Grupo de Trabalho de Rádio da SET retoma trabalhos em São Paulo

Primeira reunião do grupo ocorreu no começo de fevereiro; Encontros serão via videoconferência na última segunda-feira de cada mês

O Grupo de Trabalho (GT) de Rádio da SET teve sua primeira reunião de 2020 no último dia 3, na capital paulista. Esta é a primeira vez que a SET organiza um grupo voltado ao rádio que conta com profissionais, radiodifusores e especialistas na área para discutir as melhorias para o meio.

Um dos coordenadores do GT de Rádio, Marco Túlio Nascimento, membro do Conselho Deliberativo da SET, ressaltou em entrevista à Revista ad SET que o Rádio tradicional OTA (over-the-air) AM/FM é apenas uma das formas de produção e distribuição de conteúdo de áudio. Ele ressaltou que os novos serviços online, com diferentes tecnologias e modelos de negócios, surgem a cada dia.

Segundo Marco Túlio, os serviços de música, programação das rádios tradicionais replicada online, podcasts, audiobooks e outros formatos digitais estão redefinindo como o ouvinte consome o conteúdo de áudio e reinventando formas de interatividade. "Para a SET, este conjunto de possibilidades representa, indistintamente e de forma mais abrangente, o que chamamos de Rádio", disse.

Ainda na entrevista, Marco Túlio explicou o objetivo do Grupo de Trabalho de Rádio. "O Grupo de Trabalho de Rádio tem como objetivo consolidar a SET como uma entidade de referência para as tecnologias do Rádio OTA e de todas as formas de produção e distribuição de conteúdo de Áudio Online, aproximando e articulando os profissionais da área para estudar e difundir os conhecimentos técnicos correspondentes, resultando em benefícios para todos os associados e contribuindo para fomentar este segmento da indústria de mídia", comentou.

Ele também explicou como os trabalhos do grupo foram definidos. "O GT de Rádio se divide em dois polos: um voltado para os aspectos Regulatórios e outro com foco nos aspectos de Tecnologia, cada um com o seu próprio coordenador. Os membros podem participar de todas as atividades e de todos os subgrupos que sejam eventualmente formados para algum assunto em particular. O polo Regulatório do Grupo de Trabalho de Rádio é Coordenado por Eduardo Cappia, membro do Conselho Deliberativo da SET. Eu [Marco Túlio Nascimento] sou o coordenador do polo de Tecnologia", frisou.

O Grupo de Trabalho de Rádio da SET vai se reunir por meio de videoconferência na última segunda-feira de cada mês, das 17h às 18h. Todas as informações sobre o Grupo de Trabalho de Rádio poderão ser encaminhadas para o e-mail coordenaçãO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Fonte: Tudo Rádio

Em comemoração ao Dia Mundial do Rádio, EGTA divulga a campanha "Mais caixas de som do que telas"

Material conta com estatísticas de áudio, mostrando como esse formato de mídia está em alta em todo o planeta

 

Segundo uma publicação do RAIN News, a  organização comercial europeia EGTA, entidade que presta serviços a anunciantes de rádio e televisão, está promovendo o Dia Mundial da Rádio (comemorado hoje, 13 de fevereiro) com materiais que mostram a força do áudio em diferentes plataformas. Para fortalecer esse posicionamento, a EGTA declarou 2020 como "The Year of Sonic", lembrou da grande oferta de positivos que embarcam o áudio em suas operações, além de apresentar estatísticas importantes. Acompanhe:

A campanha tem o tema "Mais caixas de som do que telas", conta com números de estudos realizados pela EGTA através da Radio Focus, além de dados da Edison Research e o IFPI. E os pontos chaves colaboram com publicações já realizadas recentemente sobre a força do áudio em todo o planeta, como já previa a Kantar e também publicações de jornais dos Estados Unidos.

 

A EGTA lembra na campanha que o áudio ampliou a sua presença na sociedade, conforme foi embarcado nos mais diversos dispositivos. Em um dos slides da apresentação, a organização destaca que um Apple Watch conta com um player de áudio (que inclusive controla streaming de rádio). Na lista está o próprio receptor de rádio, as smart speakers (caixas de som inteligentes), tablets, o smartphone, fones de ouvido sem fio, videogames e até uma escova de dente inteligente (veja a imagem a seguir). 

É com esses exemplos que a EGTA indica que existem mais dispositivos para conteúdo em áudio do que para mídia em telas.

