Bolsonaro destaca migração AM/FM e digitalização da TV como prioridades para 2021

Em mensagem ao Congresso Nacional na abertura do ano legislativo, na quarta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro apontou como prioridades do governo para 2021, na área de Comunicações, a aceleração dos processos de migração das rádios AM para FM e de digitalização da TV aberta no país.

“Para 2021, a prioridade no âmbito da política nacional de radiodifusão será acelerar o processo de migração dos serviços de radiodifusão sonora da tecnologia AM, que apresenta qualidade de som inferior e hoje tem audiência limitada para a tecnologia FM, bem como a prioridade na diminuição do estoque processual que concentra passivos de anos anteriores”, disse o presidente.

Bolsonaro destacou ainda o papel do rádio e falou sobre a flexibilização do programa A Voz do Brasil.

“Da mesma forma, o rádio avançou bastante em 2020. Com a flexibilização promovida para a retransmissão do Programa A Voz do Brasil, as rádios de todo o País puderam adequar suas programações para veicular eventos e acontecimentos de grande interesse público sem, contudo, deixar de apresentar informações importantes acerca dos acontecimentos políticos, judiciais e legislativos do País, por meio da retransmissão obrigatória do programa oficial de informações dos Poderes da República”, afirmou.

Ao fazer um balanço do desligamento da TV analógica, o presidente destacou a aprovação do projeto que destina parte do saldo remanescente do leilão da faixa de 700 MHz para a digitalização da TV e reafirmou a previsão de conclusão do processo até 2023.

“A implantação da televisão digital terrestre continuou avançando no ano de 2020. Atualmente, 96% dos domicílios brasileiros têm um ou mais aparelhos de televisão, dos quais 77% recebem os sinais de TV digital. A meta do Governo é que, até o fim de 2023, todos os Municípios brasileiros com televisão analógica em operação tenham feito a transição para o sistema de transmissão digital.

Em novembro de 2020, depois de dois anos de discussões, foi aprovado o projeto que destina parte dos recursos remanescentes do edital da faixa de 700 MHz para a digitalização dos sinais analógicos de TV em cerca de 1,7 mil Municípios que ainda não dispõem dessa tecnologia.

A medida, ao viabilizar a distribuição de kits de conversores de TVD terrestre para mais de 4,5 milhões de famílias de baixa renda cadastradas nos programas sociais do Governo Federal, beneficiará cerca de 24 milhões de habitantes e contribuirá para a conclusão do desligamento do sinal analógico de televisão em todo o País até o final de 2023”, afirmou.

Para acessar a íntegra da mensagem presidencial, clique AQUI

Fonte: ABERT

Conteúdo de TV aberta foi o mais comentado nas redes sociais em 2020

Mais de 90% dos 363 milhões de postagens feitas nas redes sociais em 2020 foram sobre conteúdo de vídeo de programas da TV aberta, em especial reality shows, séries e novelas. Os dados são da pesquisa Kantar Social TV Ratings, da Kantar IBOPE Media, que analisou o comportamento dos programas de TV nas redes sociais.

De acordo com a pesquisa, do total de postagens, os reality shows tiveram 287 milhões de citações (85,6%), seguidos por séries, com 16 milhões (4,8%), novelas, com 13 milhões (3,9%) e jornalismo, com 12 milhões (3,6%).

Já os programas de auditório tiveram 7 milhões (2,1%) de citações no ano passado, um salto de 373% na comparação com 2019. A explicação, segundo a Kantar IBOPE, está no fato de as pessoas estarem mais tempo em casa por causa da pandemia de COVID-19, o que fortaleceu o hábito de assistir TV e comentar na internet.

A TV paga e o SVoD ocuparam a segunda e terceira posições.

Para acessar a pesquisa, clique AQUI.

Fonte: ABERT

MCom publica portaria estabelecendo procedimentos para novos pedidos de migração AM/FM

O Ministério das Comunicações (MCom) publicou nesta sexta-feira (5) a Portaria nº 1.898/2021 estabelecendo os procedimentos para que as emissoras de rádio AM que não efetuaram o pagamento do boleto de adaptação da outorga para a migração AM/FM no prazo, façam o pedido novamente. A ABERT comemorou a reabertura do processo para as rádios que não continuaram com o trâmite da migração.

A portaria publicada hoje estabelece as condições, critérios e procedimentos para a realização de novo pedido de migração das rádios AM para FM. Pelas novas regras, as emissoras deslocadas para o Lote Residual, pelo não pagamento do boleto no prazo, deverão encaminhar o novo pedido para o MCom no prazo de 60 dias.

