STF mantém decisão que obriga transmissão de programas culturais, artísticos e jornalísticos locais em rádios

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por 10 votos a 1, declarou, nesta quarta-feira (17), a constitucionalidade da obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais nos cinemas e da transmissão de programas culturais, artísticos e jornalísticos locais em rádios. O ministro Marco Aurélio ficou vencido. A Corte deve definir ainda hoje as teses com repercussão geral.

O STF negou dois Recursos Extraordinários. Em um dos casos, (RE 1.070.522), uma empresa sustentou que apenas lei, e não o Decreto 52.795/1963, poderia estabelecer tempo dedicado a programas culturais, artísticos e jornalísticos locais em rádios. O relator do RE 627.432, ministro Dias Toffoli, afirmou que o mercado cinematográfico é dominado por poucos e grandes grupos empresariais, geralmente estrangeiros, que ditam o que vai e o que não vai entrar na programação dos cinemas, dificultando a veiculação de obras do mainstream.

Segundo Toffoli, a livre iniciativa, o livre mercado e o direito de propriedade devem observar a justiça social. Nessa mesma linha, o presidente do STF, Luiz Fux, relator do 1.070.522, apontou que um dos principais objetivos do Brasil é a erradicação de desigualdades sociais e regionais. E a reserva de programação em rádios para programas culturais, artísticos e jornalísticos locais ajuda a concretizar esse intuito.

Fux também ressaltou que o artigo 221 da Constituição Federal. Nele, fica estabelecido que a programação das emissoras de rádio deve dar preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; à promoção da cultura nacional e regional e à regionalização da produção cultural, artística e jornalística.

O ministro Marco Aurélio ficou vencido nos dois casos. No RE 1.070.522, o ministro afirmou que somente lei, e não decreto, pode estabelecer tempo dedicado a programas culturais, artísticos e jornalísticos locais em rádios. De acordo com o entendimento do Plenário do STF, o Estado deve respeitar a livre iniciativa, mas pode mitigar, de forma razoável, esse princípio para aumentar a competitividade de um setor econômico perante seus concorrentes estrangeiros, gerar renda e empregos e promover a cultura nacional e o acesso a ela por parte dos cidadãos.

 

Fonte: TudoRádio

Veículos confiáveis agregam imagem positiva às marcas

A confiabilidade de um veículo de comunicação transfere uma imagem positiva às marcas, independentemente do teor das notícias. A conclusão é do estudo “In Safe Hands” (“Em Boas Mãos”, na tradução livre), da Reach Solutions, empresa britânica de pesquisa, que apontou a qualidade da plataforma informativa como fundamental para a boa percepção do público em relação aos anunciantes.

Segundo a pesquisa, para 87% dos britânicos entrevistados, as marcas devem buscar ambientes livres de fake news e de conteúdo de ódio para veiculação de seus anúncios. Para 83%, as marcas devem anunciar em sites de qualidade.

O estudo mostra ainda que 50% dos entrevistados consideram sérias as marcas que anunciam em sites de veículos de notícias com fontes seguras, 47% consideram confiáveis e 44%, de alta qualidade. Nas redes sociais, essas classificações caem para 19%, 21% e 22%, respectivamente.

A exposição a notícias de diferentes gravidades, como por exemplo, baixa intensidade (sobre um reality show de dança), média intensidade (racismo no futebol) e alta intensidade (ataque terrorista), ficou estável nos três níveis, assim como na métrica de recomendação da marca.

 

Fonte: ABERTCom informações portal Tudo Rádio

Ministério planeja utilizar FM estendido a partir de maio. Comitê técnico detalha uso do eFM e faixa convencional

A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) realizou na tarde desta terça-feira (16) o 1º Encontro Virtual do Comitê Técnico de 2021. O evento contou com a participação o secretário de radiodifusão Maximiliano Martinhão, que representou o Ministério das Comunicações (MCom) - que revelou a intenção de ligar as primeiras estações em FM estendido a partir de 5 de maio, dia das comunicações -, do engenheiro André Cintra (ABERT) - que detalhou os trabalhos para acomodar mais migrantes AM-FM na faixa convencional (88.1 FM a 107.9 FM) – e do presidente da AESP, Rodrigo Neves. A transmissão teve a apresentação de Eduardo Cappia (AESP/EMC/SET) e o apoio da Cadena.

