Ministério das Comunicações e Anatel atuam com associações de radiodifusão para migração AM/FM no dial convencional

O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações (MCom), Maximiliano Martinhão, confirmou com exclusividade ao tudoradio.com que a pasta está atuando juntamente com a Anatel e as associações estaduais de radiodifusão na intenção de conquistar novos canais no chamado dial convencional de FM para as emissoras AM que ainda não efetivaram a adaptação da outorga por conta de estarem no chamado dial estendido (eFM). Segundo Martinhão, uma série de reuniões irão ocorrer a partir desta semana para o levantamento dos canais que poderão ser abertos.

Martinhão disse que, nas últimas semanas, tem interagido com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e a Anatel na intenção de encontrar o maior número de canais dentro da faixa convencional do FM. "Temos feito um esforço para encontrar o maior número de canais possíveis dentro da faixa tradicional para migração do que resta de estações de OM migrarem para o FM na faixa de 88 a 108 FM", explicou o secretário.

Ele também ressaltou a parceria que vem sendo firmada entre o SERAD e as associações estaduais para viabilizar o maior número de canais no dial convencional de FM. "Não é um trabalho fácil. Tenho contado com o apoio das associações. Nesse início de projeto, contei com o apoio da ACAERT (Santa Catarina) e da AGERT (Rio Grande do Sul), dos técnicos do setor, para resolver este problema", ressaltou.

O secretário do SERAD enfatizou, ainda, que o trabalho está sendo realizado a pedido do ministro Fábio Faria e pelo reconhecimento dos serviços prestados pelas rádios AMs desde a chegada do Rádio no Brasil. "Esse é um reconhecimento que temos das rádios AM dos grandes centros, que foram as primeiras estações de radiodifusão que existiram no país. Elas que começaram o setor de radiodifusão, que depois passou a contar com a TV. Por isso, nosso esforço em atende-las no dial FM", disse.

Por fim, Martinhão esclarece que, mesmo diante do intenso trabalho realizado, o número de canais pode não ser o suficiente para atender a todas as emissoras restantes. "É importante que a gente realize esse esforço e é isso que estou pautando enquanto secretário. O esforço de encontrar o maior número de canais possíveis na faixa tradicional de FM para fazer a migração dessas estações. Posteriormente, nós faremos o trabalho de povoar o dial FM estendido se não conseguir êxito para acolher a todas no dial tradicional", concluiu. O secretário ainda fez um agradecimento especial aos técnicos que estão atuando nessa área, tanto os da iniciativa privada quanto os profissionais da Anatel e a equipe do Mcom.

O engenheiro Eduardo Cappia (EMC/SET/AESP) ressaltou a boa vontade do MCom, juntamente com a Anatel, em aproveitar ao máximo a canalização do dial FM convencional. "A participação do ministério é fundamental por conta da liberação de canais vagos ou mesmo que ainda não tenham estejam em licitações", ressaltou. De acordo com Cappia, as reuniões com as associações serão semanais e a AESP vai realizar a protocolização de mais 30 canais para a migração AM/FM para o estado de São Paulo.

Fonte: Tudo Rádio

Leilão 5G: MCom edita novas diretrizes para licitação, resguarda a proteção para usuários de TVRO e cria rede de segurança para a administração pública federal

O Ministério das Comunicações (MCom) publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, na última sexta-feira (29), a Portaria nº 1.924/2021, que define critérios para a proteção dos usuários que recebem sinais de TV aberta e gratuita por meio de antenas parabólicas (TVRO) na Banda C satelital.

A norma publicada revogou a Portaria nº 418/2020 e criou novas diretrizes para os certames licitatórios das faixas de radiofrequências destinadas ao serviço de 5G.

Com a publicação, o MCom deu maior segurança jurídica à população que recebe os sinais de TV aberta por satélite e definiu como beneficiários da política pública as pessoas que atendam os seguintes critérios, cumulativos: (i) residências que já recebem o sinal por meio de antenas parabólicas na banda C; (ii) existência, na residência, de pessoa integrante do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); (iii) e demanda desses interessados.