O requerimento deverá ser enviado pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do MCom e estar instruído com os seguintes documentos:

I - prova de regularidade perante as fazendas federal, estadual, municipal ou distrital da sede da pessoa jurídica, na forma da lei;

II - prova de regularidade do recolhimento dos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações - Fistel;

III - prova de regularidade relativa à seguridade social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS; e

IV - prova da inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho, por meio da apresentação de certidão negativa, nos termos do disposto no Título VII-A do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 - Consolidação das Leis do Trabalho.

O MCom notificará a emissora para que efetue o pagamento do novo boleto, após a análise dos documentos encaminhados à pasta. No caso de indeferimento do requerimento, ou de não pagamento do valor relativo à adaptação da outorga dentro do prazo estipulado, as emissoras permanecerão alocadas no Lote Residual.

A publicação da portaria foi comemorada pelo presidente da ABERT, Flávio Lara Resende. "A reabertura do prazo para o pagamento dos boletos vencidos é uma demanda antiga de dezenas de pequenas emissoras que aguardavam ansiosas a possibilidade de migrar para o FM", afirmou.

Fonte TudoRádio com informações ABERT

Estudo da Alter Agents destaca o valor da conexão pessoal do rádio com os seus ouvintes. Credibilidade do áudio é alta

Um estudo divulgado pela Entercom, segundo maior grupo de rádios FM/AM dos Estados Unidos, elaborado pela Alter Agents, mostra a força do rádio na conexão pessoal com seus ouvintes e o potencial do áudio na geração de negócios para o mercado. O levantamento destacou que 34% dos ouvintes de estações AM/FM agiu ao ouvir no ar uma recomendação de um comunicador durante um comercial. O áudio também é considerado a fonte de mídia mais confiável entre os norte-americanos. Acompanhe:

A apresentação destaca que "conteúdo local e influenciadores locais impulsionam a ação", destacando o papel do radialista (comunicador e/ou apresentador) na ação tomada por seus ouvintes, que é baseada em confiança. É nesse ponto que 34% da audiência diz agir após uma recomendação dada pela personalidade que está no ar, isso durante um comercial.

O áudio também é fonte poderosa na conversão de mídia em negócio para os anunciantes. Ele detém um índice de 57% em imersão por tipo de mídia, contra 54% em anúncios de vídeos sob demanda, 54% de vídeos digitais, 52% de TV linear e 52% para mídias sociais. A imersão é importante, pois ela é um preditivo de vendas. Ou seja, o investimento de mídia colocado em áudio terá mais chances de se transformar em negócio concretizado.

Em relação a confiança do público, o áudio também leva uma vantagem considerável. Ele é considerado como mídia confiável por 69% do público pesquisado pela Alter Agents, seguido por TV (64%), Google (60%), mídia impressa (57%), mídias sociais (56%), YouTube (47%) e serviços de streaming on-demand (44%, categoria que abrange Spotify, Pandora, entre outros). Os dados são relativos ao mercado dos Estados Unidos.

"O áudio é o meio mais poderoso, ele nos une por meio de experiências compartilhadas, nos move emocionalmente e nos leva agir. Como os profissionais de marketing serão desafiados a chamar a atenção do consumidor, o áudio, como nenhuma outra mídia, oferece uma experiência imersiva, que estimula a memorização, a confiança e a conexão" afirma Idil Cakim, senior VP de pesquisas e insights da Entercom.

Esses insights foram divulgados pela Futura TopLine, relacionados à pesquisa da Alter Agents, encomendada pela Entercom, registrado como em 2021, mercado dos Estados Unidos.

Fonte: Tudo Rádio

Ministério das Comunicações e Anatel atuam com associações de radiodifusão para migração AM/FM no dial convencional

O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações (MCom), Maximiliano Martinhão, confirmou com exclusividade ao tudoradio.com que a pasta está atuando juntamente com a Anatel e as associações estaduais de radiodifusão na intenção de conquistar novos canais no chamado dial convencional de FM para as emissoras AM que ainda não efetivaram a adaptação da outorga por conta de estarem no chamado dial estendido (eFM). Segundo Martinhão, uma série de reuniões irão ocorrer a partir desta semana para o levantamento dos canais que poderão ser abertos.

Martinhão disse que, nas últimas semanas, tem interagido com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e a Anatel na intenção de encontrar o maior número de canais dentro da faixa convencional do FM. "Temos feito um esforço para encontrar o maior número de canais possíveis dentro da faixa tradicional para migração do que resta de estações de OM migrarem para o FM na faixa de 88 a 108 FM", explicou o secretário.

