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Consumo de podcasts no Brasil chega a 40% dos internautas

Estamos em uma nova era do áudio e uma das grandes transformações dos últimos anos foi o crescimento no consumo de podcasts. Parafraseando uma fala famosa, no futuro todo mundo terá seus 15 minutos nesse formato.

Muito mais que uma tendência, o aumento no consumo e na produção de podcasts ano a ano mostra que eles vieram para ficar. A estimativa da eMarketer é que a audiência do formato chegue a 23,5% da população mundial conectada até 2024. Ou seja, quase um em cada quatro internautas no mundo logo será ouvinte de podcast.

Nesse cenário, o Brasil ocupa um lugar de destaque. Segundo uma pesquisa do site Statista, mais de 40% dos brasileiros conectados já entraram nessa onda. Apenas Suécia e Irlanda aparecem no mesmo patamar, completando o pódio global.

Portanto, esse é um mercado muito interessante para as marcas que procuram maior proximidade com o público. Saiba mais!

Cresce o consumo de podcasts no Brasil

Nos últimos anos, o hábito de ouvir e criar podcasts no Brasil vem crescendo aceleradamente. Como revela a Globo, foi o país com maior crescimento na produção em 2020 e, durante a pandemia, teve um público de 57% das pessoas ouvindo o formato pela primeira vez.

Esses números confirmam a posição privilegiada da podosfera brasileira no mundo. Além de figurar no top 3 mundial do Statista, o Brasil também aparece como segundo maior mercado consumidor de podcasts nos dados de Podcast Stats Soundbites.

Sem dúvida, o brasileiro é apaixonado por áudio, como sua relação com a rádio já demonstra, considerando que o meio é ouvido por 80% da população, segundo a Kantar IBOPE Media.

Na internet, o consumo de áudio por serviços de streaming chega a 13 bilhões de horas por mês no Brasil, de acordo com a Comscore.

Para alimentar esse interesse, o País tem aumentado sua produção de podcasts no mesmo ritmo. O Listen Notes coloca o Brasil como segundo maior produtor do formato, atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas é interessante notar que o podcast é, na verdade, multiplataforma. Nesse sentido, por exemplo, o Google mostra que 63,1% dos usuários de YouTube gostam de acompanhar seus programas favoritos pela rede de vídeos. Para a audiência, a experiência com o conteúdo assim se torna ainda mais próxima.

 

Fonte: Negócios SC

35% do planejadores de mídia pretendem aumentar o investimento publicitário em rádio

A Nielsen divulgou um estudo que mostra a confiança dos planejadores de compra de mídia nos dados das mais diversas plataformas e meios, inclusive rádio e canais digitais. No geral, esses profissionais de marketing estão priorizando o digital e também apontam que irão ampliar o investimento em áudio, com destaque para o streaming e os podcasts.

O estudo aponta que 35% dos entrevistados pretendem aumentar o investimento publicitário em rádio. Sendo o rádio o meio de maior consumo entre todas as plataformas que carregam algum tipo de publicidade, o meio é considerado de “alta eficácia” e confiabilidade pelos marketeiros. O estudo global da Nielsen aponta que, para os próximos 12 meses, 9% dos planejadores de mídia pretendem aumentar seu orçamento para o rádio em 50% ou mais.

Já 26% têm intenção de aumentar em até 49% , 39% não pretendem alterar seus planejamentos e 6% projetaram uma redução. Sobre o áudio digital, os 11% afirmaram que pretendem aumentar seu orçamento de áudio em 50% ou mais, 38% planejam um aumento de 0 a 49%, 34% disseram “sem alterações”, 10% projetaram uma redução de 0 a 49% e 4 % procuram reduzir seu orçamento de streaming de áudio em 50% ou mais.

Com isso, o rádio que já vem recuperando receita desde 2021, tende aumentar em 13% o seu faturamento nos próximos 12 meses. O relatório da Nielsen é de cobertura global e ouviu quase 2.000 profissionais de marketing, realizado de dezembro de 2021 a janeiro de 2022.

