Composição societária deve ser enviada até 31 de dezembro

A apresentação do documento é obrigatória também junto aos órgãos de registro comercial ou de registro civil de pessoas jurídicas

Até 31 de dezembro, último dia útil do ano, todas as concessionárias e permissionárias dos serviços de rádio e TV deverão enviar ao Ministério das Comunicações (MCom) a declaração com a composição do capital social.

A apresentação do documento é obrigatória também junto aos órgãos de registro comercial ou de registro civil de pessoas jurídicas.

Um modelo de declaração está disponível para preenchimento no site da ABERT, na área do ‘Jurídico’ (Formulário MCom – Declaração Anual do Capital Social).

Importante ressaltar que o MCom não recebe documento físico (papel) e as declarações não devem ser enviadas para a ABERT. O peticionamento junto ao MCom deve ser feito eletronicamente, pela própria emissora, por meio do Sistema Eletrônico de Informações - SEI. Já no caso dos órgãos de registro, a forma de envio depende de cada localidade.

A não apresentação do documento pode resultar em instauração de processo de apuração de infração e aplicação de penalidades.

Fonte: Abert

Anatel encerra prazo para sugestões na consulta pública sobre migração AM/FM; associações de radiodifusão pedem adiamento

O prazo para sugestões da Consulta Pública 70/2020, sobre a migração AM/FM de centenas de canais foi encerrada no último dia 9, após a prorrogação de um mês concedido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com isso, a ABERT, SET e ABRATEL encaminharam uma Minuta de Contribuição à agência para solicitar mais tempo a realização de estudos e formalização das sugestões.

Segundo o engenheiro Eduardo Cappia, a consulta pública recebeu 77 contribuições envolvendo 80 canais relevantes para a migração para o chamado canal convencional. "Isso poderá ser objeto de estudos para a Anatel. Por aí, já temos uma boa mostra do que pode significar as contribuições da consulta pública, ou seja, ampliando o número de canais na faixa convencional com a concordância da Anatel e do Ministério das Comunicações", ressaltou Cappia.

Devido ao grande número de canais que foram disponibilizados para consulta, a ABERT, SET e ABRATEL encaminharam uma Minuta de Contribuição em conjunto à agência para solicitar mais tempo a realização de estudos e formalização das sugestões. Até o encerramento desta matéria, a Anatel ainda não havia se pronunciado sobre o pedido feito pelas associações.

Se o trâmite da consulta prosseguir, o próximo passo da agência será a reedição da publicação da consulta pública para faixa estendida (eFM) com o ato de efetivação dos canais que forem viáveis para a faixa convencional do FM e uma nova consulta pública para revisão de requisitos técnicos (ato 3.115) que tratam do FM.

A ABERT vem atuando intensamente junto à Anatel e ao Minicom para viabilizar a entrada do maior número de FMs no dial convencional. O trabalho vem sendo desenvolvido pelo engenheiro André Cintra, que não tem medido esforços para estudar a canalização, encontrando em todos os estados situações que facilitem a viabilidade de mais canais na faixa convencional em todo o Brasil.

"O que se espera é um aumento de cerca de 20 canais em São Paulo e, no Brasil, de cerca de 40 a 50 canais que possam estar no dial convencional, diante de estudos técnicos de redução de classe e potência, após a aprovação da Anatel", frisou Cappia.

Fonte: Tudo Rádio

Anatel RS apresentou seu projeto piloto de fiscalização assistida

Nesta semana, a diretoria executiva do SindiRádio realizou uma reunião virtual com a Anatel, onde foi apresentado um projeto piloto da unidade do RS, em relação à fiscalização. Pela Anatel participaram: Stevan Grubisic (Gerente Regional RS), Lourival Alves Nunes (Assessor Técnico), Rodrigo Guerini da Silva (Coordenador de Outorgas) e Leandro Henrique Zignani (Agente de Fiscalização).

