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Band FM passa a contar com mais duas afiliadas. Rede estreia em Poços de Caldas (MG) e Avaré (SP)

A Rede Band FM, liderada pela Band FM 96.1 de São Paulo, passou a contar com mais duas afiliadas, sendo uma no interior de São Paulo e outra em Minas Gerais. Trata-se da Band FM 98.7 de Avaré, emissora que estava abrigando a programação da Transamérica Hits FM. A outra é a Band FM 90.3 de Poços de Caldas. As duas rádios iniciaram a segunda-feira (14) transmitindo a programação da rede. As mudanças foram registradas pelo Mapa da Atualização do tudoradio.com. Essa é a primeira vez que a Band FM transmite a partir de Avaré, apesar de a região já ser abrangida pela Band FM 99.9 de Ourinhos/Santa Cruz do Rio Pardo. A possibilidade de a Band FM iniciar suas transmissões em Avaré se deu com a mudança do projeto de rede da Transamérica Hits, que unificou a grade e está transmitindo uma programação voltada ao público jovem/adulto, partindo da Transamérica FM 100.1 de São Paulo. A 98.7 FM já recebeu outros projetos de rede após operar por vários anos como Panorama FM 98.7. Além da Band FM, a frequência já foi Nativa FM e, mais recentemente, Transamérica Hits. Com a chegada da marca, Avaré fica mais uma rede em seu dial, já que a cidade conta com a Rádio Mix FM 90.3 (primeira afiliada da rede) e a Jovem Pan FM 102.1 (segunda vez que passa pela cidade). Avaré ainda conta com as locais Paulista FM 99.5 e a Interativa FM 101.7. Em Poços de Caldas, a Band FM também está ocupando uma frequência que abrigava a Transamérica Hits. Recentemente, a emissora divulgou sua grade de programação local. O "Manhã Show" terá em seu conteúdo música, prêmios e entretenimento e será comandado pela dupla Paulo Marcelo e Luciana Abreu. Já o período vespertino será composto pelo "É D+" (14h às 15h), atração que será voltada ao público feminino, seguido das 15h às 17h pelo "Tarde da Band", com a participação da audiência e notícias ligadas ao mundo dos famosos. A radialista Amanda Negrini é quem comandará a grade local nas tardes da emissora. Fonte: TudoRádio

Presidente da Fenaert participa do 25º Congresso Paranaense de Radiodifusão

fenaertO presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e TV (Fenaert), Guliver Leão, esteve presente no 25º Congresso Paranaense de Radiodifusão, promovido pela Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Paraná (SERT/PR). O evento ocorreu entre os dias 18 e 20 de setembro, no Paraná Clube, em Curitiba.

O Congresso, que neste ano teve como tema “A Força da Tv e do Rádio Multiplataformas”, reuniu empresários, radiodifusores e executivos em discussões sobre o mercado publicitário, institucional e acadêmico a partir de temas pertinentes e atuais do setor da radiodifusão. Conforme o presidente da Fenaert, os participantes do evento tiveram acesso a tendências, métodos, pesquisas e estudos realizados no meio rádio, além de ferramentas de gestão para uma aplicabilidade imediata de desenvolvimento profissional de suas equipes de colaboradores, o que colabora para o avanço do segmento.

Jornalismo do SBT aposta em vídeos com formatos específicos para mídias sociais

Voltado à área de jornalismo, o projeto SBT Video Lab é uma iniciativa pioneira da rede de TV de Silvio Santos no Facebook. Com o objetivo de experimentar novas linguagens jornalísticas em vídeos para a internet, mais de 150 funcionários e colaboradores da empresa passaram por treinamentos e 74 vídeos em formato específico para compartilhamento em mídias sociais foram produzidos.

Rodrigo Almeida Hornhardt, chefe de redação no SBT, explica que a iniciativa é fruto de sua participação, em conjunto com Carolina Gazal, gerente de conteúdo digital da emissora, em um curso promovido em maio e junho últimos pelo Facebook em parceria com a ONG International Center For Journalists (ICFJ).

"Lideranças de diversas redações brasileiras foram convidadas a participar desse curso. Cada redação pôde escolher um foco de atuação. Nós escolhemos a área de vídeos", resume Rodrigo.

Os veículos que participaram do curso receberam uma verba para produzir conteúdo dentro dos conceitos discutidos durante o treinamento. Assim nasceu o projeto SBT Video LAB.

"O engajamento da redação foi muito legal. As pessoas encararam como uma oportunidade de aprender uma nova linguagem. Essa primeira etapa gerou uma série de ideias e inputs", descreve o chefe de redação.

Dentro das iniciativas promovidas, Rodrigo destaca o treinamento feito para os funcionários do SBT por Arnaldo Carvalho, editor de fotografia do Jornal do Commercio, de Recife (PE). Carvalho falou sobre a tendência de fotógrafos fazerem vídeos e de cinegrafistas fazerem fotos, a fim de multiplicar as equipes e tornar as redações mais sustentáveis. Já adotada no Jornal do Commercio, a prática teria levado um cinegrafista a ganhar um concurso interno de fotografia do grupo.

Na primeira etapa do projeto SBT Video Lab, três tipos de vídeo com conteúdo jornalístico foram produzidos: curtos (até um minuto), mini docs e vídeos explicativos. Uma das prioridades do projeto são os chamados vídeos sociais, que são curtos, trazem pílulas de informação e podem ser assistidos sem áudio.

Com várias iniciativas na área digital, o SBT já é muito assistido no YouTube. Porém, nesta plataforma as reportagens são reproduzidas no mesmo formato que vão ao ar nos telejornais. Agora a ideia é produzir conteúdo pensado especificamente para os meios digitais.

