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Estudo mostra Brasil como o país onde a produção de podcasts mais cresceu durante a pandemia

O país se destacou na criação de podcasts no primeiro semestre do ano, ocupando o primeiro lugar da lista

Um relatório publicado pela Voxnest apontou o Brasil como o país onde a produção de podcasts mais cresceu durante a pandemia do novo coronavírus. O estudo, que leva em conta os dados sobre criação e consumo do conteúdo durante o primeiro semestre deste ano, também mostra que os podcasts em língua portuguesa foram os que apresentaram o maior índice crescimento. O rádio tem contribuído com esse avanço através da maior produção de conteúdo em formato podcast nas emissoras. E o consumo também cresceu. Acompanhe:

Uma versão compacta do relatório State of the Podcast Universe, publicado pela Voxnest, revelou que o Brasil lidera o ranking de países onde a produção de podcasts mais cresceu desde o início de 2020, sucedendo o Reino Unido e o Canadá, países que figuram respectivamente o segundo e terceiro lugar. Mesmo tendo sido um dos países mais afetados pela Covid-19, o mercado brasileiro segue se destacando pela produção crescente do conteúdo on-demand. O crescimento já vinha sendo demonstrado no relatório de 2019 da empresa americana, o qual já havia mostrado o Brasil despontando na segunda posição do ranking de criação, atrás apenas da Argentina

Em dezembro próximo está prevista a publicação da versão completa do State of the Podcast Universe, com dados mais aprofundados do podcast no Brasil e em outros países. Apesar deste último ser mais compacto, o relatório mostrou ainda que os podcasts em língua portuguesa saltaram 103%, estando entre os que apresentaram o maior índice crescimento e ficando atrás os podcasts em língua espanhola.

Tonia Maffeo, que é diretora de marketing da Voxnest, confirma que nem sempre o hábito de consumo acompanha a produção. "O consumo de podcasts está muito atrelado ao comportamento cultural do local. Podcast é uma mídia muito individual e, em muitos mercados, como é o caso do Brasil, ele está altamente relacionado com os deslocamentos e as idas à academia. Quando se corta isso, é normal haver uma queda no número de oportunidades que o usuário tem para consumir essa mídia", explica.

A redução da mobilidade mencionada pela gestora foi bem evidente quando analisados os dispositivos para reprodução de podcasts. Computadores tiveram um crescimento de 58%, contra 32% dos smartphones e tablets em nível internacional.

Produção de podcasts por rádios avança em consumo

Na última semana o portaltudoradio.com divulgou dados atualizados do ranking "Podcast Triton Digital LATAM". O relatório mostrou a posição de podcasts auditados pela Triton Digital e apontou que produções de rádios CBN, Jovem Pan FM e Jovem Pan News seguem entre os vinte podcasts mais consumidos da América Latina no ambiente auditado pela empresa. Entre os podcasts brasileiros mais consumidos estão o do programa Pânico e o Academia CBN.

A medição da Triton Digital abrange um período que conta com a pandemia do novo coronavírus (11/05 a 07/06) e conta com outras produções das duas rádios entre os 100 podcasts de maior consumo na América Latina.

Com informações da Voxnest

Fonte: Tudo Rádio

PL propõe limitar veiculação da propaganda eleitoral gratuita apenas à EBC

A proposta altera a Lei das Eleições. Hoje a lei prevê que as emissoras de rádio e TV têm direito a compensação fiscal por ceder o horário gratuito para a propaganda eleitoral

A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) apresentou no último dia 2 o PL 3.613/2020, que limita a veiculação da propaganda eleitoral gratuita das eleições de 2020 à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e destina os valores poupados para as ações de enfrentamento do coronavírus. A empresa pública é responsável, por exemplo, pela TV Brasil, pela Agência Brasil e pela Rádio Nacional, entre outros veículos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta altera a Lei das Eleições. Hoje a lei prevê que as emissoras de rádio e TV têm direito a compensação fiscal por ceder o horário gratuito para a propaganda eleitoral.

