% em 2021.

Ainda sobre os ouvintes via web, 66% afirmam ter ouvido rádio pelo celular, 37% pelo computador e 8% em outros equipamentos. E o pico de audiência é no período da manhã, nas faixas das 09h-10h e 10h-11h. Também há uma evolução no consumo via computador entre 13h e 17h e no celular entre 18 e 21h.

E sobre podcasts, 31% dos entrevistados ouviram o formato nos últimos 3 meses, segundo a Kantar. Isso representa um aumento de 32% na comparação com o último ano.

Credibilidade do rádio em alta

Um dos destaques da apresentação feita pela Kantar IBOPE Media foi sobre a credibilidade do rádio, que está em alta. Segundo a pesquisa, houve um avanço de 43% entre 2020 e 2021. 69% dos entrevistados afirmaram que confiam no rádio para se manter informados. Para se ter uma ideia do avanço, o percentual no ano passado era de 48% e de 49% em 2019. 

Publicidade: retomada do investimento e a confiança no rádio 

A Kantar também teve um olhar especial para a publicidade no rádio. Segundo a pesquisa, 50% da efetividade de mídia é direcionada pela qualidade criativa da publicidade. E também foi mapeado os formatos mais queridos de propaganda em áudio para a audiência. São eles: 42% para comerciais entre os programas e as músicas, 27% para promoções na programação da emissora, 22% para ações publicitárias feitas por locutores durante os programas de rádio, 16% para anúncios inseridos na playlist do aplicativo de escuta e, por fim, 10% para anúncios em canais próprios das marcas dentro de aplicativos.

A pesquisa também revelou uma retomada no volume de inserções publicitárias no rádio. Houve um avanço de 16% na comparação entre o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período deste ano. Antes, devido ao impacto causado pela pandemia do novo coronavírus na economia, a Kantar registrou uma queda de 36% entre 2019 e 2020 (dados relativos ao primeiro semestre de cada ano). 

São 4.933 anunciantes que investiram em rádio no 1º semestre de 2021, sendo 2.376 deles exclusivos do meio e 2.593 novos.  

Já sobre as marcas, 5.433 delas investiram no rádio no 1º semestre deste ano, sendo 2.543 exclusivo do meio e 3.106 que passaram a anunciar nas estações. Os dados são da pesquisa Advertising Intelligence da Kantar.

Entre as categorias que mais investem em rádio, 10,8% está no setor de super hipermercados atacadista, seguido de ensino escolar e universitário (6,9%), serviços saúde (6,6%), outros serviços consumidor (5,4%), auto revendas concessionárias (3,2%), lojas de departamento (2,9%), telecom fixa física (2,6%), restaurantes e lanchonetes (2,3%), outros medicamentos (2,2%), tônico, fortificante e vitamina (2,1%), varejo montadora (1,9%), serviços segurança (1,9%), construção e incorporação (1,8%), varejo telecomunicações móvel (1,8%) e outros tipos de comércio com 1,7%.

Fonte: Tudo Rádio

Presidente da Fenaert, Guliver Leão, assumirá nos próximos dias a presidência da CNCom

O presidente da Fenaert (Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão), Guliver Leão, assumirá, nos próximos dias, a presidência da CNCom, entidade que reúne a Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) e a Fenajore (Federação Nacional de Jornais e Revistas), além da Fenaert. O profissional substitui o publicitário Glaucio Binder, que assumiu a CNCom em 2019, quando participou da criação e desenvolvimento da Confederação.

Além de Guliver Leão, a nova diretoria da confederação será composta por Ary dos Santos (VP pela Fenaert), André Jungblut (VP pela Fenajore), Daniel Queiroz (VP pela Fenapro), Ricardo Menezes (diretor de Secretaria), Edison Biasin (diretor de Finanças), Eduardo Pereira (diretor de Enquadramento Sindical) e José Nilvan (diretor de Relações Institucionais). Participarão do Conselho Fiscal, André Lacerda, Carlos Ross, Guilherme Rabboni Junior, Isabel Baggio, Jerônimo Fragomeni e Jones Alei.

