Mix de Mídia: Credibilidade do rádio cresce 43% e meio é ouvido por 80% da população, diz Kantar IBOPE Media

Através de uma união inédita que reuniu 17 emissoras de rádios do Rio de Janeiro, aconteceu ontem (19) uma edição especial do "Mix de Mídia", organizado pelo Grupo de Mídia RJ. A partir de uma apresentação especial da Kantar IBOPE Media, foram revelados números importantes do rádio brasileiro, com base nos 13 mercados regulares aferidos pela empresa. Segundo a Kantar, o meio é ouvido por 80% da população, sendo um avanço de 2% na comparação com o dado de 2020. Outro ponto forte do meio é a credibilidadeavanço de 43% em apenas um ano. E 10% da população afirma ouvir rádio via web no Brasil. 

As apresentações da Kantar IBOPE Media foram realizadas por Giovana Alcântara e Gabriela Vitral, com a atualização dos dados relacionados ao comportamento da audiência e do mercado publicitário. Na sequência, houve um debate entre  Daniella Ferro (TIM), Fernando Morgado (consultor e professor) e Markus Castanheira (Universal Music), que discutiram sobre o panorama atual do rádio. A mediação foi feita por Antônio Jorge Alaby Pinheiro. 

"O rádio é um meio que se renova há muito tempo e serve de exemplo para as demais mídias. Sendo assim, não há mais espaço para discursos alarmistas quando se trata do futuro do meio. É fundamental investir cada vez mais na capacitação de toda a cadeia produtiva da comunicação, mostrando que o rádio vai muito além do dial e gera resultados das mais diversas formas", diz Fernando Morgado, consultor que esteve entre os debatedores.

Em contato com o tudoradio.com, Morgado também faz um alerta: "Ainda vemos muitas pessoas confundindo o rádio enquanto aparelho e o rádio enquanto linguagem. Mudar a forma de consumir rádio não significa deixar de consumir rádio, pelo contrário. Conforme o meio se expande, alcançando novos tipos de aparelho, mais tempo ele passa a ocupar na jornada do ouvinte. Essa é uma questão que parece básica, mas não é. Ainda vemos muita confusão nesse sentido por aí".

Devido a grande procura pelo evento desta quinta-feira (19), o Grupo de Mídia RJ decidiu realizar uma segunda edição do "Mix de Mídia" com os mesmos participantes, em data que será definida.

Os dados atualizados

Segundo a Kantar IBOPE Media, em 30 dias o rádio é ouvido por 80% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisas, sendo 2% a mais do que em 2020 (dados do trimestre abril a junho de 2021, 05-05h/todos os dias). Três a cada cinco ouvintes escutam rádios todos os dias, com cada um deles ouvindo cerca de 4 horas e 26 minutos (por dia). Também é destaque o perfil dessa audiência, equilibrado entre as faixas etárias e com boa presença nas classes sociais AB e C.

Os dados da Kantar apontam que 71% dos ouvintes afirmaram que ouviram rádio em casa, 24% no carro, 10% em outros locais, 8% no trajeto e 2% no trabalho. Tirando a audiência residencial, todos os outros locais apresentaram alta no consumo de rádio em relação a 2020, devido à maior circulação da população em 2021 nas 13 regiões pesquisadas.

A pesquisa indica que 80% dos ouvintes acompanharam o rádio através de um receptor comum, 25% pelo celular, 4% por outros equipamentos e 3% pelo computador. Na comparação com o mesmo período (trimestre abril a junho), o consumo de rádio via celular em 2020 representava 23%.

Sobre as regiões analisadas, em 30 dias o rádio é ouvido por 89% da população na Grande Belo Horizonte (com um tempo médio de 04h25), 85% na Grande Porto Alegre (04h21) e Grande Florianópolis (04h03), 84% na Grande Fortaleza (04h29) e Grande Curitiba (03h59), 82% no Grande Rio de Janeiro (praça de maior tempo médio, com 05h10), 81% no Grande Recife (04h40) e Grande Goiânia (04h13), 79% na Grande Vitória (04h16), 78% no Distrito Federal (03h32), 77% na Grande Salvador (04h02) e 76% na Grande São Paulo (04h15) e Campinas (03h52).

