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Pesquisas analisam diversos ângulos da fake news e quando a checagem de fatos é eficaz

Segundo o estudo, feito com quase duas mil pessoas, a utilização de leigos na verificação de fake news é uma ideia promissora

Em artigo publicado no Nieman Lab, Denise Marie Ordway, editora-chefe do Journalist’s Resource, fez um resumo de sete artigos que examinam as fake news sob vários ângulos, incluindo o fact checking mais eficaz e o uso potencial do crowdsourcing para ajudar a detectar conteúdo falso nas mídias sociais.

O estudo “Todos os tuítes do presidente: efeitos da exposição às acusações de ‘fake news’ de Trump sobre as percepções de jornalistas, notícias e avaliação de problemas”, de Virginia Tech e EAB, sugere que os tuítes de Donald Trump desacreditando a imprensa poderiam ajudar os jornalistas.

Os pesquisadores mostraram aos participantes uma amostra dos tuítes de Trump classificando notícias como “fake news” e, depois, pediram que eles lessem a reportagem em questão. “Podemos concluir que os tuítes de Trump sobre notícias falsas geraram maior interesse pelas notícias em geral”, escrevem os autores.

No estudo “Soluções reais para notícias falsas? Medindo a eficácia de avisos gerais e tags de verificação de fatos na redução da crença em histórias falsas nas mídias sociais”, do Dartmouth College e da Universidade de Michigan, publicado no Political Behavior, os autores descobriram que, quando as manchetes com notícias falsas eram sinalizadas com aviso “classificado como falso”, as pessoas tinham menos probabilidade de aceitar a manchete como precisa do que quando as manchetes exibiam uma etiqueta “Disputada”.

Os autores da pesquisa “Combate à desinformação nas mídias sociais usando julgamentos de qualidade da fonte de notícias por meio de crowdsourcing”, da Universidade de Regina e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, encontraram uma concordância alta entre verificadores de fatos e leigos na classificação de sites de notícias hiperparteiristas e falsos.

Segundo o estudo, feito com quase duas mil pessoas, a utilização de leigos na verificação de fake news é uma ideia promissora, já que seria demorado e caro contratar verificadores profissionais para encontrar e sinalizar todo o conteúdo falso nas mídias sociais.

Os autores observam, no entanto, que, para avaliar com precisão os sites, as pessoas precisam estar familiarizadas com eles.

O estudo “Quem compartilhou?: Decidindo em quais notícias confiar nas mídias sociais”, do NORC da Universidade de Chicago e do American Press Institute, analisa se os meios de comunicação ou figuras públicas têm uma influência maior na percepção das pessoas sobre a confiabilidade de um artigo.

As descobertas sugerem que a atitude das pessoas em relação ao artigo está ligada ao quanto elas confiam na figura pública.

Os pesquisadores encontraram evidências de que o público terá maior probabilidade de confiar e se envolver com as notícias se vier de um canal de notícias respeitável do que se for de um site de notícias falsas.

O artigo “Tendências na difusão de informações erradas nas mídias sociais”, da New York University e da Stanford University, analisa as mudanças no volume de informações erradas circulando nas mídias sociais.

Segundo o estudo, desde 2016, as interações com conteúdo falso no Facebook caíram drasticamente, mas aumentaram no Twitter. Ainda assim, muitas pessoas continuam a clicar, comentar, curtir e compartilhar informações erradas.

Os pesquisadores analisaram a frequência com que o público interagia com as histórias de 569 sites de notícias falsas que apareceram no Facebook e no Twitter.

Eles descobriram que os compartilhamentos de fake news no Facebook caíram de 160 milhões por mês, no final de 2016, para cerca de 60 milhões por mês em meados de 2018. Já no Twitter, o material de sites de notícias falsas passou de 4 milhões de vezes, em 2016, para 5 milhões em 2018.

Da Universidade de Yale, o estudo “Preguiçoso, não tendencioso: a suscetibilidade a notícias falsas partidárias é melhor explicada pela falta de raciocínio do que pelo raciocínio motivado” investigou se as notícias falsas ganharam força por causa do partidarismo político ou por que algumas pessoas carecem de fortes habilidades de raciocínio.