Milhões de brasileiros serão beneficiados pela medida e terão garantido o acesso à TV aberta satelital.

A portaria também avança em outros temas e determina, por exemplo, a criação de uma rede para proteção dos dados do Estado brasileiro, destinada para aos órgãos públicos federais e às atividades de segurança, defesa, serviços de socorro e emergência, resposta a desastres e outras atribuições críticas.

Segundo o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, "é preciso enaltecer a nova gestão do Ministério das Comunicações, liderada pelo ministro Fábio Faria, que se preocupou em preservar a base de usuários que atualmente acessam a televisão aberta por meio de antenas parabólicas, especialmente os cidadãos de baixa renda que, na maioria dos casos, não possuem outro meio de comunicação, além dos serviços de rádio e TV”.

Lara Resende informa, ainda, “que a ABERT aguarda, com expectativa, a deliberação do Conselho Diretor da Anatel sobre o edital do 5G, e confia que a Agência decidirá sobre a migração das recepções domésticas de TVRO da Banda C para a Banda Ku, por se tratar da única solução técnica definitiva para as interferências”.

Para acessar a portaria clique AQUI.

Fonte: Abert

Portal dos Jornalistas divulga lista com os "+ Premiados Veículos da História"

O Portal dos Jornalistas divulgou o resultado da pesquisa com os +Premiados Veículos da História. A lista divulgada nesta semana chega com poucas mudanças de posições entre os primeiros colocados nacionais. Entre as emissoras de Rádio, a Rádio Gaúcha FM 93.7 AM 600 de Porto Alegre, Rádio Bandeirantes FM 90.9 AM 840 e a BandNews FM 96.9 de São Paulo estão entre os 20 veículos mais premiados em todo o Brasil.

O pódio é o mesmo de 2019, com a Rede Globo na liderança, seguida por Folha de S.Paulo e pelo jornal O Globo. No ranking geral, a Rádio Gaúcha aparece na sétima posição, à frente do pernambucano Jornal do Commercio, que ultrapassou o Jornal do Brasil, agora nono colocado, enquanto a Record TV entrou nos TOP 10 ao superar o jornal O Dia. A Rádio Bandeirantes aparece na 15ª colocação com 135 prêmios, enquanto sua "co-irmã", BandNews FM, é a 18ª com 107. 

O ranking geral continua com uma série de rádios do formato jornalístico. Na sequência, aparece a Rede CBN (liderada pela CBN FM 90.5 de São Paulo e CBN FM 90.5 do Rio de Janeiro). A rede é a 22ª colocada com 86 prêmios. Após a CBN, a Rádio Guaíba FM 101.3 AM 720 figura na 40ª colocação.

A Rádio Jornal FM 90.3 AM 780 do Recife e a Rádio Nacional (que compreende as emissoras controladas pela EBC), fecham o ranking das 50 mais premiadas. Ao todo, o ranking lista 905 veículos que conquistaram, ao menos, um prêmio em toda sua história.

 

Fonte: TudoRádio

Levantamento da FENAJ mostra que 2020 registrou 428 casos de ataque à liberdade de imprensa no Brasil

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou ontem o relatório Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil. Segundo a federação, o ano passado foram registrados 428 casos de ataques à liberdade de imprensa. Com isso, 2020 foi o ano mais violento desde o início do levantamento na década de 1990, de acordo com o publicado.

"A explosão de casos está associada à sistemática ação do presidente da República, Jair Bolsonaro, para descredibilizar a imprensa e à ação de seus apoiadores contra veículos de comunicação social e contra os jornalistas. Ela começou em 2019 e agravou-se em 2020, quando a cobertura jornalística da pandemia provocada pelo novo coronavírus foi pretexto para dezenas de ataques do presidente e dos que o seguiram na negação da crise sanitária", ressalta o relatório.