Segundo a parlamentar, o horário eleitoral é "gratuito" para o partido político, mas "para a União, ele custa caro". "Com a disseminação da Covid-19 no País, culminando na decretação de estado de calamidade, é urgente o redirecionamento de recursos para as áreas afetadas, como a saúde e, indiretamente, setores da economia popular atingidos pela dureza das medidas de contenção da doença", defende.

Preocupações

Em nota conjunta divulgada na última terça, 30, a Associação Brasileira Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL) dizem que acompanham, com preocupação, as discussões em andamento no Congresso Nacional para restabelecer a obrigatoriedade de transmissão da propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão (PLS 4572/19).

As entidades dizem que a lei 13.488/2017, que extinguiu a propaganda partidária, buscou viabilizar o repasse de recursos públicos para a constituição do Fundo Especial para o Financiamento de Campanha (FEFC). A intenção legislativa, apontam as duas associações, de recriar a propaganda partidária obrigatória, nesse contexto, além de implicar necessariamente a discussão sobre o aumento de gastos públicos, impactará no funcionamento das emissoras de radiodifusão, com efeitos severos na programação, na audiência e nas receitas do segmento, que não serão recuperados pelo mecanismo de compensação fiscal.

Menos tempo

Foram rejeitadas as emendas que aumentariam o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV na Emenda Constitucional 107 de 2020, promulgada nesta quinta, 2. A emenda, que adiou a data das eleições municipais deste ano para novembro, manteve o início da propaganda gratuita 35 dias antes da realização do pleito.

Fonte: Tela Viva News

Minicom prorroga suspensão dos prazos de processos administrativos

Após 31 de julho, os prazos serão retomados, sem nova prorrogação

O Ministério das Comunicações (Minicom) prorrogou, até 31 de julho, a suspensão dos prazos nos processos administrativos e de atendimento ao público em tramitação na Secretaria de Radiodifusão (SERAD). A nova prorrogação está prevista na Portaria nº 2.800, de 2020, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (1º), em razão da pandemia do novo coronavírus. “A emissão dos inúmeros documentos necessários para instrução dos processos administrativos em curso na SERAD depende de serviços e atividades que estão suspensos“, explica o diretor geral da ABERT, Cristiano Flores.

Após 31 de julho, os prazos serão retomados, sem nova prorrogação. Já o prazo de renovação de outorga não foi alterado pela portaria e permanece o mesmo. O radiodifusor deve ingressar com o pedido em até um ano antes do prazo do fim da outorga, ainda que recaia durante o período de suspensão estabelecido pela portaria.

Fonte: Abert

Anatel muda regras de arrecadação tributária

A agência unificou em um única norma as regras para o pagamento do Fust, Fistel e contribuição à TV pública

O conselho diretor da Anatel, em sua reunião do dia 18, aprovou a nova norma de Arrecadação das Receitas Tributárias, proposta lançada em consulta pública em 2018. Conforme o relator da matéria, conselheiro Moisés Moreira, a norma unifica os procedimentos para todos os tributos e contribuições arrecadadas pela agência – Fust (Fundo de Universalização); TFI e TFF (que compõem as taxas do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) e a CFRP (contribuição para a TV pública).

Além de unificar os procedimentos, a norma simplifica algumas regras para os contribuintes. Entre as medidas, estabelece que só será preciso entregar à agência, uma vez por ano, a declaração de inexistência de fato gerador. Essa declaração era exigida mensalmente para as empresas com licença de telecomunicações que não tinham prestado serviço no período.

Depósito Extrajudicial

Passou a ser permitido também que o contribuinte faça o depósito extrajudicial do tributo cobrado e questionado. Até essa mudança, o contribuinte só poderia questionar o tributo lançado se fizesse o depósito integral do tributo cobrado.

Foi criada também a “denúncia espontânea”. Ela permite que o contribuinte se denuncie espontaneamente caso constate uma infração tributária que cometeu e, nesse caso, será aceita a exclusão de responsabilidades do contribuinte.

Fonte: Tele.Síntese

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