Mediastream lança plataforma de streaming para emissoras de rádio

A Mediastream lançou a Mediastream Audio Platform para emissoras de rádio para a transmissão da programação ao vivo, em áudio e vídeo, sem interrupções e com alta capacidade de CDN (Content Delivery Network) para distribuição.

A solução é compatível para a transmissão em todas as mídias online: site web, aplicativos mobile, Smart TV, Smart Speakers e elimina o tempo e recursos de desenvolvimento com todos os recursos necessários para garantir o sucesso das emissoras de rádio no mundo digital, envolvendo todos os pontos envolvidos no streaming integrados em um único ecossistema.

A Mediastream Audio Platform inclui recursos e funcionalidades que facilitam a monetização, incluindo Dynamic Ad Insertion (inserção dinâmica de anúncios – DAI), que permite aos anunciantes incluir e trocar anuncios em conteúdo linear, ao vivo ou de vídeo sob demanda, além da capacidade de ativar os formatos SSAI (Inserção de anúncios no lado do servidor, Pre-roll, Mid-roll e Post-roll no streaming de áudio, vídeo e podcast. Permite criar o Portal de Podcast da própria emissora com opção de oferecer serviço de assinaturas, e tem a capacidade avançada nativa de publicação automática de conteúdo produzido e podcast nas plataformas Spotify, Apple Podcast, Google Podcast, Pandora, Ivoox, Tunein e outras.

A Mediastream Audio Platform também oferece o Live Editor (para edição de áudio durante a transmissão), gerenciamento de áudio on demand (AOD) diretamente no sinal ao vivo, CDN (Content Delivery Network), integração com rede sociais, capacidade de operar em múltiplos dispositivos, player responsivo compatível com dispositivos móveis diretamente do site da emissora, além de agendamento da programação para publicação automática de automática de episódios de podcast. O Módulo Shows permite organizar o conteúdo por programas, estações, produtores, entre outros, oferecendo experiências de consumo de primeiro nível aos ouvintes.

A plataforma também oferece estatísticas online (Módulo Analytics) para que o radiodifusor possa acompanhar os índices de audiência e facilitar a tomada de decisão no ajustamento da entrega de conteúdo de acordo com os interesses de seus ouvintes.

Fonte: Tela Viva

Edição da Live AESP Talk vai abordar a representatividade e audiência do Rádio nas plataformas digitais

A AESP está divulgando mais uma edição do seu projeto Live AESP Talks, em que profissionais da radiodifusão e de outras áreas são entrevistados sobre assuntos que envolvem os meios comunicação. Na próxima quarta-feira (3), o evento contará com a presença do jornalista Eduardo Castro com o tema "Rádio: Representatividade e audiência em qualquer plataforma e lugar".

O convidado da edição desta semana é formado pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, de São Paulo. Estudou Direito na Faculdade Paulista de Direito (PUC-SP). Fez cursos de rádio e telejornalismo na VOA e NPR, e estágios na CNN (Atlanta, 2004) e BBC (Londres, 2006), especializando-se em gestão de redação, documentários e longas reportagens

Atualmente é apresentador e editor internacional do Bandnews TV. Também é comentarista do Jornal da Bandeirantes Gente, na Rádio Bandeirantes FM 90.9 AM 840 de São Paulo. Retornou ao Grupo Band em 2020, depois de 12 anos. Trabalhou por 13 anos em São Paulo, Brasília e nos Estados Unidos. Foi repórter, produtor, editor, âncora e chegou a dirigir o jornalismo da sucursal de Brasília. Além da Rádio Bandeirantes, atuou pela BandNews FM 96.9 de São Paulo, BandNews TV e Canal 21, do qual participou da implementação.

Por dois anos foi correspondente nos Estados Unidos, onde também trabalhou no serviço brasileiro da Voz da América. Foi ainda stringer da CNN Rádio em Español em Brasília. Esteve em mais de 40 países e 20 estados brasileiros como enviado especial. No esporte, onde começou, foi repórter e comentarista no Grupo Band, Sportv e Esporte Interativo.

A transmissão da próxima quarta-feira (3) será realizada entre 11h e 12h e será levada por meio dos canais digitais da AESP, incluindo a Fan-Page no Facebook e o canal da entidade no YouTube. O Band Multi, portal de notícias do Grupo Bandeirantes de Comunicação, também realizará a transmissão da live especial da AESP.

