Fenaert repudia violência contra profissionais de imprensa

Neste domingo (3), jornalistas e fotógrafos que cobriam as manifestações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro voltaram a sofrer ataques. Desta vez, os profissionais do jornal Estadão foram agredidos com chutes e empurrões durante cobertura na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

"Justamente no Dia da Liberdade de Imprensa termos relatos como esse, é uma situação intolerável. Devemos prezar pela segurança e pelo exercício da profissão com dignidade", afirma Guliver Leão, presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert).

A Fenaert lamenta profundamente os ataques, repudiando toda e qualquer atitude que prejudique a coleta e apuração de informações relevantes e de interesse público. Reitera também o compromisso com a segurança e integridade dos profissionais de imprensa, que desempenham papel fundamental durante a cobertura da pandemia mundial de Coronavírus e seus desdobramentos políticos, econômicos e sociais.

Consumo de rádio aumenta nas regiões metropolitanas do país

Segundo dados do Kantar Ibope Media, 71% dos entrevistados ampliaram o tempo destinado ao rádio

O hábito de ouvir rádio aumentou nas regiões metropolitanas durante o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Segundo dados do Kantar Ibope Media, 71% dos entrevistados ampliaram o tempo destinado ao rádio.

Entre as 13 regiões pesquisadas, Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE) registraram o maior índice de ouvintes que pretendem manter ou aumentar o consumo com 76%, sendo que o Distrito Federal registrou o menor, com 60%. O recorte é mais um dado referente ao relatório que o Kantar Ibope Media disponibilizou no início do mês de abril.

Publicidade

Durante a pandemia, as campanhas publicitárias de alguns setores também tiveram crescimento. O levantamento aponta que a publicidade das lojas de departamento registrou um crescimento de 60%, a de serviço de transporte privado, 97%, e os anúncios de medicamentos de gripe e resfriado tiveram 660% de aumento na publicidade digital.

Fonte: Abert

Brasil cai para 107º lugar em ranking mundial de liberdade de imprensa

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou o ranking de liberdade de imprensa de 2020. Na edição deste ano, o Brasil perdeu duas posições e agora ocupa o 107.º lugar entre os 180 países que compõem a lista.

O continente americano é o que, atrás da Europa, registra as melhores condições para o exercício do jornalismo. "Ainda que os pesos-pesados regionais, os Estados Unidos e o Brasil, tenham se tornado verdadeiros antimodelos." A razão disso, segundo o relatório, está nas ações de dois chefes de Estado eleitos democraticamente: Donald Trump, dos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil. Ambos estariam "desmoralizando a imprensa e encorajando o ódio aos jornalistas em seus países".

O documento diz que, no caso brasileiro, a queda no ranking "está largamente associada à chegada de Bolsonaro ao poder", pois ele contribuiria com a "deterioração do ambiente em que operam jornalistas, marcado por hostilidade permanente que atravessa a relação do governo com a imprensa". A organização trata ainda do chamado gabinete do ódio, que afirma cercar o presidente e promover ataques em larga escala a jornalistas que fazem revelações sobre políticas do governo. "Desde o início da epidemia de coronavírus, Jair Bolsonaro redobrou seus ataques à imprensa, que ele considera responsável por uma 'histeria' destinada a gerar pânico no País", afirmou a ONG.


A organização conclui que o presidente "insulta e ataca sistematicamente alguns dos jornalistas e meios de comunicação mais importantes do País, o que estimula aliados a fazerem o mesmo, alimentando um clima de ódio e desconfiança para com os diferentes atores da informação". O País mantém tendência de queda - em 2019 já havia caído duas posições -, mas permanece a frente de Venezuela (147.ª) e Cuba (171.ª). A metodologia do ranking baseia-se num sistema de pontos que analisa pluralismo, independência, ambiente e autocensura, arcabouço jurídico, transparência e qualidade das infraestruturas de apoio à produção de informações.

"Na América Latina, os ataques físicos à profissão costumam ser acompanhados de campanhas de assédio cibernético, ou cyberbullying, realizadas por exércitos de trolls e/ou apoiadores dos regimes autoritários. Esses métodos de censura online estão proliferando perigosamente e são particularmente violentos contra as mulheres jornalistas", afirma a RSF.

