Media Navigator da Kantar aponta que anunciantes querem ter mais controle e parceria na utilização dos dados

A Kantar divulgou nesta semana os destaques de um novo estudo feito com executivos de publicidade de diferentes países. Chamado de Media Navigator, o relatório aponta que os anunciantes estão cada vez mais comprometidos no uso proativo de dados para impulsionar o desempenho de suas campanhas de marketing. Integração de dados com a segmentação do público-alvo dos anunciantes, insights de dados proprietários e entrega de dados em tempo real são elementos que ganham mais importância na visão dos anunciantes. O Media Navigator está disponível no site da Kantar.

O Media Navigator da Kantar contou com 672 executivos de publicidade de 39 países e usou dados de suas soluções para obter uma visão completa dos comportamentos e atitudes do consumidor, bem como as tendências nos investimentos em publicidade. E entre os destaques estão descobertas como 82% dos profissionais de marketing querem ter mais controle sobre seus investimentos em mídia (48% concordam totalmente) e 76% acreditam que os dados devem ser usados "por todos: nós e nossas agências".

O relatório ainda indica que 53% dos anunciantes acreditam que incentivar conversas orientadas por dados por toda a organização se tornará mais importante nos próximos anos. 

Já entre os desafios da publicidade e do planejamento das marcas, o Media Navigator descobriu que definir o perfil de seu público em todos os pontos de contato de mídia é uma preocupação para 38% e otimizar o orçamento para 37% dos executivos entrevistados. Cerca de 30% vêem a falta de dados de alcance e frequência crossmídia como um obstáculo em potencial.

“De certa forma, todos os profissionais de marketing estão sentindo um tipo de paralisia na hora de preparar suas estratégias de dados. São sentimentos conflitantes: por um lado, é necessário se articular cada vez mais rapidamente. Por outro, se esforçar para entregar com grande eficiência, mais e mais impacto nas estratégias criativas e de mídia. Tudo isso em um cenário altamente competitivo”, afirma Adriana Favaro, Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kantar IBOPE Media no Brasil.

“Na Kantar IBOPE Media e na Kantar como um todo temos o compromisso de apoiar os anunciantes que buscam desenvolver estratégias de dados mais relevantes, aproveitando de uma gama de dados robustos e consistentes, como nossas soluções de Advertising Insights e estudos Target Group Index. Ambas permitem que os anunciantes compreendam os motivos por trás das decisões de compra de seus consumidores, assim como suas preferências do consumidor e atitudes. Juntas, possibilitam que os profissionais de marketing identifiquem as principais tendências, otimizem seus planos de marketing e tomem decisões de mídia cada vez mais inteligentes”, destaca Favaro.

O Media Navigator é uma pesquisa online com 672 executivos de publicidade de 39 países, público que corresponde a mais de dois terços (US$ 423 bilhões) dos investimentos globais de publicidade. Segundo a Kantar, as entrevistas foram respondidas online entre 19 de abril e 12 de maio de 2021. Os participantes têm responsabilidade direta por dados e pesquisas, ou são usuários de dados dentro de suas marcas. Os entrevistados trabalham em posições de marketing (51%), tecnologia de marketing (23%), estratégia (31%) e/ou insights, pesquisa ou análise de consumidores (31%).

Já dados dos consumidores foram obtidos a partir de estudos globais do Target Group Index da Kantar , enquanto os dados de investimento publicitário vêm dos serviços de Advertising Intelligence.

O estudo está disponível para download através do site da Kantar: clique aqui.

Fonte: Tudo Rádio

Ampliar em 1% o orçamento de publicidade em áudio faz com que o retorno suba em 23%, diz estudo

Um estudo realizado pela Neustar encomendado pela Audacy aponta que uma simples mudança de 1,2% do investimento em mídia para áudio faz com que o retorno das marcas sobre os investimentos com anúncios em áudio aumente em até 23%. Para o relatório foram acompanhados 40 modelos de anunciantes nos últimos três anos, estes que compõem diferentes categorias de atividades. Os resultados também mostram como o áudio também impulsiona o desempenho de outras mídias, como TV, buscas pagas e vídeo online.