Desde janeiro de 2020, a Fiscalização da Anatel deu início ao projeto, em âmbito nacional, denominado “iniciativa de Fiscalização Regulatória de Denúncias”, aprovada pelo Conselho Diretor da Agência no em seu Plano de Gestão Tático 2019-2020, votada para o tratamento otimizado de denúncias, incluindo-se uma etapa de fiscalização responsiva para boa parte deste tipo de demanda, que é recebido pelo sistema Anatel Consumidor. Especificamente na área de radiodifusão, desde o início do ano, todas as denúncias têm como centralizador nacional a Gerência Regional da Anatel no Estado de São Paulo.

Com o tratamento centralizado de denúncias, uma maior uniformidade no tratamento tem sido observada, trazendo uma isonomia ainda maior no procedimento de admissibilidade das denúncias. Na etapa do tratamento, a Anatel-SP tem eventualmente realizado predições de cobertura, monitoração do espectro e especialmente enviando ofícios de notificação quando as entidades denunciadas são outorgadas, ocasião em que estas têm a oportunidade de tomar providências de ajustes e/ou correções em suas estações, sempre com foco na busca por uma efetiva solução de problemas, de maneira responsiva e com foco na conformidade de suas instalações em relação ao constante nos projetos aprovados.

A novidade a partir desta semana, iniciada em piloto na Anatel-RS, é a etapa prévia de fiscalização assistida (espécie de “televistoria”), aplicável apenas a entidade outorgada eventualmente denunciada e que não possui histórico recente de irregularidades. Nesta etapa, por se  tratar de vistoria realizada por videoconferência, a entidade tem a oportunidade de fomentar a participação do responsável técnico pela estação durante a vistoria e demonstrar aos Agentes de Fiscalização como de fato estão os parâmetros técnicos instalados. Apenas em caso de suspeita de irregularidade após esta etapa, ou se houver qualquer situação que impeça a realização da vistoria por este formato é que haverá prosseguimento da equipe de Fiscalização no sentido de ser realizar vistoria in loco, neste caso, o mais completa possível. 

Fonte: SindiRádio com informações da Anatel RS

Números positivos do rádio também se repetiram neste 2º turno das Eleições 2020

Foram 57 cidades com segundo turno nas Eleições Municipais de 2020, processo que movimentou cerca de 38 milhões de eleitores. E novamente o rádio foi fonte de informação e análises para a população brasileira. A cobertura multiplataforma das emissoras, ou seja, em áudio e vídeo, teve números de destaque, assim como em outros processos eleitorais mais recentes. Mais uma vez, o interesse do público fortalece o rádio como uma fonte de informações locais.

Na plataforma de rádios indexadas do tudoradio.com, o volume de acesso foi levemente superior aos números registrados no pico do portal em dias de semanas, observado sempre na faixa das 08h da manhã. Esse pico foi iniciado logo as 16h50 e seguiu conforme a apuração avançava nas cidades onde tinham segundo turno. E na comparação com um domingo normal, ontem a faixa das 17h teve um crescimento de 234% em acessos.

Entre as rádios analisadas, não havia uma estação com um formato de programação predominante. Ou seja, rádios costumeiramente musicais que se dedicaram à cobertura do períodos eleitoral foram procuradas pela população de suas respectivas cidades. O mesmo processo foi percebido no primeiro turno (dia 15 passado) e também nas eleições anteriores.

Com uma apuração menos rápida do que nas eleições passadas, o pico de audiência das rádios foi ampliado no primeiro turno (que manteve os acessos em alta até próximo da meia-noite, horário de Brasília). Já no segundo os resultados foram conhecidos mais rapidamente, fazendo com que o volume maior de acessos permanecesse até as 20h00 de ontem (29).

Já era esperado um volume de audiência total menor no segundo turno do que aquele registrado no último dia 15. E os motivos são óbvios, mas sempre importante de registrar: menos cidades envolvidas e um número bem menor nomes de candidatos envolvidos, além de apenas um cargo em disputa por município, apesar da importância do mesmo.

