Em tempos da disseminação do coronavírus, temas como saúde e segurança são a principal prioridade de rádios em diferentes países

Diante da disseminação do coronavírus (COVID-19), as quatro grandes redes de emissoras de rádio comerciais da Austrália estão elaborando medidas visando a proteção dos funcionários. Uma delas é a instalação de estúdios domésticos para que, caso a pandemia siga aumentando, os profissionais possam continuar no ar. Segundo estimativas das autoridades, cerca de 3.000 australianos estão se auto-isolando em casa, com um total de 191 casos confirmados de coronavírus em todo o país.

Em tempos do aumento de casos do coronavírus, grandes redes de rádios comerciais tem se preparado para proteger o bem-estar dos funcionários. Caso da Australian Radio Network, grupo de estações de rádio comerciais na Austrália que mencionou já possuir tecnologia especializada para garantir que todos os funcionários, incluindo personalidades, possam trabalhar em casa ou em outros locais, se necessário. Foram feitos kits personalizados com novos equipamentos para equipes de notícias e anunciantes, que podem ser distribuídos conforme a necessidade.

 

Os trabalhos de forma remota tem sido algo bastante aderido por diversas empresas. O chefe da SCA, Grant Blackley, disse ao SMH que ele e o diretor de tecnologia Stephen Haddad estão trabalhando juntos para garantir que todos os trabalhadores também possam administrar as compras em casa.

A NOVA Entertainment também desenvolveu uma série de precauções, segundo contou Paul Jackson, chefe de programação e marketing à Rádio Today. "Levamos a saúde e a segurança de todos os nossos funcionários muito a sério e temos procedimentos e planos em linha com as diretrizes estabelecidas pelo governo e pelas autoridades de saúde", disse Jackson.

A ARN (Australian Radio Network) diz estar preparada para o pior cenário, já que as autoridades de saúde estimam que cerca de 20% da população pode contrair o vírus. "Temos limitados eventos e reuniões não essenciais, e estamos incentivando qualquer membro da equipe a trabalhar em casa ou sair se não se sentir bem", disse Davis,  executivo-chefe à Rádio Today.

Com informações do Rádio Today. Colaboração de David Duck

Justiça acata ações da ACAERT e proíbe publicidade em duas rádios comunitárias catarinenses

A Justiça Catarinense acatou ações da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT) e proibiu duas emissoras de rádio comunitária de veicularem propaganda comercial em suas programações. Segundo a decisão, ficou fixada também multas diárias em caso de desobediência da decisão por parte das rádios comunitárias.

Segundo as informações, uma das decisões ocorreu em Criciúma. O juiz Rafael Milanesi Spillere deferiu medida liminar contra a Rádio União Comunitária, determinando que a emissora veicule apenas o que se entende por apoio cultural. Além disso, a rádio deve respeitar o raio de cobertura determinado pela legislação de rádio comunitária, que é de mil metros a partir da torre de transmissão. O não cumprimento da decisão pode acarretar multa diária de R$ 200s), limitada a R$ 10 mil reais.

Em Tijucas, a ACAERT conseguiu uma decisão semelhante contra a Rádio Comunitária Canelinha. A juíza Monike Silva Povoas Nogueira, também determinou que a Rádio Comunitária Canelinha deixe de veicular comerciais que contenham bens, produtos, preços, condições de pagamento, ofertas, vantagens e serviços que promovam a patrocinadora. 

De acordo com a decisão prolatada pela magistrada, a emissora deve se limitar à veiculação somente do nome, endereços físico e eletrônico e telefone dos interessados, como forma de apoio cultural nos termos estabelecidos pela legislação vigente, sob pena de multa por descumprimento no valor de R$ 300 por anúncio irregular. Além disso, a rádio não pode contratar apoio cultural de empresas sediadas além do raio de cobertura de transmissão de até mil metros contados da antena transmissora.

Outra decisão importante da Justiça foi para que a rádio deixe de contratar prestação de serviços com o Poder Público, sob pena de multa no valor de R$ 300 por descumprimento.

Fonte: Tudo Rádio

Anatel disponibiliza boleto bancário para pagamento de Taxa de Fiscalização de Funcionamento

Data de vencimento é para o dia 31 de março. Boleto está disponível por meio do site da Anatel

Os radiodifusores de todo o país já podem ter acesso ao boleto referente à TFF (Taxa Anual de Fiscalização de Funcionamento), que compõe o Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). A taxa é anual e neste ano deverá ser paga até o próximo dia 31.