Neste material a favor do áudio, que conta com o rádio como um dos pilares de sustentação dessa força, é possível considerar os seguintes pontos como os principais:

64% das pessoas no mundo inteiro utilizaram streaming de áudio no mês passado

O rádio terrestre (AM, FM e nas bandas digitais) tem um alcance diário superior a 70% na Europa e corresponde com mais de 90% dos investimentos com publicidade em áudio

Os ouvintes de podcast passam mais de cinco horas e meia ouvindo áudio todos os dias

Campanhas publicitárias são fortalecidas quando há a execução de um jingle ou elemento sonoro em sua estratégia de divulgação

 

A publicação da RAIN News ainda destaca que o tema principal da campanha é a marca sonora, "essas pequenas assinaturas de áudio que penetram nos ouvidos dos consumidores e identificam poderosamente uma marca", destaca a matéria do portal norte-americano.

 

"A marca sônica fornece uma identidade de marca no mundo do áudio, assim como um logotipo no mundo visual", afirma a EGTA.

Clique aqui para ter acesso ao arquivo em PDF da campanha da EGTA. 

 

Fonte: Tudo Rádio

Segundo a ABERT, Anatel aprova destinação da faixa estendida para a migração AM-FM

Brasília - Passo é importante para a conclusão do processo de canalização do FM estendido, faixa que deve ser usada pela migração AM-FM nos centros de maior concentração populacional do país

 

No início da noite desta quinta-feira (6), a ABERT emitiu um comunicado que informa a aprovação da destinação da faixa estendida (FMs) por parte da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O ato adiciona de forma oficial os 60 novos canais em FM ao dial brasileiro, possibilitando o início do processo de migração das AMs em locais onde não há espaço disponível no espectro normal (entre 88.1 FM a 107.9 FM). A novidade impacta mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros.

A aprovação do regulamento relacionado à destinação do FM estendido foi realizada nesta quinta-feira (6). As novas normas passam a valer 180 dias após a sua publicação. Segundo a ABERT, a Anatel deverá publicar os Atos de Requisitos Técnicos, estes que tratarão de aspectos regulatórios, tais como a atualização das regras de viabilidade e das relações de proteção.

No comunicado da ABERT emitido nesta noite, o diretor geral da entidade, Cristiano Flores, afirma que "este é mais um passo importante para a conclusão do processo de migração do AM para o FM, especialmente para as emissoras que se encontram nas regiões metropolitanas. O novo regulamento atende a antigo pleito da ABERT, que acompanha, desde o início, todo o processo".

Conforme noticiado pelo tudoradio.com, a expectativa do setor já era de que 2020 seja o ano que os mercados mais populosos do país entrem de forma efetiva no processo de migração do AM para o FM. Para isso é necessário que a faixa estendida do FM (FMe, 76.1 FM e 87.3 FM) seja liberada para acomodar as migrantes desses locais. A "banda extra" é necessária devido a grande ocupação no FM convencional em mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, entre outros.

A confirmação da aprovação da destinação do FMe por parte da Anatel confirma essa expectativa do setor para 2020.

 

Fonte: Tudo Rádio

Abratel insiste em TV aberta e livre de franquia no streaming para apoiar mudança no SeAC

Entidade vai defender emenda ao projeto 3832/19, que foi proposto com finalidade de mudar a Lei da TV Paga para permitir a propriedade cruzada entre produtores e distribuidores de audiovisual

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) vai insistir na estratégia de defender o carregamento de canais abertos em plataformas de streaming, e sem desconto na franquia de dados dos usuários móveis que usam os apps, para apoiar mudanças na Lei do SeAC e que resolvem o dilema da propriedade cruzada.

Pela legislação,  operadoras de telecom não podem produzir conteúdo. Isso impede hoje a AT&T de concluir localmente a fusão com a TimeWarner, uma vez que a operadora americana é dona da Sky Brasil, e a TimeWarner é dona das programadoras Turner, HBO, CNN, WarnerBros.

Mas o PL 3832, entre outros oito textos atualmente em tramitação no Congresso Federal, propõe alterar o artigo 5º da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que trata da propriedade cruzada. A estratégia legislativa é justificada pelo advogado da Abratel, Samir Nobre.

“Queremos assegurar que o serviço de radiodifusão, que é de recepção livre e gratuita, pela Constituição Federal, seja ofertado a toda a população brasileira pelo streaming na internet e pelas operadoras de telecomunicações sem o desconto do pacote de dados”, explicou o representante da entidade.

E acrescenta: “Quando você acessar no seu celular a programação da rede Record, não haverá, por exemplo, nenhum tipo de desconto de tráfego do seu pacote. Isso beneficia principalmente a população de mais baixa renda, que não tem condições de pagar por um pacote de dados e canais de streaming”. A proposta consta da Emenda 10, apresentada pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO) ao Projeto de Lei 3832.

“Tentou-se um avanço nessa pauta com a revogação dos artigos 5º e 6º, sem nenhum tipo de análise do impacto regulatório e caminhando por um caminho inverso ao que os órgãos reguladores [Anatel e Ancine] e o Cade apontaram. No SeAC, já existe a prática de medidas anticoncorrenciais. Então, não tem como avançar nesse tema sem antes corrigir os problemas que já existem na lei”, apontou. A Abratel reúne cerca de 400 associados, entre eles concorrentes da TV Globo,  a exemplo da Record e Rede TV.

Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), que reúne as principais operadoras, informou que irá se manifestar em breve sobre a agenda legislativa deste ano.

Atualmente, o PL 3832 aguarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) a inclusão na ordem do dia do plenário de requerimentos solicitando audiências sobre a matéria nas comissões de Constituição e Justiça e Educação. Há também requerimentos de informações sobre o impacto do projeto na concorrência e nos consumidores por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon).

Arsenal

O arsenal de projetos em tramitação no Congresso que alteram a Lei do SeAC reúne os seguintes textos:

  • PL 3832/2019 – Senador Vanderlan Cardoso (PP/GO)
  • PL 4330/2019 – Senador Ciro Nogueira (PP/PI)
  • PL 5222/2019 – Senador Angelo Coronel (PSD/BA)
  • PL 4507/2019 – Deputado JHC (PSB/AL)
  • PL 5322/2019 – Deputada Mariana Carvalho (PSDB/RO) (apensado)
  • PL 4292/2019 – Deputado Paulo Teixeira (PT/SP)
  • PL 4389/2019 – Deputado João Maia (PL/RN) (apensado)
  • PL 5645/2019 – Deputado Celso Russomanno (Republicanos/SP)
Fonte: Tele.Síntese

Uso de recursos da EAD para a radiodifusão ainda depende de definições

As emissoras de TV e as operadoras de telecomunicações deram esta semana um passo importante no sentido de apararem as arestas e com isso permitir que o leilão de 5G transcorra sem sobressaltos. A expectativa é que as operadoras de telecomunicações deixem de pleitear para projetos de seu interesse direto o uso do saldo da Empresa Administradora da Digitalização (EAD), estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão. A EAD é que fez a limpeza da faixa de 700 MHz, vendida no final de 2014, utilizando-se para isso de um orçamento inicial de R$ 3,6 bilhões. A entidade, contudo, deve entregar o trabalho gastando apenas cerca de R$ 2 bilhões. As emissoras de TV pleiteiam que estes recursos remanescentes sejam usados para digitalizar retransmissoras administradas por prefeituras e outros entes públicos e também para a distribuição de kits para a população de baixa renda nas cerca de 3 mil cidades que ainda precisam ter seus sinais analógicos de TV desligados até 2023. As operadoras de telecomunicações não devem se opor e não pretendem apresentar projetos nos quais tenham interesse direto para rivalizar pelo saldo.

Mas a forma como a aplicação destes recursos vai acontecer ainda está bastante indefinida. O Gired (Grupo Gestor da Digitalização), coordenado da Anatel e do qual participam as teles, o MCTIC e as emissoras de TV, ainda tem uma série de dúvidas sobre como distribuir o saldo da EAD, e algumas delas precisarão ainda ser respondidas pelas áreas jurídicas da Anatel e, eventualmente, até mesmo passar pelo TCU, segundo fontes ouvidas por este noticiário.

O que está claro, por enquanto, é que a EAD não pode deixar de existir para que esse saldo seja utilizado, e aí reside o primeiro problema. Hoje a entidade é uma associação cujos associados são Claro, TIM, Vivo e Algar. Para a continuidade do projeto de digitalização, estas teles continuariam como associadas, considerando que a faixa de 700 MHz já está limpa e entregue, ou as emissoras de TV assumiriam a EAD?

Além disso, estas emissoras que hoje constituem a EAD querem o atestado de que todas as obrigações do edital de 700 MHz, realizado em 2014, foram cumpridas. Isso significa dizer que as obrigações adicionais previstas no item 7 e que serão colocadas a partir de agora não são mais responsabilidade das operadoras e que não há nenhuma obrigação futura de aporte de recursos.

Ainda é necessário um detalhamento do projeto das emissoras de TV. Entre as questões ainda em aberto estão quais seriam os municípios a receberem retransmissores digitais e qual a população atendida por uma eventual distribuição de kits de recepção de TV digital, se houver este tipo de ação. Há quem aposte que é cada vez menos efetivo distribuir kits de recepção, considerando o rápido processo de troca de televisores pela população. Uma decisão sobre isso depende, contudo, do Gired e do conselho diretor da Anatel.

A EAD está com os seus trabalhos praticamente encerrados desde o ano passado, mas ainda aguarda a validação dos processos junto ao TCU e às áreas jurídicas do governo. A entidade opera com a perspectiva de ser encerrada até o final do ano, inclusive com relação ao enxugamento de pessoal.