 

Fonte: Estado de Minas

Consumo de rádio no Brasil avança no offline e no digital. Grande variação de conteúdo beneficia procura pelo meio

O mercado de rádio do Brasil acompanhou o primeiro panorama do Kantar Ibope Media sobre o consumo de rádio após o início do isolamento social em praticamente todo o país. E os números no dial seguiram a tendência que já era vista no digital e também em outros países. O tempo destinado pelos ouvintes ao rádio foi ampliado no período de isolamento (de 4h02 em fevereiro para 4h18 em março). A música segue como conteúdo mais buscado pela audiência, que também procura por entretenimento durante a pandemia do novo coronavírus. Companheiro, o rádio é buscado devido a sua grande variedade de formatos e conteúdos. Acompanhe os recortes:

Consumo em alta no Brasil

Segundo o relatório da Kantar Ibope Media, divulgado na última quinta-feira (9), mesmo em isolamento, as pessoas continuam ouvindo rádio, na mesma intensidade de antes ou até mesmo mais. Em números, 77% dos entrevistados nos primeiros dias de abril afirmaram ouvir rádio, sendo 71% afirmando que ouviram as emissoras na mesma quantidade ou mais após as medidas de isolamento social. E 20% disseram ouvir "muito mais" rádio após o isolamento.

O tempo médio, ou seja, a média em horas e minutos destinadas pelos ouvintes ao rádio, também foi ampliado. Em São Paulo, por exemplo, o instituto constatou que em fevereiro essa duração média era de 4h02 minutos. Já em março, a duração foi para 4h18 minutos (sendo que o isolamento social virou uma realidade mais significativa a partir da segunda quinzena do mês) e 4h10 minutos entre os dias 1 a 7 de abril (média ainda não fechada por completo, mas que aponta um possível crescimento).

De fato, o mercado de São Paulo viu uma ampliação da audiência de rádio no último trimestre válido (janeiro a março de 2020), com avanços em praticamente todos os formatos de rádio. 

O dial AM/FM segue como principal plataforma de consumo de rádio, utilizado por 84% dos entrevistados pelo Kantar Ibope Media. A internet (streaming) foi usada por 19% dos ouvintes. E o instituto faz um recorte interessante: 12% dos entrevistados afirmaram ter consumido o conteúdo de rádio via YouTube. Vale lembrar que a plataforma é usada por várias emissoras, inclusive obtendo recordes de audiência.

Variedades de formatos auxilia o rádio durante o isolamento social

O relatório do Kantar Ibope Media também apontou que a extensa variedade de conteúdos no dial auxilia o rádio durante o isolamento social, já que o meio pode ser um atrativo para diferentes finalidades por parte do público.

Entre os pesquisados, 52% afirmaram que ouviram rádio "para ouvir música". E 50% afirmaram que o rádio foi buscado para "entretenimento, se distrair". Ou seja, além de ser uma forte de informações, o rádio também tem auxiliado diretamente os ouvintes na busca de um maior bem estar durante a pandemia do novo coronavírus.

"Me informar sobre os últimos acontecimentos gerais" foi a opção para 43% dos entrevistados. E 23% afirmaram usar o rádio para obter informações sobre o novo coronavírus.

Por fim, 10% ouviram rádio por "terem mais tempo livre" e 5% afirmaram outros motivos.

Não é possível somar as porcentagens, pois os entrevistados tiveram mais de um motivo para buscar o rádio durante o isolamento. Algo comum no comportamento da audiência.

O rádio e as lives musicais

Outro ponto de curiosidade levantado pelo Kantar Ibope Media foi relacionado às lives dos artistas musicais. O impacto desses "shows virtuais" foi acompanhado de uma execução de massa desses artistas antes da pandemia, o que auxilia na popularidade e no interesse maior pelo conteúdo transmitido. 

Exemplo: o relatório citou a live de Marilia Mendonça, artista que alcançou 3.2 milhões de pessoas no YouTube no último dia 8. Antes, em 2019, a mesma cantora sertaneja contou com 3.5 bilhões de vezes que as suas músicas foram ouvidas no rádio, segundo o Music Heat do Kantar Ibope Media. 

E o rádio via internet?

No final de março, o tudoradio.com publicou uma matéria que mostrou o avanço do rádio em diferentes países do mundo. E o consumo do streaming ao vivo das emissoras foi ampliado durante a pandemia do novo coronavírus. 