Os números de acessos observados é uma parcela da audiência recebida por essas rádios, que acaba impactando nos números obtidos no próprio streaming das emissoras. Esses links de áudio ao vivo também estão em outros aplicativos, agregadores e portais da emissora, ou seja, o volume total de acesso de cada estação é originado de diferentes plataformas e ecossistemas. Também varia o dispositivo utilizado para conectar-se ao streaming, sendo o smartphone o mais comum. Mas existem aqueles ouvintes que utilizam até videogames para acessarem suas rádios preferidas.

Esse volume também é potencializado em outras plataformas e formatos de transmissão, como a cobertura feita em vídeo através de redes sociais e os próprios portais das emissoras. Outro ponto fundamental, mas sem medição instantânea, é a forte audiência presente no dial FM e AM, responsáveis por concentrar o maior volume de audiência das estações.

Fonte: Tudo Rádio

Números positivos do rádio também se repetiram neste 2º turno das Eleições 2020

Foram 57 cidades com segundo turno nas Eleições Municipais de 2020, processo que movimentou cerca de 38 milhões de eleitores. E novamente o rádio foi fonte de informação e análises para a população brasileira. A cobertura multiplataforma das emissoras, ou seja, em áudio e vídeo, teve números de destaque, assim como em outros processos eleitorais mais recentes. Mais uma vez, o interesse do público fortalece o rádio como uma fonte de informações locais.

Na plataforma de rádios indexadas do tudoradio.com, o volume de acesso foi levemente superior aos números registrados no pico do portal em dias de semanas, observado sempre na faixa das 08h da manhã. Esse pico foi iniciado logo as 16h50 e seguiu conforme a apuração avançava nas cidades onde tinham segundo turno. E na comparação com um domingo normal, ontem a faixa das 17h teve um crescimento de 234% em acessos.

Entre as rádios analisadas, não havia uma estação com um formato de programação predominante. Ou seja, rádios costumeiramente musicais que se dedicaram à cobertura do períodos eleitoral foram procuradas pela população de suas respectivas cidades. O mesmo processo foi percebido no primeiro turno (dia 15 passado) e também nas eleições anteriores.

Com uma apuração menos rápida do que nas eleições passadas, o pico de audiência das rádios foi ampliado no primeiro turno (que manteve os acessos em alta até próximo da meia-noite, horário de Brasília). Já no segundo os resultados foram conhecidos mais rapidamente, fazendo com que o volume maior de acessos permanecesse até as 20h00 de ontem (29).

Já era esperado um volume de audiência total menor no segundo turno do que aquele registrado no último dia 15. E os motivos são óbvios, mas sempre importante de registrar: menos cidades envolvidas e um número bem menor nomes de candidatos envolvidos, além de apenas um cargo em disputa por município, apesar da importância do mesmo.

Os números de acessos observados é uma parcela da audiência recebida por essas rádios, que acaba impactando nos números obtidos no próprio streaming das emissoras. Esses links de áudio ao vivo também estão em outros aplicativos, agregadores e portais da emissora, ou seja, o volume total de acesso de cada estação é originado de diferentes plataformas e ecossistemas. Também varia o dispositivo utilizado para conectar-se ao streaming, sendo o smartphone o mais comum. Mas existem aqueles ouvintes que utilizam até videogames para acessarem suas rádios preferidas.

Esse volume também é potencializado em outras plataformas e formatos de transmissão, como a cobertura feita em vídeo através de redes sociais e os próprios portais das emissoras. Outro ponto fundamental, mas sem medição instantânea, é a forte audiência presente no dial FM e AM, responsáveis por concentrar o maior volume de audiência das estações.