O futuro gestor da CNCom ressaltou a importância da confederação e também sobre seu papel diante das entidades que representam a imprensa. "A CNCom foi criada para dar voz às entidades que representam os jornais, rádio, TV e publicidade, e daremos continuidade à importante missão de representá-las junto aos órgãos públicos", afirma Guliver.

Advogado e pós-graduado em Administração de Empresas e Administração Pública, o empresário Guliver Augusto Leão é diretor Jurídico e de Relações Institucionais do Grupo Jaime Câmara, de Goiás. Ele também presidiu o SERT/GO (Sindicato das Empresas de Radiodifusão do Estado de Goiás), sendo conselheiro efetivo do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

Com informações da ABERT

Fonte: Tudo Rádio

ABERT defende carregamento de TV aberta por canais pagos

A ABERT entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) como parte interessada (Amicus Curiae) na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 6921, apresentada pelo PDT, questionando dispositivo da Lei 14.173/2021, originada da MP do Fistel (MP 1.018/2020), e que obriga o carregamento de retransmissoras de TV aberta por operadoras de TV paga.

O PDT argumenta que a obrigatoriedade não poderia ser objeto de MP, já que a Emenda Constitucional 8/1995 proíbe a regulamentação do setor de telecomunicações por medidas provisórias.

Ao lado da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da Rede CNT, a ABERT defende que a vedação de MPs para regular as telecomunicações do país, prevista em lei, é decorrente do processo de liberalização do setor na década de 1990 e que tinha como objetivo evitar que o mesmo presidente regulamentasse a matéria. De acordo com a ABERT, a tramitação da MP, convertida na Lei 14.173/2021, permitiu ao Congresso Nacional um amplo debate sobre o tema.

"Não se pode falar em atividade às escuras, falta de transparência, ou contrabando legislativo. Parlamentares do próprio partido autor participaram de todo esse debate. O processo legislativo foi seguido e, mesmo diante das limitações que a crise sanitária impõe (sessões virtuais, redução do número de reuniões em comissões etc.), foi possível um intenso debate que permitiu o aperfeiçoamento do texto para conversão", afirma a ABERT.

Já a CNT lembra que, desde 2011, as TVs fechadas são obrigadas a carregar na grade de canais os sinais das geradoras locais de TV aberta.

Fonte: Abert

Anatel abre consulta pública sobre ativação de chip FM no celular

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu a Consulta Pública número 37 para discutir a minuta de ato normativo que viabiliza a ativação do chip FM em celulares / smartphones. A divulgação da consulta atende uma portaria do Ministério das Comunicações que estabelece que cabe à Anatel adotar medidas que garantam o acesso ao serviço de radiodifusão FM nos aparelhos celulares. As contribuições podem ser encaminhadas até o dia 25 de setembro (Dia do Rádio).

Até o dia 25 de setembro, os interessados na consulta podem encaminhar via formulário eletrônico de acompanhamento, através do site da Anatel, contribuições em relação à consulta pública referente a ativação de chip FM no celular. A divulgação da consulta atende à Portaria de número 2.523, de 4 de maio de 2021, do Ministério das Comunicações, que estabelece que cabe à Anatel adotar medidas que garantam o acesso ao serviço de radiodifusão FM nos aparelhos celulares. 

A minuta do texto propõe que todo "Telefone Móvel Celular que possuir 'hardware' com capacidade de recepção de sinais do serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM) deverá ter comprovada a habilitação desta funcionalidade como condição para obtenção de sua homologação".

Em nota, o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, elogiou a celeridade da Anatel na abertura da consulta, e salientou que foi dado mais um passo para que "a programação gratuita do rádio seja disponibilizada para milhões de brasileiros, sem a necessidade do uso do pacote de dados da internet".

Em maio, o Ministério das Comunicações (MCom) estabeleceu medidas para garantir que a recepção de rádio FM esteja habilitada em telefones celulares produzidos e comercializados no Brasil. "Assinamos hoje uma portaria sobre FM nos celulares, pleito antigo do setor de radiodifusão. Cerca de 90% dos celulares do Brasil têm o rádio, mas em parte deles o recurso não está ativado. A portaria assegura que a funcionalidade não seja bloqueada e não gera nenhum custo adicional para as empresas. Com essa ligação, nós teremos condições de levar informações para todos os brasileiros. É uma ação voltada principalmente para quem vive em zonas mais remotas", destacou o ministro das comunicações Fábio Faria, em nota enviada à imprensa.