 

Fonte: TudoRádio com informações da AESP 

 

Repórteres sem Fronteiras lança campanha por informação confiável no Brasil

A organização não governamental internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) inicia a campanha 'A verdade nua', pela defesa do direito à informação confiável no Brasil. O objetivo é reiterar a importância do jornalismo, principalmente durante a pandemia de Covid-19, para informar sobre a realidade da crise sanitária.

A peça principal traz uma fotomontagem do presidente Jair Bolsonaro sem roupa, coberto apenas por uma placa que informa o número de mortes por Covid-19 e o de casos confirmados da doença no Brasil."Uma forma simbólica de confrontar o presidente Bolsonaro com a realidade nua e crua dos fatos, enquanto ele acusa a imprensa pelo caos instalado no País", diz a entidade em comunicado.

A iniciativa, que segue a tendência de ações fortes e irreverentes da ONG, tem produção conjunta com a agência francesa BETC Paris e está disponível em francês, inglês, espanhol e português. A organização entende que o direito à informação está "intimamente ligado ao direito à saúde", e que deve ser defendido no Brasil. 

Violência contra a imprensa

No ranking mundial da liberdade de imprensa, o Brasil está no lugar 107ª, entre 180 países. Um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) endossa o dado do País, apontando que 2020 foi o ano mais violento contra jornalistas desde o começo da década de 1990, com 428 casos de ataques, 105,77% a mais que em 2019,  incluindo dois assassinatos.

O secretário-geral da RSF, Christophe Deloire, esclarece por que escolheram uma imagem polêmica para guiar a iniciativa: "Essa campanha propositalmente chocante visa despertar as consciências a reagirem aos ataques permanentes do sistema Bolsonaro contra a imprensa", disse Deloire.

STF reconhece o direito do jornalista preservar fontes

O direito ao sigilo da fonte, previsto no inciso XIV do artigo 5º da Constituição Federal, é um dos principais instrumentos jurídicos de jornalistas e comunicadores que trabalham com notícias.

A carta magna garante o direito de informar, de se informar e de ser informado, permitindo o livre acesso à informação e a dados públicos e privados de relevância popular. Ou seja, “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”, em reprodução fiel do trecho referido.

O dispositivo, bem estabelecido e resguardado na grande maioria dos países democráticos, ganhou notoriedade global com o caso de Watergate, escândalo que culminou com a renúncia do então presidente americano Richard Nixon, em 1974. E segue gerando debate, já que está sempre ligado a temas sensíveis, denúncias e investigações de esquemas de corrupção e outras ilegalidades.

Se na clássica reportagem que derrubou o ex-presidente americano, os repórteres do jornal Washington Post foram municiados com informações de uma fonte do FBI, eternizada como “garganta profunda”, no Brasil, casos bem mais atuais têm evocado reflexões acaloradas sobre o tema.

O mais recente deles envolve o jornalista veterano Allan de Abreu, em uma ação de 2011 cuja decisão, favorável ao profissional, só transitou em julgado no início deste mês. “Uma aplicação não tão óbvia no caso em específico, já que o jornalista teve acesso a dados sigilosos obtidos através de uma interceptação telefônica por meio de decisão judicial”, pontua a Dra. Estefânia Maria de Queiroz Barbosa, professora de direito constitucional da Universidade Federal do Paraná e da Uninter.

À época, atuando como repórter em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, Allan publicou reportagem com inteiro teor de escutas realizadas pela Polícia Federal com revelações sobre investigação em andamento sobre esquema em delegacia do Ministério do Trabalho na cidade.

A matéria gerou forte reação de autoridades, e levantou suspeita sobre possível vazamento de informações sob segredo de justiça por servidores. “Em 2011, fui indiciado por quebra de sigilo de comunicação telefônica a pedido do procurador Alvaro Stipp, depois que me recusei a revelar a ele a fonte que me repassou dados de um inquérito da PF”, relatou, em seu perfil no Twitter. “O absurdo estava posto: eu jamais poderia ter sido indiciado por esse crime justamente porque não sou servidor público em órgãos de persecução penal”, protestou.