Eles descobriram que os adultos que tiveram melhor desempenho em um teste cognitivo foram mais capazes de detectar notícias falsas, independentemente de sua afiliação política ou nível de educação.

Realizados com 3.446 participantes, os estudos sugerem que “a suscetibilidade a notícias falsas é mais motivada por pensamentos preguiçosos do que por preconceitos partidários em si!”, escrevem os autores.

Os autores também descobriram que os participantes que apoiaram Trump tinham uma capacidade mais fraca de diferenciar notícias reais e falsas do que aqueles que apoiaram a candidata presidencial de 2016 Hillary Clinton.

Já o artigo “Verificação de fatos: uma meta-análise do que funciona e para quem”, da Northwestern University, Universidade de Haifa e Temple University, revela que o sucesso dos esforços de checagem de fatos varia de acordo com para uma série de fatores.

Os pesquisadores sintetizaram as descobertas de 30 estudos publicados entre 2013 e 2018 e descobriram que os verificadores de fatos foram mais eficazes quando tentaram corrigir uma declaração inteira, em vez de partes de uma.

Outro ponto é que mensagens fact-checking com elementos gráficos tendiam a ser menos eficazes na correção de informações erradas do que aquelas que não apresentavam. Os autores apontam que “a inclusão de elementos gráficos parece sair pela culatra e reduzir a correção de informações erradas”.

Fonte: Portal Imprensa

Avanços tecnológicos e interesse do público impulsionam o crescimento do áudio digital

Publicidade em áudio digital pode avançar 27% em 2020. Rádio precisa atuar como uma agência de marketing para aproveitar a "onda"

 

Todas as previsões e tendências apontadas por executivos da indústria de rádio em países como os Estados Unidos têm apontado o digital como uma oportunidade de ampliação da atuação do veículo em 2020, este que continua resiliente em seu alcance no offline (FM e AM). E, segundo reportagem do portal norte-americano Inside Radio, o crescimento de dois dígitos na receita do digital visto em 2019 deve seguir neste ano, impulsionado por uma série de pontos que envolvem o avanço da mídia digital, comportamento do público e do compromisso adotado pelas emissoras de rádio. Acompanhe:

Segundo a reportagem, há um compromisso maior por parte das emissoras de rádio com as vendas de anúncios digitais, isso em diferentes formatos (áudio, vídeo e anúncios gráficos em geral, monetizando portais, aplicativos, streaming e conteúdo de áudio on-demand). 

Segundo o Inside Radio, Gordon Borrell, CEO da Borrell Associates, prevê que as vendas digitais da rádio de transmissão crescerão 27% em 2020, atingindo o valor em dólares de US$ 1,25 bilhão. "O ritmo é muito maior do que nos últimos anos, devido ao interesse renovado do setor em vendas digitais", afirma o executivo.

A reportagem destaca que o digital poderá representar 12,8% da receita total de anúncios do setor de rádio nos Estados Unidos, se as estimativas para 2020 forem confirmadas. 

Para se ter uma ideia do avanço, no primeiro semestre de 2019 o total de dólares em anúncios em áudio digital atingiu US$ 1,2 bilhão, representando um aumento de 30,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior (2018), segundo a Interactive Advertising Bureau.

Zoe Soon, vice-presidente de mobile do IAB, prevê que o crescimento de anúncios em áudio digital dobrará este ano e excederá US$ 3 bilhões. "O crescimento das smart-speakers afastará parte do tempo da mídia de outros canais", prevê a executiva Soon em entrevista ao portal norte-americano Inside Radio.

Matt Cutair, executivo de áudio digital com vasta experiência no setor, concorda com o cálculo de US$ 3 bilhões, esperando que o áudio digital possa representar quase 20% de todos os gastos com anúncios em áudio, incluindo transmissão, satélite e distribuição on-line.

 

Os pontos que contribuem com o avanço da publicidade em áudio digital

Um dos pontos fortes do áudio digital é a chamada "publicidade endereçável", ou seja, existe a possibilidade personalizar e direcionar uma determinada campanha para um público específico, ampliando os detalhes de uma estratégia de marketing. A publicidade dinâmica permite que o anunciante veiculem peças diferentes com base em diferentes variáveis, seja de público, de clima, de local, horário, tipo de dispositivo utilizado pelo consumidor, entre outros detalhes.