Ainda de acordo com as informações da Fenaj, o levantamento mostra que Bolsonaro foi responsável por 175 casos, o que corresponde a cerca de 41% dos ataques. Ele cometeu, segundo a Fenaj, 145 casos de descredibilização da imprensa, 26 agressões verbais, duas ameaças diretas e dois ataques à Fenaj.

Tanto em 2019, quanto em 2020 houve dois assassinatos e dois casos de racismo. O relatório afirma que "o registro de duas mortes de jornalistas, por dois anos seguidos, é evidência concreta de que há insegurança" para o exercício profissional.

Os jornalistas assassinados foram Léo Veras, que denunciava o crime organizado na fronteira com o Paraguai, e Edney Neves, que trabalhava na campanha à reeleição da Prefeitura de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, e relatou que recebia ameaças.

O relatório destaca ainda o aumento de censura (750%) e de agressões verbais/ataques virtuais (280%) de um ano para o outro. Estas, segundo o levantamento, cresceram com o incentivo do presidente. "Jornalistas passaram a ser agredidos por populares nas ruas e os ataques virtuais, por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, tornaram-se comuns. Apesar do aumento significativo, é muito provável que ainda haja subnotificação dos casos, porque muitos profissionais não chegam a denunciar o ataque sofrido", diz o relatório.

Fonte: TudoRádio

Chip FM: fortalecimento do rádio livre, gratuito e democrático

A declaração do ministro das Comunicações Fábio Faria sobre a ativação do chip FM nos aparelhos celulares produzidos no Brasil foi bem recebida pela radiodifusão, que destaca os benefícios da medida: com o desbloqueio do dispositivo nos smartphones, os consumidores poderão receber o sinal das emissoras de rádio pelo ar, sem a utilização do pacote de dados oferecido pelas operadoras.

“Estamos fazendo o rádio no celular. Para cada telefone fabricado no Brasil, vem o rádio de graça sem precisar instalar pelo WiFi ou plano de dados”, afirmou Faria em evento promovido pela Tribuna de Comunicação e Fecomércio, em Natal (RN), na sexta-feira (15).

Como a maioria dos modelos de celulares já possui o chip FM instalado, a ativação do dispositivo permitirá o acesso gratuito à informação, entretenimento e serviços veiculados por rádios de todo o Brasil.

“A pandemia acelerou o uso de plataformas digitais e o rádio é potencializado por elas. A ativação seria a consagração do casamento perfeito entre o rádio e os novos devices”, destaca o professor Fernando Morgado.

Para ele, “a medida reforça o espírito livre, aberto, gratuito e democrático do meio, e a não ativação, por outro lado, representa o impedimento de direito, já que o rádio presta um serviço público à comunidade”.

Com o intuito de defender a ativação do chip, desde 2014, a ABERT vem promovendo campanhas que estimulam o consumidor a escolher modelos de aparelhos celulares que tenham o chip integrado. A mais recente, “Smart é ter rádio de graça no celular”, lançada em setembro do ano passado, disponibiliza dois vídeos, quatro spots e diversos banners para as emissoras interessadas em aderir à causa. (AQUI)

Em 2016, a Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP) também deu início à campanha “Radiophone”, com a mensagem de que o rádio no celular é um direito de todos.

“O chip de rádio no celular é uma medida que beneficia a sociedade, ampliando alcance, garantindo o acesso à informação, cultura e lazer em localidades remotas ou com déficit de sinal, além de ampliar a vida útil da bateria dos aparelhos e gerar economia no uso de pacote de dados”, afirma o presidente da AERP, Michel Micheleto.

Para o diretor de Rádio da ABERT, André Cintra, a ativação do dispositivo trará um benefício adicional: maior segurança no uso da faixa estendida de FM. A eFM é fruto do remanejamento do espectro utilizado pelos canais 5 e 6 da TV analógica (76 a 88 MHz) para inclusão de emissoras AM que optaram pela migração para o FM.