“Na verdade o que eles queriam era investigar quem deu acesso, e, portanto, ter acesso a fonte, já que ela teria cometido crime de quebra de sigilo judicial. É legítimo buscar a origem do vazamento, que de fato pode atrapalhar as investigações. Mas não quebrando o sigilo do jornalista, existem outros meios para investigar esta autoria, que não incidam em abuso de autoridade”, analisa a professora.

E a decisão do Supremo foi neste sentido, de preservar o direito do profissional de comunicação em preservar sua fonte. “Não significa que nós, comunicadores, estejamos imunes a atitudes arbitrárias de procuradores e juízes. O que observo nos demais casos é que a decisão de decretar ou não segredo judicial pelo juiz é subjetiva e discricionária – no geral, visa proteger réus com alguma notoriedade política ou econômica”, pondera Allan de Abreu.

“Daí a importância de iniciativas como a do ex-juiz da 13ª vara federal criminal de Curitiba, Sérgio Moro, que desde o início deu publicidade total às ações penais da operação Lava Jato, por exemplo”, cita, por fim, o jornalista.

 

Por Germano Assad

Fonte: Aerp

Segundo enquete, a maioria dos eletrônicos adquiridos no final de 2020 tinha acesso ao conteúdo de rádio

tudoradio.com promoveu entre dezembro e fevereiro uma enquete sobre as compras de fim de ano, com foco em Black Friday e Natal. A intenção era saber se os visitantes do portal adquiriram algum novo dispositivo eletrônico. E, caso sim, se ele contava com alguma forma de acessar o conteúdo gerado pelas rádios. Em resultado apertado entre quem comprou algo e quem não gastou na reta final de 2020, a maioria adquiriu aparelhos que possuem acesso ao rádio, seja em FM (receptor via ondas) ou on-line (streaming). Acompanhe os recortes:

Entre todos os participantes, 49% responderam que adquiram pelo menos um dispositivo eletrônico que possibilita acesso ao rádio. Desses, 34% compraram um aparelho que possui sinal de FM embutido ou era o próprio receptor de rádio. Não exclui smartphones com FM e streaming.

Já 15% afirmaram que adquiriram um dispositivo eletrônico que não conta com FM embutido, mas que possibilitam acessar a programação das emissoras através do áudio digital, ou seja, o streaming. Estão nessa categoria aparelhos como smartphones sem FM, smart speakers, laptops/computadores, entre outros.

Apesar da enquete não poder ser considerada como uma pesquisa (pois não seleciona os grupos para coletar os dados, mas sim conta com a participação espontânea dos visitantes do portal) e pelo fato de quem acessar o tudoradio.com já ter um interesse no meio, o resultado é um termômetro positivo para a manutenção do rádio como uma opção de mídia, independente do aparelho utilizado. Apenas 3% dos participantes adquiriram aparelhos que não possibilitam o acesso ao conteúdo radiofônico.

Outro detalhe importante é a parcela considerável dos participantes que não adquiriram eletrônicos no final de 2020: 48%. Considerados os queridinhos do comércio nas principais datas de fim de ano, a grande parcela de participantes que não compraram algum dispositivo pode ser também um termômetro da dificuldade econômica que o país enfrentou em um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus.

Vale ressaltar que a enquete não conta com processo científico de avaliação, sendo apenas uma forma de saber como foi o comportamento dos visitantes do portal perante o tema proposto. O questionamento esteve em vigência entre a segunda quinzena de dezembro e a primeira quinzena de fevereiro. E o número total de votos foi de 191.

 
 
Fonte: TudoRádio
 

Acordo para pagamento de notícias é fechado entre Google e News Corp

Na última quarta-feira (17) a Editora News Corp anunciou o fechamento de um acordo com o Google, este que pagará à companhia pelas notícias produzidas por seus veículos jornalísticos. A parceria inclui desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo e compartilhamento da receita de anúncios.

O acordo entre a News Corp e o Google valerá inicialmente pelo prazo de três anos e garantirá a gigantes das buscas receberá notícias produzidas pelos veículos jornalísticos da editora. Em comunicado, Robert Thomson, executivo-chefe da News Corp, disse que o acordo teria “um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, pois estabelecemos firmemente que deveria haver um prêmio para o jornalismo premium”.

A parceria entre as duas empresas inclui desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo e compartilhamento da receita de anúncios. Em comunicado, a News Corp revelou que o acordo ainda prevê o desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo pelo YouTube, bem como compartilhamento da receita de anúncios por meio dos serviços de tecnologia de anúncios do Google.