Fonte: Tudo Rádio

LGPD abre caminhos para a comunicação

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) chegou para valer e está assustando muita gente. Novas obrigações se impõem às organizações, gerando custos, mexendo com processos de trabalho e, aparentemente, criando mais burocracia. Mas, para além da aparência um tanto incômoda que a Lei parece criar, é possível enxergar na LGPD um universo de oportunidades para o setor de comunicação. Revisão de práticas de tratamento de dados, combate à informalidade, melhoria de relacionamento com públicos com os quais as empresas se comunicam e combate ao uso indiscriminado de contatos pessoais estão entre as melhorias que podem ser implantadas pelos mais diversos segmentos da indústria da comunicação. É hora de revermos nossas práticas.

Para empresas do setor de comunicação corporativa, representadas pela Abracom, a nova legislação traz boas notícias. As agências lidam diariamente com dados sensíveis de pessoas físicas, aquelas que são protegidas pela LGPD. Contatos de jornalistas e influencers, dados pessoais dos clientes, dos funcionários das empresas, mailings de eventos e listas de distribuição de newsletters estão entre as muitas situações em que nossos associados fazem uso e tratamento de dados no cotidiano do atendimento a clientes públicos e privados.

Podemos afirmar seguramente que nosso setor já lida com essas informações com o máximo de zelo possível. Bons contatos com jornalistas são bem guardados pelos profissionais das agências. Mailings são preciosos, reafirmando a ideia de que dados são o petróleo do século XXI, e precisam de cuidados extras para que a legislação seja seguida fielmente e privacidade das pessoas, respeitada.

Mas é preciso ter excesso de zelo. A LGPD é um importante instrumento de proteção da cidadania. E o mau uso dos dados pessoais pelas organizações pode ter reflexos diretos em sua reputação, afetando valor de mercado, com penalidades que vão muito além das multas e sanções. E de cuidado com a reputação os profissionais de comunicação corporativa entendem muito bem.

Por isso, lidar corretamente com os dados sensíveis, criar mecanismos de proteção da informação, investir em segurança tecnológica e treinamento serão obrigações constantes de todas as organizações. E o mundo da comunicação está entre os segmentos mais diretamente afetados pela legislação que coloca o Brasil em linha com as melhores práticas internacionais de tratamento de dados.

Para orientar os associados, a Abracom contratou consultoria jurídica especializada e já lançou um guia de implantação passo a passo da LGPD no setor de comunicação. Tudo começa pela criação processos de tratamento de dados identificáveis e seguros dentro das agências, inibindo práticas que já eram consideradas equivocadas, como compartilhamento de mailings, distribuição de conteúdo para públicos que não autorizaram envios de releases e outras formas de comunicação, preservação do sigilo das informações e adoção de práticas contratuais que demonstrem que as empresas e os profissionais estão conscientes dos princípios da LGPD e os praticam em seu dia a dia. No guia, são dadas dicas sobre como implantar a cultura de tratamento de dados dentro das empresas, em um esforço que envolve funcionários, fornecedores e clientes em clima de permanente aprendizado.

Para a Abracom, a LGPD é vista como mais um poderoso instrumento de governança, em um setor que lida com a imagem de seus clientes e, por isso, deve zelar por sua própria reputação. A conformidade com princípios de tratamento correto de dados se associa a outros movimentos em curso no segmento para a adoção de políticas de compliance. O que se busca é segurança jurídica, para mostrar que a comunicação corporativa está fazendo sua parte.

Fonte: Meio & Mensagem

Radiodifusão tem novo regramento em vigência

Conteúdo Anatel 

Entrou em vigor no começo do mês a Resolução 721/2020, que traz diretivas que beneficiam os radiodifusores, com dispositivos esperados pelo setor já há vários anos. Entre os avanços, está o normativo que traz as faixas de frequências e canalizações para os serviços de radiodifusão.

A Resolução revoga e unifica uma série de regramentos para o setor. Com ela, passam a valer os novos atos de requisitos técnicos, que indicam o que cada plano básico deve conter. Além disso, passam a vigorar a faixa de 76 a 108 à Frequência Modulada (FM), com adicionais 12MHz; a regulamentação da retransmissão de rádio para Amazônia Legal; e a possibilidade de uso do segundo adjacente no FM. Novas análises, baseadas em predições e não raio de proteção, poderão garantir viabilidade para novos canais nos serviços.