“Para caber no dial da faixa convencional, muitas emissoras precisaram se apertar e tiveram a potência reduzida. Com o acesso à faixa estendida garantido após a ativação do chip FM, as emissoras teriam mais tranquilidade para ocupar essa nova frequência, o que poderia levar a aumento de potência e de qualidade”, ressalta.

Fonte: Abert

Federação se manifesta sobre o ranking mundial de liberdade de imprensa em 2020

Foi divulgado, nesta segunda-feira (25), pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras o ranking mundial de liberdade de imprensa em 2020. O levantamento, que coloca o Brasil na 107ª posição da classificação, também apura ataques à imprensa feitos por autoridades públicas. O país registrou 580 ações desse tipo no ano passado. A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (FENAERT) salienta a importância do balanço e lamenta os ataques aos jornalistas e veículos de comunicação, e reitera que a imprensa é fundamental para manutenção da democracia.

“O direito à informação é básico em qualquer sociedade. O jornalismo é, portanto, um serviço essencial e de interesse público. Defender os veículos de imprensa e os profissionais que nele atuam é um ato necessário, especialmente no contexto atual. Ataques vindos de autoridades públicas são atos deploráveis, especialmente porque a informação e a democracia caminham lado a lado” pontua o presidente da FENAERT, Guliver Leão. Em relação a 2019, o Brasil caiu duas posições no ranking. Noruega, Finlândia e Dinamarca ocupam as três primeiras posições.

O balanço divulgado pela ONG também apontou que o presidente Jair Bolsonaro e os filhos fizeram, ao todo, 469 ataques a jornalistas e veículos de imprensa em 2020. Segundo o levantamento, atos desse tipo também foram registrados partindo de 11 dos 22 ministros do governo federal.

 

Alcance do rádio cresce pela terceira vez consecutiva. São Paulo segue com 19 FMs acima de 1 milhão de ouvintes cada

Se depender do alcance das rádios FMs de São Paulo, o mercado continuará com notícias positivas. No dia do aniversário da capital paulista, 25 de janeiro, o tudoradio.com destaca o novo avanço visto na medição realizada pela Kantar Ibope Media, referente ao alcance das emissoras. Trata-se da terceira alta consecutiva registrada nos alcances de 30 e 90 dias. Também há a manutenção da marca de 19 FMs impactando mais de 1 milhão de ouvintes diferentes em cada estação. Acompanhe (05h-00h/FM+WEB/todos os dias e locais/trimestre outubro a dezembro de 2020):

No geral, o alcance do rádio FM de São Paulo mostrou uma certa estabilidade ao logo de 2020, o que é um fato positivo, já que houve uma mudança drástica na rotina da população devido à pandemia do novo coronavírus. Os deslocamentos foram restritos e o consumo de mídia digital foi impulsionado. Mesmo assim, o alcance do meio manteve o mesmo patamar do começo de 2020, mas com algumas diferenças: o número de pessoas impactadas pelas principais emissoras aumentou.

Por exemplo: no trimestre outubro a dezembro de 2019, conhecido pelo mercado em janeiro de 2020, eram 17 FMs acima da marca de 1 milhão de pessoas em seus respectivos alcances (30 e 90 dias). Agora são 19. Outra diferença: três rádios costumavam a ficar acima dos 2 milhões de ouvintes alcançados. Agora são 4 (chegou a ser 5 nas medições anteriores) e com mais duas FMs próximas dessa marca.

O Grupo Bandeirantes contribuiu diretamente nesses avanços: jogou suas duas rádios jornalísticas (BandNews FM 96.9 e Rádio Bandeirantes FM 90.9) acima da marca de 1 milhão em 30 e 90 dias (05h-00h/FM+WEB/todos os dias e locais) e a Nativa FM 95.3 acima de 2 milhões, rádio que está estabilizada nesta condição, junto com Band FM 96.1 (líder), Jovem Pan FM 100.9 e Alpha FM 101.7.

