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Rádio é consumido por 83% da população no Brasil; 58% ouvem em maior ou na mesma quantidade, diz Inside Radio 2022

São Paulo - Avanço do alcance do rádio é de 3% em relação ao ano anterior. 7,4 milhões de pessoas ouvem o meio via web

 

Em comemoração ao centenário do rádio no Brasil e ao Dia Nacional do Rádio (25), a Kantar IBOPE Media lançou seu estudo anual sobre o consumo de rádio no país, chamado de Inside Radio 2022. O levantamento indicou que o rádio é ouvido por 83% da população brasileira, considerando as 13 regiões pesquisadas regularmente pela empresa. Três a cada 5 ouvintes escutam rádio todos os dias. 58% estão ouvindo o meio em maior, ou na mesma quantidade nos últimos 6 meses. Cada ouvinte passa 3h58 minutos ouvindo rádio por dia. E 7,4 milhões de pessoas ouvem o meio via web, sendo um avanço de 85% em relação à 2019, com um consumo médio de 2h45 min.

Hoje com 83% de pessoas que ouvem rádio no Brasil, é possível afirmar que o meio segue em alta no seu consumo no país, seja no dial e também por plataformas digitais. Para efeitos comparativos, o alcance do rádio nas 13 regiões brasileiras pesquisadas pela Kantar IBOPE Media ficou em 80% no Inside Radio 2021 e 78% no Inside Radio 2020. Os dados do estudo de 2022 são relativos ao mês de agosto e foram apresentados hoje (21) por Giovana Alcantara, diretora de Desenvolvimento de Negócios Regionais da Kantar IBOPE Media

Segundo o Inside Radio 2022, o perfil do ouvinte de rádio é muito similar ao da população brasileira, ou seja, isso mostra como o rádio está inserido em praticamente todos os grupos sociais e etários do país. Desse público, 63% declaram que ouvem o rádio em casa, 30% no carro, 12% em outros locais, 9% no trajeto e 3% no trabalho. Com a retomada e a reabertura social, a parcela de audiência fora de casa foi ampliada em relação a 2021.

O Inside Radio 2022 também destaca que o rádio está "evoluindo em todas as formas", com 80% dos ouvintes informando que ouvem o rádio pelo receptor comum (também inclui o rádio do carro), 26% no celular (era 25% em 2021), 4% em outros equipamentos e 3% no computador. Usar uma forma para escutar o rádio não exclui a outra, ou seja, a audiência pode utilizar mais de uma forma para acompanhar o meio durante a sua jornada diária.

“Ao longo de 100 anos de existência, o Rádio teve que se adaptar em diferentes momentos de sua história para se manter relevante, tanto em termos de conteúdo quanto de plataformas e formatos de mídia. E, como acontece com todos os meios de comunicação atualmente, o Rádio busca um modelo ideal para a realidade do digital, que apresenta uma nova configuração cross media, com múltiplos e convergentes pontos de contato e formatos diversos para engajar a audiência. O Rádio segue forte, presente e essencial na vida dos brasileiros”, afirma Giovana Alcantara.

Em resumo, nas 13 regiões brasileiras pesquisadas pela Kantar IBOPE Media, os números do consumo do rádio foram os seguintes (alcance total e tempo médio de escuta em horas, minutos e segundos, alcance 30 dias, tempo médio, abril a junho de 2022): 

90% - Grande Belo Horizonte - 03:55:44 - maior alcance entre as 13 regiões pesquisadas
86% - Grande Porto Alegre - 04:05:07
85% - Grande Fortaleza - 03:55:20
85% - Grande Florianópolis - 03:29:20
84% - Grande Curitiba - 03:38:09
83% - Grande Rio de Janeiro - 04:32:47 - maior tempo médio entre as 13 regiões
82% - Grande Goiânia - 03:49:46
82% - Grande Vitória - 03:49:00
82% - Distrito Federal - 03:13:51
81% - Grande São Paulo - 03:52:26
79% - Grande Salvador - 03:54:42
78% - Grande Recife - 04:09:23
77% - Campinas - 03:18:22

 

 

 

Ministério das Comunicações simplificará regras para radiodifusão

Mesmo após diversas revoluções tecnológicas, como a televisão, as transmissões via satélite e a internet, o rádio segue sendo o meio de comunicação de maior presença e simplicidade de uso. Exatamente pela facilidade, o aparelhinho de rádio está presente na grande maioria dos lares brasileiros.

Com mais de 10 mil emissoras estabelecidas no país, destas 4 mil comunitárias, o rádio é essencial na comunicação de notícias, cultura, cidadania e na educação de jovens e adultos, afirmou na sexta-feira (9) em entrevista ao programa A Voz do Brasil o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão.