No Brasil isso não foi diferente: o tudoradio.com registrou um avanço de 15.7% na audição de rádio via streaming no portal, isso no início das restrições e do distanciamento social, entre os dias 18 e 23 de março, na comparação com o mesmo período da semana anterior. 

Colaborando com o relatório do Kantar Ibope Media, no ambiente digital do tudoradio.com, houve um aumento no consumo de praticamente todos os formatos de rádio, em diferentes regiões do país. E, também na comparação com o período pré-pandemia, o consumo foi mais elevado em praças como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Fortaleza (CE).

Outro fato curioso no comportamento da audiência de rádio via streaming foi em relação ao pico de audiência durante a semana. Com as pessoas mais em casa, seja trabalhando ou não, o pico de audiência do streaming deixou de ser a faixa das 08h para ser observada as 10h, situação constatada nos dias 23, 24 e 25 desta semana, na plataforma do tudoradio.com.

O crescimento da audiência digital do rádio também ocorreu em outros países, inclusive em locais que enfrentam o auge da pandemia. Na Espanha houve uma ampliação do consumo de rádio via internet, além de um fortalecimento do meio na memória publicitária local. Os dados foram divulgados pelo grupo PRISA. 

Credibilidade do rádio em alta

Segundo uma matéria veiculada pela Folha de S.Paulo, a Edelman realizou entre os dias 20 e 23 de março um levantamento para saber da população como as empresas devem proceder durante este período de pandemia. A pesquisa mostrou que mais da metade (53%) dos brasileiros prefere que as empresas comuniquem suas ações durante a pandemia do novo coronavírus por meios consolidados, como rádio, jornal e TV. 

O mesmo ocorre no exterior. Na Espanha, por exemplo, o levantamento feito pela Havas Media Group aponta o rádio na liderança de credibilidade e confiança na mídia, com o índice de 5,3 (sendo 1 para "nada confiável" e 7 para "totalmente confiável"). Para se ter uma ideia, todos os veiculos de massa estão com índices a partir de 5 nesta escala, enquanto as redes sociais registraram 3,5. 

Dia do Jornalista e um balanço sobre o papel atual da mídia

Neste ano, o dia 7 de abril, Dia do Jornalista, tem um tom diferente. Os últimos meses têm sido de muitas mudanças, mas também de apostar na credibilidade da mídia e no potencial de nossos profissionais. Mudamos a forma de trabalho – devido à crise de coronavírus – com coletivas de imprensa virtuais, com jornalistas atuando de suas casas, com distanciamento físico e muito mais, tudo para atender a demanda de manter as informações públicas, acessíveis e, muito importante, responsáveis.

E responsabilidade parece ser a palavra principal desta data. Somos responsáveis por trazer diariamente, a cada instante, dados completos e fundamentais para a sociedade neste momento crítico que estamos vivenciando. Responsáveis por garantir que todas as informações sejam relevantes, factuais, confirmadas e reconfirmadas. São tarefas que os jornalistas executam com a voz, com a imagem e, sobretudo, com a comunicação como um todo.

Além de tudo isso, lidamos com o grave problema das fake news, que se proliferam de forma preocupante. Batalhamos para garantir que cada detalhe seja conferido. Recentemente, as redes sociais se voltaram a combater notícias falsas e, como um mutirão, jornalistas denunciam conteúdos enganosos, pelo bem da população. Outras ferramentas se mostram aliadas e ampliam a atuação certeira do jornalismo.

Mas, a data também é de agradecer o corajoso trabalho daqueles que se colocam na linha de frente todos os dias. Que sofrem agressões físicas e verbais no exercício da profissão e denunciam publicamente os ataques que comprometem a liberdade de imprensa e de expressão. No último ano os números de agressões cresceram muito, um fator extremamente preocupante, e mesmo assim nossos profissionais estão firmes na divulgação de notícias de interesse público. Que estes dados, vergonhosos, sejam diferentes no próximo 7 de abril, mas que jamais esqueçamos daqueles que estão atuando incessantemente pelo bom uso da informação. Um feliz Dia do Jornalista para quem faz acontecer.

Guliver Leão

Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão

 

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Levantamento da Kantar aponta que Covid-19 é assunto em 59% das inserções publicitárias

Um levantamento realizado pela Kantar mostrou que mais de 59% das inserções publicitárias veiculadas no final do mês passado foram referentes a Covid-19. O resultado foi divulgado na última quinta-feira (2) durante webinar para promover a 2ª edição do Termômetro de Consumo. Os dados se referem a números da TV aberta.