Martinhão destacou que a ideia de contar com as emissoras em FM estendido a partir dos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a faixa será ocupada pelas emissoras vindas do AM, tende a popularizar a nova faixa para a população. O secretário também destacou que a indústria de receptores está avançada e deverá auxiliar o acesso ao eFM.

Também em sua participação, Martinhão destacou os números atuais da migração AM-FM: são 1655 pedidos válidos de migração para a faixa FM. Desses, 1290 já foram incluídos no plano básico de FM, sendo 850 estações que já possuem o termo aditivo e 375 em exigências / análises. E apenas 65 pedidos estão no lote residual.

Mais migrantes AM-FM na faixa convencional

A partir da consulta pública de número 70/2020, que contou com a primeira canalização em eFM, foi criado um grupo de estudos para tentar incluir mais migrantes AM-FM na faixa FM convencional. Esse trabalho é liderado pelo engenheiro André Cintra, que tem trabalhado no processo de canalização de migrantes AM-FM desde 2013.

Dos 365 canais da consulta pública, apenas 42 estavam em faixa convencional. Após os estudos, 130 canais foram viabilizados em faixa FM convencional. Em sua fala, Cintra ressaltou que "neste momento, 61 canais em FM convencional já poderão ir imediatamente para consulta pública".

Há a estimativa que, após o trabalho do grupo de estudos, apenas 200 canais irão para a faixa FM estendida. Vale recordar que esse número era de 323 na consulta pública de número 70. 

Cintra destacou que mercados importantes como Florianópolis, Brasília, Goiânia e Fortaleza são possíveis de obter espaços em FM convencional, tendo a capital catarinense com a maior possibilidade. Isso será possível através de uma solução técnica factível indicada pelo grupo de estudos, apresentada à Anatel e ao MCom.

Já São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Salvador e Ribeirão Preto, citadas por Cintra, são exemplos de mercados que não têm solução de uso da faixa FM convencional para as migrantes AM-FM. Na sequência, o engenheiro Eduardo Cappia (que apresentou o encontro), lembrou que o maior problema de canalização está no estado de São Paulo, em especial a capital e a região metropolitana.

André Cintra colabora com a observação de Cappia, indicando as demais localidades do interior do país poderão contar com migrantes na faixa FM convencional, tendo São Paulo como a exceção. Também existem pendências nas faixas de fronteira, dependendo da aprovação do Mercosul para efetivar a canalização em FM convencional.

Possivelmente a organização do FM estendido, com a previsão de 200 canais, deve sofrer mudanças em relação à canalização da consulta pública 70/2020, devido à realocação dos canais possíveis em FM convencional após os estudos do grupo de estudos.

Outro detalhe destacado por Cintra é de que nenhuma FM já existente foi ou será limitada no processo. As reduções ocorrem apenas com as migrantes AM-FM que aceitaram a diminuição em relação à classe de operação que tinha direito para poder ser alocado em FM convencional e não em estendido.

FMe e FM convencional?

O eFM, ou FM estendido, faixa entre 76.1 FM a 87.3 FM, é o espaço destinado para as migrantes AM-FM em regiões do país onde "FM convencional" está congestionado. Eles foram possíveis após o desligamento dos canais 5 e 6 de televisão analógica.

Já a faixa FM convencional é aquela já utilizada no Brasil, de FM 87.5 MHz a 107.9 MHz

 

Fonte: TudoRádio


 

Artigo destaca crescimento de audiência da TV durante pandemia

Em artigo publicado na imprensa, o professor Fernando Morgado analisou os impactos da pandemia de COVID-19 na audiência da televisão, com base no estudo Inside Video, realizado pela Kantar IBOPE Media. Segundo o texto, durante a crise sanitária, a TV aberta confirmou que é a principal fonte de distração do brasileiro. Nem mesmo a interrupção na gravação de novelas alterou a tendência: as reprises também caíram na preferência dos telespectadores e reality shows passaram a registrar recordes de votação.