Fonte: SET

Segundo turno afeta de forma diferente as grades de rádios em regiões metropolitanas

O segundo turno das eleições municipais sempre revela um fato curioso no rádio brasileiro: parte das FMs e AMs que atuam numa determinada área metropolitana ou região ficam sem a propaganda política eleitoral, enquanto outras seguem com suas programações alteradas até o final do pleito. Isso acontece porque, algumas estações são originadas em cidades que não contam com 2º turno, seja pela definição em 1º turno ou por serem municípios com menos de 200 mil eleitores. Acompanhe algumas das curiosidades:

O caso mais curioso ocorre na Grande Belo Horizonte. O dial FM local não está com propaganda eleitoral de 2º turno em quase todas as rádios. Quase, pois a UFMG Universitária FM 104.5 está retransmitindo o horário eleitoral de Contagem, única grande cidade da região que não contou com definição em 1º turno. As outras duas praças grandes que contam com concessões e também possuem mais de 200 mil eleitores, que são Belo Horizonte e Betim, tiveram seus pleitos definidos no dia 15.

A situação mais comum é a cidade mais populosa de sua região contar com 2º turno, afetando um número maior de emissoras. É o caso de São Paulo, onde grande parte das emissoras estão com propaganda eleitoral em suas programações. Porém, rádios cujas concessão de origem são em locais sem 2º turno já estão com suas rotinas normalizadas. É o que ocorre com rádios como 89 FM A Rádio Rock FM 89.1 e Alpha FM 101.7, que são originadas em Osasco.

Energia 97 FM 97.7 e Rede Aleluia FM 99.5, concessões originadas em Santo André, também estão sem propaganda eleitoral de segundo turno, já que sua cidade de origem definiu a eleição no último dia 15. Exemplos como os casos da Tropical FM 107.9 e Musical FM 105.7, emissoras com concessões originadas em Itapecerica da Serra, que não conta com mais de 200 mil eleitores, não contam com propaganda eleitoral de 2º turno. O mesmo ocorre com a Rádio Bandeirantes FM 90.9 e a Estilo FM 102.1.

Porém ter a concessão em cidade vizinha não é necessariamente uma vantagem nesse panorama, considerando o caso de Contagem (MG) e também outros exemplos dentro da Grande São Paulo, com cidades como Mogi das Cruzes (SP), Guarulhos (SP) e Diadema (SP) tendo segundo turno em 2020.

No Rio de Janeiro, enquanto a capital conta com 2º turno, cidades grandes vizinhas definiram seus pleitos no último dia 15. Isso deixou as emissoras Rádio Cidade FM 102.9 e Feliz FM 94.9 sem horário político eleitoral, concessões originadas em Niterói. A Costa Verde FM 91.7, com torre em Itaguaí (com menos de 200 mil eleitores), também está sem horário político. Porém, assim como as FMs do Rio, as estações cuja concessão é originada em Petrópolis (RJ) estão com segundo turno.

Recife (PE) é outro exemplo de mercado com segundo turno, mas com algumas estações já desobrigadas da propaganda eleitoral, já que seus locais de concessão definiram as eleições em primeiro turno. No caso da capital pernambucana, seguem com obrigações eleitorais as rádios do Recife e de Paulista.

Também existem casos onde toda a região metropolitana ficou sem segundo turno, muito pelo fato de a maior cidade dessas áreas ter decidido a eleição no dia 15. É o caso de Salvador (BA), onde as estações AM e FM já tiveram suas grades de programação normalizadas. O mesmo foi percebido em Curitiba (PR), Natal (RN), Campo Grande (MS) e Florianópolis (SC). Palmas (TO), com menos de 200 mil eleitores, não costuma ter segundo turno.