A pesquisa mostrou como os brasileiros têm se comportado em março, mês em que foi registrado o primeiro caso de Covid-19 no país. Enquanto no final do mês passado as inserções publicitárias  na TV aberta referentes a doença atingiram o patamar de 59%, o mesmo dado mostra que levando em conta entre os dias 16 a 22 de março este índice caiu para 19%.

No levantamento a Kantar também levou em conta outros aspectos, tais como o posicionamento das marcas e as finalidades que levaram o brasileiro a sair de suas casas no período. Segundo a pesquisa 78% das pessoas buscam sair do domicílio somente em casos de necessidade, por estarem mais preocupadas com a saúde. Em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019, aumentaram a aquisição de analgésicos, vitaminas e antigripais. Além disso, 27% dos brasileiros alegam buscar alimentos saudáveis e 22% buscam por produtos de limpeza. Com as recomendações de confinamento, o delivery de supermercados agora é utilizado por 7% dos brasileiros.

Home Office também apresentou alta

Em épocas da disseminação do novo coronavírus cresceram também a adesão ao trabalho de forma remota. Também chamado de home office, o levantamento indicou que 23% dos brasileiros já dizem estar atuando dessa forma. Colaboradores de várias empresas, incluindo as emissoras de rádio, têm prestado seus trabalhos a partir de seus lares.

Fonte: Tudo Rádio com informações da AESP

 

 

Medida Provisória prevê redução de jornada e salário e complemento pelo governo

O governo federal publicou a Medida Provisória 936, que permite às empresas reduzir jornada e salário de funcionários. A redução poderá ser feita mesmo sem a participação de sindicato e ainda define como o trabalhador será recompensado pela diminuição do salário. A medida impacta diretamente as emissoras de rádio que tiverem com problemas de caixa.

A suspensão poderá ser firmada por acordo individual com empregados que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135) ou mais de dois tetos do INSS (R$ 12.202,12) e que tenham curso superior. Fora dessas condições, será preciso firmar um acordo coletivo. Se for por acordo direto entre patrão e empregado, a redução na jornada e no salário poderá ser de 25%, 50% ou 70%, por até 90 dias, ou poderá haver suspensão total do contrato, por até 60 dias. 

Segundo o governo federal, pode haver reduções em percentuais diferentes se o acordo for feito entre a empresa e sindicatos de trabalhadores. No caso da redução do contrato, o governo pagará um benefício calculado com base no seguro-desemprego. Se houver suspensão do contrato, a empresa, dependendo de seu faturamento, pode ter que pagar uma parte da renda ao trabalhador.

Em contrapartida, o empregado terá estabilidade no emprego por um período igual ao da redução de jornada ou suspensão de contrato. Por exemplo, se o acordo for de dois meses, ele terá estabilidade durante os dois meses do acordo e por dois meses adicionais —no total, estabilidade de quatro meses

O governo afirmou que ninguém ganhará menos que 1 salário mínimo e os que receberem o auxílio do governo não perderão o direito ao valor integral do seguro-desemprego caso sejam demitidos depois. O benefício pago pelo governo será calculado com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido

Segundo as informações, a negociação deverá seguir da seguinte forma: 

- Se a empresa e o trabalhador optarem por um corte menor que 25%, o empregado não receberá nenhum benefício emergencial pago pelo governo 

- Para reduções iguais ou superiores a 25% e menores que 50%, o pagamento do governo corresponderá a 25% do que o trabalhador teria direito caso fosse demitido 

- Para reduções iguais ou maiores a 50% e menores que 70%, o pagamento complementar será de 50% do equivalente ao seguro-desemprego 

- Para reduções iguais ou superiores a 70%, o benefício será de 70% do equivalente ao seguro-desemprego

No caso de suspensão do contrato, há duas possibilidades, dependendo do faturamento da empresa: 

- Para empresas do Simples Nacional (com receita bruta até R$ 4,8 milhões): 
o governo vai pagar aos empregados 100% do benefício calculado com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido 

- Para empresas sob os regimes de lucro real e lucro presumido, com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões: 
a companhia terá que arcar com 30% do salário do funcionário e o governo pagará 70% da parcela equivalente ao seguro-desemprego.

 

Fonte: Tudo Rádio

Anatel prorroga pagamento do FISTEL por 15 dias

Após pedido da ABERT, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) manifestou concordância com a prorrogação do prazo de pagamento do FISTEL, por 15 dias, sem a cobrança de juros e multa.