 

Consumo de rádio online no Brasil cresce 186% em 2021

28% dos brasileiros afirmam que poder escutar rádio online mudou o jeito de consumir esse formato, segundo relatório da Kantar Ibope Media

 

Durante seus 100 anos de história, o rádio passou por reinvenções para se adaptar às mudanças de comportamento do ouvinte, que se tornou cada vez mais digital. Atualmente, 28% dos brasileiros afirmam que poder escutar rádio online mudou o jeito de consumir esse formato. Inclusive, em 2021 o consumo de rádio online cresceu 186%, em comparação com 2019.

Os dados são fruto do material “Rádio online: O som do novo”, da Kantar Ibope Media, que faz parta da edição de abril do Data Stories, conteúdo temático lançado mensalmente pela empresa. O documento foi elaborado com ajuda de informações coletadas pelos estudos Target Group Index e TG.Net.

Os diversos pontos de contato com o formato possibilita que mais ouvintes tenham acesso. O relatório revela que atualmente 46% dos brasileiros ouvem o meio via dial e 12% via digital. Além disso, 51% usam algum, ou os dois, formatos.

O material também mostra que os ouvintes de rádio online têm uma relação próxima com novas tecnologias e utilizam a internet na hora de fazer compras, visto que 71% se mantêm atualizados com os desenvolvimentos tecnológicos e 59% acreditam que comprar online torna suas vidas mais fáceis.

O áudio online não se resume ao rádio, mas também ao formato de podcasts. De acordo com o levantamento, atualmente, 28% dos ouvintes de rádio já aderiram ao formato de podcasts. Entre os gêneros favoritos dos brasileiros, estão comédia e entretenimento (63%), notícias e política (51%) e negócios e finanças (44%). Com isso, a Kantar entende que há espaço para tanto para canais exclusivos como para veículos de imprensa neste formato.

Os devices preferidos pelos brasileiros para consumirem rádio online são os smartphones ou tablets (57%), seguidos pelos desktops e notebooks (35%), e outros aparelhos (14%). Além disso, de acordo com o relatório, a crescente presença dos aplicativos de emissoras em smartphones e tablets facilita o consumo desse formato. Em 2021, 36% dos ouvintes de rádio possuíam aplicativos de rádio, alta de 86% em relação à 2017.

 

Por Meio e Mensagem

Nielsen lança metodologia para publicidade digital sem cookies

Digital Ad Ratings e Nielsen Identity System envolvem identificadores de dispositivos e dados demográficos

A Nielsen apresentou nesta quinta-feira, 7, o Digital Ad Ratings, uma metodologia de medição de anúncios digitais com o apoio do sistema de identificação Nielsen Identity System, também lançado essa semana. As soluções são lançadas no Brasil, Alemanha. Austrália, Canadá, Espanha, Índia e Indonésia.

O Digital Ad Ratings oferece a possibilidade de anunciantes medirem alcance e frequência de suas campanhas por diferentes plataformas para confirmar se o anúncio atingiu o público-alvo. Segundo a Nielse, a empresa tira a duplicidade dos dados demográficos para obter métricas reais baseadas em pessoas em dispositivos móveis e desktop.

A metodologia também se apoia no Nielsen Identity System, que é alimentado por dois bilhões de identificadores de dispositivos globalmente e conecta impressões de anúncios digitais a dados demográficos da empresa e provedores de dados terceirozados. Segundo a Nielsen, as soluções não usa cookies de terceiros.

A Nielsen foi recentemente adquirida por um consórcio de fundos de private equity, mas ainda enfrenta questionamentos em relação validade das suas métricas. Em dezembro de 2021, a empresa informou aos clientes que subnotificou audiências fora de casa para programação de TV nacional desde setembro de 2020. Em março, o Video Advertising Bureau disse que a empresa estava trabalhando com dados inutilizáveis e programadoras como NBCUniversal, WarnerMedia e ViacomCBS, começaram criar suas próprias alternativas de medição.

 

Por Meio e Mensagem

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