O boleto está disponível por meio do site da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Para isso basta que o radiodifusor acesse o seguinte link https://sistemas.anatel.gov.br/Boleto/Internet/Tela.asp e informe o número do CNPJ da emissora e do Fistel, este que pode ser encontrado no boleto do ano passado.

Fonte: Com informações do Tudo Rádio
 

Anatel disponibiliza boleto bancário para pagamento de Taxa de Fiscalização de Funcionamento

De acordo com o Inciso VIII do Art. 5º da Lei 13.844, de 18 de Junho de 2019, fica convocada Rede Nacional Obrigatória de Emissoras de Televisão e Rádio, para pronunciamento do Senhor Presidente da República, Jair Bolsonaro, hoje, dia 12.03.2020, quinta-feira, com duração de aproximadamente 4' (quatro minutos). A geração estará a cargo da EBC.

Fonte: Rede Nacional de Rádio

Maioria dos consumidores esperam que o conteúdo de áudio seja sempre gratuito. Situação potencializa anúncios

Um relatório da Nielsen apontou um cenário que já era uma impressão do mercado de rádio. O consumidor de áudio é mais avesso à cobrança pelo acesso a esse tipo de conteúdo, diferente da maior aceitação ocorrida no consumo de vídeo. Isso ocorre pelo fato do áudio ser uma ferramenta que sempre esteve disponível de forma ampla e gratuita. Apesar desse cenário ser mais desafiador para a criação de novas plataformas de áudio, a Nielsen aponta que isso pode ser uma oportunidade atraente para anúncios. 

A Nielsen realizou uma pesquisa especial nos Estados Unidos que apontou o sentimento do público perante as plataformas de streaming. Foi apontado que, no mundo dos vídeos, "a grande maioria dos usuários desse tipo de mídia (mais de 90%) assina pelo menos um serviço de streaming pago", afirma a Nielsen.

Porém, quando o assunto é áudio, mais da metade procura por acesso gratuito (53%), enquanto 27% assinam um tipo de serviço de áudio (não necessariamente pago) e 20% acessam conteúdo das duas maneiras.

Desses 53% que acessam áudio gratuitamente, eles utilizam ferramentas que contam com anúncios, sejam aqueles em formato programático (como as publicidades automáticas no streaming), como também o intervalo comercial (no caso de rádio ao vivo via streaming).

"Os consumidores sempre tiveram acesso a entretenimento de áudio gratuito, por isso não é surpresa que os americanos sejam mais relutantes em pagar por isso. Independentemente de como ouvimos, os consumidores esperam que os serviços de streaming de música e o rádio sejam gratuitos e disponíveis, e essa é uma diferença impressionante do setor de streaming de vídeo, onde os provedores de conteúdo estão segregando programas distintos em serviços específicos, como forma de atrair assinantes", destaca a Nielsen em seu relatório.

 Impacto do Rádio e o interesse do mercado

O próprio rádio (FM/AM) tem um papel fundamental nesse comportamento, segundo a Nielsen. Desde o surgimento desse formato de mídia em áudio, o acesso gratuito sempre foi suportado por anúncios, sendo algo padrão e suportado pelo público. E isso não parece arrefecer: a Nielsen lembra que o rádio, que é a principal plataforma de áudio, segue atingindo 92% dos adultos norte-americanos a cada semana.

Isso tem chamado a atenção das grandes marcas, segundo a Nielsen. A publicidade está atenta ao perfil e a força do áudio, procurando soluções de anúncios baseadas em áudio. Essas marcas sabem que o alcance oferecido pelo rádio e pelo áudio é importante: "é um componente fundamental de campanhas publicitárias bem-sucedidas e um ingrediente necessário para gerar conscientização e mover produtos da prateleira", afirma o relatório da Nielsen.

Segundo a Nielsen, o áudio gratuito suportado por anúncios, falando especificamente o veículo rádio, "oferece uma oportunidade atraente para alcançar os consumidores em massa no mundo altamente fragmentado e louco por streaming de hoje", afirma o relatório, que complementa dizendo que "o áudio oferece uma experiência única e íntima para os ouvintes e os anunciantes que desejam alcançá-los".

Por mais que o streaming de vídeo tende a dominar a pauta das tendências tecnológicas e em chamadas relacionadas ao planejamento de marketing das empresas, o áudio também está crescimento de forma rápida como "um elemento básico no consumo de mídia dos consumidores norte-americanos", alerta a Nielsen.

Ganho ilimitado?

