2020-02-Banner-Capa

35% do planejadores de mídia pretendem aumentar o investimento publicitário em rádio

A Nielsen divulgou um estudo que mostra a confiança dos planejadores de compra de mídia nos dados das mais diversas plataformas e meios, inclusive rádio e canais digitais. No geral, esses profissionais de marketing estão priorizando o digital e também apontam que irão ampliar o investimento em áudio, com destaque para o streaming e os podcasts.

O estudo aponta que 35% dos entrevistados pretendem aumentar o investimento publicitário em rádio. Sendo o rádio o meio de maior consumo entre todas as plataformas que carregam algum tipo de publicidade, o meio é considerado de “alta eficácia” e confiabilidade pelos marketeiros. O estudo global da Nielsen aponta que, para os próximos 12 meses, 9% dos planejadores de mídia pretendem aumentar seu orçamento para o rádio em 50% ou mais.

Já 26% têm intenção de aumentar em até 49% , 39% não pretendem alterar seus planejamentos e 6% projetaram uma redução. Sobre o áudio digital, os 11% afirmaram que pretendem aumentar seu orçamento de áudio em 50% ou mais, 38% planejam um aumento de 0 a 49%, 34% disseram “sem alterações”, 10% projetaram uma redução de 0 a 49% e 4 % procuram reduzir seu orçamento de streaming de áudio em 50% ou mais.

Com isso, o rádio que já vem recuperando receita desde 2021, tende aumentar em 13% o seu faturamento nos próximos 12 meses. O relatório da Nielsen é de cobertura global e ouviu quase 2.000 profissionais de marketing, realizado de dezembro de 2021 a janeiro de 2022.

 

Consumo de rádio online no Brasil cresce 186% em 2021

28% dos brasileiros afirmam que poder escutar rádio online mudou o jeito de consumir esse formato, segundo relatório da Kantar Ibope Media

 

Durante seus 100 anos de história, o rádio passou por reinvenções para se adaptar às mudanças de comportamento do ouvinte, que se tornou cada vez mais digital. Atualmente, 28% dos brasileiros afirmam que poder escutar rádio online mudou o jeito de consumir esse formato. Inclusive, em 2021 o consumo de rádio online cresceu 186%, em comparação com 2019.

Os dados são fruto do material “Rádio online: O som do novo”, da Kantar Ibope Media, que faz parta da edição de abril do Data Stories, conteúdo temático lançado mensalmente pela empresa. O documento foi elaborado com ajuda de informações coletadas pelos estudos Target Group Index e TG.Net.

Os diversos pontos de contato com o formato possibilita que mais ouvintes tenham acesso. O relatório revela que atualmente 46% dos brasileiros ouvem o meio via dial e 12% via digital. Além disso, 51% usam algum, ou os dois, formatos.

O material também mostra que os ouvintes de rádio online têm uma relação próxima com novas tecnologias e utilizam a internet na hora de fazer compras, visto que 71% se mantêm atualizados com os desenvolvimentos tecnológicos e 59% acreditam que comprar online torna suas vidas mais fáceis.

O áudio online não se resume ao rádio, mas também ao formato de podcasts. De acordo com o levantamento, atualmente, 28% dos ouvintes de rádio já aderiram ao formato de podcasts. Entre os gêneros favoritos dos brasileiros, estão comédia e entretenimento (63%), notícias e política (51%) e negócios e finanças (44%). Com isso, a Kantar entende que há espaço para tanto para canais exclusivos como para veículos de imprensa neste formato.

Os devices preferidos pelos brasileiros para consumirem rádio online são os smartphones ou tablets (57%), seguidos pelos desktops e notebooks (35%), e outros aparelhos (14%). Além disso, de acordo com o relatório, a crescente presença dos aplicativos de emissoras em smartphones e tablets facilita o consumo desse formato. Em 2021, 36% dos ouvintes de rádio possuíam aplicativos de rádio, alta de 86% em relação à 2017.

 

Por Meio e Mensagem

Nielsen lança metodologia para publicidade digital sem cookies

Digital Ad Ratings e Nielsen Identity System envolvem identificadores de dispositivos e dados demográficos

A Nielsen apresentou nesta quinta-feira, 7, o Digital Ad Ratings, uma metodologia de medição de anúncios digitais com o apoio do sistema de identificação Nielsen Identity System, também lançado essa semana. As soluções são lançadas no Brasil, Alemanha. Austrália, Canadá, Espanha, Índia e Indonésia.