Segundo o Inside Rádio, "as emissoras de rádio poderiam obter uma parcela maior do dinheiro dos anúncios em áudio digital, comandando um controle maior de todos os locais onde o conteúdo é distribuído", afirma a reportagem. Ou seja, é necessário conhecer os locais onde a rádio está disponível, melhorar a experiência dessa entrega e elaborar estratégias a partir desses ambientes diversos, considerando a possibilidade de ampliação do público digital e também o controle desses ambientes.

Outro ponto favorável é o avanço percebido na tecnologia de anúncios. Além da segmentação das campanhas, a reportagem do Inside Radio indica que "os editores de áudio digital estão desenvolvendo ferramentas que permitem que os anunciantes rastreiem e avaliem suas campanhas durante a execução". 

"Todo esse insight de dados dá poder aos compradores para pensar em otimizar suas campanhas em tempo real e informar seus aprendizados para campanhas futuras", afirma Matt Cutair.

Necessidade de mudança de postura das empresas de rádio

A reportagem ainda destaca que é necessária uma mudança na postura de como as emissoras de rádio atuam na venda de seus ativos de áudio, isso se o mercado deseja ampliar de forma significativa a sua receita. Por exemplo: se aponta a necessidade que a rádio vire uma "entidade de marketing que explora o polos de anúncios além do áudio".

O Inside Rádio dá um exemplo que é uma realidade nos anúncios locais dos Estados Unidos, mas também é algo já percebido pelas rádios brasileiras. Segundo a reportagem, um anunciante local costuma gastar 3% de seu orçamento em rádio, enquanto aloca 23% em publicidade digital e 35% em serviços de marketing digital.

Apesar da força de um anúncio de rádio, é necessário que a rádio atue como uma empresa de marketing, seja para ampliar sua receita no digital, como também para fortalecer a mídia no rádio e, consequentemente, melhorar a experiência do anunciante ao prestar a devida consultoria para uma campanha. 

"As empresas mais inteligentes agora percebem que são uma empresa de marketing ajudando os anunciantes com um orçamento que é provavelmente três vezes maior do que o que eles pretendiam com as vendas de rádio (…) mas você precisa sair da caixa de rádio para ver isso", afirma Borrell.

Podcasts

Praticamente só se fala de podcasts (aqui, nos Estados Unidos, em países da Europa e em outros mercados desenvolvidos do mundo) e das smart speakers (caixas de som com inteligência artificial). E isso deve continuar em 2020.

Isso devido ao avanço da publicidade digital nos canais de podcasts. A receita cresceu 42% em 2018, para US$ 679,7 milhões, segundo a IAB / PWC, e deve ultrapassar US$ 1 bilhão até 2021, segundo previsões.

E a oportunidade do rádio para incrementar a suas atividades com podcasts é grande. "O que estamos vendo é que a audição de podcast é incremental ao rádio e, em alguns casos, os editores estão produzindo podcasts como conteúdo derivado da mídia principal", afirma Cutair.

Smart speakers: fadiga de telas e avanço do áudio

As smart speakers, que também crescem em dispositivos vendidos e ativos, são apontadas como possível maior catalisador do áudio digital para 2020. 

"Com um crescimento de 48% ano a ano, os alto-falantes inteligentes representam a tecnologia que mais cresce em todos os tempos, incluindo smartphones (…) este é um grande impulsionador do crescimento da audiência de áudio e da receita de publicidade", afirma a executiva Zoe Soon.

 

"O crescimento de alto-falantes inteligentes certamente está impulsionando o áudio e trazendo o rádio de volta para casa", diz Cutair. 

"Nosso apetite para permanecer conectado é saudável, mas a fadiga da tela é uma tendência crescente, o que significa que estamos gastando mais tempo ouvindo conteúdo de áudio", afirma Paul Heine.