Segundo Martinhão, o Ministério das Comunicações pretende juntar diversas regras, normas e legislações sobre radiodifusão em uma única portaria – medida que, de acordo com a pasta, facilitará a compreensão e o cumprimento das normas, além de incentivar a proliferação de rádios no país.

“Hoje, um radiodifusor quando vai solicitar [concessão pública], ele tem que manipular um conjunto enorme de portarias e regras de diferentes anos. Isso é muito difícil. Faremos uma consolidação em uma única norma do Ministério das Comunicações”, anunciou.

“Isso [a simplificação de normas] será um ganho assustador para o setor de radiodifusão”, concluiu o secretário de Radiodifusão.

*Farcom-PR, com informações da Agência Brasil

Emissoras de rádio devem ficar atentas a restrições na veiculação de conteúdo sobre as eleições

Desde o último sábado (6), emissoras de rádio e televisão de todo o país estão sujeitas a uma série de restrições previstas na legislação (Lei nº 9.504/1997 e Resolução TSE nº 23.610/2019) e no calendário eleitoral para a divulgação de conteúdos sobre as eleições. As medidas visam garantir que todos os candidatos tenham um tratamento isonômico pelos meios de comunicação que operam mediante concessão pública, bem como evitar que o posicionamento político-ideológico das eleitoras e dos eleitores seja devassado.

Assim, já não será mais possível transmitir imagens de realização de pesquisa ou de qualquer tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar a pessoa entrevistada, ou na qual haja manipulação de dados, ainda que seja em formato de entrevista jornalística.

As emissoras também não poderão mais veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa que promova ou critique – mesmo que de maneira velada – candidata, candidato, partido político, federação ou coligação. A exceção são programas jornalísticos ou debates políticos.

De qualquer forma, as emissoras não poderão dar nenhum tipo de tratamento privilegiado aos concorrentes ou às legendas nos conteúdos das respectivas programações. Também está proibida a veiculação de qualquer propaganda política no rádio ou na TV.

Por fim, não poderão mais divulgar programas cujos nomes se refiram a candidata ou candidato escolhido em convenção, ou façam menção aos seus nomes nas urnas eletrônicas, mesmo que esses programas já existam há mais tempo. O não cumprimento dessas restrições pode acarretar o cancelamento do registro de candidatura da pessoa beneficiada pela veiculação irregular.

 

Fonte: Farcom

Consumo de podcasts no Brasil chega a 40% dos internautas

Estamos em uma nova era do áudio e uma das grandes transformações dos últimos anos foi o crescimento no consumo de podcasts. Parafraseando uma fala famosa, no futuro todo mundo terá seus 15 minutos nesse formato.

Muito mais que uma tendência, o aumento no consumo e na produção de podcasts ano a ano mostra que eles vieram para ficar. A estimativa da eMarketer é que a audiência do formato chegue a 23,5% da população mundial conectada até 2024. Ou seja, quase um em cada quatro internautas no mundo logo será ouvinte de podcast.

Nesse cenário, o Brasil ocupa um lugar de destaque. Segundo uma pesquisa do site Statista, mais de 40% dos brasileiros conectados já entraram nessa onda. Apenas Suécia e Irlanda aparecem no mesmo patamar, completando o pódio global.

Portanto, esse é um mercado muito interessante para as marcas que procuram maior proximidade com o público. Saiba mais!

Cresce o consumo de podcasts no Brasil

Nos últimos anos, o hábito de ouvir e criar podcasts no Brasil vem crescendo aceleradamente. Como revela a Globo, foi o país com maior crescimento na produção em 2020 e, durante a pandemia, teve um público de 57% das pessoas ouvindo o formato pela primeira vez.

Esses números confirmam a posição privilegiada da podosfera brasileira no mundo. Além de figurar no top 3 mundial do Statista, o Brasil também aparece como segundo maior mercado consumidor de podcasts nos dados de Podcast Stats Soundbites.

Sem dúvida, o brasileiro é apaixonado por áudio, como sua relação com a rádio já demonstra, considerando que o meio é ouvido por 80% da população, segundo a Kantar IBOPE Media.

Na internet, o consumo de áudio por serviços de streaming chega a 13 bilhões de horas por mês no Brasil, de acordo com a Comscore.

Para alimentar esse interesse, o País tem aumentado sua produção de podcasts no mesmo ritmo. O Listen Notes coloca o Brasil como segundo maior produtor do formato, atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas é interessante notar que o podcast é, na verdade, multiplataforma. Nesse sentido, por exemplo, o Google mostra que 63,1% dos usuários de YouTube gostam de acompanhar seus programas favoritos pela rede de vídeos. Para a audiência, a experiência com o conteúdo assim se torna ainda mais próxima.

 

Fonte: Negócios SC

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