A internet, ressaltou o pesquisador, também não ameaçou a primazia da TV. A rede segue repercutindo o conteúdo televisivo. Prova disso é que, em 2020, as emissoras abertas e pagas, juntas, geraram cerca de 350 milhões de postagens no Twitter. No artigo, Morgado ainda citou os dados em destaque no estudo.

Acesse o artigo na íntegra AQUI

 

Fonte: ABERT

Estimativa aponta que 94 milhões possuem uma smart speaker nos Estados Unidos

Uma prévia do The Infinite Dial, estudo especial que mapeia o consumo de áudio nos Estados Unidos, mostra que 33% dos norte-americanos já contam com uma smart speaker em casa. As caixas de som com inteligência artificial têm avançado rapidamente pelo mercado norte-americano, estimativa esta que estava na casa dos 23% em 2019. O levantamento é feito pela Edison Research e pela Triton Digital e a edição de 2021 será lançada nesta quinta-feira (11).

As caixas de som com inteligência artificial são constantemente apontadas como novas aliadas das emissoras de rádio, já que elas estão impulsionando o consumo do meio nas residências. Nos Estados Unidos, a estimativa de 33% de donos de smart speakers representa cerca de 94 milhões de pessoas, algo que significa um avanço de 22% na propriedade desses dispositivos entre 2020 e 2021.

E os recortes apontam outros números expressivos. A pandemia do novo coronavírus impulsionou o teletrabalho, ou seja, mais pessoas mantendo suas atividades profissionais fora dos escritórios das empresas. E, entre esse público que pratica o chamado 'home-office', 49% deles contam com pelo menos uma smart speaker. Os dados são da prévia do The Infinite Dial e foram antecipados pelo portal RAIN News.

 


Avanço na propriedade de smart speakers nos Estados Unidos

Análise: consumo de rádio no digital

As smart speakers, conhecidas pelos assistentes Amazon Alexa, Google e Siri (Apple), tem auxiliado diretamente no crescimento do consumo de áudio digital, formato de mídia que também é fortemente impulsionado pelos dispositivos móveis.

A indústria de rádio percebe que menos receptores FM/AM são comprados e que novos formatos de mídia surgem (e crescem em consumo). Porém, pesquisas apontam que não ocorre uma substituição do conteúdo, ou seja, o rádio continua mantendo a sua relevância, com um alcance que supera os 90% nos Estados Unidos.

O maior uso das smart speakers é um ponto que pode explicar essa manutenção de relevância do rádio, já que o conteúdo oferecido pelas emissoras é buscado pelo público que tem a propriedade desse tipo de dispositivo. Rádios incluem os sistemas em suas identificações, para mostrar que estão acessíveis através desses aparelhos conectados. E os smartphones também colaboram com isso.

Para se ter uma ideia dessa relevância das smart speakers para emissoras de rádio, a Cumulus Media, que está entre os maiores grupos de rádios AM e FM nos Estados Unidos, observou que 24% da audiência via streaming parte das caixas de som com inteligência artificial. No Brasil, a rede liderada pela Antena 1 FM 94.7 de São Paulo também revelou dados expressivos de uso da Alexa para acessar o audio da rádio.

Também em crescimento no Brasil, iniciativas como disponibilizar o acesso ao streaming de áudio das emissoras através de várias aplicações em smartphones e a inclusão do chip FM nos celulares tendem assegurar o fácil acesso ao conteúdo de rádio no mercado brasileiro.
 
 
Fonte: TudoRádio 

O Rádio Hoje | Borrell: Anunciantes de rádio são mais qualificados em marketing

Um estudo da Borrell Associates, relativo ao mercado dos Estados Unidos, tenta mapear o planejamento adotado pelos anunciantes de rádio em 2021 e quais as diferenças entre as marcas que apostam no meio e aquelas que não anunciam nas AMs e FMs norte-americanas. São várias as conclusões: os anunciantes de rádio são mais qualificados em marketing, contam com orçamentos duas vezes maiores do que aqueles que não anunciam no veículo e costumam diversificar suas estratégias. Acompanhe:

O estudo leva o nome de "The 2021 Mindset of Radio Advertisers" e procura enxergar como esses anunciantes pretendem ajustar suas alocações de mídia nos próximos meses. A pesquisa considera 944 empresas norte-americanas que anunciam no rádio, levantamento feito entre o segundo e o terceiro trimestres de 2020, ano da pandemia do novo coronavírus. Também conta com respostas de 342 agências de publicidade locais, onde 70% são compradores de mídia de rádio (241).