Os anunciantes analisados estão em categorias como automóveis, varejo, serviços financeiros e telecomunicações, clientes padrões do rádio nos Estados Unidos e também em outros países. Em todos os casos foi constatado um retorno mais significativo quando o planejamento de publicidade passa a contar com o áudio na estratégia. 

Para o setor automotivo, por exemplo, ao direcionar cerca de 1.8% a mais para a publicidade de áudio, o retorno avança 23% para o anunciante. Já para o varejo esse avanço é de 16% após 1.1% de incremento no investimento em áudio. Para o setor financeiro, ao ampliar em 1.2% o orçamento em áudio o retorno avança em 14%. O setor de telecomunicações amplia o seu retorno em 11% ao adicionar mais 0.8% ao orçamento da publicidade em áudio.

"Quer se trate de carros, comércio ou cartões de crédito, o áudio adiciona um impulso tremendo às campanhas de mídia. E uma pequena mudança de dólares para otimizar o áudio traz retornos significativos", destaca o estudo da Neustar ao apresentar os resultados.

O estudo também destaca que o áudio oferece impactos simultâneos a outros canais de mídia, como TV, busca paga, vídeo online e fora de casa, entre outros. "Em todas as categorias, cada dólar investido em áudio tem um impacto direto de 74% a 83% nas vendas incrementais", destaca o relatório.

Outra descoberta do estudo é de que o impacto do áudio atinge seu pico na primeira semana de ativação, isso para marcas da indústria automotiva, varejo e de telecomunicações. "Com os planos de medição e as ferramentas corretas, o áudio permite que os profissionais de marketing mostrem o progresso em relação a seus objetivos - no tempo que precisam", destaca o estudo.

"Nossas descobertas revelaram que ainda existem oportunidades inexploradas de anúncios na mídia de áudio, em setores-chave que podem ser aproveitados para impulsionar o desempenho de marketing (…) À medida que as necessidades do consumidor continuam mudando, é cada vez mais crítico que os profissionais de marketing garantam que estão constantemente avaliando seus gastos com mídia em relação a essas tendências de consumo, a fim de garantir que estão maximizando o valor de seus investimentos em mídia", afirma Kayla Coutts, consultora da Neustar Consulting Services, em publicação do portal norte-americano Inside Radio.

"No cenário desordenado de hoje, o alcance por si só não é suficiente para romper, envolver e converter (…) as marcas precisam de conexões significativas com seus públicos em todos os momentos importantes e sabemos que o áudio potencializa os planos de mídia. Este estudo mostra a otimização da OTA e do áudio digital no mix de mídia, catapultando as vendas para novos patamares", afirma Idil Cakim, vice-presidente sênior de pesquisa e ideias da Audacy.

A Neustar é uma empresa de serviços de informação e tecnologia. Já a Audacy é o segundo maior grupo de rádios AM e FM dos Estados Unidos, conhecido até o início do ano como Entercom.

Com informações do Inside Radio e do portal SET

Fonte: Tudo Rádio

Estudo indica que o rádio é eficiente para alavancar serviços e marcas do setor financeiro

Um estudo realizado pela MESH Experience encomendado pela Westwood One mostrou a eficiência do rádio para atingir pessoas interessadas em assuntos e serviços financeiros, como investimentos e consultorias nesta área. Vale recordar que marcas e serviços relacionados a esse segmento estão despontando como grandes anunciantes e figuram entre as empresas de maior valor de mercado, inclusive no Brasil. Para se ter uma ideia, um ouvinte de rádio AM / FM têm três vezes mais chances de estar no mercado financeiros em comparação com público de TV, destaca o levantamento realizado nos Estados Unidos.