 O pleito foi submetido à Anatel como forma de auxílio às emissoras de radiodifusão, em virtude dos prejuízos financeiros advindos com a pandemia do novo coronavírus e pela dificuldade de utilização da rede bancária neste período.

Apesar desta prorrogação, as negociações entre governo e o setor de radiodifusão prosseguem. A ABERT continuará pleiteando o diferimento do FISTEL e outras taxas incidentes sobre o serviço de radiodifusão por um período maior de tempo.

“O prazo adicional de pagamento deverá ser inicialmente de 15 dias, o que  nos dá  mais tempo para uma melhor negociação com o governo, para auxiliar os radiodifusores nesse difícil momento de pandemia”, afirma o presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo.

Com a prorrogação, os boletos do FISTEL com vencimento em 31 de março poderão ser pagos até o dia 15 de abril sem a cobrança de juros e multa. Além disso, ficam também prorrogadas outras eventuais obrigações inadimplidas, cujos vencimentos estejam compreendidos no período entre 20/03/2020 e 10/04/2020.

A emissão de boletos bancários passíveis de pagamento em qualquer banco e pelos diversos meios que as instituições bancárias já está disponível.

Para acessar a o documento na íntegra, clique AQUI.

Coronavírus impacta diretamente na audiência e no comercial de rádio em diferentes países do mundo

Escuta de rádio durante o período da pandemia foi ampliado nos Estados Unidos. Também foi percebida um aumento no consumo de streaming de rádio

Um artigo publicado pelo Radio Intelligence, especializado em análises do setor, procurou mapear o desempenho do veículo em diferentes países durante a pandemia do coronavírus. No levantamento foi possível ver um crescimento da audição em países como os Estados Unidos, mas diminuição de alcance em locais como a Dinamarca. No on-line, o consumo de streaming de rádio está em alta, inclusive no Brasil, onde o sistema monitorado pelo tudoradio.com percebeu avanços desde o início das medidas de distanciamento social implantadas no país. Articulistas também destacam ações comerciais para estancar a crise financeira. Acompanhe:

A análise lembra a queda de receita do rádio no período, algo já debatido e reportado pelo tudoradio.com na semana anterior. Porém a audiência geral está se mantendo ou até mesmo ampliando. Por exemplo: nos Estados Unidos a Nielsen apontou que 83% dos norte-americanos relataram passar mais tempo ou ter o mesmo consumo de sempre em relação ao rádio, sendo resultado de uma pesquisa on-line feita entre os dias 20 e 22 deste mês.

"Em um momento de incerteza elevada e rotinas interrompidas, os consumidores estão se voltando para o rádio como uma fonte confiável de informações e conexão com a comunidade, refletindo os padrões observados durante desastres regionais e nacionais anteriores e eventos climáticos", afirma Brad Kelly, diretor administrativo da Nielsen Audio.

Já em outro locais, o rádio se comportou de maneira diferente conforme o país. O Radio Intelligence destacou que os números da Escandinávia, que assim como nos EUA conta com a medição PPM (mas tendo divulgação semanal), o alcance do rádio pouco caiu nas últimas semanas. E na Suécia, o artigo destacou que o tempo gasto para ouvir é muito alto, de acordo com os últimos números de PPM da Kantar Sifo.

Apesar do consumo de rádio seguir elevado na Suécia, o alcance diário teve retração, mas nada expressivo: de 0,6 a 69,2% nas últimas duas semanas. O Radio Intelligence afirma que, ao mesmo tempo, o tempo gasto para ouvir é de 7 minutos a 115 minutos e de 12 minutos a 167 minutos entre os ouvintes de rádio.

Já na Dinamarca, o alcance diário de rádio teve uma queda mais brusca devido às mudanças de comportamento, como um recuo de 72,5% para 68,5%, mas ainda é considerado um valor elevado, sem uma variação significativa no tempo gasto em audição diminuiu, situação também semelhante nos números da Noruega.

A análise considera que "pode ser que alguns ouvintes tenham se perdido em alguns mercados, devido ao menor número de passageiros e à escuta no local de trabalho. Mas o rádio parece resiliente nessa crise, com o TSL mantendo mais do que o alcance diário", destaca o Radio Intelligence.

