Fenaert repudia violência contra jornalista durante ato pró-governo

Neste domingo (17), durante cobertura no Palácio do Planalto, em manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, a jornalista Clarissa Oliveira foi atingida na cabeça por uma bandeira do Brasil, carregada por uma das manifestantes. Além disso, os populares presentes no ato voltaram a atacar verbalmente os profissionais de imprensa que realizam seus trabalhos.

A Fenaert lamenta profundamente os ataques, repudiando toda e qualquer atitude que prejudique a coleta e apuração de informações relevantes e de interesse público. Reitera também o compromisso com a segurança e integridade dos profissionais de imprensa, que desempenham papel fundamental durante a cobertura da pandemia mundial de Coronavírus e seus desdobramentos políticos, econômicos e sociais.

 

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Entidade mundial pede que grandes empresas protejam jornalistas de assédio virtual

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) emitiu um alerta em razão de ataques online a jornalistas que noticiam sobre a pandemia de Covid-19. No documento, é feita uma solicitação para que grandes empresas, como Facebook e Google, intensifiquem as ações para proteger os profissionais.

"Este período de pandemia sem precedentes é uma oportunidade única para resolver um problema sistêmico nas plataformas online, que devem se comprometer com maior transparência em suas operações de moderação e nas ações realizadas para combater o cyberbullying de jornalistas", diz o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire. 

 O texto destaca que, em diversos países, jornalistas foram atacados virtualmente, após questionarem informações fornecidas pelas autoridades locais sobre o novo coronavírus. A organização ainda revela que um levantamento apontou o envolvimento de políticos no respaldo a trolls e a apoiadores que disseminam campanhas de ódio.

"É muito alarmante ver o ódio político de líderes como combustível contra jornalistas on-line, simplesmente porque eles não cobrem a crise de 19 Covid como os líderes querem", lamenta Deloire. 

Twitter, Facebook e YouTube anunciaram, em março, que passariam a utilizar mais sistemas automatizados, em vez de profissionais, na filtragem de conteúdos que violam as regras. Porém, a RSF, pontua que moderadores humanos tem maior capacidade do que a inteligência artificial.

 

Fonte: Coletiva.net

Kantar Ibope Media: mais jovens utilizam o Rádio para ouvir música durante a pandemia da COVID-19

O Kantar Ibope Media vem acompanhando o comportamento das pessoas e das empresas com relação ao meio Rádio durante o período de pandemia do coronavírus. O mais recente estudo divulgado pela empresa, mostra como cada público está reagindo com o meio, evidenciando como é o comportamento em cada fase da vida.

Segundo o levantamento do Kantar Ibope Media, entre os ouvintes mais jovens que foram pesquisados, esse é o momento de ouvir música pelo Rádio. Esse público, segundo a pesquisa, está na faixa dos 10 aos 14 anos (com maior frequência) e dos 15 aos 19 anos.

Numa faixa mais velha, dos 20 aos 34 anos (chamados na pesquisa como jovens adultos), os ouvintes estão com mais tempo livre para ouvir Rádio. Porém, essa faixa busca mais informações sobre a COVID-19.

Para a faixa das pessoas mais velhas, dos 50 aos 59 anos e maiores de 60 anos, o Rádio serve para a busca de informações de acontecimentos gerais. Esse grupo usa o Rádio como fonte de notícias para outros tipos de assunto, além das informações sobre o coronavírus.

Comportamento por região

Em outro levantamento realizado pelo Kantar Ibope Media, foi constatado que, com 71%, o índice regional de consumo de rádio durante o isolamento social é elevado nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas, com parte dos entrevistados revelando que ampliaram o tempo destinado ao meio.

Belo Horizonte registrou 74% dos entrevistados afirmando que mantiveram ou elevaram o consumo de rádio durante o isolamento. Curitiba registrou 72% e Porto Alegre 71%. Campinas, Salvador e Goiânia com 70% para manter ou ampliar a audição de rádio. Vitória registrou 69%, São Paulo 67% e Florianópolis com 62%.