Ele também ressaltou a parceria que vem sendo firmada entre o SERAD e as associações estaduais para viabilizar o maior número de canais no dial convencional de FM. "Não é um trabalho fácil. Tenho contado com o apoio das associações. Nesse início de projeto, contei com o apoio da ACAERT (Santa Catarina) e da AGERT (Rio Grande do Sul), dos técnicos do setor, para resolver este problema", ressaltou.

O secretário do SERAD enfatizou, ainda, que o trabalho está sendo realizado a pedido do ministro Fábio Faria e pelo reconhecimento dos serviços prestados pelas rádios AMs desde a chegada do Rádio no Brasil. "Esse é um reconhecimento que temos das rádios AM dos grandes centros, que foram as primeiras estações de radiodifusão que existiram no país. Elas que começaram o setor de radiodifusão, que depois passou a contar com a TV. Por isso, nosso esforço em atende-las no dial FM", disse.

Por fim, Martinhão esclarece que, mesmo diante do intenso trabalho realizado, o número de canais pode não ser o suficiente para atender a todas as emissoras restantes. "É importante que a gente realize esse esforço e é isso que estou pautando enquanto secretário. O esforço de encontrar o maior número de canais possíveis na faixa tradicional de FM para fazer a migração dessas estações. Posteriormente, nós faremos o trabalho de povoar o dial FM estendido se não conseguir êxito para acolher a todas no dial tradicional", concluiu. O secretário ainda fez um agradecimento especial aos técnicos que estão atuando nessa área, tanto os da iniciativa privada quanto os profissionais da Anatel e a equipe do Mcom.

O engenheiro Eduardo Cappia (EMC/SET/AESP) ressaltou a boa vontade do MCom, juntamente com a Anatel, em aproveitar ao máximo a canalização do dial FM convencional. "A participação do ministério é fundamental por conta da liberação de canais vagos ou mesmo que ainda não tenham estejam em licitações", ressaltou. De acordo com Cappia, as reuniões com as associações serão semanais e a AESP vai realizar a protocolização de mais 30 canais para a migração AM/FM para o estado de São Paulo.

Fonte: Tudo Rádio

Leilão 5G: MCom edita novas diretrizes para licitação, resguarda a proteção para usuários de TVRO e cria rede de segurança para a administração pública federal

O Ministério das Comunicações (MCom) publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, na última sexta-feira (29), a Portaria nº 1.924/2021, que define critérios para a proteção dos usuários que recebem sinais de TV aberta e gratuita por meio de antenas parabólicas (TVRO) na Banda C satelital.

A norma publicada revogou a Portaria nº 418/2020 e criou novas diretrizes para os certames licitatórios das faixas de radiofrequências destinadas ao serviço de 5G.

Com a publicação, o MCom deu maior segurança jurídica à população que recebe os sinais de TV aberta por satélite e definiu como beneficiários da política pública as pessoas que atendam os seguintes critérios, cumulativos: (i) residências que já recebem o sinal por meio de antenas parabólicas na banda C; (ii) existência, na residência, de pessoa integrante do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); (iii) e demanda desses interessados.

Milhões de brasileiros serão beneficiados pela medida e terão garantido o acesso à TV aberta satelital.

A portaria também avança em outros temas e determina, por exemplo, a criação de uma rede para proteção dos dados do Estado brasileiro, destinada para aos órgãos públicos federais e às atividades de segurança, defesa, serviços de socorro e emergência, resposta a desastres e outras atribuições críticas.

Segundo o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, "é preciso enaltecer a nova gestão do Ministério das Comunicações, liderada pelo ministro Fábio Faria, que se preocupou em preservar a base de usuários que atualmente acessam a televisão aberta por meio de antenas parabólicas, especialmente os cidadãos de baixa renda que, na maioria dos casos, não possuem outro meio de comunicação, além dos serviços de rádio e TV”.

Lara Resende informa, ainda, “que a ABERT aguarda, com expectativa, a deliberação do Conselho Diretor da Anatel sobre o edital do 5G, e confia que a Agência decidirá sobre a migração das recepções domésticas de TVRO da Banda C para a Banda Ku, por se tratar da única solução técnica definitiva para as interferências”.

Para acessar a portaria clique AQUI.

Fonte: Abert

Portal dos Jornalistas divulga lista com os "+ Premiados Veículos da História"

O Portal dos Jornalistas divulgou o resultado da pesquisa com os +Premiados Veículos da História. A lista divulgada nesta semana chega com poucas mudanças de posições entre os primeiros colocados nacionais. Entre as emissoras de Rádio, a Rádio Gaúcha FM 93.7 AM 600 de Porto Alegre, Rádio Bandeirantes FM 90.9 AM 840 e a BandNews FM 96.9 de São Paulo estão entre os 20 veículos mais premiados em todo o Brasil.