No final do ano passado O MCTIC publicou uma portaria consolidando o entendimento de que os recursos da EAD devem ser aplicados em projetos de digitalização da TV aberta, mas também prevendo o uso para a construção de redes de transporte de banda larga nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Uma das propostas colocadas ao Gired é do próprio ministério: o uso destes recursos em projetos para conectar a Amazônia e o Nordeste. Estas sãs as linhas de projetos que estão sendo estudadas pelo Gired.

As duas linhas de aplicação dos recursos estão sendo detalhadas por grupos técnicos do Gired e serão submetidos à avaliação das procuradorias jurídicas da Anatel e do MCTIC. Uma das ideias é que o ministério inclusive possa fazer uma consulta ao TCU sobre a adequação do uso dos recursos. Depois de todas as manifestações, as propostas serão encaminhadas ao conselho diretor da Anatel para deliberação, o que deve acontecer no primeiro trimestre de 2020.

 

 

Fonte: Tela Viva

Teles e TVs fecham acordo para solução da interferência no espectro da 5G

As emissoras de TV desistem de migrar para a banda KU, mas têm a garantia da permanência da empresa que fez a digitalização da TV (EAD) e R$ 1 bilhão para a conclusão dessa digitalização no interior do país

Começou a ser costurado no dia 29 os termos do acordo entre as emissoras de radiodifusão e as operadoras de celular para uma solução comum para resolver o problema da interferência que a tecnologia 5G irá provocar nas transmissões das antenas parabólicas, conhecidas como TVRO, quando da ocupação da frequência de 3,5 GHz a ser leiloada pela Anatel. Com esse acordo, fica apontado o caminho para a solução técnica do problema, terminando assim um dos principais obstáculos para a realização do leilão.

Em linhas gerais, as operadoras de telecomunicações continuam a trabalhar em sua proposta de mitigação do problema com a colocação de filtros na faixa de 3, 8 GHz, com deslocamento dos canais de TVRO que estão na  “banda C estendida” para as faixas mais altas.

A primeira proposta da Anatel seria licitar 300 MHz nessa banda, mas o próprio Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações entendia que era preciso alocar mais frequência, no mínimo 400 MHz, para essa nova tecnologia. As operadoras de celular formataram, então, no final do ano passado, uma nova proposta, subindo mais 100 MHz na escala desse espectro, passando a abocanhar um pedaço da frequência hoje destinada aos operadores de satélite. O que significa que deverá haver também uma previsão de ressarcimento no leilão para esses players, gasto que será infinitamente menor à solução que era pleiteada pelas emissoras de TV.

Os radiodifusores, por sua vez, propunham que todas as emissoras de TVRO fossem deslocadas para outra frequência completamente diferente – a banda KU dos satélites – e o argumento era  que assim ficaria liberada integralmente a frequência de 3,5 GHz para o serviço celular. Mas, na verdade, com essa mudança, as operadoras de celular estariam, na prática, financiando não apenas a digitalização de várias emissoras, mas um novo modelo de negócios dessas empresas.

O acordo

Mas havia uma reivindicação mais importante para os radiodifusores, que acabou possibilitando o acordo. Trata-se do dinheiro que restou da digitalização da TV aberta, cujo processo se encerrou no ano passado. As operadoras de celular destinaram R$ 3,6 bilhões para ressarcir as emissoras e os telespectadores de baixa renda para essa digitalização, ao comprarem a frequência de 4G, de 700 MHz, em leilão da Anatel.

As metas foram todas cumpridas, e sobraram recursos- quase R$ 1,5 bilhão na conta EAD (a empresa criada pelas operadoras de celular para executar o processo de digitalização em todo o Brasil). E começou a nova disputa- o que fazer com esse dinheiro que sobrou. As emissoras de TV reivindicam o seu quinhão para digitalizar todas as emissoras abertas do interior do Brasil. As operadoras de celular, por sua vez, alegavam que o dinheiro era delas, e que, por isso, deveria se reverter em projetos de telecomunicações.

Caberia à Anatel, através do grupo coordenador – conhecido como Gired – bater o martelo. Mas, para isso, a agência esperava uma nova orientação de política pública do MCTIC determinando como deveria ser a utilização desses recursos. E as operadoras, por sua vez, pressionavam para acabar com a EAD. Elas argumentavam que a empresa tinha sido criada por determinação do edital de licitação para um único fim e que, por isso, não poderia continuar a existir. As emissoras de TV , por sua vez, adoraram a atuação dessa empresa e contavam com ela para continuar o processo de digitalização da TV aberta. Assim, o acordo prevê a destinação de R$ 1 bilhão para os projetos dos radiodifusores e R$ 500 milhões para os da teles.