Os dados são similares aos números apresentados pela própria Kantar IBOPE Media no AESP Talks do final de julho, que contou com a participação de Melissa Vogel (CEO da empresa). Nos dois casos foram detalhados a ferramenta Extended Radio, que é um avanço na medição híbrida do rádio. As emissoras assinantes da Kantar IBOPE Media e o mercado continuarão com as pesquisas regulares do meio e também terão a disponibilidade dos dados em tempo real fornecidos pelo novo serviço. As métricas geradas pela ferramenta são semelhantes aos dados fornecidos por outras plataformas e mídias digitais, suprindo uma demanda do mercado. Essa aproximação dos dados de rádio com o digital é uma discussão global no setor

Ouvintes de rádio web no Brasil

A Kantar também detalhou o consumo do rádio através da internet. Hoje, o tempo médio diário dedicado é de 2 horas e 44 minutos entre os ouvintes de rádio via web. A pesquisa indica que 10% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisas ouviram rádio web nos últimos 30 dias (trimestre abril a junho de 2021).

Desse público que consome rádio via web, 67% está nas classes AB, com maior participação nas faixas etárias mais jovens (26% de 20 a 29 anos e 31% de 30 a 39 anos). 

Também foi destacado a "explosão de consumo dos meios pela internet", ou seja, o público passou a buscar pela distribuição on-line de conteúdos de rádio, jornal, revista e televisão. Para se ter uma ideia desse avanço, o rádio contava em 2016 e 2017 com cerca de 3% de seu consumo via internet. Esse percentual subiu para 4% nos anos seguintes, 6% em 2020 e disparou para 13% em 2021.

Ainda sobre os ouvintes via web, 66% afirmam ter ouvido rádio pelo celular, 37% pelo computador e 8% em outros equipamentos. E o pico de audiência é no período da manhã, nas faixas das 09h-10h e 10h-11h. Também há uma evolução no consumo via computador entre 13h e 17h e no celular entre 18 e 21h.

E sobre podcasts, 31% dos entrevistados ouviram o formato nos últimos 3 meses, segundo a Kantar. Isso representa um aumento de 32% na comparação com o último ano.

Credibilidade do rádio em alta

Um dos destaques da apresentação feita pela Kantar IBOPE Media foi sobre a credibilidade do rádio, que está em alta. Segundo a pesquisa, houve um avanço de 43% entre 2020 e 2021. 69% dos entrevistados afirmaram que confiam no rádio para se manter informados. Para se ter uma ideia do avanço, o percentual no ano passado era de 48% e de 49% em 2019. 

Publicidade: retomada do investimento e a confiança no rádio 

A Kantar também teve um olhar especial para a publicidade no rádio. Segundo a pesquisa, 50% da efetividade de mídia é direcionada pela qualidade criativa da publicidade. E também foi mapeado os formatos mais queridos de propaganda em áudio para a audiência. São eles: 42% para comerciais entre os programas e as músicas, 27% para promoções na programação da emissora, 22% para ações publicitárias feitas por locutores durante os programas de rádio, 16% para anúncios inseridos na playlist do aplicativo de escuta e, por fim, 10% para anúncios em canais próprios das marcas dentro de aplicativos.

A pesquisa também revelou uma retomada no volume de inserções publicitárias no rádio. Houve um avanço de 16% na comparação entre o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período deste ano. Antes, devido ao impacto causado pela pandemia do novo coronavírus na economia, a Kantar registrou uma queda de 36% entre 2019 e 2020 (dados relativos ao primeiro semestre de cada ano). 

São 4.933 anunciantes que investiram em rádio no 1º semestre de 2021, sendo 2.376 deles exclusivos do meio e 2.593 novos.  

Já sobre as marcas, 5.433 delas investiram no rádio no 1º semestre deste ano, sendo 2.543 exclusivo do meio e 3.106 que passaram a anunciar nas estações. Os dados são da pesquisa Advertising Intelligence da Kantar.

Entre as categorias que mais investem em rádio, 10,8% está no setor de super hipermercados atacadista, seguido de ensino escolar e universitário (6,9%), serviços saúde (6,6%), outros serviços consumidor (5,4%), auto revendas concessionárias (3,2%), lojas de departamento (2,9%), telecom fixa física (2,6%), restaurantes e lanchonetes (2,3%), outros medicamentos (2,2%), tônico, fortificante e vitamina (2,1%), varejo montadora (1,9%), serviços segurança (1,9%), construção e incorporação (1,8%), varejo telecomunicações móvel (1,8%) e outros tipos de comércio com 1,7%.