 “Esta tem sido uma causa apaixonada para nossa empresa por mais de uma década e estou grato que os termos de troca estão mudando, não apenas para a News Corp, mas para todos os editores”, reforçou Thomson.
 

Fonte: TudoRádio com informações do portal Meio & Mensagem

Ecad divulga levantamento e aponta as músicas mais tocadas no Brasil

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou no sábado (13), (quando foi comemorado o Dia Mundial do Rádio), o resultado de um estudo sobre as músicas mais tocadas em rádios no país entre os anos de 2015 e 2020. De acordo com as informações da empresa, entre as 20 primeiras colocadas, seis são canções nacionais. Entre as 10, apenas duas estão no ranking.

Com o ranking realizado pelo Ecad, foi possível identificar que a maioria das músicas mais executadas são internacionais, inclusive a que ficou na liderança: "Happy", de autoria de Pharrell Willians. Entre as cinco primeiras, aparecem "Rude", "Thinking out loud", "Shape of you" e "Domingo de manhã".

É importante ressaltar que o estudo do Ecad leva em consideração, em seu segmento de Rádio, apenas as emissoras que estão adimplentes no país. Neste segmento, são remunerados os titulares de direitos de autor (compositores e editoras) e conexos (intérpretes, músicos e produtores fonográficos).

Dia Mundial do Rádio foi criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e oficializado no ano de 2011. A data é uma homenagem à primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946.

Confira a lista das 10 mais tocadas

 

Fonte: TudoRádio

Áudio digital contraria expectativas negativas de 2020 e avança 8,3% em consumo

Um relatório da eMarketer aponta que o áudio digital segue em forte expansão entre os consumidores adultos dos Estados Unidos. Em ano difícil devido à pandemia do novo coronavírus e de intensa concorrência pela atenção das pessoas, o áudio digital obteve um forte desempenho ao avançar 8,3% em consumo. Para 2021, a previsão também é positiva para esse formato de mídia, com a eMarketer apontando um aumento de 4,8% no mercado norte-americano. Streaming de rádio é considerado como áudio digital no levantamento.Acompanhe os detalhes:

O relatório, divulgado em fevereiro pela eMarketer, faz um 'mea culpa' indicando que a previsão inicial para o áudio era de algum declínio em 2020. “No início da pandemia, o áudio digital teve um grande sucesso no engajamento do usuário e na quantidade de tempo que os ouvintes gastaram com o meio. Muitos observadores, incluindo nós, previram resultados terríveis no curto prazo. No entanto, o resto do ano foi muito diferente do que nas primeiras semanas”, diz o texto divulgado pela eMarketer.

Era previsto um ligeiro declínio de 1% no tempo gasto com áudio digital para 2020, considerando a grande concorrência entre as plataformas. Mas o áudio avançou mais de 8% e a eMarketer destaca que o formato se adapta às mudanças de hábitos. "A lição do ano passado é que o áudio digital é muito mais resiliente e adaptável do que pensamos", afirma o relatório da eMarketer.

Conforme o podcast é mais consumido e deixa de ser uma novidade, a curva de crescimento do áudio digital está diminuindo, com mais de 100 milhões de norte-americanos relatando que ouvem esse tipo de plataforma. Mas os analistas apontam que está desacelerando "apenas marginalmente", sendo um movimento natural após a maior popularização desse formato de mídia.

Para se ter uma ideia desse consumo em 2020, o áudio digital foi responsável por 11% do tempo total de mídia por dia para adultos nos EUA. Já essa fatia deve avançar para 11,7% em 2021 (resultando em 1 hora e 34 minutos por dia), segundo previsões da eMarketer. 

"Mais de 70% dos adultos nos EUA ouviam conteúdo de áudio digital pelo menos uma vez por mês no ano passado e 91,7% disso ocorreu via celular", destaca a análise da eMarketer.