Assim, firmou-se o entendimento. As teles continuam com as iniciativas para mitigar a interferência ampliando a frequência, colocando e distribuindo filtros para cerca de 18% da população urbana que poderá ser afetada com a perda do sinal de TVRO e aceitam manter a EAD e apoiar o projeto de digitalização das emissoras de TV. O acordo deverá ser apresentado ao Executivo e à Anatel, para ser sacramentado, transformado em política pública e em regras editalícias.

Leia, abaixo, a nota conjunta emitida pelas entidades setoriais representativas das operadoras, Sinditelebrasil) e das emissoras de TV aberta (Abert e Abratel).

NOTA CONJUNTA À IMPRENSA: Convivência entre TVRO e 5G

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão – ABRATEL e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal – SINDITELEBRASIL, informam que realizaram uma série de reuniões com a finalidade de discutir propostas de soluções que permitam a convivência entre os serviços de TV aberta por satélite (TVRO) e de banda larga de quinta geração (5G).

Considerando os últimos resultados apresentados pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – CPqD, decorrentes da utilização de novos modelos de filtros LNBFs e de uma banda de guarda de 100MHz na faixa de 3,7 GHz a 3,8 GHz, as signatárias compreendem que se torna possível a adoção de uma solução técnica de mitigação de eventuais interferências, mantendo a TVRO na Banda C, ressaltando ainda que nos próximos meses serão realizados testes complementares de campo pelo CPqD que poderão confirmar os resultados obtidos até o momento.

Ao reconhecerem a relevância da TVRO e do 5G para a sociedade brasileira, as signatárias estabelecerão nos próximos dias um cronograma de trabalho que permita a apresentação tempestiva de uma proposta conjunta ao Poder Público, mais especificamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC e à Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel.

ABERT
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão

ABRATEL
Associação Brasileira de Rádio e Televisão

SINDITELEBRASIL
Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal

Fonte: Tele.Síntese

Em enquete, formatos adultos lideram nas previsões de expansão no rádio brasileiro em 2020

Na esteira do surgimento de novos formatos de rádio e no crescimento de audiência do adulto-contemporâneo em diferentes mercados, a maioria dos participantes de uma enquete realizada pelo tudoradio.com acredita que os projetos de rádio voltados ao público adulto devem passar por uma expansão mais significativa em 2020. O portal questionou os radionautas sobre qual formato de rádio ele acredita que avançará no mercado brasileiro neste ano e o adulto-contemporâneo foi o gênero que apresentou a maior votação, com 27% das preferências. Acompanhe:

Além dos 27% de votantes no adulto-contemporâneo, os formatos voltado ao público adulto receberam ao todo 61% dos votos, sendo a soma entre o primeiro e as opções jovem/adulto-contemporâneo (20%) e adulto/rock (14%).

Projetos populares também receberam uma parte significativa dos votos, onde 17% acreditam numa liderança na expansão desses formatos em 2020. Isso é resultado da soma dos votos nas opções popular/hits (eclético) e popular/sertanejo. Lembrando que o formato de rádio popular também pode ser voltado à faixas adultas do público.

O Jovem/pop, ou aquele que é considerado como Top40 - Pop CHR, recebeu 10% dos votos dos participantes. Se considerar a soma com a opção jovem/adulto-contemporâneo, 30% acredita na liderança na expansão de formatos que dialogam com o chamado público jovem.

Já o Jornalismo, que tem crescido anualmente na participação de audiência no mercado brasileiro (e lidera em países como os Estados Unidos) recebeu 9% dos votos, estes que acreditam numa maior expansão desse tipo de projeto de rádio no Brasil.

Outro formato de rádio que recebeu votos foi o religioso/gospel, este que conta com um elevado número de emissoras no Brasil, além da liderança de audiência em mercados importantes, como no Rio de Janeiro. Entre os participantes, 3% acreditam na liderança desse gênero na expansão em 2020.

Vale ressaltar que a enquete não conta com processo científico de avaliação, sendo apenas uma forma de saber como foi o comportamento dos visitantes do portal perante o tema proposto.

A enquete esteve em vigência entre novembro de 2019 e a primeira quinzena de janeiro de 2020. E o número total de votos foi de 603.

 

A próxima enquete: como vai o streaming?

O streaming, modalidade fundamental de áudio digital para o rádio na internet, tem sido apontado como um complemento importante para as emissoras, seja para faturamento e também para ampliar a audiência.

Executivos das áreas de rádio, pesquisa e tecnologia apontam um crescimento da publicidade direcionada ao áudio digital em 2020, isso com base no mercado dos Estados Unidos.

Mas como as rádios estão trabalhando o streaming no Brasil? Para entender isso, convidamos os ouvintes para responder a pergunta a seguir: "Como você, ouvinte de rádio via streaming, classifica esse serviço oferecido pela sua emissora preferida?"

Para participar basta acessar https://tudoradio.com/enquetes ou responder no menu do portal, localizado na lateral esquerda para quem acessa via desktop e tablets.