Fonte: Tudo Rádio

Presidente da Fenaert, Guliver Leão, assumirá nos próximos dias a presidência da CNCom

O presidente da Fenaert (Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão), Guliver Leão, assumirá, nos próximos dias, a presidência da CNCom, entidade que reúne a Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) e a Fenajore (Federação Nacional de Jornais e Revistas), além da Fenaert. O profissional substitui o publicitário Glaucio Binder, que assumiu a CNCom em 2019, quando participou da criação e desenvolvimento da Confederação.

Além de Guliver Leão, a nova diretoria da confederação será composta por Ary dos Santos (VP pela Fenaert), André Jungblut (VP pela Fenajore), Daniel Queiroz (VP pela Fenapro), Ricardo Menezes (diretor de Secretaria), Edison Biasin (diretor de Finanças), Eduardo Pereira (diretor de Enquadramento Sindical) e José Nilvan (diretor de Relações Institucionais). Participarão do Conselho Fiscal, André Lacerda, Carlos Ross, Guilherme Rabboni Junior, Isabel Baggio, Jerônimo Fragomeni e Jones Alei.

O futuro gestor da CNCom ressaltou a importância da confederação e também sobre seu papel diante das entidades que representam a imprensa. "A CNCom foi criada para dar voz às entidades que representam os jornais, rádio, TV e publicidade, e daremos continuidade à importante missão de representá-las junto aos órgãos públicos", afirma Guliver.

Advogado e pós-graduado em Administração de Empresas e Administração Pública, o empresário Guliver Augusto Leão é diretor Jurídico e de Relações Institucionais do Grupo Jaime Câmara, de Goiás. Ele também presidiu o SERT/GO (Sindicato das Empresas de Radiodifusão do Estado de Goiás), sendo conselheiro efetivo do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

Com informações da ABERT

Fonte: Tudo Rádio

ABERT defende carregamento de TV aberta por canais pagos

A ABERT entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) como parte interessada (Amicus Curiae) na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 6921, apresentada pelo PDT, questionando dispositivo da Lei 14.173/2021, originada da MP do Fistel (MP 1.018/2020), e que obriga o carregamento de retransmissoras de TV aberta por operadoras de TV paga.

O PDT argumenta que a obrigatoriedade não poderia ser objeto de MP, já que a Emenda Constitucional 8/1995 proíbe a regulamentação do setor de telecomunicações por medidas provisórias.

Ao lado da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da Rede CNT, a ABERT defende que a vedação de MPs para regular as telecomunicações do país, prevista em lei, é decorrente do processo de liberalização do setor na década de 1990 e que tinha como objetivo evitar que o mesmo presidente regulamentasse a matéria. De acordo com a ABERT, a tramitação da MP, convertida na Lei 14.173/2021, permitiu ao Congresso Nacional um amplo debate sobre o tema.

"Não se pode falar em atividade às escuras, falta de transparência, ou contrabando legislativo. Parlamentares do próprio partido autor participaram de todo esse debate. O processo legislativo foi seguido e, mesmo diante das limitações que a crise sanitária impõe (sessões virtuais, redução do número de reuniões em comissões etc.), foi possível um intenso debate que permitiu o aperfeiçoamento do texto para conversão", afirma a ABERT.

Já a CNT lembra que, desde 2011, as TVs fechadas são obrigadas a carregar na grade de canais os sinais das geradoras locais de TV aberta.

Fonte: Abert

Anatel abre consulta pública sobre ativação de chip FM no celular

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu a Consulta Pública número 37 para discutir a minuta de ato normativo que viabiliza a ativação do chip FM em celulares / smartphones. A divulgação da consulta atende uma portaria do Ministério das Comunicações que estabelece que cabe à Anatel adotar medidas que garantam o acesso ao serviço de radiodifusão FM nos aparelhos celulares. As contribuições podem ser encaminhadas até o dia 25 de setembro (Dia do Rádio).