 

Com informações do portal Inside Radio

Fonte: Tudo Rádio

Anatel cria nova plataforma de dados abertos dos serviços de telecomunicações

A Anatel implantou uma nova plataforma de visualização de dados do setor de telecomunicações. A nova ferramenta online dinâmica permite a visualização de dados dos serviços de banda larga fixa, telefonia móvel, telefonia fixa e TV por assinatura. A ação se insere dentro de uma política de dados abertos do órgão, e segundo a agência, o novo Painel de Dados de Telecomunicações é completamente interoperável.

Pela nova ferramenta, é possível visualizar informações por localidade, período, operadora, serviço, com a possibilidade de segmentar os dados por serviços específicos, com telefonia móvel pré-paga e pós-paga. Em cada painel do novo sistema, pode-se baixar os dados abertos correspondentes (seta verde ao lado do gráfico, que leva ao download de uma planilha de Excel) e, com isso, acessar os dados originais utilizados na construção do painel para qualquer tipo de conferência, assim como construir análises próprias por meio de cruzamento dos dados disponíveis.

É possível ainda acessar dados em gráficos e mapas, de maneira interativa. Nos mapas, por exemplo, pode-se acessar as informações por regiões e localidade, clicando no local que se quer a informação, com a possibilidade de comparação dos dados das localidades  por segmentos.

No entanto, falta a opção de baixar dados compilados de acordo com o serviço, como acontecia antes. Até então, os dados disponibilizados pela agência eram acessíveis por meio de pastas em nuvem, que está atualmente sem atualizações. Os dados de Serviço Móvel Pessoal de setembro e outubro, por exemplo, não foram disponibilizados até a inauguração desse novo sistema. Apesar disso, a Anatel ainda oferece um arquivo (em zip de 368 MB) com todas as planilhas consolidadas de todos os serviços.

Os dados disponibilizados na ferramenta são da Anatel, fornecidos pelas operadoras. Acesse ao novo Painel de Dados de Telecomunicações clicando aqui.

 

Fonte: Tela Viva

Repórteres Sem Fronteiras aponta queda no número de jornalistas mortos

Segundo a organização não-governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF), neste ano, o número de jornalistas mortos caiu. Contudo, o mesmo levantamento, apontou que a quantidade de profissionais presos aumentou. A pesquisa foi publicada hoje, 17, e os dados obtidos são referentes até o início deste mês. Em 2018, a pesquisa relatou a morte de 87 jornalistas e outros funcionários de mídia. Neste ano, perderam a vida 49 profissionais de imprensa, nível mais baixo em 16 anos.

No mesmo sentido, caiu também o número de falecimentos em regiões de guerra e crise. A entidade cita que este número diminuiu pois existem menos jornalistas reportando de regiões de guerra e crise. Segundo o mesmo, este foi o primeiro ano que nenhum foi morto em uma missão estrangeira (todos morreram em seu próprio país). Christophe Deloire, secretário-geral da RSF, aponta que "embora esta seja entendida como uma queda sem precedentes no número de jornalistas mortos em zonas de conflito, também observamos que mais deles são conscientemente assassinados por fazerem o seu trabalho em países democráticos, o que constitui um verdadeiro desafio para as democracias".

A entidade registra ainda que a América Latina, com um total de 14 mortos em todo o continente, tornou-se uma área tão mortal para jornalistas quanto o Oriente Médio. "No entanto, esse número não reflete totalmente a seriedade da situação: oito outros profissionais da mídia foram assassinados este ano em Brasil, Chile, Haiti, Honduras, Colômbia e México, embora a RSF ainda não possa dizer com certeza suficiente que esses casos estão relacionados a atividades jornalísticas", sublinha a organização.

A respeito dos presos, número que aumentou em 2019, foi apontado que 389 estavam detidos em razão de seus trabalhos, o que corresponde a um aumento de 12% em relação à edição passada da pesquisa. A China é o país que mais tem jornalistas presos, tendo dobrado este número: de 60 para 120. Entretanto, atenta-se para o fato de que mais de 40% deles são chamados de jornalistas cidadãos, pois são pessoas que compartilham informações com o público sem nenhum treinamento jornalístico.

Fonte: Coletiva.net

 

 

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