A maioria das primeiras colocadas finalizaram o ano de 2020 com alcances superiores aos números observados no fechamento de 2019. São elas: as já citadas Band FM, Jovem Pan FM e Nativa FM, e também a sequência com Metropolitana FM 98.5, Rádio Mix FM 106.3, Rádio Disney FM 91.3, Transcontinental FM 104.7, Transamérica FM 100.1, NovaBrasil FM 89.7, CBN FM 90.5, Kiss FM 92.5, BandNews FM e Rádio Bandeirantes.

Porém, seria uma análise injusta com as outras FMs não citadas acima dizer que o cenário é negativo para elas. Pelo contrário: o grupo que integra a lista das "19" ostenta uma certa estabilidade em seus números entre os dois períodos analisados, com o detalhe que essas rádios já contaram com índices históricos no início de 2020. Isso manteve a relevância do rádio perante a população, mesmo com as mudanças de hábitos forçadas pela pandemia do novo coronavírus.

Alcance?

O alcance é o número de pessoas diferentes que ouviram uma determinada emissora por pelo menos 1 minuto, em um período de tempo definido. Na determinação do alcance não é levado em conta o tempo que cada indivíduo dedicou à emissora.

O dado é muito utilizado pelo mercado para medir a força de marca e a eficiência dos resultados de ações promocionais e de comunicação, também auxiliando diretamente na defesa comercial do meio rádio.

A partir de pedidos de profissionais de várias regiões brasileiras, o tudoradio.com acompanhará com mais frequência a evolução do alcance do rádio no Brasil, tendo como base o período 05h-00h (FM+WEB/todos os dias e locais), considerando o alcance 30 dias e também o máximo (90 dias).

Como ele expõe o impacto do meio rádio e de uma determinada marca na população, atualmente o alcance é lembrado como algo mais próximo dos valores utilizados por plataformas digitais, como números de visitantes únicos, alcances e engajamentos (que dificilmente consideram médias de audiência).

Retorno do "face to face" na pesquisa

A medição atual também cobre um trimestre cheio do retorno do "face to face". Desde o dia 20 de março do ano passado, a pesquisa não estava contando com entrevistas presenciais devido a pandemia do novo coronavírus, sendo substituídas por entrevistas feitas via telefone e internet.

A pandemia do novo coronavírus impediu que pesquisadores saíssem às ruas para fazer as entrevistas, assim como ocorreu com pesquisas de outros institutos e/ou sobre outros temas analisados. A normalização foi iniciada no banco de setembro de 2020, com o retorno da modalidade "face to face", impactando assim de forma parcial nas últimas atualizações.

Importante: entenda o ranking…

A medição realizada pelo Kantar Ibope Media conta com vários cenários diferentes. Desde 2007 o tudoradio.com mostra a evolução do meio FM na média de audiência por minuto das estações medidas, tendo o 05h-00h (todos os dias e locais) como base.

Para algumas emissoras é importante estar entre os maiores volumes de audiência (que é a composição de alcance com tempo médio), mas para outras o foco é estar bem posicionada dentro de seu formato e/ou público-alvo, situações que vão determinar as estratégias de cada estação.

Também é importante considerar que a média de ouvintes por minuto é um dos dados considerados pelo mercado. A pesquisa conta com outros índices e valores, como share (partilha do meio FM/AM entre as rádios medidas, esta que também conta com cenários diversos), índice absoluto de audiência, alcance (total de ouvintes diferentes impactados pela rádio durante um determinado períodos de tempo, dado que tem um peso semelhante à média de audiência), afinidade, sobreposições, entre outros dados e cenários.

Todos esses recortes, seja da audiência, alcance, afinidade, entre outros dados, ajudam nos planejamentos artístico, promocional e comercial do mercado.

Cerca de 40 FMs são medidas na atual pesquisa de audiência da Grande São Paulo.