A MESH Experience é uma consultoria de dados dos Estados Unidos e, para o estudo, pesquisou 300 indivíduos de ativos de alto investimento financeiro (mais de US $500 mil). E o levantamento mostrou que 73% desse público tem idades entre 35 e 64 anos, 90% estão empregados, 16% são telespectadores assíduos de TV e 52% são ouvintes intensos de rádio AM / FM nos Estados Unidos.

Entre o público com mais de US $500 mil de ativos investidos, a consultoria descobriu que 33% dos ouvintes de rádio AM / FM estão em busca de uma nova empresa ou adicional para realizar novos investimentos. Isso contrasta com 11% dos telespectadores assíduos de TV que estão com essa mesma intenção, segundo o estudo.

O estudo destaca que, em relação ao mercado dos Estados Unidos, essa diferença ocorre pelo fato do rádio ser mais utilizado por quem está trabalhando e a TV contar com uma parcela grande de pessoas aposentadas, estas que não estão muito interessadas em investimentos, possivelmente usando os recursos como aposentadorias.

"Entre o segmento de consumidores de ativos de alto investimento, ouvintes intensos de rádio AM / FM têm duas vezes mais chances de estar empregados do que espectadores intensos de TV", diz Pierre Bouvard, Chief Insights Officer na Cumulus Media.

O estudo também conclui que ouvintes de rádio são mais propensos a estar no mercado, demonstram grande familiaridade com marcas de serviços financeiros, são mais propensos a serem clientes e mostrar maior recall (lembrança) do anúncio para marketing nesta categoria financeira. "Ouvintes de rádio AM / FM são quatro vezes mais propensos a agir ao ouvir um anúncio de marca de serviços financeiros", afirma Pierre em sua análise sobre os dados da MESH.

Rádio incrementa a campanha feita só na TV

Pierre destaca que uma ação conjunta feita entre o rádio e a TV pode ser benéfica para as marcas do setor financeiro. "O rádio AM / FM torna sua TV melhor. As marcas financeiras podem experimentar um aumento significativo no alcance com a adição do rádio AM / FM ao plano de mídia com o mesmo gasto", diz o analista. 

A tabela abaixo apresentada pela Westwood One mostra o incremento que cada marca financeira teve ao adicionar o rádio em suas estratégias de divulgação. "A análise revelou que a marca média de serviços financeiros experimentaria um aumento de +63% no alcance com a adição do rádio AM / FM ao plano e nenhum aumento no orçamento", afirma Pierre. 

"O rádio AM / FM deve ter um papel muito maior no plano de mídia geral, visando indivíduos de alto investimento, uma vez que o rádio AM / FM desempenha um papel muito importante entre o segmento empregado. Ouvintes intensos de rádio AM / FM têm três vezes mais probabilidade de estar no mercado para fazer uma mudança para uma nova empresa de consultoria ou para adicionar uma nova empresa de serviços financeiros do que os grandes telespectadores", destaca Pierre em sua análise.

Os principais “insights” do estudo estão em um vídeo disponibilizado pela Westwood One.

Com informações do blog da Westwood One

Fonte: Tudo Rádio

Em estudo, 82% dos anunciantes afirmam conseguir atribuir uma venda à campanha em áudio

Um estudo realizado nos Estados Unidos e no Reino Unido procurou medir os impactos de campanhas publicitárias em formato de áudio digital, ou seja, anúncios em streaming ao vivo ou on demand, constatou que 82% dos anunciantes conseguiram atribuir uma venda à campanha realizada em formato de áudio digital. Ou seja, 4 em 5 das campanhas veiculadas resultaram em pelo menos uma compra por parte do consumidor impactado. O relatório relacionado ao estudo leva o nome de "2021 AdsWizz Attribution Technology Report".

Entre as conclusões do "2021 AdsWizz Attribution Technology Report" está a afirmação "a publicidade em áudio está conectada à compra". Das 600 campanhas concluídas, há um subconjunto de anúncios que rastreiam as conversões relacionadas à compra. Neste grupo havia 211 campanhas, sendo 173 capazes de rastrear e atribuir uma compra às campanhas de áudio, em vez de apenas rastrear conversões como visitas ao site ou downloads de aplicativos. É a partir desse parâmetro que é possível afirmar que 4 em 5 dessas campanhas resultaram em pelo menos uma venda. 