A portaria, que é válida para os novos modelos que serão fabricados, foi assinada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, que destacou a relevância da ação. Apesar de até então não ser obrigatório, muitas marcas já produziam aparelhos de rádio, rádios automotivos e smartphones com o dial estendido (eFM). Uma delas é a Motorola, que divulgou uma lista com 23 modelos que já contam com a tecnologia.

Em janeiro deste ano, associações do setor apoiaram a decisão do Ministério das Comunicações para inclusão de rádio FM no celular. Na ocasião, a Câmara dos Deputados já analisava um projeto de lei que trata sobre a proposta, o PL 8438/17, de autoria do deputado Sandro Alex (PSD/PR). O projeto, que contou com a atuação da ABERT, aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Nacional de Telecomunicações e da ABERT

Fonte: Tudo Rádio

Métricas e planejamento no rádio em foco

“Invistam em métricas, capacitação comercial e artística para tornar as rádios relevantes para o mercado publicitário”. A dica é de Thiago Fernandes, fundador da Nextdial, startup de tecnologia especializada em censo digital de emissoras de rádio. Ele foi o convidado especial do webinário promovido pela Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), na quarta-feira (21).

Fernandes apresentou o tema “Entendendo e medindo a audiência de rádios nos ambientes online e offline” e apontou soluções para atrair anunciantes. Segundo ele, a grade curricular dos cursos de Publicidade passou a investir em métricas, planejamento e plataformas digitais. “É preciso tornar o rádio relevante para esse público”.

Durante a pandemia, a constatação é que o rádio voltou a ser incluído no planejamento publicitário das empresas. “Se passar a entregar essas informações, o meio passará por um crescimento grande e rápido”, acrescentou. De acordo com Fernandes, a internet via 5G e o crescimento do consumo de smart speakers vêm criando uma forte expectativa no setor.

Presidente da ACERT, Carmen Lúcia Dummar Azulai agradeceu o apoio das emissoras às campanhas que a Associação vem fazendo sobre os cuidados relacionados à COVID-19. Segundo ela, a radiodifusão deve usar a credibilidade para levar informações sobre a pandemia à população. “Não queremos nossos clientes com as portas fechadas novamente. As pessoas que estão no microfone têm muita importância porque os ouvintes acreditam no que dizemos. Nossa palavra tem força”, ressaltou.

Carmen pediu ainda que as emissoras associadas enviem à ACERT os comprovantes de veiculação e uma estimativa desse investimento financeiro no tema. “Precisamos mostrar quanto investimos em contribuir com a sociedade. Divulgamos tão bem os produtos mas divulgamos pouco o que é feito por nós”, alertou.

Fonte: Abert

Investimentos publicitários devem crescer 8,8% no Brasil

Apesar das transformações e desafios impostos ao mercado de comunicação pela pandemia de COVID-19, o desempenho positivo da publicidade em todo o mundo terá reflexos também no Brasil. De acordo com o Ad Spend Report, relatório elaborado pela Dentsu, em 2021, os investimentos publicitários no país devem crescer 8,8% na comparação com o ano anterior.

Em todo o mundo, o investimento em publicidade deve ser da ordem de US$ 634 bilhões, 10,4% maior em relação a 2020.

O relatório também aponta que a queda nos negócios publicitários ocasionada pela pandemia foi menos severa do que o previsto, gerando tendências que prevalecerão na indústria.

Os investimentos globais em publicidade na TV devem aumentar 7,1% em 2021, chegando ao valor de US$ 188,4 bilhões. Segundo o estudo, os responsáveis pelo incremento são os grandes eventos realizados este ano, como os Jogos Olímpicos e a Eurocopa, que costumam atrair grande audiência e, consequentemente, anunciantes.