Segundo a Borrell, o anunciante de rádio norte-americano está mais inclinado a ser varejista do que aqueles que não compram mídia no veículo, situação semelhante ao mercado brasileiro. Segundo reportagem do portal Inside Radio, metade dos compradores de anúncios em rádio que participaram do levantamento estão nas categorias varejo, saúde, artes/entretenimento e restaurantes (52% do universo pesquisado).

O levantamento aponta que esses compradores de mídia em rádio são mais qualificados em marketing do que aqueles que não anunciam no veículo, sendo também uma parcela maior de grandes empresas e contam com negócios mais estabelecidos como clientes. 

Outro ponto importante é que três em cada quatro compradores de mídia em rádio nos Estados Unidos não são "mestres em marketing", mas contam com um nível mais alto de habilidade em marketing do que aqueles que não anunciam nas emissoras, mostrando assim sua qualificação para o serviço.

A Borrell também destaca em seu estudo que as empresas e marcas mais estabelecidas apontam como prováveis compradores de rádio em 2021, enquanto as recém-criadas estão menos inclinadas a anunciar no veículo.

Orçamentos maiores

Quem anuncia em rádio costuma contar com um orçamento que é o dobro daqueles que não compram (valor médio de US$231.182 para quem compra mídia nas emissoras). Também trabalham com mais formas de marketing em um ano típico (desconsiderando comportamentos vistos em 2020). Os canais que essa diversificação mais favorece são mídias sociais (usadas por 96% dos compradores de anúncios de rádio), e-mail (61% usam) e web design (61%).

Para 2021, esses anunciantes com mais orçamento pretendem cortar investimentos em impressos, mas manter anúncios em rádio, TV, entre outros. Já o comprador médio de rádio, segundo a Borrell, planeja aumentar os seus gastos com o veículo em 6% em 2021 e aumentar seu orçamento geral com anúncios em 12%, beneficiando também canais digitais / on-line. 

Já sobre a retração dos anúncios, 13% dos compradores de rádio deixaram o veículo em 2020, alegando a pandemia do novo coronavírus como principal motivo, à frente de outros argumentos como “muito caro” ou “difícil de medir”. E um em cada quatro (24%) desses que deixaram de anunciar realocaram a verba para "outra coisa". "Há evidências de que aqueles que pararam de comprar rádio em 2020 usaram esse dinheiro para comprar publicidade em vídeo em streaming", afirma o relatório da Borrell.

Porém, ainda segundo o relatório, aqueles que compraram rádio e também compraram vídeo streaming estão ampliando pela metade o orçamento de rádio em 2021, volume superior àqueles que só estão anunciando em rádio. 

"O rádio é uma escolha popular entre as agências de publicidade locais. Em 2020, foi a forma mais usada de mídia tradicional e a terceira forma mais usada de marketing em geral. 19% das agências locais disseram que o rádio se tornou mais eficaz no ano passado", destaca a reportagem do Inside Radio sobre o relatório da Borrell, que lembra também que 49% afirmaram que o rádio manteve sua eficácia padrão durante a pandemia.

Com informações da Borrell Associates e do portal Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

Google investe em combate à desinformação

Para combater a proliferação de notícias falsas, fenômeno ainda mais evidente após o surgimento da pandemia de COVID-19, a Google lançou uma nova etapa de seu programa de combate à desinformação. A medida vem após a aplicação de multas às gigantes de tecnologia pela veiculação e propagação de fake news, intensificada na crise sanitária.

A plataforma de busca disponibilizou uma campanha de conscientização para redes sociais, um manual sobre mitos e fatos, além de um vídeo feito com técnica de animação. O kit foi desenvolvido para auxiliar os internautas, de forma simples e didática, a verificar a veracidade de informações veiculadas.

“Trabalhamos há quase 20 anos de forma colaborativa para um jornalismo saudável. Temos mais de 24 bilhões de cliques que acontecem todo mês a partir das buscas das pessoas para encontrar jornalismo de qualidade”, explica o coordenador do Google News Lab no Brasil, Marco Túlio Pires. Segundo o executivo, uma pesquisa do instituto Deloitte mostrou que cada clique equivale a um valor médio de quatro a sete centavos.