A Nielsen aponta ainda que o modelo gratuito com anúncios tem uma vantagem de ganho ilimitado perante outros modelos de negócio. "Em algum momento, até o modelo de assinatura mais bem-sucedido enfrentará desafios de crescimento à medida que seus pools de assinantes se enchem. Esse não é o caso do modelo suportado por anúncios", alerta o instituto. 

O relatório termina afirmando que entende que é "tentador ficar envolvido na alarde dos mais recentes serviços de vídeo por assinatura", mas destaca que "no mundo do áudio, o foco para emissoras, podcasters e criadores é inalterado: desenvolva conteúdo de qualidade que mantenha o público voltando independentemente da plataforma ou modelo de anúncio - assim como tem sido desde o início do rádio", conclui a Nielsen.

 

Para um faturamento maior…

Recentemente o tudoradio.com publicou uma matéria que aponta a manutenção da gratuidade de conteúdos de áudio como o podcast representam um desafio ao setor.  Por exemplo: as receitas globais de podcasts podem superar a marca de US$ 3,3 bilhões em 2025, caso o ritmo atual de crescimento seja mantido. Porém a Deloitte observa que para alcançar esse volume é preciso que ocorra um avanço internacional da plataforma, além de um modelo de monetização mais aprimorado.

 

Fonte: Tudo Rádio

Associação Internacional de Radiodifusão elege novo presidente da entidade para o próximo biênio

A AIR (Associação Internacional de Radiodifusão) elegeu na última quinta-feira (5) o empresário Eugênio Sosa Mendoza (Clarín) como novo presidente da entidade para o biênio 2020-2021. Ele foi eleito durante a 47ª Assembleia Geral da AIR, em Santa Cruz, no Chile.

A Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão teve início na última segunda-feira (2) e transcorreu até esta quinta-feira na cidade chilena de Santa Cruz. Na ocasião, empresários de rádio e TV das três Américas estiveram reunidos. Eugênio Sosa Mendoza (Clarín) foi eleito, por aclamação, como novo presidente da entidade para o biênio 2020-2021. O empresário substitui José Luiz Saca, que assumiu a 1ª vice-presidência da AIR.

Fundada em 1946, a Associação Internacional de Radiodifusão representa 17 mil emissoras de rádio e TV das três Américas. A missão da entidade é na defesa da radiodifusão privada e da liberdade de expressão e do pensamento.

Com informações da ABERT e da SERTESP

Fonte: Tudo Rádio

Bolsonaro diz que estuda volta de sorteios na TV, a pedido das emissoras

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que a equipe econômica do governo estuda a volta de sorteios na televisão. “Eu vou discutir só quando chegar a proposta final na minha mesa”, apontou. “Se eu pedi para estudar [o assunto], é sinal de que existe a possibilidade”, declarou.
 
A iniciativa foi proibida nos anos 90, por ser considerada danosa e prejudicial aos consumidores. Segundo a Folha de S. Paulo, a pedido da Rede TV!, principal interessada no negócio, Record, SBT e Band, o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, articulou uma reunião no final do ano passado entre os principais executivos dos canais e o presidente para convencê-lo a levar a frente a proposta. Participaram do encontro Amilcare Dallevo Jr., dono e presidente da RedeTV!, José Roberto Maciel, presidente do SBT, Luís Cláudio Costa, presidente da Record, e Paulo Saad Jafet, vice-presidente da Band.
 
Na década de 1990, os sorteios na televisão ocorriam em grande quantidade. Os telespectadores ligavam ou enviavam uma mensagem para um número e participavam do sorteio. A ligação ou SMS era tarifado. Entre os bens sorteados estavam casas, carros, eletrodomésticos e etc. Um bom exemplo é o sorteio dos "500 gols Faustão", apresentado na rede Globo, no programa Domingão do Faustão, durante parte da década de 1990.
 
Fonte: Correio Braziliense

Artigo que desobrigava o registro de jornalista é excluído da MP 905

Após três meses de mobilização por parte dos profissionais de imprensa contra a Medida Provisória 905/19, o resultado foi positivo. O deputado Christino Aureo (PP-RJ), relator da proposta, retirou do texto o artigo 51, inciso VII, que extinguia a necessidade de registro profissional para as profissões de jornalista, radialista e publicitário, entre outras.

"Tratando da extinção de registro profissional no Ministério do Trabalho, eu rejeitei a redação do artigo 51 da MP e acatei o conjunto de todas as emendas que estabeleciam os registros profissionais. As categorias que estavam abrangidas pelo artigo 51 estão com seus registros restabelecidos no Ministério do Trabalho", disse o relator, ao apresentar o parecer na Comissão Mista.