Com o avanço no consumo, a eMarketer também prevê que em 2021 um “marco importante” ocorrerá entre o áudio digital e o rádio AM / FM tradicional. Pela primeira vez, mais tempo será direcionado para o áudio digital do que o rádio tradicional, embora ligeiramente. Ou seja, é estimado que 50,8% do tempo total de áudio dos adultos nos Estados Unidos irá para o digital este ano. Para o rádio, a vantagem é que ele também participa do "bolo digital", através do streaming de áudio ao vivo ou do podcast. Conforme destacado anteriormente, dispositivos como smart speakers tem acelerado essa tendência, beneficiando também as emissoras que estão conectadas.


Avanço em tempo no consumo de áudio digital e a variação de crescimento, ano após ano

 
 
Fonte: Tudorádio
 

Pandemia joga para cima a audiência de rádios jornalísticas, freia adultas e derruba Pop CHR nos EUA

É consenso que 2020 deu uma 'bagunçada' em vários padrões de consumo da população, situação influenciada diretamente pela pandemia do novo coronavírus. E no caso dos Estados Unidos, foi um ano eleitoral de grande acirramento das disputas políticas. A necessidade de se informar sobre a covid-19, junto com as notícias vindas das disputas políticas, elevou o nível de audiência de rádios jornalísticas para patamares históricos. Já formatos que estavam em crescimento, como o adulto-contemporâneo, foram freados pelas mudanças. Chama também a atenção para a queda do Pop CHR (Pop-top40).

Os dados são da Nielsen e foram destacados em uma reportagem especial do portal norte-americano Inside Radio. Há anos que o "News/Talk" conta com uma ampla liderança entre todos os formatos de rádio dos Estados Unidos, já que os gêneros musicais também são bastante divididos em diferentes categorias e subgêneros. De qualquer forma, após um recuo de 10% para 9.5% de share entre 2018 e 2019, o News/Talk saltou para 11.2% nos dados consolidados de 2020.

Segundo Jon Miller, VP Sênior de Insights da Nielsen, em entrevista ao portal norte-americano Inside Radio, o ano de 2020 foi sem precedentes para notícias e não foi surpresa o desempenho recorde em audiência do formato News/Talk. "É claro que os americanos querem discutir, debater e se manter informados usando este formato como fizeram a cada dois ou quatro anos durante a última década, dependendo do que o ciclo político e de notícias está fazendo", declara o executivo.

O adulto-contemporâneo, que vinha ampliando o seu share ano após ano, teve um recuo de 8.1% em 2019 para 7.5% de 2020, mas permaneceu na segunda colocação entre todos os formatos de rádio. E o Country, que vinha de queda entre 2018 (7.3%) e 2019 (6.7%), experimentou uma certa estabilidade no ano pandêmico (fechou com 6.6%).

O tudoradio.com fez algumas matérias sobre as mudanças nos hábitos de consumo de rádio durante os meses mais agudos da pandemia, com variações expressivas nos índices de audiência de várias emissoras, principalmente nos mercados onde as restrições para circulação foram maiores (destaque para as grandes metrópoles dos Estados Unidos). Rádios como Pop CHR despencaram em audiência, mas depois começaram a se recuperar quando houve uma maior flexibilidade da circulação de pessoas.

No caso do Pop CHR, o gênero já vinha experimentando uma queda em seus índices nos últimos anos, mas teve a situação acelerada em 2020, indo de 6.5% para 5.5% de share, ou seja, é o sétimo formato mais consumido nos Estados Unidos. Porém, no recorte entre o público 18 e 34 anos, o Pop CHR ainda lidera, com 8.6% de share contra 7.9% do Country (segundo colocado nessa faixa).

São várias as discussões relacionadas ao Pop CHR entre os analistas de rádio e mercado nos Estados Unidos. Alguns atrelam a maior competição com outras plataformas para se acompanhar esse formato de programação. Outros apontam a excessiva repetição de músicas nas grades, com os principais sucessos em alta rotação (chegando a ter intervalos inferiores a 1 hora entre as execuções), o que poderia diminuir o tempo médio dessas estações. A Edison Research chegou a discutir esses pontos em 2020 em um de seus relatórios, mostrando também que o alcance dessas rádios está alto, mas o tempo médio caiu. O formato também flerta artisticamente com outros gêneros já estabelecidos (como o HOT AC) e variações que estão surgindo.

De qualquer forma, a possível concorrência com outras plataformas para o Pop CHR não estão resultando numa queda de audiência do rádio pelo público mais jovem, mas sim uma reconfiguração das preferências. "Apesar de tudo que mudou em 2020, ainda temos nove entre dez consumidores de 18 a 34 anos usando o rádio toda semana", declarou Jon Miller VP Sênior de Insights da Nielsen ao Inside Radio.