A empresa já havia lançado o Google News Iniciative, em junho de 2020, para destinar U$ 1 bilhão a portais noticiosos nos próximos três anos. Já em andamento no Brasil, o projeto foi batizado como “Destaques” e reúne, até o momento, 30 veículos de comunicação.

A simetria de regras entre as empresas de tecnologia e as de comunicação está no foco das ações de vários países em todo mundo.

A cobrança pela utilização de conteúdo jornalístico por grandes empresas de tecnologia já é realidade na Austrália. O país aprovou, na semana passada, uma lei que obriga as plataformas de internet a remunerar as empresas de mídia. Na Europa, a França é um dos países que debatem a adoção de legislação semelhante.

 

Fonte: ABERT

Relatório aponta que streaming de música representou 83% da receita da indústria fonográfica no ano passado

Segundo um relatório anual elaborado pela Recording Industry Association of America, a receita geral de música gravada aumentou 9,2%, atingindo US $ 12,2 bilhões em 2020. O crescimento se deve em sua maioria a elevação do consumo de streaming de música. Das principais plataformas de streaming que contribuíram com o resultado estão Spotify e Apple Music.

Apesar dos limites impostos pela pandemia do novo coronavírus, como a inviabilização de shows e eventos, a indústria da música encontrou uma alternativa para se destacar diante destas dificuldades. Segundo um relatório anual de fim de ano, desenvolvido pela Recording Industry Association of America, a receita geral de música gravada aumentou 9,2%, atingindo US $ 12,2 bilhões em 2020. Esse crescimento foi sustentado principalmente por mais dinheiro proveniente de serviços de streaming, com o formato gerando US $ 10,1 bilhões em receita no ano passado, acima dos US $ 8,9 bilhões em 2019.

De acordo com o levantamento, o streaming foi responsável por 83% da receita total do setor. Das principais plataformas de streaming, Spotify e Apple Music foram os maiores contribuintes, gerando US $ 7 bilhões em receita entre os dois. Enquanto o consumo de plataformas digitais de música seguem em ritmo crescente, as As vendas de CDs e downloads digitais continuaram diminuindo, com exceção do vinil, que seguiu forte por mais um ano.

Fonte: TudoRádio

Novo rádio? Edison aponta que 30% de toda audição de áudio ocorre em dispositivos móveis

Um recorte do Share of Ear 2020, levantamento especial da Edison Research que mapeia o consumo de áudio nos Estados Unidos, pode apontar o celular como uma espécie de 'novo rádio para o mercado, já que o veículo não apresentou mudanças em seu alcance (segue acima de 90%). Segundo o estudo, 30% de todo o tempo gasto ouvindo áudio por pessoas com mais de 13 anos nos EUA ocorre através de um dispositivo móvel. Para se ter uma ideia desse avanço, em 2014 o volume era de 18%. Já o receptor FM/AM tradicional corresponde pela maior fatia: 35%.

O levantamento pode gerar uma série de questionamentos e discussões por possibilitar diferentes interpretações. É fato que ano após ano os dispositivos móveis ganham em volume no consumo de áudio, enquanto os receptores de rádio AM/FM diminuem a sua liderança entre todos os aparelhos. E essa diferença chegou ao menor volume histórico em 2020, ano da pandemia do novo coronavírus.

Péssima notícia para o rádio? Depende. O levantamento Share Of Ear lembra que os dispositivos móveis também possibilitam o acesso ao conteúdo linear de rádio, seja via streaming ou via FM (a depender do modelo). Outro ponto: os smartphones estão possibilitando o rápido crescimento no consumo de plataformas de áudio, ou seja, o universo de pessoas ouvindo algo é maior do que anos anteriores.

Também é importante considerar que o recorte é relacionado ao consumo norte-americano, mais dependente da audiência originada em automóveis (onde o receptor FM/AM é mais frequente). Para isso, é importante que o rádio observe se houve diminuição significativa em alcance e audiência nos seus números, ponto que não foi notado em 2020, com o rádio retendo mais de 90% de seu alcance mesmo com as mudanças impostas pelo coronavírus. Nos dois anos pré-pandemia, com deslocamentos, o share do receptor ficou estável em 41%.

