2018-Fenaert-Banner

CENP considera Google, Facebook e similares como veículos de comunicação

O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) reconheceu, nesta terça-feira (16), as plataformas online Google, Facebook, Instagram e Youtube como veículos de comunicação ou divulgação. Na resolução o Cenp declara como veículos de divulgação ou comunicação, “para os efeitos da legislação, todo e qualquer ente jurídico que tenha auferido receitas decorrentes de propaganda”.

Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e TV (Fenaert), Guliver Leão, uma das questões mais importantes se refere ao fato de que, agora, os sites de busca, redes sociais, vídeo, áudio e display estarão sujeitos às regras do mercado publicitário, estabelecidas pelo Cenp em comum acordo com anunciantes, agências e veículos.

A resolução aprovada pelo Cenp afirma que a mudança foi feita atendendo ao artigo 4º da lei 4.680/65, que afirma: “são veículos de divulgação, para os efeitos desta lei, quaisquer meios de comunicação visual ou auditiva capazes de transmitir mensagens de propaganda ao público, desde que reconhecidos pelas entidades e órgãos de classe”.

Historicamente, Facebook e Google se definem como empresas de tecnologia, não mídia, o que as isentava, por exemplo, de responsabilidade sobre conteúdo. Há três meses, o Parlamento Europeu aprovou diretiva tornando as plataformas responsáveis pelo que os usuários publicam.

O Cenp é formado por organizações como Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). 

Entidades jornalísticas desenvolvem indicadores de confiança para distribuição algorítmica de conteúdo online

Um conjunto de indicadores de confiança do trabalho jornalístico para tempos de distribuição algorítmica de conteúdo online. Assim pode ser definida a Journalism Trust Initiative (JTI), ou Iniciativa de Jornalismo Confiável, que vem sendo desenvolvida desde 2018 pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que atua na defesa e promoção da liberdade de informação, em parceria com a AFP (Agence France-Presse), a EBU (aliança de mídia de serviço público) e a GEN (associação internacional de editores-chefes). 

“Não é complicado definir os princípios básicos de jornalismo. Muitos códigos de ética existem desde que o jornalismo existe. O grande problema é a distribuição algorítmica do conteúdo online, porque amplifica tudo o que contraria essas normas profissionais, como sensacionalismo, rumores, falsidades e ódio. Portanto, as melhores práticas existentes do comércio jornalístico precisam ser aplicadas ao código da Internet. A JTI é o elo perdido entre princípios e métodos jornalísticos, de um lado, e algoritmos do outro”, sintetiza Christophe Deloire, secretário geral da Repórteres sem Fronteiras (RSF)

No início de julho foi lançada uma consulta pública sobre a JTI. Ela será realizada por três meses para contribuir com a elaboração das normas finais. A consulta pública também tem o intuito de estimular a conformidade de meios de comunicação, grandes e pequenos, com os indicadores de confiança do trabalho jornalístico, que incluem o uso de fontes confiáveis de informação e conduta ética e transparente dos jornalistas. A consulta pública será feita tendo como base material elaborado por 120 especialistas.

A versão preliminar da JTI está disponível para download no site do Comitê Europeu de Normalização (CEN). Ela contempla indicadores de transparência, profissionalismo e conduta ética. O documento também fornece um questionário e uma lista de verificação, a fim de informar a distribuição algorítmica de notícias.

Especialistas e público em geral podem dar opiniões e elaborar propostas específicas de emendas a cada uma das 16 cláusulas da JTI. Os meios para fornecer feedback incluem um formulário de comentários já disponível no site do CEN e um endereço de e-mail dedicado O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Além disso, uma ferramenta online interativa será desenvolvida. Todos os comentários recebidos serão avaliados pelos comitês de redação da JTI e depois incorporados a uma revisão final.

Após a publicação final do documento da JTI no início de 2020, ele será disponibilizado a todos os tipos de meios de comunicação para auto avaliação e auditoria adicional opcional, a chamada avaliação de conformidade. Os conjuntos de dados resultantes devem informar melhor a tomada de decisões sobre distribuição e consumo de notícias, tanto por humanos quanto por algoritmos, mas também de gastos com publicidade.

 

 

Fonte: Portal Imprensa

Rádio segue consistente em seu consumo sendo uma boa aposta comercial em um mundo da mídia fragmentada

Uma série de pesquisas tem mostrado que o rádio está exibindo notável resiliência nesse cenário, inclusive em países onde o consumo de novas plataformas está acelerado. A Nielsen, um dos principais institutos de pesquisa do planeta e especializado em mídia nos Estados Unidos, afirma que "o meio permanece sólido e o uso é constante em todas as demonstrações". Isso é baseado no último levantamento feito sobre o consumo de mídia no país norte-americano, com o rádio permanecendo na dianteira do alcance semanal.

"Se você é uma grande marca que quer contar sua mensagem aos consumidores em larga escala, o alcance da mídia que é gratuita, como a TV ou o rádio terrestre, ainda é uma boa aposta", afirma a Nielsen em seu relatório. O consumo de mídia aponta que o rádio segue com 92% de alcance semanal, mantendo o número de levantamentos anteriores. A TV, por exemplo, mantém a tendência de queda, indo de 88% no primeiro trimestre de 2018 para 86% no primeiro trimestre de 2019.