Os levantamentos são importantes, pois mostram que, mesmo em isolamento, as pessoas continuam ouvindo Rádio, na mesma intensidade de antes ou até mesmo mais. Em números, 77% dos entrevistados nos primeiros dias de abril afirmaram ouvir rádio, sendo 71% afirmando que ouviram as emissoras na mesma quantidade ou mais após as medidas de isolamento social. E 20% disseram ouvir “muito mais” rádio após o isolamento.

 

Fonte: TudoRádio

Brasileiros podem ser multados por fake news sobre o coronavírus

Acre, Ceará e Paraíba passaram a multar quem compartilha informações falsas envolvendo a doença; São Paulo, Piauí, Amazonas, Espírito Santo e Bahia também estudam projetos similares

 

Além das preocupações em várias esferas em relação ao novo coronavírus, o mundo sofre com um outro problema: as fake news. Supostas declarações de especialistas de saúde que nunca existiram, relatos inventados sobre pessoas curadas com remédios comuns e até mesmo teorias da conspiração sobre o surgimento da doença são disseminadas aos montes em redes sociais.

Para tentar combater o problema, três estados brasileiros (Acre, Ceará e Paraíba) aprovaram leis que multam quem compartilha informação falsa na internet. Os valores propostos variam de R$ 2,2 mil no Ceará, R$ 7,4 mil no Acre, e chegando a R$ 10,2 mil na Paraíba.

No entanto, apesar de resolver uma questão cada vez mais presente na sociedade, apontar um conteúdo como falso ou enganoso pode ser bastante complexo, pois envolve fatores ainda não muito claros.

De acordo com Marcelo Träsel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, "a imprensa é que mais produz informação sobre a pandemia. E muitas autoridades são negacionistas. Se alguma delas receber o vídeo de um epidemiologista defendendo a quarentena, vai considerar fake news?". E acrescenta: "Como as leis são vagas, fica a critério das autoridades decidir o que se enquadra e o que não". 

Leis em outros estados

Projetos similares aos adotados pelos três estados citados estão em tramitação em São PauloPiauíAmazonasEspírito Santo e Bahia. De modo similar, todos eles propõem alguma multa para quem disseminar conteúdo que engane a população.Os valores da punição variam de acordo com o projeto. Em São Paulo, por exemplo, o preço a ser pago pela divulgação de fake news pode custar aos bolsos R$ 5,5 mil; na Bahia, o montante é ainda mais alto, com sugestão de até R$ 18,8 mil.

Ao todo, estima-se que ao menos seis projetos do tipo foram apresentados à Câmara dos Deputados desde o dia 18 de março. Em cinco deles, o risco da disseminação de informação enganosa é enquadrado como crime no Código Penal. Em outros dois, foi solicitado que apenas ocupantes de cargos públicos possam ser responsabilizados pelo compartilhamento de conteúdo falso.

Via: Estadão

Federação repudia ataques verbais do presidente Jair Bolsonaro contra jornalistas

Nesta terça-feira, 5, o presidente Jair Bolsonaro repetiu novamente ataques aos profissionais de imprensa que cobriam pronunciamento do governo. Bolsonaro, ao ser questionando sobre troca de comando na Polícia Federal, respondeu com gritos de "cala a boca". As falas foram repetidas por apoiadores, gerando discussão no momento da coletiva.

A Fenaert lamenta profundamente os ataques, que seguem se repetindo com intensidade e demonstrando total falta de consideração pelo trabalho dos jornalistas. A entidade repudia toda e qualquer atitude que prejudique a coleta e apuração de informações relevantes e de interesse público. Reitera também o compromisso com a segurança e integridade dos profissionais de imprensa, que desempenham papel fundamental durante a cobertura da pandemia mundial de Coronavírus e seus desdobramentos políticos, econômicos e sociais. 

 

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Fenaert repudia violência contra profissionais de imprensa

Neste domingo (3), jornalistas e fotógrafos que cobriam as manifestações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro voltaram a sofrer ataques. Desta vez, os profissionais do jornal Estadão foram agredidos com chutes e empurrões durante cobertura na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

"Justamente no Dia da Liberdade de Imprensa termos relatos como esse, é uma situação intolerável. Devemos prezar pela segurança e pelo exercício da profissão com dignidade", afirma Guliver Leão, presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert).