"O áudio há muito é respeitado como um meio poderoso para atingir públicos-alvo - prospectivos e leais. Mas muitas vezes caiu no topo do funil ou categoria de reconhecimento de marca (…) Quando, na verdade, o áudio atual - streaming de rádio e podcasts - é mais parecido com outras mídias digitais com a flexibilidade e os recursos das ferramentas modernas de marketing de desempenho", afirma a AdsWizz, em seu relatório.

Apesar da variação de preços e produtos, em média, cada campanha resultou em 573 compras. E entre as 173 campanhas que rastrearam impressões para pelo menos uma compra, o custo médio por ação (CPA) foi de US $ 12,81, segundo o relatório da AdsWizz.

Também foi descoberto que os anunciantes viram uma taxa de conversão média de 4,0% de impressões de anúncios. O relatório definiu a taxa de conversão como qualquer uma das onze ações realizadas pelo ouvinte após ser impactado a um anúncio de áudio, em uma janela de 7 dias ou a um anúncio gráfico redirecionado em uma janela de 1 dia.

Outro detalhe importante do relatório aborda sobre o fato das campanhas contarem com “estratégias de segmentação bem ajustadas”, ou seja, o estudo descobriu que mais de 80% combinaram três ou mais critérios de segmentação aprimorados, como clima, geografia e segmentos de público contextuais. "Ao aproveitar vários sinais de dados, os anunciantes que ajustaram suas estratégias de segmentação foram capazes de ver mais conversões de compra do que aqueles que não usaram vários critérios de segmentação", afirma o relatório.

O relatório também afirma que a publicidade em áudio está se tornando uma parte regular do mix de mídia. 92% das agências que participaram do estudo d AdsWizz continuam a executar campanhas de áudio com pixels de atribuição. E, com base nos resultados positivos, 58% das agências incorporaram a publicidade em áudio em seus orçamentos trimestrais recorrentes. Foram 12 agências participantes do estudo.

O estudo e o pixel de rastreamento nas campanhas

Foram 600 campanhas executadas e analisadas, distribuídas em 20 categorias diferentes. O "2021 AdsWizz Attribution Technology Report" cobriu campanhas que usaram o provedor de tecnologia de anúncios AdsWizz em streaming de rádio e podcasts. As campanhas utilizaram uma versão beta do pixel de rastreamento de atribuição de áudio da empresa.

Na apresentação do estudo, a AdsWizz destaca o crescimento do áudio, mas também lembra da dificuldade de atribuição às vendas nesse formato de anúncio. 

"À medida que o consumo de áudio cresceu, ele efetivamente se tornou parte da vida cotidiana - acompanhando os consumidores pela manhã com as notícias do dia, em seus deslocamentos, enquanto eles se exercitam e cozinham. Mas, durante essas atividades, o ouvinte nem sempre pára para realizar uma ação desejada, como visitar o site de uma marca para se inscrever ou fazer uma compra, ainda que o anúncio em áudio possa ter criado a consciência inicial. A ação desejada muitas vezes ocorre em outro dispositivo digital, diferente daquele em que o anúncio foi ouvido, posteriormente. Esse atraso e a fragmentação do dispositivo deixam os anunciantes incapazes de conectar com precisão as conversões aos seus anúncios de áudio", destaca a AdsWizz.

O pixel usado no estudo é uma solução que combina o rastreamento de anúncios de áudio entre dispositivos e relatórios de atribuição na mesma plataforma, podendo assim aferir o impacto das campanhas em áudio. "Ser capaz de rastrear conversões com valor monetário permite que os anunciantes vejam imediatamente o retorno do investimento em publicidade (ROAS) e o desempenho do custo por ação (CPA)", destaca a empresa.

O relatório completo está disponível no site da AdsWizz.