Fonte: Tudo Rádio

Público de podcast é mais jovem e assíduo ao formato, segundo estudo Westwood One 2021 Audioscape

O recém-lançado Westwood One 2021 Audioscape analisa as tendências de consumo de podcast usando dados do relatório "Share of Ear" do terceiro trimestre de 2020 da Edison. Segundo o relatório, o público de podcast costuma ser mais jovem e assíduo ao formato. A ferramenta tem crescido em uso e interesse do mercado, sendo uma realidade no planejamento de várias emissoras de rádio em todo o planeta. 

Conforme destaca o relatório da Westwood One, o áudio é uma grande parte da vida dos norte-americanos. Enquanto o rádio AM/FM domina o cenário de áudio com alcance em massa e tempo significativo gasto, o podcasting é uma área que tem experimentado um crescimento significativo de adoção. De acordo com o estudo Audioscape, o público de podcast é mais jovem e assíduo ao formato. O relatório é referente ao terceiro trimestre de 2020 da Edison e analisa as tendências de consumo de podcast. 

 

Algumas constatações feitas pelo estudo Westwood One 2021 Audioscape em relação a consumo apontam que entre aqueles que ouvem podcasts, o podcasting tem a maior parcela do tempo gasto com áudio (30%), seguido pelo rádio AM/FM (22%), apontando que os comportamentos de complementam e possuem o áudio como algo de preferência.

O consumidor médio nos Estados Unidos gasta três horas e quarenta e dois minutos por dia com todas as formas de áudio, sendo que os ouvintes de podcast passam surpreendentes + 41% mais tempo com áudio.

Também o fator idade foi levado em conta e, de acordo com o relatório, a idade média da audiência do podcast é de 34 anos, mais jovem do que outras mídias. Desde o terceiro trimestre de 2018, a idade média dos ouvintes de podcast oscilou continuamente em torno dos 30 anos. A idade média atual dos ouvintes de podcast é 13 anos mais jovem do que o rádio AM/FM e duas décadas mais jovem do que o público das redes de televisão.

 

 

As principais conclusões que o estudo aponta são as seguintes: "os ouvintes de podcast adoram áudio e querem mais; se você ouve podcasts, eles são sua plataforma de áudio número um; a idade média da audiência do podcast é de 34 anos, mais jovem do que outras mídias; o tempo gasto com palavras faladas no podcasting está aumentando e que a maioria das audições de podcast ocorre em casa durante o dia", destaca o levantamento.

Fonte: TudoRádio 

 

 

Em mercado sensível à deslocamentos, audiência de rádio AM/FM atinge 97% do nível pré-pandemia nos Estados Unidos

É inegável que há um avanço tecnológico baseado em dispositivos conectados em todo o planeta. E também não dá para rejeitar a afirmação de que a pandemia do novo coronavírus acelerou tendências. Porém, outros hábitos considerados tradicionais se mostram resilientes ou adaptados às mudanças. É o caso das escutas de rádios FM/AM (pelo dial), que estão retornando ao nível pré-pandemia em países onde os deslocamentos diários de pessoas é fundamental para a sua operação. Acompanhe:

O rádio norte-americano é muito dependente dos deslocamentos diários da população, rotina esta que foi diretamente impactada pela pandemia do novo coronavírus. As ondas de "abre e fecha", que possivelmente continuarão neste primeiro semestre de 2021, impactam diretamente nos níveis de audiência das estações. Porém, quando a "vida normal" é retomada, o rádio recupera o volume de audiência anterior.

É o que aponta Nielsen. Segundo o instituto, a audiência do cume (pico) de rádio AM / FM atingiu 97% de seus níveis pré-covid-19, enquanto AQH (média de um quarto de hora) se recuperou para perto dos níveis de março, até 94% do total da semana com forte escuta em tempos de deslocamentos. Ou seja, conforme as pessoas retomam suas rotinas, o rádio volta a ampliar a sua presença para essa população.

Os dados da Nielsen são referentes ao quarto trimestre de 2020, quando o mercado dos Estados Unidos experimentou uma maior abertura de suas atividades econômicas e sociais.