Para o relator, o mercado ainda não está maduro para fazer a autogestão das profissões. Ele disse que vai apresentar propostas com atribuição específica à Secretaria do Trabalho para que exista uma modernização do registro. "No voto, a minha tendência é dar um prazo para que nós possamos fazer esse entendimento. Então, não é um prazo impositivo".

Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ao Coletiva.net, comentou a decisão, destacando que esta é uma vitória, porém, a luta pela classe deve seguir. "A retirada do artigo que dispensava o registro profissional comprovou a importância da mobilização em defesa do jornalismo. Mas isso não é o fim já que, diariamente, os jornalistas necessitam, mais ainda, de liberdade e independência para a realização de suas tarefas em favor do aprimoramento da sociedade", ressaltou.

As sessões de discussão e votação da MP 905 estão marcadas para 3 e 4 de março, após o recesso de Carnaval. Aprovado o relatório na Comissão Especial, a MP segue para votação no plenário da Câmara e depois do Senado e tem prazo para aprovação ou rejeição até 9 de abril de 2020.

 

Fonte: Coletiva.Net

Projeto de Lei que obrigava as TVs a transmitirem 'A Voz do Brasil' foi rejeitado

Na última semana, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal, o relatório da senadora Eliziane Gama (PPS/MA), contrário ao Projeto de Lei 5833/2019, que versa sobre a obrigatoriedade de retransmissão diária de informações oficiais dos Poderes da República pelos canais de TV aberta. Com a rejeição ao Projeto, este agora será arquivado. O PL 5833/2019 visava criar um programa no formato do noticiário 'A Voz do Brasil' para a televisão, que obrigatoriamente teria que ser veiculado em horário nobre, das 18h às 22h.

Em seu relatório, Eliziane destacou ser inadequado estender tal dever para as emissoras de TV e afirmou que o mesmo desencadearia em uma queda na receita publicitária das emissoras. "Os Poderes da República já contam com geradoras próprias de televisão em canais abertos e operadoras de TV paga. A implantação do novo programa demandaria mais recursos, além de reduzir as receitas atuais, gerando desemprego no setor", finalizou a senadora.

 

Fonte: Coletiva.Net

Projeto investe em educação midiática contra notícias falsas

Em tempos de invasão de fake news nas plataformas digitais, projetos de educação midiática vêm surgindo para ajudar leitores a evitar a desinformação. Majoritariamente voltados para jornalistas, eles agora investem em profissionais de outros setores.

Um exemplo é o Redes Cordiais, criado há um ano e meio, e que organiza projetos voltados para influenciadores digitais. A iniciativa foi responsável por capacitar 136 influenciadores, entre celebridades e políticos, que, juntos, contabilizam mais de 66 milhões de seguidores nas redes sociais.

Os workshops duram cerca de 6 horas, e abordam a checagem de informação, relacionamento com os haters (pessoas que fazem críticas e comentários de ódio), comunicação não-violenta, algoritmos, direitos e liberdades. Ainda há espaço para dinâmicas de grupo e troca de experiências.

Outra preocupação do curso é explicar as etapas de produção de uma notícia. “Tem gente que vive na internet 24 horas por dia e não sabe. A imprensa cobra transparência, mas não sabe ser transparente. É nosso papel mostrar esse processo”, defende a jornalista Alana Rizzo, uma das idealizadoras do projeto.

O resultado, esperam os organizadores, é que os produtores de conteúdo digital, independentemente da formação e do campo de atuação, se comprometam com a publicação de conteúdo responsável. “As redes permitiram que todos sejam comunicadores, mas é preciso um mínimo de leitura crítica e filtro. É preciso saber lidar com a avalanche de informações e como se comportar”, reforça a jornalista.

EducaMídia

Parceiro da ABERT, o Instituto Palavra Aberta também promove a educação midiática. Desde junho de 2019, mantém o EducaMídia, dedicado à capacitação de professores da Educação Básica. Neste período, já treinou 2,5 mil educadores presencialmente, e outros 5,6 mil online.

“Se não mostrarmos para as próximas gerações a importância do trabalho jornalístico e como ele ajuda a sustentar os regimes democráticos, é possível que não tenhamos mais tantos leitores, ouvintes e telespectadores no futuro”, alerta a presidente do Instituto, Patrícia Blanco.

Para mais informações, acesse www.educamidia.org.br

 

Fonte: Abert

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