Fonte: Tudo Rádio

Projeto que proíbe investimentos públicos em rádio e TV tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 6301/19 que proíbe as emissoras de rádio e televisão de receber recursos públicos ou obter empréstimos em bancos estatais está tramitando pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A proposta foi rejeitada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que ressaltou que, se aprovada, afetaria também as emissoras públicas, incluindo as educativas.

O Projeto de Lei 6301/19 é de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança  e foi relatado pelo deputado Julio Cesar Ribeiro, que recomendou a rejeição. Ao ser analisado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, a possibilidade de proibição de investimento público foi rejeitadou.

A medida que proíbe as emissoras de rádio e televisão de receber recursos públicos ou obter empréstimos em bancos estatais. Orleans e Bragança alega que a proposta visa acabar com o “dirigismo estatal” sobre o mercado de rádio e de TV, que compromete a isonomia das empresas de comunicação. Pelo projeto, a regra seria aplicada a todas as empresas, independentemente se públicas ou privadas.

O relator do projeto advertiu, no entanto, que a medida, se colocada em prática, afetaria as emissoras públicas, incluindo as educativas, que divulgam as atividades do Poder Público e dependem de verbas governamentais. Para Ribeiro, a regra proposta é “desproporcional e contrária ao princípio constitucional da publicidade das atividades da administração pública, que obriga a divulgação de atos públicos, tornando-os mais acessíveis à sociedade e passíveis de maior controle popular.”

Ele alegou ainda que a proibição de empréstimos retira dos bancos “um relevante setor da economia, o que igualmente viola a isonomia concorrencial e prejudica sobremaneira tais empresas”. Agora, o projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Fonte: Tudo Rádio

Reuters: veículos profissionais ganharam mais confiança durante pandemia

A pandemia de COVID-19 estimulou a demanda por notícias verificadas e objetivas. A conclusão está no levantamento do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, que analisou 46 mercados e mais da metade da população mundial. Segundo a pesquisa, cresceu a confiança nas notícias, em especial de veículos de comunicação de reputação consolidada. A expectativa dos cidadãos é que os diferentes meios reflitam diversos pontos de vista e busquem a neutralidade.

O levantamento apontou que a média da confiança no jornalismo profissional cresceu seis pontos, e alcançou o marco de 44% de entrevistados que afirmam confiar nas informações prestadas o tempo todo. No Brasil, 54% responderam o mesmo.

Programas televisivos dedicados às notícias seguem com forte desempenho em alguns países, enquanto veículos impressos tiveram um declínio acentuado por limitações na distribuição física. As emissoras de televisão continuam sendo o principal segmento da mídia do Brasil e a fatia publicitária referente à TV aberta permaneceu estável, em 51,9%.

“Passamos por um período muito sombrio e grande parte do público reconhece que as organizações de notícias muitas vezes são responsáveis pela luz nessa escuridão”, disse Rasmus Nielsen, diretor do Instituto Reuters.

Neste cenário de crise, as informações falsas ganharam espaço entre as preocupações dos espectadores. No Brasil, a desinformação foi citada por 82% dos entrevistados.

Campanha

Em março de 2020, logo no início da pandemia, a ABERT lançou a campanha Desinformação Mata, que lembra o papel dos veículos de comunicação na prestação de serviço e no combate às notícias falsas, principalmente sobre o novo coronavírus.

O conteúdo, de utilização livre e gratuita, está disponível AQUI.

Fonte: Abert

MCom confirma migração AM-FM de Fortaleza (CE) em dial FM convencional

Como um dos resultados de um esforço conjunto de setores da radiodifusão, foi confirmada a ida das migrantes AM-FM de Fortaleza (CE) para a faixa FM convencional, ou seja, canais compreendidos entre 88.1 FM e 107.9 FM. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22) pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que relatou a assinatura da autorização por parte do MCom (Ministério das Comunicações). 