Com a possibilidade de impacto na audiência devido aos novos fechamentos por causa do avanço do coronavírus, os executivos de rádio apostam na vacina contra a covid-19, como uma peça-chave na retomada econômica e também dos níveis de audiência. Essas recuperações momentâneas vistas pela Nielsen colaboram com essa expectativa.

"Os dados do quarto trimestre confirmam que os americanos estão vendo alguma estabilidade e normalidade retornarem a seus comportamentos interrompidos de consumo e mídia", afirma a Katz Radio Grupo, em seu relatório sobre os dados da Nielsen. "Nestes anos mais estranhos, o rádio provou ser um meio de escolha para entretenimento, companheirismo e informações críticas nas comunidades de ouvintes".

De acordo com dados de PPM (Portable People Meter) da Nielsen no quarto trimestre de 2020 nos Estados Unidos, a participação fora de casa do rádio foi de 67%, sendo apenas quatro pontos atrás dos níveis pré-pandemia. "À medida que os americanos passam mais tempo na estrada e voltam ao local de trabalho, a escuta fora de casa continuará a progredir para os níveis pré-pandêmicos", afirma o relatório da Katz.

No Brasil?

O rádio brasileiro é menos dependente dos deslocamentos diários como o norte-americano, mas esse hábito também é um ponto decisivo para as emissoras que atuam nos maiores mercados do país. E também para estações de determinados formatos de programação, como o adulto-contemporâneo.

No geral, a audiência de rádio no Brasil teve várias mudanças em seu comportamento padrão: em determinados momentos, as faixas horárias e seus respectivos picos foram alterados. Em outros momentos, o alcance foi ampliado e o tempo médio diminuiu. Depois, isso foi invertido. Com a forma de se fazer pesquisas também sendo impactadas pelo coronavírus (durante o auge da primeira onda da pandemia, o fluxo de pessoas nas ruas diminuiu e os entrevistadores também não puderam ir a campo). Essas variações devem continuar até que a crise da pandemia seja superada.

Fonte: Tudo Rádio

Após norma que permite um AM 100% digital, Flórida tem a primeira estação nesse modelo nos EUA

Após o FCC (Federal Communications Commission) permitir que as rádios AMs dos Estados Unidos transmitissem 100% digital, entra no ar a primeira transmissão totalmente digital na Flórida. A emissora já está transmitindo seu sinal 1470 AM estritamente para ouvintes que possuem receptores digitais.

O início das transmissões de emissoras de rádio AM na tecnologia digital acontece depois do FCC, órgão que regula a radiodifusão nos EUA, permitir que as rádios optem a abrirem mão da transmissão analógica no AM. Segundo informações repassadas por Neal Ardman ao portal Radio World, a WMGG ligou seu novo transmissor Nautel, comprado para esse fim, na manhã da última terça-feira (12). A estação tem um tradutor FM que continua a atender ouvintes analógicos em 101.9 FM.

Ardman disse que a estação estava testando o modo totalmente digital à noite até acionar o interruptor na manhã da última terça-feira em tempo integral. Ele expressou entusiasmo com a qualidade digital e a falta de ruído em áreas onde o sinal geralmente combate as fontes de ruído. Entre os motivos para fazer a troca, disse ele, está a penetração do receptor de HD Radio nos automóveis no mercado, que segundo ele estava na faixa de 30% e crescendo. Ardman disse esperar que, com o tempo, os principais grupos de transmissão do país adotem o formato totalmente digital.

De acordo com o pedido recente da FCC, a operação totalmente digital é permitida tanto de dia quanto de noite. Há um período de espera de 30 dias antes de converter para totalmente digital "para que as estações AM em transição possam fornecer um aviso adequado à comissão, aos consumidores e outras estações potencialmente afetadas".

A WMGG é uma estação Classe B em Egypt Lake, perto de Tampa, transmitindo um sinal direcional por meio de uma matriz diplexada. Possui 2,8 kW de potência durante o dia e 800 watts à noite.

Com informações do portal Radio World

Fonte: Tudo Rádio

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