Tendência favorável ao jornalismo

O Radio Intelligence destaca que a procura por conteúdo jornalístico está em alta, com as emissoras desse formato se destacando em diferentes localidades. A situação é considerada como "algo que não surpreende", afinal há uma grande procura de notícias com credibilidade para entender e enfrentar melhor a pandemia da covid-19. No Brasil, o rádio está entre os veículos de maior credibilidade na obtenção de informações.

Voltando ao artigo do Radio Intelligence, o texto faz destaque para o caso da Suécia, onde a escuta do serviço público de notícias (e também formato talk) P1, que viu seu alcance diário subir de 14,8 para 16,7% nas últimas duas semanas. Outra emissora, também pública e de notícias, a P4, também teve elevação de sua audiência, enquanto as rádios comerciais (mais voltadas a entretenimento na Suécia) tiveram queda de alcance diário, de 37,7% para 33,7%. O artigo destaca que essa tendência também foi vista na Dinamarca, Noruega e Escandinávia.

Uma observação: em vários países da Europa e também em praças importantes dos Estados Unidos, são as emissoras públicas as responsáveis pelas notícias e programas no formato Talk. Ou pelo menos são os principais canais de notícias. Mas em outros locais, como novamente nos Estados Unidos, Reino Unido, na França e também no Brasil, rádios comerciais também atuam no formato jornalístico.

On-line em alta, mas para rádio. Serviços de música estão em queda

Novamente sobre os números destacados pelo Radio Intelligence, no No Reino Unido, onde o rádio possui números expressivos de audiência, a emissora comercial líder do mercado do grupo Global relata que a audiência no streaming está alta. O alcance diário aumentou 15% entre 9 e 17 de março, enquanto o tempo gasto em audição aumentou 9%. E quem teve o maior crescimento foi o serviço prestado pela rede LBC, que teve um alcance diário de 43% e TSL de 17%.

O artigo também destaca o desempenho da pública BBC no período, empresa que afirma que sua plataforma de streaming BBC Sounds está em um nível mais alto do que o habitual, com um aumento de 18% de consumo on-line das estações de rádio.

Fonte: Tudo Rádio
 

Fenaert orienta radiodifusores sobre medidas durante pandemia mundial

Neste momento de crise mundial, provocada pelo Coronavírus e seus efeitos, o papel da imprensa é fundamental. Para garantir a continuidade dos serviços prestados à população com a responsabilidade de levar notícias a todo tempo, é importante que algumas medidas sejam seguidas, sejam da ordem econômica ou da prevenção da disseminação do Covid-19.


A grade de programação das emissoras sofreu alterações para dar mais espaço à cobertura das informações relevantes da pandemia mundial, assim como os formatos e modalidades de emprego estão se ajustando, com o afastamento de profissionais do grupo de risco, ou a transmissão de notícias de forma a assegurar a saúde de todos.

O Governo Federal definiu o serviço da imprensa e da radiodifusão como essencial nos termos do Decreto 10.288, de 22 de março de 2020. Para além disso, registrou medidas que tratam diretamente das relações trabalhistas e de questões de gestão de cada empresa, visando evitar as complicações financeiras que o momento demonstra. A publicidade no rádio e na televisão se mostram flutuantes, com anunciantes inseguros em continuar com os contratos, mas o contexto em que estamos permite que a visibilidade ainda seja ampliada e garanta o retorno necessário.
 

A imprensa não pode parar. É com ela que a população consegue se informar, portanto, ela auxilia na contenção do vírus e na adoção das medidas necessárias para barrar o contágio. Mesmo com todos os esforços, de profissionais que bravamente noticiam diariamente, ainda é necessário combater falas que levam ao descrédito e acusações de histeria, quando na realidade demonstram o serviço fundamental que o jornalismo presta.

Reiteramos a importância e a relevância de que todas as pessoas sigam as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à quarentena, que já se mostrou a forma mais eficiente de evitar a disseminação do Covid-19 no mundo todo, com o isolamento social como principal frente das medidas necessárias.


A Fenaert orienta ainda que todas as empresas estejam atentas às medidas para adequação, e que mantenham o serviço exemplar de informar a população com objetividade e responsabilidade, checando as notícias e utilizando os meios digitais para contatar autoridades e especialistas – evitando o contato próximo. As definições econômicas seguirão as normas estabelecidas pelos comunicados oficiais, a fim de garantir que todas as empresas consigam operar da melhor forma. 

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