A Fenaert lamenta profundamente os ataques, repudiando toda e qualquer atitude que prejudique a coleta e apuração de informações relevantes e de interesse público. Reitera também o compromisso com a segurança e integridade dos profissionais de imprensa, que desempenham papel fundamental durante a cobertura da pandemia mundial de Coronavírus e seus desdobramentos políticos, econômicos e sociais.

Consumo de rádio aumenta nas regiões metropolitanas do país

Segundo dados do Kantar Ibope Media, 71% dos entrevistados ampliaram o tempo destinado ao rádio

O hábito de ouvir rádio aumentou nas regiões metropolitanas durante o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Segundo dados do Kantar Ibope Media, 71% dos entrevistados ampliaram o tempo destinado ao rádio.

Entre as 13 regiões pesquisadas, Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE) registraram o maior índice de ouvintes que pretendem manter ou aumentar o consumo com 76%, sendo que o Distrito Federal registrou o menor, com 60%. O recorte é mais um dado referente ao relatório que o Kantar Ibope Media disponibilizou no início do mês de abril.

Publicidade

Durante a pandemia, as campanhas publicitárias de alguns setores também tiveram crescimento. O levantamento aponta que a publicidade das lojas de departamento registrou um crescimento de 60%, a de serviço de transporte privado, 97%, e os anúncios de medicamentos de gripe e resfriado tiveram 660% de aumento na publicidade digital.

Fonte: Abert

Brasil cai para 107º lugar em ranking mundial de liberdade de imprensa

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou o ranking de liberdade de imprensa de 2020. Na edição deste ano, o Brasil perdeu duas posições e agora ocupa o 107.º lugar entre os 180 países que compõem a lista.

O continente americano é o que, atrás da Europa, registra as melhores condições para o exercício do jornalismo. "Ainda que os pesos-pesados regionais, os Estados Unidos e o Brasil, tenham se tornado verdadeiros antimodelos." A razão disso, segundo o relatório, está nas ações de dois chefes de Estado eleitos democraticamente: Donald Trump, dos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil. Ambos estariam "desmoralizando a imprensa e encorajando o ódio aos jornalistas em seus países".

O documento diz que, no caso brasileiro, a queda no ranking "está largamente associada à chegada de Bolsonaro ao poder", pois ele contribuiria com a "deterioração do ambiente em que operam jornalistas, marcado por hostilidade permanente que atravessa a relação do governo com a imprensa". A organização trata ainda do chamado gabinete do ódio, que afirma cercar o presidente e promover ataques em larga escala a jornalistas que fazem revelações sobre políticas do governo. "Desde o início da epidemia de coronavírus, Jair Bolsonaro redobrou seus ataques à imprensa, que ele considera responsável por uma 'histeria' destinada a gerar pânico no País", afirmou a ONG.


A organização conclui que o presidente "insulta e ataca sistematicamente alguns dos jornalistas e meios de comunicação mais importantes do País, o que estimula aliados a fazerem o mesmo, alimentando um clima de ódio e desconfiança para com os diferentes atores da informação". O País mantém tendência de queda - em 2019 já havia caído duas posições -, mas permanece a frente de Venezuela (147.ª) e Cuba (171.ª). A metodologia do ranking baseia-se num sistema de pontos que analisa pluralismo, independência, ambiente e autocensura, arcabouço jurídico, transparência e qualidade das infraestruturas de apoio à produção de informações.

"Na América Latina, os ataques físicos à profissão costumam ser acompanhados de campanhas de assédio cibernético, ou cyberbullying, realizadas por exércitos de trolls e/ou apoiadores dos regimes autoritários. Esses métodos de censura online estão proliferando perigosamente e são particularmente violentos contra as mulheres jornalistas", afirma a RSF.