Até o dia 25 de setembro, os interessados na consulta podem encaminhar via formulário eletrônico de acompanhamento, através do site da Anatel, contribuições em relação à consulta pública referente a ativação de chip FM no celular. A divulgação da consulta atende à Portaria de número 2.523, de 4 de maio de 2021, do Ministério das Comunicações, que estabelece que cabe à Anatel adotar medidas que garantam o acesso ao serviço de radiodifusão FM nos aparelhos celulares. 

A minuta do texto propõe que todo "Telefone Móvel Celular que possuir 'hardware' com capacidade de recepção de sinais do serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM) deverá ter comprovada a habilitação desta funcionalidade como condição para obtenção de sua homologação".

Em nota, o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, elogiou a celeridade da Anatel na abertura da consulta, e salientou que foi dado mais um passo para que "a programação gratuita do rádio seja disponibilizada para milhões de brasileiros, sem a necessidade do uso do pacote de dados da internet".

Em maio, o Ministério das Comunicações (MCom) estabeleceu medidas para garantir que a recepção de rádio FM esteja habilitada em telefones celulares produzidos e comercializados no Brasil. "Assinamos hoje uma portaria sobre FM nos celulares, pleito antigo do setor de radiodifusão. Cerca de 90% dos celulares do Brasil têm o rádio, mas em parte deles o recurso não está ativado. A portaria assegura que a funcionalidade não seja bloqueada e não gera nenhum custo adicional para as empresas. Com essa ligação, nós teremos condições de levar informações para todos os brasileiros. É uma ação voltada principalmente para quem vive em zonas mais remotas", destacou o ministro das comunicações Fábio Faria, em nota enviada à imprensa.

A portaria, que é válida para os novos modelos que serão fabricados, foi assinada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, que destacou a relevância da ação. Apesar de até então não ser obrigatório, muitas marcas já produziam aparelhos de rádio, rádios automotivos e smartphones com o dial estendido (eFM). Uma delas é a Motorola, que divulgou uma lista com 23 modelos que já contam com a tecnologia.

Em janeiro deste ano, associações do setor apoiaram a decisão do Ministério das Comunicações para inclusão de rádio FM no celular. Na ocasião, a Câmara dos Deputados já analisava um projeto de lei que trata sobre a proposta, o PL 8438/17, de autoria do deputado Sandro Alex (PSD/PR). O projeto, que contou com a atuação da ABERT, aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Nacional de Telecomunicações e da ABERT

Fonte: Tudo Rádio

Métricas e planejamento no rádio em foco

“Invistam em métricas, capacitação comercial e artística para tornar as rádios relevantes para o mercado publicitário”. A dica é de Thiago Fernandes, fundador da Nextdial, startup de tecnologia especializada em censo digital de emissoras de rádio. Ele foi o convidado especial do webinário promovido pela Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), na quarta-feira (21).

Fernandes apresentou o tema “Entendendo e medindo a audiência de rádios nos ambientes online e offline” e apontou soluções para atrair anunciantes. Segundo ele, a grade curricular dos cursos de Publicidade passou a investir em métricas, planejamento e plataformas digitais. “É preciso tornar o rádio relevante para esse público”.

Durante a pandemia, a constatação é que o rádio voltou a ser incluído no planejamento publicitário das empresas. “Se passar a entregar essas informações, o meio passará por um crescimento grande e rápido”, acrescentou. De acordo com Fernandes, a internet via 5G e o crescimento do consumo de smart speakers vêm criando uma forte expectativa no setor.

Presidente da ACERT, Carmen Lúcia Dummar Azulai agradeceu o apoio das emissoras às campanhas que a Associação vem fazendo sobre os cuidados relacionados à COVID-19. Segundo ela, a radiodifusão deve usar a credibilidade para levar informações sobre a pandemia à população. “Não queremos nossos clientes com as portas fechadas novamente. As pessoas que estão no microfone têm muita importância porque os ouvintes acreditam no que dizemos. Nossa palavra tem força”, ressaltou.

Carmen pediu ainda que as emissoras associadas enviem à ACERT os comprovantes de veiculação e uma estimativa desse investimento financeiro no tema. “Precisamos mostrar quanto investimos em contribuir com a sociedade. Divulgamos tão bem os produtos mas divulgamos pouco o que é feito por nós”, alertou.