 

 

Fonte: Tudo Rádio

Pesquisas analisam diversos ângulos da fake news e quando a checagem de fatos é eficaz

Segundo o estudo, feito com quase duas mil pessoas, a utilização de leigos na verificação de fake news é uma ideia promissora

Em artigo publicado no Nieman Lab, Denise Marie Ordway, editora-chefe do Journalist’s Resource, fez um resumo de sete artigos que examinam as fake news sob vários ângulos, incluindo o fact checking mais eficaz e o uso potencial do crowdsourcing para ajudar a detectar conteúdo falso nas mídias sociais.

O estudo “Todos os tuítes do presidente: efeitos da exposição às acusações de ‘fake news’ de Trump sobre as percepções de jornalistas, notícias e avaliação de problemas”, de Virginia Tech e EAB, sugere que os tuítes de Donald Trump desacreditando a imprensa poderiam ajudar os jornalistas.

Os pesquisadores mostraram aos participantes uma amostra dos tuítes de Trump classificando notícias como “fake news” e, depois, pediram que eles lessem a reportagem em questão. “Podemos concluir que os tuítes de Trump sobre notícias falsas geraram maior interesse pelas notícias em geral”, escrevem os autores.

No estudo “Soluções reais para notícias falsas? Medindo a eficácia de avisos gerais e tags de verificação de fatos na redução da crença em histórias falsas nas mídias sociais”, do Dartmouth College e da Universidade de Michigan, publicado no Political Behavior, os autores descobriram que, quando as manchetes com notícias falsas eram sinalizadas com aviso “classificado como falso”, as pessoas tinham menos probabilidade de aceitar a manchete como precisa do que quando as manchetes exibiam uma etiqueta “Disputada”.

Os autores da pesquisa “Combate à desinformação nas mídias sociais usando julgamentos de qualidade da fonte de notícias por meio de crowdsourcing”, da Universidade de Regina e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, encontraram uma concordância alta entre verificadores de fatos e leigos na classificação de sites de notícias hiperparteiristas e falsos.

Segundo o estudo, feito com quase duas mil pessoas, a utilização de leigos na verificação de fake news é uma ideia promissora, já que seria demorado e caro contratar verificadores profissionais para encontrar e sinalizar todo o conteúdo falso nas mídias sociais.

Os autores observam, no entanto, que, para avaliar com precisão os sites, as pessoas precisam estar familiarizadas com eles.

O estudo “Quem compartilhou?: Decidindo em quais notícias confiar nas mídias sociais”, do NORC da Universidade de Chicago e do American Press Institute, analisa se os meios de comunicação ou figuras públicas têm uma influência maior na percepção das pessoas sobre a confiabilidade de um artigo.

As descobertas sugerem que a atitude das pessoas em relação ao artigo está ligada ao quanto elas confiam na figura pública.

Os pesquisadores encontraram evidências de que o público terá maior probabilidade de confiar e se envolver com as notícias se vier de um canal de notícias respeitável do que se for de um site de notícias falsas.

O artigo “Tendências na difusão de informações erradas nas mídias sociais”, da New York University e da Stanford University, analisa as mudanças no volume de informações erradas circulando nas mídias sociais.

Segundo o estudo, desde 2016, as interações com conteúdo falso no Facebook caíram drasticamente, mas aumentaram no Twitter. Ainda assim, muitas pessoas continuam a clicar, comentar, curtir e compartilhar informações erradas.

Os pesquisadores analisaram a frequência com que o público interagia com as histórias de 569 sites de notícias falsas que apareceram no Facebook e no Twitter.

Eles descobriram que os compartilhamentos de fake news no Facebook caíram de 160 milhões por mês, no final de 2016, para cerca de 60 milhões por mês em meados de 2018. Já no Twitter, o material de sites de notícias falsas passou de 4 milhões de vezes, em 2016, para 5 milhões em 2018.

Da Universidade de Yale, o estudo “Preguiçoso, não tendencioso: a suscetibilidade a notícias falsas partidárias é melhor explicada pela falta de raciocínio do que pelo raciocínio motivado” investigou se as notícias falsas ganharam força por causa do partidarismo político ou por que algumas pessoas carecem de fortes habilidades de raciocínio.

Eles descobriram que os adultos que tiveram melhor desempenho em um teste cognitivo foram mais capazes de detectar notícias falsas, independentemente de sua afiliação política ou nível de educação.

Realizados com 3.446 participantes, os estudos sugerem que “a suscetibilidade a notícias falsas é mais motivada por pensamentos preguiçosos do que por preconceitos partidários em si!”, escrevem os autores.

Os autores também descobriram que os participantes que apoiaram Trump tinham uma capacidade mais fraca de diferenciar notícias reais e falsas do que aqueles que apoiaram a candidata presidencial de 2016 Hillary Clinton.