O Digital Ad Ratings oferece a possibilidade de anunciantes medirem alcance e frequência de suas campanhas por diferentes plataformas para confirmar se o anúncio atingiu o público-alvo. Segundo a Nielse, a empresa tira a duplicidade dos dados demográficos para obter métricas reais baseadas em pessoas em dispositivos móveis e desktop.

A metodologia também se apoia no Nielsen Identity System, que é alimentado por dois bilhões de identificadores de dispositivos globalmente e conecta impressões de anúncios digitais a dados demográficos da empresa e provedores de dados terceirozados. Segundo a Nielsen, as soluções não usa cookies de terceiros.

A Nielsen foi recentemente adquirida por um consórcio de fundos de private equity, mas ainda enfrenta questionamentos em relação validade das suas métricas. Em dezembro de 2021, a empresa informou aos clientes que subnotificou audiências fora de casa para programação de TV nacional desde setembro de 2020. Em março, o Video Advertising Bureau disse que a empresa estava trabalhando com dados inutilizáveis e programadoras como NBCUniversal, WarnerMedia e ViacomCBS, começaram criar suas próprias alternativas de medição.

 

Por Meio e Mensagem

TV linear lidera preferência de consumo de vídeos

Pesquisa da Kantar detalha o consumo de vídeos dentro de casa e revela o uso da publicidade no formato 

O estudo Inside Video 2022, produzido pela Kantar, revelou que no consumo de vídeo dentro de casa, a grande tela é a favorita, a qual as pessoas passam 92% do tempo de consumo. Os dados ainda mostram que dentro disso, as emissoras de TV linear são responsáveis por 79% do tempo, enquanto os serviços de streaming representam 21%. 

Com variadas possibilidades de consumo, o número de pessoas que possuem uma SmarTV mais que dobrou nos últimos cinco anos, de 27% em 2017 para 57% em 2021. O alcance dos canais de TV aberta e PayTV ainda é grande, com uma audiência em 2021 de 205 milhões e tempo médio diário gasto em frente a tela de 5h37min.  

Dentro do formato, 25% do tempo dedicado à televisão é assistindo a jornalismo, seguido pelo consumo de novelas com 18% do tempo, programas de auditório com 9% e reality shows com 4%. Segundo a Kantar, os pontos indicam que o consumo se deu por conta de uma programação ampla e variada, além da credibilidade.  

Investimento publicitário  

O estudou revelou que 63% de todo investimento publicitário em 2021 foi realizado em formatos de vídeo. Entre as Top 10 marcas mais valiosas (Brand Z), a porcentagem dos investimento em vídeo sobe para 70% e nas Top 10 marcas de bens de consumo mais escolhidas (Brand Footprint) para 88%.  

Entre as principais categorias de anunciantes estão serviços consumidor (diversos), vitrines virtuais, telefonia e conectividade residencial, institucional mercado financeiro, multicategorias, grandes lojas, construção e incorporação, mídia online, supermercados, hipermercados e atacadista e ensino escolar e universitário.  

Reality show 

A popularidade do reality show também foi um dos pontos destacados. Entre 2019 e 2021, o crescimento no volume de ações de branded content nesse tipo de programação foi de 20%, o aumento foi de 128% nos Top 5 programas. Na TV aberta, apenas 1% da programação é composta o gênero, porém, ele representa 4% do tempo que as pessoas dedicam a canais de emissoras abertas, o que resulta num índice de intensidade de consumo de 366. 

Detalhes do streaming 

O estudo também mostrou que os serviços de vídeo por assinatura alcançam cerca de 42% das pessoas em um mês dentro do domicílio, além de um aumento do investimento publicitário em players de streaming de vídeo de 243% em 2021 quando em comparação a 2019.

Como o motivo que leva os usuários a pagar por um serviço de streaming, o preço do fornecedor (47%) e um amplo catálogo de novos filmes e séries (47%) apareceram em primeiro lugar, seguido por o site/aplicativo funcionar bem em todos os dispositivos (30%), um amplo catálogo de filmes e séries antigas (25%) e facilidade de navegar/encontrar os programas que gosta no site/aplicativo (22%). 

 

Assine nossa Newsletter