 

Fonte: Estado de Minas

Consumo de rádio no Brasil avança no offline e no digital. Grande variação de conteúdo beneficia procura pelo meio

O mercado de rádio do Brasil acompanhou o primeiro panorama do Kantar Ibope Media sobre o consumo de rádio após o início do isolamento social em praticamente todo o país. E os números no dial seguiram a tendência que já era vista no digital e também em outros países. O tempo destinado pelos ouvintes ao rádio foi ampliado no período de isolamento (de 4h02 em fevereiro para 4h18 em março). A música segue como conteúdo mais buscado pela audiência, que também procura por entretenimento durante a pandemia do novo coronavírus. Companheiro, o rádio é buscado devido a sua grande variedade de formatos e conteúdos. Acompanhe os recortes:

Consumo em alta no Brasil

Segundo o relatório da Kantar Ibope Media, divulgado na última quinta-feira (9), mesmo em isolamento, as pessoas continuam ouvindo rádio, na mesma intensidade de antes ou até mesmo mais. Em números, 77% dos entrevistados nos primeiros dias de abril afirmaram ouvir rádio, sendo 71% afirmando que ouviram as emissoras na mesma quantidade ou mais após as medidas de isolamento social. E 20% disseram ouvir "muito mais" rádio após o isolamento.

O tempo médio, ou seja, a média em horas e minutos destinadas pelos ouvintes ao rádio, também foi ampliado. Em São Paulo, por exemplo, o instituto constatou que em fevereiro essa duração média era de 4h02 minutos. Já em março, a duração foi para 4h18 minutos (sendo que o isolamento social virou uma realidade mais significativa a partir da segunda quinzena do mês) e 4h10 minutos entre os dias 1 a 7 de abril (média ainda não fechada por completo, mas que aponta um possível crescimento).

De fato, o mercado de São Paulo viu uma ampliação da audiência de rádio no último trimestre válido (janeiro a março de 2020), com avanços em praticamente todos os formatos de rádio. 

O dial AM/FM segue como principal plataforma de consumo de rádio, utilizado por 84% dos entrevistados pelo Kantar Ibope Media. A internet (streaming) foi usada por 19% dos ouvintes. E o instituto faz um recorte interessante: 12% dos entrevistados afirmaram ter consumido o conteúdo de rádio via YouTube. Vale lembrar que a plataforma é usada por várias emissoras, inclusive obtendo recordes de audiência.

Variedades de formatos auxilia o rádio durante o isolamento social

O relatório do Kantar Ibope Media também apontou que a extensa variedade de conteúdos no dial auxilia o rádio durante o isolamento social, já que o meio pode ser um atrativo para diferentes finalidades por parte do público.

Entre os pesquisados, 52% afirmaram que ouviram rádio "para ouvir música". E 50% afirmaram que o rádio foi buscado para "entretenimento, se distrair". Ou seja, além de ser uma forte de informações, o rádio também tem auxiliado diretamente os ouvintes na busca de um maior bem estar durante a pandemia do novo coronavírus.

"Me informar sobre os últimos acontecimentos gerais" foi a opção para 43% dos entrevistados. E 23% afirmaram usar o rádio para obter informações sobre o novo coronavírus.

Por fim, 10% ouviram rádio por "terem mais tempo livre" e 5% afirmaram outros motivos.

Não é possível somar as porcentagens, pois os entrevistados tiveram mais de um motivo para buscar o rádio durante o isolamento. Algo comum no comportamento da audiência.

O rádio e as lives musicais

Outro ponto de curiosidade levantado pelo Kantar Ibope Media foi relacionado às lives dos artistas musicais. O impacto desses "shows virtuais" foi acompanhado de uma execução de massa desses artistas antes da pandemia, o que auxilia na popularidade e no interesse maior pelo conteúdo transmitido. 

Exemplo: o relatório citou a live de Marilia Mendonça, artista que alcançou 3.2 milhões de pessoas no YouTube no último dia 8. Antes, em 2019, a mesma cantora sertaneja contou com 3.5 bilhões de vezes que as suas músicas foram ouvidas no rádio, segundo o Music Heat do Kantar Ibope Media. 

E o rádio via internet?

No final de março, o tudoradio.com publicou uma matéria que mostrou o avanço do rádio em diferentes países do mundo. E o consumo do streaming ao vivo das emissoras foi ampliado durante a pandemia do novo coronavírus. 