Fonte: Abert

Investimentos publicitários devem crescer 8,8% no Brasil

Apesar das transformações e desafios impostos ao mercado de comunicação pela pandemia de COVID-19, o desempenho positivo da publicidade em todo o mundo terá reflexos também no Brasil. De acordo com o Ad Spend Report, relatório elaborado pela Dentsu, em 2021, os investimentos publicitários no país devem crescer 8,8% na comparação com o ano anterior.

Em todo o mundo, o investimento em publicidade deve ser da ordem de US$ 634 bilhões, 10,4% maior em relação a 2020.

O relatório também aponta que a queda nos negócios publicitários ocasionada pela pandemia foi menos severa do que o previsto, gerando tendências que prevalecerão na indústria.

Os investimentos globais em publicidade na TV devem aumentar 7,1% em 2021, chegando ao valor de US$ 188,4 bilhões. Segundo o estudo, os responsáveis pelo incremento são os grandes eventos realizados este ano, como os Jogos Olímpicos e a Eurocopa, que costumam atrair grande audiência e, consequentemente, anunciantes.

Fonte: Abert

Consumo de mídia dispara na pandemia e rádio terá medição híbrida da Kantar IBOPE Media

Nesta quarta-feira (28) o AESP Talks, encontro virtual realizado pela AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado São Paulo), recebeu mais uma vez a CEO da Kantar IBOPE Media, Melissa Vogel. A profissional apresentou uma análise completa sobre o mercado publicitário, como o comportamento das marcas durante a pandemia, mudanças de hábitos da população e o aumento do consumo de mídia. O rádio seguiu essa tendência de crescimento e, a partir de 2021, terá uma medição híbrida de sua audiência por parte da Kantar IBOPE Media, que passa a monitorar em tempo real o consumo de streaming das emissoras através da ferramenta Extended Radio.

Em sua fala, Melissa mostrou que houve uma "explosão de consumo dos meios pela internet", ou seja, o público passou a buscar pela distribuição on-line de conteúdos de rádio, jornal, revista e televisão. Para se ter uma ideia desse avanço, o rádio contava em 2016 e 2017 com cerca de 3% de seu consumo via internet. Esse percentual subiu para 4% nos anos seguintes, 6% em 2020 e disparou para 13% em 2021.

Com base nesse novo cenário, Melissa explicou que a ferramenta Extended Radio deverá apoiar o setor nessa nova realidade de consumo. Segundo a CEO, a ferramenta poderá responder questionamentos como "qual a performance dos diferentes formatos e conteúdos de programação (por dias da semana e faixas horárias? Quem são os concorrentes (transmissão offline e digital)? Qual a posição nacional de uma determinada emissora, tanto no consumo no dial e no digital? Como valorizar o espaço publicitário da emissora?".

Assim como em sua participação anterior, Melissa destacou que a medição de rádio será híbrida, ou seja, as emissoras assinantes da Kantar IBOPE Media e o mercado continuarão com as pesquisas regulares do meio e também terão a disponibilidade dos dados em tempo real fornecidos pelo Extended Radio. As métricas geradas pela ferramenta são semelhantes aos dados fornecidos por outras plataformas e mídias digitais, suprindo uma demanda do mercado. Essa aproximação dos dados de rádio com o digital é uma discussão global no setor

Ainda segundo Vogel, inicialmente o Extended Radio estará disponível para as emissoras assinantes da pesquisa regular, ou seja, estações das 13 praças monitoradas todos os meses pela Kantar IBOPE Media. Porém, já está no planejamento da empresa expandir a ferramenta para mercados que não contam com a medição tradicional, ou seja, o Extended Radio deverá ficar ao alcance de qualquer estação brasileira ou compradores de mídia que estiverem interessados no serviço.

Conforme anunciado na semana passada, o Extended Radio é fruto de uma parceria entre a Kantar IBOPE Media e as empresas de tecnologia Triton Digital e Nextdial

Consumo do rádio em alta e Inside Radio 2021

Em sua apresentação, Melissa destacou o avanço no consumo de diferentes plataformas e meios no Brasil entre 2020 e 2021. Com base nas praças regulares acompanhadas pela Kantar IBOPE Media, o rádio contou com 80% das pessoas afirmando que escutaram rádio em 30 dias. O número, segundo a apresentação, é 2% superior ao dado de 2020.