A assinatura do documento que autoriza a ida das AMs da capital cearense ao FM foi feita pelo secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão. “Fizemos um esforço para fazer jus aos serviços prestados por essas emissoras na frequência AM. Nossa cultura e nossa economia dependem da história dessas rádios”, declarou Martinhão, segundo nota emitida pela ABERT.

Segundo a ABERT, a cerimônia virtual com a assinatura foi realizada nesta terça-feira (22) e contou com as participações das emissoras cearenses contempladas, do diretor geral da ABERT, Cristiano Flores, do diretor de Rádio da ABERT, André Cintra, de representantes do MCom e da ACERT.

Fortaleza estava entre os grandes mercados com possibilidade das migrantes AM-FM ocuparem o FM convencional, assim como Brasília e Goiânia (que aguardam as confirmações).

Fonte: Tudo Rádio

Notícias falsas matam mais que vírus e bactérias, dizem especialistas

Notícias falsas têm mais potencial destrutivo do que vírus e bactérias. A conclusão é da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para quem a difusão de desinformação na sociedade pode aumentar o número de mortes decorrentes da COVID-19.

“Se uma pessoa começa a divulgar que a vacina tem substâncias tóxicas, que tem um microchip que vai copiar ou rastrear você, uma pessoa que minimamente não consegue se informar vai deixar de se imunizar e se expor a um risco que pode levá-la à morte", afirma a diretora da SBIm, Melissa Palmieri.

Para ela, é importante combater informações não verificadas e, ao mesmo tempo, divulgar os benefícios da vacinação. “Com toda vacina pode acontecer reações adversas, mas nada que impeça as pessoas das atividades usuais. O benefício de se vacinar é infinitamente maior que o risco de uma reação adversa", conclui.

Já o estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou que a disseminação de fake news vem reduzindo a cobertura vacinal desde 2013. A grande maioria de publicações inverídicas atribui ineficácia das substâncias ou risco de morte ou sequelas entre os vacinados.

Os pesquisadores analisaram três sites de checagem de notícias, com publicações de 2010 a 2019. Foram encontradas, por exemplo, 20 reportagens com informações inverídicas sobre vacinação, sendo que 63% se referiam à imunização contra a febre amarela - a doença voltou a afetar Minas Gerais em 2017, após ter sido erradicada das áreas urbanas do país há décadas.

O estudo foi publicado na Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP).

Preocupada com a disseminação de notícias falsas durante a pandemia, em março de 2020, a ABERT lançou a campanha para rádio, TV e redes sociais “Desinformação Mata”, que lembra o papel dos veículos de comunicação na prestação de serviço e no combate às fake news, principalmente sobre o novo coronavírus.

Fonte: Abert

Publicidade brasileira está entre as de maior crescimento do mundo

Os gastos com publicidade global em 2021 terão o maior incremento anual já registrado pela consultoria norte-americana Magna, que monitora o setor há 60 anos. A expectativa de crescimento de 14% supera o recorde anterior de 12,5%, verificado em 2000, e o Brasil está entre os países que terão as maiores altas, com 15,2%. À frente do Brasil estão Reino Unido (16,8%) e China (16,1%). Já nos Estados Unidos, apesar de continuarem como o maior mercado publicitário do mundo, o crescimento será de 15,1%.

Segundo a Magna, o valor global passará dos US$ 579 bilhões de 2020 para US$ 657 bilhões em 2021 e todos os 70 países monitorados apresentarão crescimento.

A receita global das TVs deve ser de US$ 153 bilhões, o que representa um aumento de 3% em relação ao ano anterior, A previsão da Magna é que as marcas de consumo, como as dos setores automotivo e de bebidas, aumentem a competição, com o retorno dos consumidores em um ambiente seguro. Também os eventos esportivos internacionais levarão a orçamentos publicitários adicionais.

No setor não-digital, os maiores beneficiados serão o rádio (+5%) e a mídia externa (+10%), que verão a audiência crescer à medida que haja um retorno gradual do consumidor à rotina pré-pandemia.