"Há uma disruptura na nossa indústria, não sabemos como será o futuro. Mas sabemos que será necessário estar onde os espectadores estão", conclui Rodrigo.

Fonte: Portal Imprensa

Regulamentação de nova lei de telecomunicações deve levar um ano

O governo federal realizou no último dia 08, cerimônia pela sanção da Lei nº 13.879 de 2019, que altera a legislação de telecomunicações no Brasil. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, a regulamentação do novo Marco Legal das Telecomunicações do país deve levar cerca de um ano. “Já tem sido feito pela Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. Aproximadamente um ano para a gente ter isso completo”, projetou.

A previsão do titular da pasta é importante, uma vez que este detalhamento das regras definirá se as previsões da lei serão de fato cumpridas e como esse processo se dará. A lei abriu a possibilidade de concessionárias de telefonia fixa (como Oi, Vivo Fixo e Embratel/Net) mudarem a forma do contrato com o Estado para exploração do serviço para um modelo com menos obrigações, denominado autorização (entenda mais abaixo).

Caso uma ou mais empresas optem pela migração, o saldo entre as receitas no velho e no novo modelo de exploração deste ano até o fim da concessão (2019 a 2025) seria revertido em investimentos em expansão de redes e oferta do serviço de acesso à Internet. A regulamentação, assim, vai fixar como a conta será feita (e, por consequência, o montante de investimentos). Segundo a Anatel, uma consultoria será contratada para propor um método para desenvolver esse cálculo. Não há ainda, contudo, cronograma estabelecido para essa medida.

A valoração do saldo está, entretanto, envolta em um imbróglio. Isso porque foi ajuizada ação questionando o fato de a Anatel não ter fiscalizado a gestão dos bens oriundos do Sistema Telebrás, privatizado em 1998, obtidos pelas concessionárias, o que teria resultado na desconsideração desse patrimônio.

Em acórdão no mês passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou uma série de determinações à agência no sentido de mapear esses bens, o que poderá impactar o cálculo do saldo de receitas dos contratos. Sobre esse cenário, Pontes avaliou que não haveria riscos ao processo de elaboração dos cálculos. “Ele [o acórdão] tem sido tratado pela Anatel, uma série de requisições e requerimentos para a Anatel, mas isso não tem um impacto imediato nisso", acrescentou o titular do MCTIC.

Investimentos

A promessa mais citada pelos parlamentares ao defenderem a lei é que a regulamentação também elencará os critérios que serão adotados de modo a orientar as empresas no direcionamento desses recursos e disciplinamento desses investimentos. No processo de aprovação da norma no Senado, diversos parlamentares cobraram que a prioridade fosse dada para áreas não atendidas ou mal cobertas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Essa ênfase foi citada como justificativa para que bancadas de oposição não votassem contra o então projeto e garantisse sua aprovação com ampla maioria. O ministro Marcos Pontes acrescentou que essas reivindicações seriam levadas em consideração na elaboração dos critérios e regras relativas aos investimentos, mas não detalhou como isso seria operacionalizado.

“Existem algumas conversações acontecendo. Essa regulamentação vai acontecer priorizando áreas que são, vamos dizer, escuras, apagadas. Nós temos um trabalho grande pela frente, tem que levar em conta também as opiniões do Congresso, que trabalhou tanto nisso. Esse trabalho vai ser feito, principalmente para levar conexão, informação para as regiões menos privilegiadas”, comentou o titular.

Entenda as mudanças

Segundo a Lei de Telecomunicações, as empresas que adquiriram o direito de exploração da infraestrutura das redes do antigo Sistema Telebrás, por ocasião da privatização, poderão passar para um regime com menos obrigações. Os atuais contratos de concessão, que iriam até 2025, poderão, a pedido da companhia, migrar para autorizações. Com isso, deixarão de estar submetidas a controles do Estado na categoria denominada “regime público”, como metas de universalização, obrigação de continuidade e controle tarifário.

As concessionárias que optarem pela transição (Oi, Vivo Fixo, Embratel/Net, Sercomtel e Algar) serão objeto de cálculo, pela Anatel, para avaliar a diferença entre as receitas que receberão na nova modalidade e aquelas que aufeririam se mantida a concessão. Dentro disso, estão envolvidas as redes exploradas por essas empresas na prestação do serviço, cujos valores variam.

A matéria também tira a responsabilidade da União por serviços de telecomunicações essenciais, que poderão ser prestados em regime privado. Atualmente, apenas a telefonia fixa se enquadra nessa condição, mas a Lei Geral de Telecomunicações (nº 9.472/1997) concedia ao Executivo o poder de incluir outros serviços nessa categoria, o que implicaria obrigações do regime público. 

Outra alteração é dar a empresas que exploram faixas de frequência (“espaços” no espectro eletromagnético utilizados, por exemplo, para a transmissão de sinal de rádio e TV, telefonia celular, serviços por satélite e internet móvel) o direito de comercializar “partes” dessas faixas, criando o que vem sendo chamado de “mercado secundário de espectro”. A companhia paga pela exploração e poderá fazer negócios com parte desse “espaço”.

Enquanto as empresas de telecomunicações festejaram a aprovação da lei pela redução de obrigações dos serviços de telefonia fixa e possibilidade de redirecionar os saldos para investimentos em acesso à internet, organizações da sociedade civil questionaram as mudanças por uma série de críticas, como o fato de ela desconsiderar os bens reversíveis, por retirar exigências para serviços essenciais, por prever que autorizações para o serviço sejam renovadas automaticamente e pela ausência de critérios claros para destinação dos investimentos.

 

Fonte: Agência EBC

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