Para efeitos comparativos, Melissa mostrou que 49% das pessoas consumiram video on demand em 30 dias, 74% usaram redes sociais em 30 dias, 34% consumiram jornais ou revistas em 30 dias e 90% assistiram televisão em 30 dias. 

Melissa também anunciou mais duas novidades da Kantar IBOPE Media para o segundo semestre deste ano. A primeira foi a confirmação de mais uma edição do levantamento especial Inside Radio, planejado para ser disponibilizado ao mercado para o dia do rádio (25 de setembro). E a outra será o lançamento de mais uma métrica de rádio para o mercado brasileiro, chamada de impacto. A Kantar já está em discussão com a indústria sobre a novidade e, em breve, deverá detalhar sobre. 

O "AESP Talks - Análise do Mercado Publicitário" com Melissa Vogel contou com as apresentações de Rodrigo Neves (Grupo Bandeirantes / presidente da AESP), Marco Moretto (Rádio Hot 107 FM), Fábio Faria (Rede Transamérica) e Jacomo Sanzone (Metropolitana FM São Paulo).

Confira na íntegra o AESP Talks através do link: http://aesp.org.br/youtubelive/

Fonte: Tudo Rádio

Secom do Governo Federal apresenta proposta de simplificação do Midiacad e destaca parceria com entidades de radiodifusão

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) realizou uma reunião virtual com radiodifusores de vários estados, via plataforma Microsoft Teams, para apresentar a nova proposta de simplificação do Cadastro de Veículos de Divulgação (Midiacad). A participação de Santa Catarina foi efetiva com 280 inscrições. A atuação da Acaert, Aerp e Amirt foi destacada durante o encontro.

Durante a reunião, o Secretário Especial de Comunicação Social, André de Sousa Costa, anunciou que a Secom está promovendo uma reformulação do órgão com o objetivo de desburocratizar e simplificar os processos. “Neste sentido, é fundamental a participação das entidades de radiodifusão, legítimas representantes do setor”, informou.

As associações de radiodifusão de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais apresentaram propostas que ajudarão o esforço da Secom para oferecer um serviço mais efetivo, em visita realizada no começo de julho em Brasília. Antes de sua participação, André Costa veiculou uma mensagem em áudio do presidente da República, Jair Bolsonaro, que lembrou o papel do rádio para o futuro do Brasil. “Aproveitem esse momento importante para o país”, disse.

Na reunião, também foi divulgado que a Secom vai revisar as tabelas de mídia das emissoras, que não são atualizadas há dois anos. “Mais do que isso vamos também melhorar nosso sistema de métricas”, informou o Secretário de Publicidade e Promoção, José Ricardo da Veiga. “Vamos reforçar o grupo de mídia da Secom”, completou.

A gerente de Mídia da Secom, Carla Bertin, apresentou o processo de simplificação do Midiacad, cadastro de veículos de divulgação da Secom e que se constitui em um conjunto formal de dados cadastrais, comerciais e negociais de veículos dos diversos meios de divulgação utilizados nas ações de publicidade do Poder Executivo federal. Atualmente, existem mais de 12 mil veículos cadastrados, mas sendo apenas 2.317 rádios com status “conforme”, ou seja, que preenchem os requisitos para receber o investimento de mídia.

“Agradeço a radiodifusão de Santa Catarina que entende o seu papel de participação e envolvimento. Tenho orgulho da entidade em poder, pela sua qualificação e expertise adquirida ao longo dos anos com trabalho realizado junto ao Governo do Estado, ser exemplo para o Brasil, contribuindo com o Governo Federal nessa ação de valorização da radiodifusão brasileira”, destacou o presidente da ACAERT, Silvano Silva.

Fonte: Tudo Rádio

Senado aprova propaganda partidária na TV e no rádio

A retomada da propaganda partidária em rádio e televisão foi aprovada pelo Senado Federal no último dia 14. O Plenário acatou o substitutivo do projeto (PL 4.572/2019), apresentado pelos senadores Jorginho Melo (PL/SC) e Wellington Fagundes (PL/MT). O texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto original previa a volta da propaganda partidária gratuita nas emissoras, extinta em 2017 pela Lei 13487/2017. No entanto, o relator, senador Carlos Portinho (PL/SC), apresentou uma proposta alternativa, sugerida pela Abratel e pelo setor de radiodifusão, estipulando pagamento pela divulgação partidária nas emissoras, que será custeado com um aumento dos recursos repassados pela União ao Fundo Partidário. Ele também inclui ao projeto regras para a divulgação partidária com utilização da internet.