Formatos como Classic Hits e Classic Rock foram beneficiados no ano pandêmico, pulando pra cima nas classificações gerais. Eles estão logo após o Country e já experimentavam altas no consumo em anos anteriores. Alguns insights do mercado norte-americano apontam que a pandemia acelerou o crescimento dessas rádios, muito pelo conforto que as playlists dessas rádios geram em um ano de grande insegurança.

Para se ter uma ideia, a classic hits WCBS FM 101.1 de Nova York chegou a desbancar o reinado da Lite FM 106.7 (adulto-contemporâneo) em várias classificações da Nielsen em 2020. Em Los Angeles, a K-EARTH FM 101 (Classic Hits), da Entercom, interrompeu a sequência de dobradinhas experimentadas pelas rádios da iHeartMedia nos últimos anos (KOST FM 103.5, de formato adulto-contemporâneo, e a HOT AC MyFM 104.3).

Também foi considerado normal o declínio das rádios 100% esportivas. Sem eventos nos estádios, com longas pausas nos calendários das principais ligas, o formato experimentou uma queda considerável nos principais mercados dos Estados Unidos.

Agora, com uma eventual normalização das atividades cotidianas nos Estados Unidos e em outros países do mundo, é possível que algumas quedas sejam estancadas ou até revertidas.

nielsen

Exemplos de emissoras dos Estados Unidos para os principais formatos de rádio:

News/Talk: WINS AM 1010 de Nova York e KCBS AM 740 FM 106.9 de San Francisco
AC: Lite FM 106.7 de Nova York e KOST FM 103.5 de Los Angeles
Country: New York’s Country FM 94.7 de Nova Jersey (Grande NY) e Go Country 105 FM 105.1 da Grande Los Angeles
Pop CHR: Z100 FM 100.3 de Nova York e KIIS FM 102.7 de Los Angeles
Classic Hits: WCBS FM 101.1 de Nova York e K-Earth FM 101.1 de Los Angeles
Classic Rock: Q104.3 FM 104.3 de Nova York e The Drive FM 97.1 de Chicago
HOT AC: KTU FM 103.5 de Nova York e MyFM 104.3 de Los Angeles
Urban AC: WBLS FM 107.5 de Nova York e V103 WVAZ FM 102.7 da Grande Chicago
All Sports: WFAN FM 101.9 de Nova York e ESPN AM 710 de Los Angeles
Urban Contemporary: Hot 97 FM 97.1 de Nova York e REAL FM 92.3 de Los Angeles
Alternative: Alt FM 92.3 de Nova York e Alt FM 98.7 de Los Angeles

Fonte: Tudorádio

ANPD investiga possível vazamento de dados de operadoras

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou na última quinta-feira, 11, que está apurando tecnicamente as informações sobre o incidente envolvendo o vazamento de dados pessoais de operadoras móveis.

Ontem o site Neofeed noticiou que a empresa de segurança PSafe descobriu um banco de dados com informações de 100 milhões de clientes de Vivo e Claro circulando na dark web, uma área de difícil acesso da internet onde criminosos digitais costumam vender dados obtidos de forma irregular.

Ambas as operadoras afirmaram que não têm qualquer indício de vazamento de seus dados.

“A ANPD está tomando todas as providências cabíveis. A autoridade oficiou outros órgãos, como a Polícia Federal, a empresa que noticiou o fato e as empresas envolvidas, para investigar e auxiliar na apuração e na adoção de medidas de contenção e de mitigação de riscos relacionados aos dados pessoais dos possíveis afetados”, afirma em nota a autoridade de proteção de dados.

Diz ainda que “promoverá, com os demais órgãos competentes, a responsabilização e a punição dos envolvidos”. A agência poderá sancionar empresas a partir de agosto deste ano.

Este é o segundo mega-vazamento de dados de brasileiros identificado pela PSafe neste ano. Antes, a empresa encontrou uma base com informações de 223 milhões de pessoas. A origem da base não foi identificada. Senacon, Procon e ANPD se debruçam sobre o caso, e pediram também investigação da Polícia Federal.

Fonte: Tele.Síntese

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