No interior a situação também não é diferente: cidades grandes como Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Feira de Santana (BA), Joinville (SC), entre outras, estão com suas emissoras transmitindo propagandas eleitorais de 2º turno, enquanto as FMs e AMs de cidades vizinhas já estão com suas grades normalizadas. Porém, também existem situações contrárias, como na Baixada Santista, onde Santos (SP) e Guarujá (SP) estão sem 2º turno e as vizinhas São Vicente (SP) e Praia Grande (SP) ainda não tiveram as eleições definidas.

Efeito em 2020 será menor

Como o calendário eleitoral em 2020 está mais apertado devido as mudanças impostas pela pandemia do novo coronavírus, essas diferenças entre as rádios deverão ser menores ou neutralizadas na comparação com eleições municipais anteriores. A propaganda eleitoral de 2º turno terá apenas 1 semana, esta que foi iniciada na sexta-feira (20) passada e terminará no dia 27.

É comum a indústria de rádio considerar o horário eleitoral como algo prejudicial na corrida pela audiência, já que ele amplia o tempo de intervalos na grade normal das emissoras. Mesmo com um período eleitoral mais curto em 2020, várias emissoras optaram por oferecer suas programações normais via internet (streaming de áudio) enquanto o dial AM/FM era obrigado a transmitir a propaganda política obrigatória.

Concessões de outras cidades?

A canalização de AMs e FMs é feita por cidades, algo que também é comum em outros locais do mundo. Algumas estações, cuja concessão é originada em determinado local, tem sua operação de transmissão deslocada para outro município por motivos técnicos (geralmente pelo porte da concessão), mas não podem se distanciar de seus municípios de origem, assim como manter um nível de cobertura de sinal local nessas praças e suas respectivas obrigações legais (como o horário eleitoral municipal).

Colaboração de Carlos Massaro

Fonte: Tudo Rádio

MCom libera o maior repasse de recursos da história para financiamento em telecomunicações

Ministério das Comunicações (MCom) comemora os 20 anos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) com um aumento de 390% em relação à média anual entre 2001 e 2018. O montante de R$ 409 milhões representa o maior repasse de recursos desde a criação do fundo. Os investimentos vão permitir o desenvolvimento e a ampliação da utilização de tecnologias de Internet das Coisas em sistemas agrícolas, de transporte, saúde, segurança e soluções para a internet 5G.

O financiamento dos projetos em telecomunicações contará com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com o recurso, pequenas e médias empresas terão acesso a créditos para aquisição de soluções tecnológicas para melhoria dos seus negócios.

De acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o investimento trará retorno garantido e será responsável pela geração de empregos diretos e indiretos. A expectativa é de que 41 mil empregos sejam criados no país a partir do financiamento via Funttel.

Retorno de investimento e geração de empregos

"Um estudo realizado pelo Ministério das Comunicações mostra que para cada R$ 1 real investido pelo Governo Federal, as empresas arrecadam R$ 6 reais em receita, ou seja, estimulamos a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações, trazendo o que há de mais inovador no mundo para a nossa realidade", disse o ministro.

Os R$ 409 milhões vão financiar cerca de 17 projetos, em um prazo de 36 meses, por meio do BNDES e da Finep – cada instituição receberá R$ 204,9 milhões. O limite de financiamento é de até R$ 30 milhões, por beneficiário, a cada 24 meses, podendo ser ampliado mediante autorização específica do Conselho Gestor do Funttel.

Durante a cerimônia de comemoração aos 20 anos do fundo, nesta terça-feira (24), o ministro reforçou a importância de levar conectividade ao campo e integrar agricultores pelo país. "Estávamos falando de levar internet aos 7.700 assentamentos. Começamos por Panguaçu (RN), na minha terra, e na semana passada estivemos em Flores de Goiás (GO). Vamos fazer esse levantamento, dar acesso à internet também para essas pessoas", reforçou Faria. "Vamos colocar pontos e conectar os assentamentos. Já começamos e sei que, juntos, podemos fazer a diferença", emendou a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que também participou da solenidade.