Já o artigo “Verificação de fatos: uma meta-análise do que funciona e para quem”, da Northwestern University, Universidade de Haifa e Temple University, revela que o sucesso dos esforços de checagem de fatos varia de acordo com para uma série de fatores.

Os pesquisadores sintetizaram as descobertas de 30 estudos publicados entre 2013 e 2018 e descobriram que os verificadores de fatos foram mais eficazes quando tentaram corrigir uma declaração inteira, em vez de partes de uma.

Outro ponto é que mensagens fact-checking com elementos gráficos tendiam a ser menos eficazes na correção de informações erradas do que aquelas que não apresentavam. Os autores apontam que “a inclusão de elementos gráficos parece sair pela culatra e reduzir a correção de informações erradas”.

Fonte: Portal Imprensa

Avanços tecnológicos e interesse do público impulsionam o crescimento do áudio digital

Publicidade em áudio digital pode avançar 27% em 2020. Rádio precisa atuar como uma agência de marketing para aproveitar a "onda"

 

Todas as previsões e tendências apontadas por executivos da indústria de rádio em países como os Estados Unidos têm apontado o digital como uma oportunidade de ampliação da atuação do veículo em 2020, este que continua resiliente em seu alcance no offline (FM e AM). E, segundo reportagem do portal norte-americano Inside Radio, o crescimento de dois dígitos na receita do digital visto em 2019 deve seguir neste ano, impulsionado por uma série de pontos que envolvem o avanço da mídia digital, comportamento do público e do compromisso adotado pelas emissoras de rádio. Acompanhe:

Segundo a reportagem, há um compromisso maior por parte das emissoras de rádio com as vendas de anúncios digitais, isso em diferentes formatos (áudio, vídeo e anúncios gráficos em geral, monetizando portais, aplicativos, streaming e conteúdo de áudio on-demand). 

Segundo o Inside Radio, Gordon Borrell, CEO da Borrell Associates, prevê que as vendas digitais da rádio de transmissão crescerão 27% em 2020, atingindo o valor em dólares de US$ 1,25 bilhão. "O ritmo é muito maior do que nos últimos anos, devido ao interesse renovado do setor em vendas digitais", afirma o executivo.

A reportagem destaca que o digital poderá representar 12,8% da receita total de anúncios do setor de rádio nos Estados Unidos, se as estimativas para 2020 forem confirmadas. 

Para se ter uma ideia do avanço, no primeiro semestre de 2019 o total de dólares em anúncios em áudio digital atingiu US$ 1,2 bilhão, representando um aumento de 30,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior (2018), segundo a Interactive Advertising Bureau.

Zoe Soon, vice-presidente de mobile do IAB, prevê que o crescimento de anúncios em áudio digital dobrará este ano e excederá US$ 3 bilhões. "O crescimento das smart-speakers afastará parte do tempo da mídia de outros canais", prevê a executiva Soon em entrevista ao portal norte-americano Inside Radio.

Matt Cutair, executivo de áudio digital com vasta experiência no setor, concorda com o cálculo de US$ 3 bilhões, esperando que o áudio digital possa representar quase 20% de todos os gastos com anúncios em áudio, incluindo transmissão, satélite e distribuição on-line.

 

Os pontos que contribuem com o avanço da publicidade em áudio digital

Um dos pontos fortes do áudio digital é a chamada "publicidade endereçável", ou seja, existe a possibilidade personalizar e direcionar uma determinada campanha para um público específico, ampliando os detalhes de uma estratégia de marketing. A publicidade dinâmica permite que o anunciante veiculem peças diferentes com base em diferentes variáveis, seja de público, de clima, de local, horário, tipo de dispositivo utilizado pelo consumidor, entre outros detalhes.

Segundo o Inside Rádio, "as emissoras de rádio poderiam obter uma parcela maior do dinheiro dos anúncios em áudio digital, comandando um controle maior de todos os locais onde o conteúdo é distribuído", afirma a reportagem. Ou seja, é necessário conhecer os locais onde a rádio está disponível, melhorar a experiência dessa entrega e elaborar estratégias a partir desses ambientes diversos, considerando a possibilidade de ampliação do público digital e também o controle desses ambientes.

Outro ponto favorável é o avanço percebido na tecnologia de anúncios. Além da segmentação das campanhas, a reportagem do Inside Radio indica que "os editores de áudio digital estão desenvolvendo ferramentas que permitem que os anunciantes rastreiem e avaliem suas campanhas durante a execução". 

"Todo esse insight de dados dá poder aos compradores para pensar em otimizar suas campanhas em tempo real e informar seus aprendizados para campanhas futuras", afirma Matt Cutair.