A Abratel tem atuado intensamente para que as emissoras não sofram prejuízos com as regras praticadas na propaganda partidária gratuita. Além de implicar, necessariamente, em aumento de gastos públicos, a medida impactaria no funcionamento das emissoras de radiodifusão, com efeitos severos na programação, na audiência e nas receitas do segmento, que jamais são recuperados integralmente pelo mecanismo de compensação fiscal.

“A propaganda partidária paga também irá garantir mais simetria entre a radiodifusão com as regras para a internet e maior acesso à informação para os brasileiros. Nosso setor é intensivo em mão de obra e produção de conteúdo nacional. A veiculação no rádio e na TV irá garantir grande visibilidade ao debate político e as candidaturas”, avalia Márcio Novaes, presidente da Abratel.

Os parlamentares defensores do retorno da gratuidade argumentaram que, após a revogação do acesso gratuito ao rádio e a TV, os partidos ficaram sem um horário para difundir informações. Portinho reconheceu a necessidade de que os partidos possam divulgar massivamente suas posições e eventos para seus eleitores e a comunidade em geral. Isso é importante, segundo ele, não só para que os partidos possam alcançar a população, mas também para que a população possa fiscalizar os representantes eleitos.

“Nós apoiamos o retorno da propaganda partidária. Discordamos, porém, do retorno da propaganda gratuita — e aqui eu quero dizer, ela nunca foi gratuita —, financiada com a compensação fiscal, dos impostos devidos pelas emissoras à União, em valor equivalente ao custo dessa propaganda. Por isso eu digo, ela nunca foi gratuita. Ao contrário, a compensação tornava para o cidadão, para o eleitor, de certa forma até obscuro. Os eleitores não tinham ideia dos volumes de compensação. E a gente está falando de dinheiro público e de tributo”, declarou Portinho, relator da matéria.

Custos

O relator propôs um acréscimo de recursos anuais ao Fundo Partidário, equivalente aos valores corrigidos da compensação fiscal recebida pelas emissoras em 2017, Para arcar com os custos da propaganda. Isso nos anos não eleitorais.  Nos anos eleitorais, devem ser os valores dessa compensação em 2016, atualizados monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

Segundo o substitutivo, os preços relativos à propaganda partidária paga serão limitados aos valores normais de tabela das emissoras, não podendo ser fixados em valores maiores do que os praticados nos seis meses anteriores da respectiva veiculação.

Emissoras

As emissoras de rádio e televisão ficam obrigadas a realizar transmissões em cadeia nacional e estadual. Em cada rede, somente serão autorizadas até dez inserções de 30 segundos por dia no intervalo da programação normal das emissoras.

Além disso, deverão veicular as inserções divididas, proporcionalmente, dentro dos intervalos comerciais no decorrer das três horas de veiculação, com intervalo mínimo de dez minutos entre cada uma.

Segundo o texto, a formação das cadeias nacional e estaduais serão autorizadas, respectivamente, pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelos Tribunais Regionais Eleitorais, que farão a necessária requisição dos horários às emissoras de rádio e de televisão.

Tempo por partido

O partido terá assegurado o direito de acesso ao rádio e a televisão na proporção de sua bancada eleita em cada eleição geral. Assim, o partido que tenha elegido acima de 20 deputados federais terá assegurado o direito a utilização do tempo total de 20 minutos, por semestre, para inserções de 30 segundos, nas redes nacionais, e de igual tempo nas emissoras estaduais.

Quem eleger entre 10 e 20 deputados federais terá assegurado o direito a utilização do tempo total de dez minutos, por semestre. Já o partido que tenha elegido até nove deputados federais terá assegurado o direito a utilização do tempo total de cinco minutos, por semestre.

O substitutivo determina que os partidos destinem ao menos 50% do tempo para promoção e difusão da participação política das mulheres e ao menos 5% para promoção e difusão da participação política dos jovens, ambos do templo global total disponível para o partido. Em anos eleitorais, as inserções só serão veiculadas no primeiro semestre.