No Brasil isso não foi diferente: o tudoradio.com registrou um avanço de 15.7% na audição de rádio via streaming no portal, isso no início das restrições e do distanciamento social, entre os dias 18 e 23 de março, na comparação com o mesmo período da semana anterior. 

Colaborando com o relatório do Kantar Ibope Media, no ambiente digital do tudoradio.com, houve um aumento no consumo de praticamente todos os formatos de rádio, em diferentes regiões do país. E, também na comparação com o período pré-pandemia, o consumo foi mais elevado em praças como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Fortaleza (CE).

Outro fato curioso no comportamento da audiência de rádio via streaming foi em relação ao pico de audiência durante a semana. Com as pessoas mais em casa, seja trabalhando ou não, o pico de audiência do streaming deixou de ser a faixa das 08h para ser observada as 10h, situação constatada nos dias 23, 24 e 25 desta semana, na plataforma do tudoradio.com.

O crescimento da audiência digital do rádio também ocorreu em outros países, inclusive em locais que enfrentam o auge da pandemia. Na Espanha houve uma ampliação do consumo de rádio via internet, além de um fortalecimento do meio na memória publicitária local. Os dados foram divulgados pelo grupo PRISA. 

Credibilidade do rádio em alta

Segundo uma matéria veiculada pela Folha de S.Paulo, a Edelman realizou entre os dias 20 e 23 de março um levantamento para saber da população como as empresas devem proceder durante este período de pandemia. A pesquisa mostrou que mais da metade (53%) dos brasileiros prefere que as empresas comuniquem suas ações durante a pandemia do novo coronavírus por meios consolidados, como rádio, jornal e TV. 

O mesmo ocorre no exterior. Na Espanha, por exemplo, o levantamento feito pela Havas Media Group aponta o rádio na liderança de credibilidade e confiança na mídia, com o índice de 5,3 (sendo 1 para "nada confiável" e 7 para "totalmente confiável"). Para se ter uma ideia, todos os veiculos de massa estão com índices a partir de 5 nesta escala, enquanto as redes sociais registraram 3,5. 

Dia do Jornalista e um balanço sobre o papel atual da mídia

Neste ano, o dia 7 de abril, Dia do Jornalista, tem um tom diferente. Os últimos meses têm sido de muitas mudanças, mas também de apostar na credibilidade da mídia e no potencial de nossos profissionais. Mudamos a forma de trabalho – devido à crise de coronavírus – com coletivas de imprensa virtuais, com jornalistas atuando de suas casas, com distanciamento físico e muito mais, tudo para atender a demanda de manter as informações públicas, acessíveis e, muito importante, responsáveis.

E responsabilidade parece ser a palavra principal desta data. Somos responsáveis por trazer diariamente, a cada instante, dados completos e fundamentais para a sociedade neste momento crítico que estamos vivenciando. Responsáveis por garantir que todas as informações sejam relevantes, factuais, confirmadas e reconfirmadas. São tarefas que os jornalistas executam com a voz, com a imagem e, sobretudo, com a comunicação como um todo.

Além de tudo isso, lidamos com o grave problema das fake news, que se proliferam de forma preocupante. Batalhamos para garantir que cada detalhe seja conferido. Recentemente, as redes sociais se voltaram a combater notícias falsas e, como um mutirão, jornalistas denunciam conteúdos enganosos, pelo bem da população. Outras ferramentas se mostram aliadas e ampliam a atuação certeira do jornalismo.

Mas, a data também é de agradecer o corajoso trabalho daqueles que se colocam na linha de frente todos os dias. Que sofrem agressões físicas e verbais no exercício da profissão e denunciam publicamente os ataques que comprometem a liberdade de imprensa e de expressão. No último ano os números de agressões cresceram muito, um fator extremamente preocupante, e mesmo assim nossos profissionais estão firmes na divulgação de notícias de interesse público. Que estes dados, vergonhosos, sejam diferentes no próximo 7 de abril, mas que jamais esqueçamos daqueles que estão atuando incessantemente pelo bom uso da informação. Um feliz Dia do Jornalista para quem faz acontecer.

Guliver Leão

Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão

 

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