Necessidade de mudança de postura das empresas de rádio

A reportagem ainda destaca que é necessária uma mudança na postura de como as emissoras de rádio atuam na venda de seus ativos de áudio, isso se o mercado deseja ampliar de forma significativa a sua receita. Por exemplo: se aponta a necessidade que a rádio vire uma "entidade de marketing que explora o polos de anúncios além do áudio".

O Inside Rádio dá um exemplo que é uma realidade nos anúncios locais dos Estados Unidos, mas também é algo já percebido pelas rádios brasileiras. Segundo a reportagem, um anunciante local costuma gastar 3% de seu orçamento em rádio, enquanto aloca 23% em publicidade digital e 35% em serviços de marketing digital.

Apesar da força de um anúncio de rádio, é necessário que a rádio atue como uma empresa de marketing, seja para ampliar sua receita no digital, como também para fortalecer a mídia no rádio e, consequentemente, melhorar a experiência do anunciante ao prestar a devida consultoria para uma campanha. 

"As empresas mais inteligentes agora percebem que são uma empresa de marketing ajudando os anunciantes com um orçamento que é provavelmente três vezes maior do que o que eles pretendiam com as vendas de rádio (…) mas você precisa sair da caixa de rádio para ver isso", afirma Borrell.

Podcasts

Praticamente só se fala de podcasts (aqui, nos Estados Unidos, em países da Europa e em outros mercados desenvolvidos do mundo) e das smart speakers (caixas de som com inteligência artificial). E isso deve continuar em 2020.

Isso devido ao avanço da publicidade digital nos canais de podcasts. A receita cresceu 42% em 2018, para US$ 679,7 milhões, segundo a IAB / PWC, e deve ultrapassar US$ 1 bilhão até 2021, segundo previsões.

E a oportunidade do rádio para incrementar a suas atividades com podcasts é grande. "O que estamos vendo é que a audição de podcast é incremental ao rádio e, em alguns casos, os editores estão produzindo podcasts como conteúdo derivado da mídia principal", afirma Cutair.

Smart speakers: fadiga de telas e avanço do áudio

As smart speakers, que também crescem em dispositivos vendidos e ativos, são apontadas como possível maior catalisador do áudio digital para 2020. 

"Com um crescimento de 48% ano a ano, os alto-falantes inteligentes representam a tecnologia que mais cresce em todos os tempos, incluindo smartphones (…) este é um grande impulsionador do crescimento da audiência de áudio e da receita de publicidade", afirma a executiva Zoe Soon.

 

"O crescimento de alto-falantes inteligentes certamente está impulsionando o áudio e trazendo o rádio de volta para casa", diz Cutair. 

"Nosso apetite para permanecer conectado é saudável, mas a fadiga da tela é uma tendência crescente, o que significa que estamos gastando mais tempo ouvindo conteúdo de áudio", afirma Paul Heine.

 

Com informações do portal Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

Anatel cria nova plataforma de dados abertos dos serviços de telecomunicações

A Anatel implantou uma nova plataforma de visualização de dados do setor de telecomunicações. A nova ferramenta online dinâmica permite a visualização de dados dos serviços de banda larga fixa, telefonia móvel, telefonia fixa e TV por assinatura. A ação se insere dentro de uma política de dados abertos do órgão, e segundo a agência, o novo Painel de Dados de Telecomunicações é completamente interoperável.

Pela nova ferramenta, é possível visualizar informações por localidade, período, operadora, serviço, com a possibilidade de segmentar os dados por serviços específicos, com telefonia móvel pré-paga e pós-paga. Em cada painel do novo sistema, pode-se baixar os dados abertos correspondentes (seta verde ao lado do gráfico, que leva ao download de uma planilha de Excel) e, com isso, acessar os dados originais utilizados na construção do painel para qualquer tipo de conferência, assim como construir análises próprias por meio de cruzamento dos dados disponíveis.

É possível ainda acessar dados em gráficos e mapas, de maneira interativa. Nos mapas, por exemplo, pode-se acessar as informações por regiões e localidade, clicando no local que se quer a informação, com a possibilidade de comparação dos dados das localidades  por segmentos.

No entanto, falta a opção de baixar dados compilados de acordo com o serviço, como acontecia antes. Até então, os dados disponibilizados pela agência eram acessíveis por meio de pastas em nuvem, que está atualmente sem atualizações. Os dados de Serviço Móvel Pessoal de setembro e outubro, por exemplo, não foram disponibilizados até a inauguração desse novo sistema. Apesar disso, a Anatel ainda oferece um arquivo (em zip de 368 MB) com todas as planilhas consolidadas de todos os serviços.

Os dados disponibilizados na ferramenta são da Anatel, fornecidos pelas operadoras. Acesse ao novo Painel de Dados de Telecomunicações clicando aqui.

 

Fonte: Tela Viva

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