Vedações

O substitutivo veda a participação de pessoas não filiadas ao partido responsável pelo programa, a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos, bem como toda forma de propaganda eleitoral.

Também fica vedada a utilização de imagens ou cenas incorretas ou incompletas, de efeitos ou de quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação e a utilização de matérias que possam ser comprovadas como falsas (fake news).

Outra proibição expressa é a ato que resultem em qualquer tipo de preconceito racial, de gênero ou local de origem, e a ato que incitem a violência.

Punição

Portinho acatou emendas dos senadores Weverton (PDT/MA) e Izalci Lucas (PSDB/DF) para estabelecer que os partidos que não respeitarem o disposto na futura lei serão punidos com interrupção do direito de transmissão. Essa punição, ou seja, o cancelamento   da veiculação da campanha, deverá ser aplicada logo após concluído o processo pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo de outras sanções e penalidades previstas em Lei.

Assessoria de Comunicação da Abratel
Com informações da Agência Senado

Fonte: ABRATEL

Com foco no rádio híbrido, Kantar IBOPE Media anuncia ferramenta para monitorar audiência online

A Kantar IBOPE Media informou o mercado sobre um passo importante dado pela empresa no monitoramento da audiência de rádio via streaming. Será lançado o “Extended Radio”, solução que, segundo a empresa, vai permitir a  a análise do consumo integrado e a avaliação de performance da concorrência. Trata-se de um movimento que já era anunciado pela Kantar nos anos anteriores, de cobrir a audiência de rádio nos ambientes off-line e on-line, considerando o consumo híbrido do meio. Para o monitoramento, a Kantar contará com a parceria de empresas como Triton Digital e NextDial, especializadas em áudio online. 

Segundo o informe enviado pela Kantar à imprensa, o Extended Radio contará com uma interface simples e online que possibilitará a analise de dados de consumo tradicional e digital das emissoras. A plataforma contará com uma visualização do número total de ouvintes e do tempo médio de consumo por faixas horárias, além de avaliar o desempenho da concorrência. 

Ainda segundo o comunicado, os dados de audiência ao vivo AM/FM são coletados pela Kantar IBOPE Media e os dados vindo dos streaming das emissoras serão coletados e aferidos pelas parceiras Triton Digital e Nextdial, empresas que já atuam nesse segmento e estão presente em algumas das principais rádios do país.

"O rádio vem acompanhando a evolução do consumo de mídia do brasileiro há décadas. Se a atenção do consumidor está cada vez mais fragmentada em tantas mídias, é preciso entender os pontos fortes do conteúdo de áudio em seus diferentes formatos e aproveitar as oportunidades para valorizar os espaços publicitários do meio. O Extended Radio vai facilitar a compreensão desses dados com a análise integrada de um consumo que já é multimidia", afirma Giovana Alcantara, Diretora de Desenvolvimento de Negócios Regionais da Kantar IBOPE Media, em comunicado.

A novidade pode beneficiar o rádio no mercado publicitário, já que há uma demanda crescente por dados em tempo real. A aferição da audiência on-line, com a chancela das empresas envolvidas no Exended Radio (Kantar IBOPE Media, Triton Digital e Nextdial), pode auxiliar o meio em algo que é discutido em vários países

A Triton Digital é uma empresa canadense que recentemente esteve em destaque na imprensa especializada devido ao movimento da gigante iHeartMedia, que adquiriu sua operação. Está em 80 países e nos últimos anos tem expandido a sua atuação no mercado brasileiro, sendo responsável pelo streaming de alguma das principais estações de rádios nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros. É responsável pelos principais rankings de áudio digital relacionado ao streaming de rádio e também aferição do consumo de podcasts

Já a NextDial é uma startup brasileira que também tem expandindo a sua operação nas principais estações de rádio do país nos últimos três anos, principalmente após a parceria no fornecimento de streaming com a empresa Fabrica Host, levando a aferição para mais de 150 emissoras de portes operacionais distintos. A NextDial é especializada em coleta e aferição do consumo de áudio digital e conta com parcerias em associações como AERPAMIRT, SERT/SC, ABOTT'S, entre outras.

Fonte: Tudo Rádio

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