"Os dispositivos móveis, particularmente, é claro, o telefone, vêm ganhando no receptor de rádio tradicional como o principal dispositivo auditivo há tanto tempo que medimos Share of Ear, mas com as interrupções do ano passado a diferença diminuiu drasticamente", fala do presidente da Edison Research, Larry Rosin, em um comunicado e destacado pelo portal norte-americano Inside Radio. "À medida que menos pessoas têm um receptor de rádio padrão em suas casas atualmente, naturalmente mais audição vem através de dispositivos digitais", completa o executivo.

O portal Inside Radio, ao repercutir a pesquisa, também lembra do cuidado que é necessário ao interpretar os dados do Share Of Ear: "Tenha em mente que essas estatísticas falam apenas com o dispositivo, não com o produto de áudio fornecido pelo dispositivo. Dispositivos móveis podem fornecer uma ampla gama de produtos de áudio, incluindo programação de estações de rádio", destaca a publicação, que completa dizendo que "a empresa de pesquisa diz que será necessária uma análise de dados adicionais no próximo ano para ver se esses hábitos de áudio permanecem após a quarentena".

Também em crescimento no Brasil, iniciativas como disponibilizar o acesso ao streaming de áudio das emissoras através de várias aplicações em smartphones e a inclusão do chip FM nos celulares tendem assegurar o fácil acesso ao conteúdo de rádio no mercado brasileiro.

 

Fonte: TudoRádio

Assistentes por voz estão entre as tendências de marketing digital para o pós-pandemia

Em uma reportagem realizada pelo portal AdNews sobre tendências de marketing digital para o período pós-pandemia do novo coronavírus, os assistentes por voz estão apontados como uma ferramenta importante para capturar o "novo" consumidor. Em entrevista com o CEO da startup HubLocal, Felipe Caezar, foi destacado que quase um terço dos consumidores já preferem interagir via assistente de voz, parcela superior ao volume observado em websites e aplicativos. Os assistentes de voz estão em diferentes dispositivos, não só apenas nas smart speakers (caixas de som com inteligência artificial). Acompanhe:

A reportagem do AdNews destaca que a compra por voz (Voice Shopping) será uma importante tendência para o mercado eletrônico, este que cresceu de forma considerável durante a pandemia. "O mais natural é que os assistentes façam pedidos de compra por voz para outros dispositivos, o que vai provocar uma grande mudança de mercado. Por ainda não ser o canal mais usado para compras, as empresas ainda encontram desafios e por isso é necessário ir aprendendo com os feedbacks para aperfeiçoar a ferramenta e ir crescendo", destaca a matéria.

E é crescente a oferta de assistentes de voz em diferentes dispositivos. Já conhecidos nos smartphones (Google no Android, Siri no iOS e a possibilidade de embarcar a Alexa, da Amazon), o crescimento na comercialização de equipamentos inteligentes está impulsionando o uso do áudio, seja para gerar comandos por voz ou para consumir esse tipo de mídia. Em coberturas recentes realizadas pelo tudoradio.com, essas novas frentes tendem a ser uma oportunidade para o rádio, principalmente através dos smartphones e das caixas de som inteligentes (smart speakers).

Ainda sobre a reportagem da AdNews com a HubLocal, outras tendências importantes são apontadas para o marketing digital, como os carros autônomos (muito discutido na área de rádio, pois a novidade pode mudar a dinâmica de mídia nesse ambiente) e a "valorização das experiências em tempo real", também já experimentada pelas rádios através do atendimento à ouvintes e clientes (como incentivar a participação da audiência em suas ferramentas, promoção de eventos digitais e até o uso de chatbots para interações instantâneas).

"As empresas que se planejam e se antecipam às mudanças estão mais preparadas para enfrentá-las. Tivemos um teste de fogo no ano que passou, e embora em 2021 já tenhamos perspectiva de melhora com a chegada da vacina, ainda será um ano desafiador, mas quem tiver foco, conhecer mais seu cliente e aplicar as estratégias certas sairá mais forte e com mais negócios", afirma Felipe, na reportagem do AdNews.

Fonte: TudoRádio com informações do adnews.com.br

 

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