Fonte: Abert

Consumo de mídia dispara na pandemia e rádio terá medição híbrida da Kantar IBOPE Media

Nesta quarta-feira (28) o AESP Talks, encontro virtual realizado pela AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado São Paulo), recebeu mais uma vez a CEO da Kantar IBOPE Media, Melissa Vogel. A profissional apresentou uma análise completa sobre o mercado publicitário, como o comportamento das marcas durante a pandemia, mudanças de hábitos da população e o aumento do consumo de mídia. O rádio seguiu essa tendência de crescimento e, a partir de 2021, terá uma medição híbrida de sua audiência por parte da Kantar IBOPE Media, que passa a monitorar em tempo real o consumo de streaming das emissoras através da ferramenta Extended Radio.

Em sua fala, Melissa mostrou que houve uma "explosão de consumo dos meios pela internet", ou seja, o público passou a buscar pela distribuição on-line de conteúdos de rádio, jornal, revista e televisão. Para se ter uma ideia desse avanço, o rádio contava em 2016 e 2017 com cerca de 3% de seu consumo via internet. Esse percentual subiu para 4% nos anos seguintes, 6% em 2020 e disparou para 13% em 2021.

Com base nesse novo cenário, Melissa explicou que a ferramenta Extended Radio deverá apoiar o setor nessa nova realidade de consumo. Segundo a CEO, a ferramenta poderá responder questionamentos como "qual a performance dos diferentes formatos e conteúdos de programação (por dias da semana e faixas horárias? Quem são os concorrentes (transmissão offline e digital)? Qual a posição nacional de uma determinada emissora, tanto no consumo no dial e no digital? Como valorizar o espaço publicitário da emissora?".

Assim como em sua participação anterior, Melissa destacou que a medição de rádio será híbrida, ou seja, as emissoras assinantes da Kantar IBOPE Media e o mercado continuarão com as pesquisas regulares do meio e também terão a disponibilidade dos dados em tempo real fornecidos pelo Extended Radio. As métricas geradas pela ferramenta são semelhantes aos dados fornecidos por outras plataformas e mídias digitais, suprindo uma demanda do mercado. Essa aproximação dos dados de rádio com o digital é uma discussão global no setor

Ainda segundo Vogel, inicialmente o Extended Radio estará disponível para as emissoras assinantes da pesquisa regular, ou seja, estações das 13 praças monitoradas todos os meses pela Kantar IBOPE Media. Porém, já está no planejamento da empresa expandir a ferramenta para mercados que não contam com a medição tradicional, ou seja, o Extended Radio deverá ficar ao alcance de qualquer estação brasileira ou compradores de mídia que estiverem interessados no serviço.

Conforme anunciado na semana passada, o Extended Radio é fruto de uma parceria entre a Kantar IBOPE Media e as empresas de tecnologia Triton Digital e Nextdial

Consumo do rádio em alta e Inside Radio 2021

Em sua apresentação, Melissa destacou o avanço no consumo de diferentes plataformas e meios no Brasil entre 2020 e 2021. Com base nas praças regulares acompanhadas pela Kantar IBOPE Media, o rádio contou com 80% das pessoas afirmando que escutaram rádio em 30 dias. O número, segundo a apresentação, é 2% superior ao dado de 2020.

Para efeitos comparativos, Melissa mostrou que 49% das pessoas consumiram video on demand em 30 dias, 74% usaram redes sociais em 30 dias, 34% consumiram jornais ou revistas em 30 dias e 90% assistiram televisão em 30 dias. 

Melissa também anunciou mais duas novidades da Kantar IBOPE Media para o segundo semestre deste ano. A primeira foi a confirmação de mais uma edição do levantamento especial Inside Radio, planejado para ser disponibilizado ao mercado para o dia do rádio (25 de setembro). E a outra será o lançamento de mais uma métrica de rádio para o mercado brasileiro, chamada de impacto. A Kantar já está em discussão com a indústria sobre a novidade e, em breve, deverá detalhar sobre. 

O "AESP Talks - Análise do Mercado Publicitário" com Melissa Vogel contou com as apresentações de Rodrigo Neves (Grupo Bandeirantes / presidente da AESP), Marco Moretto (Rádio Hot 107 FM), Fábio Faria (Rede Transamérica) e Jacomo Sanzone (Metropolitana FM São Paulo).

Confira na íntegra o AESP Talks através do link: http://aesp.org.br/youtubelive/

Fonte: Tudo Rádio

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