Futuro e internet das coisas

O presidente da Finep, general Waldemar Barroso Magno Neto, ressaltou a importância do investimento em tecnologia, inclusive, para baratear o acesso da população a bens tecnológicos. "Eu visitei recentemente as instalações da Intelbras e eles estão desenvolvendo soluções em segurança residencial para quem não tem grande poder aquisitivo. Esse projeto que eu conheci foi financiado com recurso do Funttel. No futuro, vamos precisar do agro 4.0, cidades inteligentes, conectividade no campo. Certamente, esses recursos do Funttel proporcionarão riqueza e qualidade de vida", destacou Magno Neto.

Responsável por parte da gestão sobre esse recurso, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, atribuiu as mudanças desejadas no Brasil a dois temas: saneamento e conectividade. "É dando água de qualidade, educação e informação que vamos reduzir a desigualdade no país, e é nesse sentido que a gente vai usar esses recursos. Isso é um desafio para que possamos capilarizar esse recurso e dar conexão digital a milhares de brasileiros", pontuou.

Revolução em telecomunicações

O ministro da Ciência, Tecnologia e Informações, Marcos Pontes, explica que a melhora da conectividade vai proporcionar a evolução da inteligência artificial. "No governo do Presidente Jair Bolsonaro, vamos ter a maior revolução de telecomunicações da história", afirmou o ministro referindo-se à implantação do 5G.

Representando um dos setores mais afetados neste ano de crise da COVID-19, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, comemorou o investimento que, segundo ele, vai ajudar escolas e alunos na conexão ao mundo virtual. "A minha palavra é muito simples: eu vim aplaudir o uso correto e justo dos recursos, que tem dono, e o dono é o povo. Eu agradeço até mesmo a Deus por saber que tem gente séria a gerir as coisas que pertencem ao povo brasileiro", finalizou Ribeiro.

Avanços com recursos do Funttel

Desde a sua criação, os repasses de recursos do Funttel garantiram uma série de avanços e soluções tecnológicas em telecomunicações para o Brasil. Um exemplo foi a transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) para empresas brasileiras. Com o lançamento do satélite, foi possível levar internet para áreas isoladas. Mais de 12.500 localidades sem conexão à internet, agora, contam com acesso ao mundo virtual.

Outro importante passo foi o desenvolvimento das soluções tecnológicas para a TV Digital. O padrão nipo-brasileiro, hoje, é utilizado por mais de 500 milhões de pessoas em todo mundo.

Vale lembrar que no mundo cada vez mais conectado, os investimentos em telecomunicações acarretam benefícios para outros setores importantes para a economia, como a agricultura, por exemplo.

Funttel

Criado em 2000, o Fundo tem o objetivo de estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital.

Texto: Fernando Caixeta, do Ministério das Comunicações

Fonte: MCom

Brasil é o quarto país com mais mortes de jornalistas por Covid-19, diz entidade internacional

Jornalistas estão morrendo de Covid-19 pelo mundo e o número, conforme levantamento da organização sem fins lucrativos Press Emblem Campaign, chega a 462 mortes. Os dados se referem a 56 países, dos quais os latino-americanos representam metade do número total e o Brasil aparece em quarto lugar no ranking.

A organização, que tem foco na liberdade de imprensa e segurança do jornalista, divulgou a pesquisa ao Global Investigative Journalism Network. De acordo com as informações, os profissionais do Peru foram os mais atingidos, sendo 93 mortos, seguidos pelos da Índia, 47, Equador,41, e Brasil, 36. 

O aumento de óbitos de jornalistas na Índia e em Bangladesh preocupou a entidade. As mortes mais recentes foram de profissionais abaixo dos 60 anos, idade considerada grupo de risco. Os dados, nessa região e no mundo, podem ser ainda maiores, pois a contagem foi limitada a casos oficialmente confirmados com testes ou certificação.

Fonte: Coletiva.net

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