A Nielsen afirma que o consumo de plataformas digitais é crescente, onde o uso de App / web em um smartphone cresceu para 80% entre todos os adultos nos Estados Unidos, ficando em terceiro lugar em todas as plataformas, enquanto tablet o alcance diminuiu de 47% para 45%. Já o alcance dos dispositivos conectados à Internet cresceu mais de ano para ano, subindo para 42%, de 35% no primeiro trimestre de 2018. Enquanto isso, o consumo de rádio FM/AM continua consistente.

 

Consumo de mídia por plataforma / Nielsen - primeiro trimestre de 2019

Consumo de mídia por plataforma / Nielsen - primeiro trimestre de 2019

Por tempo de consumo…

"Os consumidores estão se conectando a esse conteúdo fragmentado a taxas incomparáveis - mais de 11 horas por dia em telas e dispositivos", diz Peter Katsingris, vice-presidente sênior da Audience Insights, Nielsen. "Portanto, nunca foi tão crítico para os proprietários de conteúdo e profissionais de marketing reduzirem a desordem, e talvez até estimular alguma deslealdade, para garantir que suas ofertas se destacassem de todo o resto", afirma o gestor.

Nesse cenário, os adultos com mais de 18 anos sintonizam o rádio AM / FM por 1 hora, 42 minutos por dia, sendo quatro minutos a menos na comparação com um ano atrás. Porém, é importante considerar que a TV cortou 17 minutos do seu tempo de consumo, caindo de 4h10 no primeiro trimestre de 2018 para 3h53 no primeiro trimestre de 2019. 

O maior ganho de TSL ano após ano é app / web on um smartphone que adicionou mais 39 minutos a 3h01 em 2019. Embora parte disso seja certamente um crescimento orgânico, a Nielsen também fez mudanças metodológicas que contribuíram para o aumento, informa o portal especializado em radiodifusão norte-americana Inside Radio. O portal informa que o provedor de medição aumentou o tamanho da amostra de seu painel móvel, resultando em uma proporção maior de participantes mais recentes do que nos trimestres anteriores. Além disso, fez um aprimoramento técnico do medidor móvel em novembro de 2018, que capturou mais uso geral daquele ponto em diante.

É importante lembrar que, o avanço do tempo destinado à uma nova plataforma, não necessariamente pode causar novas reduções no consumo de outras. O levantamento apontou que os adultos norte-americanos consumiram, em média, 31 minutos a mais (por dia) de mídia do que no ano anterior. 

O áudio

Alcance das plataformas de áudio nos EUA / Nielsen - primeiro trimestre de 2019

Alcance das plataformas de áudio nos EUA / Nielsen - primeiro trimestre de 2019

 

A importância do rádio é reforçada no recorte que considera apenas o consumo de áudio. Os dados do primeiro trimestre da Nielsen mostram o rádio (92%) com quase o dobro do alcance do streaming de áudio (50%, contra 43% um ano antes). Nisso o levantamento informa que "o rádio continua sendo a peça central do universo do áudio, atingindo mais adultos americanos a cada 92% do que qualquer outra plataforma de mídia". 

Os novos dados da Nielsen também destacam o crescimento da transmissão de áudio com metade de todos os adultos usando também seus smartphones para transmitir áudio, um aumento de 16% em relação a 2018, enquanto 20% transmitem seus tablets (acima de 13%) e 16% ouvem rádio por satélite (um aumento de 14% no ano passado).

Também há um avanço dos sistemas de comando de voz por inteligência artificial, como Alexa, Siri e Google. As smart-speakers (caixas de som inteligentes) podem ser encontradas em 28% dos lares americanos, acima dos 22% em 2018. Já os assistentes por voz também estão sendo usados com mais frequência, sendo um recorde no consumo: 36% dos adultos usam um assistente de voz (Alexa da Amazon, Google ou a Siri da Apple).

“Os alto-falantes inteligentes estão ampliando o uso de áudio por meio de sua versatilidade, portabilidade e funcionalidade”, afirma o relatório. De acordo com o MediaTech Trender da Nielsen, quase todos os proprietários de smart speakers, 95%, ouvem música em seus dispositivos, um número que cresceu 90% no ano passado. E detalhe: o formato multimídia mais utilizado nesses dispositivos, conforme já destacado pelo tudoradio.com, é o streaming de rádios FM/AM para esse fim.

 

 

Fonte: AERP

EBC deve desligar todas suas rádios AM ainda esse ano

O jornalista Lauro Jardim noticiou na semana passada em sua coluna no O Globo que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem a intenção de desligar a Rádio MEC AM 800 do Rio de Janeiro, emissora oficial considerada a mais antiga em funcionamento no Brasil, inaugurada em 20 de abril de 1923.

Segundo apurado pela redação do tudoradio.com, além da Rádio MEC AM, a EBC também tem a intenção de desligar as demais rádios AMs que estão sob seu controle. A informação não foi confirmada pela empresa estatal, mas circula nos "corredores" das rádios.

Ainda segundo o que foi levantado, a EBC vai manter as rádios que transmitem suas programações no dial FM. A empresa estatal deve divulgar uma nota confirmando o desligamento das rádios AMs nos próximos dias.

De acordo com as informações, além da Rádio MEC AM, a EBC deve desligar nos próximos meses a Rádio Nacional AM 1130 do Rio de Janeiro, a Rádio Nacional AM 980 de Brasília, Rádio Nacional AM 670 do Alto Solimões. Ainda não há data para os encerramentos.

 

Fonte: Tudo Rádio

Assine nossa Newsletter