*Com informações do MediaTalks

Fonte: Abert

Rádio dos EUA cresce de novo em ouvintes e está muito próximo do período pré-pandemia

Nas últimas semanas o tudoradio.com trouxe uma série de levantamentos que mostram a recuperação do rádio norte-americano quando o assunto é volume publicitário, movimento este que também conta com previsões positivas para o resto de 2021 e também para 2022. E o mesmo tem acontecido com o número de ouvintes: segundo a Nielsen, as estações AM/FM dos Estados Unidos atingiram em maio o seu nível mais alto de alcance desde o início da pandemia do novo coronavírus, estando muito próximo da marca registrada pré-covid. Vale recordar que o rádio dos EUA é mais dependente dos deslocamentos diários da população, ou seja, está atrelado à rotina de trabalho, estudos e lazer fora de casa.

O pior nível para o rádio em relação ao alcance de ouvintes semanais foi em abril do ano passado, quando o meio norte-americano atingiu 106.6 milhões de pessoas em 7 dias, contra 124.2 milhões de março de 2020 (mês considerado pré-pandemia). Em meses de maior flexibilização das regras de isolamento e lockdown, o rádio voltou a superar a marca dos 120 milhões de ouvintes alcançados a partir de setembro, mas voltou a recuar no início do ano, com os EUA sofrendo com mais uma onda da covid-19.

Desde fevereiro deste ano há uma recuperação constante dos níveis de escuta, com salto maior a partir de março e o maior nível de alcance registrado em maio (levantamento mais recente), isso em relação a todo o período pandêmico nos Estados Unidos. No número mais recente, o rádio norte-americano atingiu mais de 122 milhões de pessoas em apenas 7 dias, considerando a população com 12 anos ou mais. 

Para efeitos comparativos, o rádio norte-americano registrou em maio de 2021 8% a mais de alcance semanal na comparação com o mesmo mês do ano passado. E também um nível 20% maior do que o observado em abril de 2020 (primeiro mês da pandemia nos Estados Unidos).

Já os números sobre audiência, o valor mais recente ainda segue um pouco abaixo do nível pré-pandemia, mas também teve em maio de 2021 o seu número mais alto, estando também em alta desde fevereiro deste ano e bem próximo da marca registrada em março de 2020. 

Vale recordar que os níveis mais baixos de todas as métricas de rádio ocorreram no primeiro mês da pandemia (abril de 2020), mas com recuperação a partir de maio. Ou seja, nenhum dos meses seguintes da pandemia contaram com níveis iguais ou mais baixos do que no primeiro mês da covid-19 nos Estados Unidos. Ou seja, a audiência e as rádios souberam se adaptar à nova realidade imposta pela dinâmica pandêmica.

O rádio norte-americano é muito sensível aos deslocamentos diários da população, sendo consumido mais fora de casa. Por isso houve uma queda no alcance e também na audiência nos períodos de maior restrição da população. Mesmo assim parte da indústria temia quedas bem maiores daquelas registradas e também uma mudança de hábito mais significativa no pós-pandemia, situação que aparentemente não tem sido o caso do rádio AM/FM, que está percebendo o retorno dos hábitos pré-pandemia em seus níveis de escutas.

Outro ponto que mostra a recuperação do mercado de rádio é o crescimento em 2021 de formatos musicais que foram mais afetados com as mudanças de hábitos na pandemia. A maioria desses perfis estão hoje com números iguais, superiores ou próximos daqueles registrados em março de 2020, no período que antecedeu a covid-19 nos Estados Unidos. E os formatos que mais se beneficiaram com a pandemia, como News/Talk, Classic Rock, Classic Hits e Country, estão normalizando os seus níveis de escutas.

O que realmente é um fato novo na dinâmica do rádio norte-americano é a elevação do patamar do streaming na composição da audiência e do alcance do meio nos Estados Unidos, segundo dados recentes da Nielsen. O áudio ao vivo digital das emissoras corresponde a 10% do total da audiência do rádio.

Fonte: Tudo Rádio

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