O pódio é o mesmo de 2019, com a Rede Globo na liderança, seguida por Folha de S.Paulo e pelo jornal O Globo. No ranking geral, a Rádio Gaúcha aparece na sétima posição, à frente do pernambucano Jornal do Commercio, que ultrapassou o Jornal do Brasil, agora nono colocado, enquanto a Record TV entrou nos TOP 10 ao superar o jornal O Dia. A Rádio Bandeirantes aparece na 15ª colocação com 135 prêmios, enquanto sua "co-irmã", BandNews FM, é a 18ª com 107. 

O ranking geral continua com uma série de rádios do formato jornalístico. Na sequência, aparece a Rede CBN (liderada pela CBN FM 90.5 de São Paulo e CBN FM 90.5 do Rio de Janeiro). A rede é a 22ª colocada com 86 prêmios. Após a CBN, a Rádio Guaíba FM 101.3 AM 720 figura na 40ª colocação.

A Rádio Jornal FM 90.3 AM 780 do Recife e a Rádio Nacional (que compreende as emissoras controladas pela EBC), fecham o ranking das 50 mais premiadas. Ao todo, o ranking lista 905 veículos que conquistaram, ao menos, um prêmio em toda sua história.

 

Fonte: TudoRádio

Levantamento da FENAJ mostra que 2020 registrou 428 casos de ataque à liberdade de imprensa no Brasil

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou ontem o relatório Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil. Segundo a federação, o ano passado foram registrados 428 casos de ataques à liberdade de imprensa. Com isso, 2020 foi o ano mais violento desde o início do levantamento na década de 1990, de acordo com o publicado.

"A explosão de casos está associada à sistemática ação do presidente da República, Jair Bolsonaro, para descredibilizar a imprensa e à ação de seus apoiadores contra veículos de comunicação social e contra os jornalistas. Ela começou em 2019 e agravou-se em 2020, quando a cobertura jornalística da pandemia provocada pelo novo coronavírus foi pretexto para dezenas de ataques do presidente e dos que o seguiram na negação da crise sanitária", ressalta o relatório.

Ainda de acordo com as informações da Fenaj, o levantamento mostra que Bolsonaro foi responsável por 175 casos, o que corresponde a cerca de 41% dos ataques. Ele cometeu, segundo a Fenaj, 145 casos de descredibilização da imprensa, 26 agressões verbais, duas ameaças diretas e dois ataques à Fenaj.

Tanto em 2019, quanto em 2020 houve dois assassinatos e dois casos de racismo. O relatório afirma que "o registro de duas mortes de jornalistas, por dois anos seguidos, é evidência concreta de que há insegurança" para o exercício profissional.

Os jornalistas assassinados foram Léo Veras, que denunciava o crime organizado na fronteira com o Paraguai, e Edney Neves, que trabalhava na campanha à reeleição da Prefeitura de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, e relatou que recebia ameaças.

O relatório destaca ainda o aumento de censura (750%) e de agressões verbais/ataques virtuais (280%) de um ano para o outro. Estas, segundo o levantamento, cresceram com o incentivo do presidente. "Jornalistas passaram a ser agredidos por populares nas ruas e os ataques virtuais, por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, tornaram-se comuns. Apesar do aumento significativo, é muito provável que ainda haja subnotificação dos casos, porque muitos profissionais não chegam a denunciar o ataque sofrido", diz o relatório.

Fonte: TudoRádio

Chip FM: fortalecimento do rádio livre, gratuito e democrático

A declaração do ministro das Comunicações Fábio Faria sobre a ativação do chip FM nos aparelhos celulares produzidos no Brasil foi bem recebida pela radiodifusão, que destaca os benefícios da medida: com o desbloqueio do dispositivo nos smartphones, os consumidores poderão receber o sinal das emissoras de rádio pelo ar, sem a utilização do pacote de dados oferecido pelas operadoras.

“Estamos fazendo o rádio no celular. Para cada telefone fabricado no Brasil, vem o rádio de graça sem precisar instalar pelo WiFi ou plano de dados”, afirmou Faria em evento promovido pela Tribuna de Comunicação e Fecomércio, em Natal (RN), na sexta-feira (15).

Como a maioria dos modelos de celulares já possui o chip FM instalado, a ativação do dispositivo permitirá o acesso gratuito à informação, entretenimento e serviços veiculados por rádios de todo o Brasil.

“A pandemia acelerou o uso de plataformas digitais e o rádio é potencializado por elas. A ativação seria a consagração do casamento perfeito entre o rádio e os novos devices”, destaca o professor Fernando Morgado.

Para ele, “a medida reforça o espírito livre, aberto, gratuito e democrático do meio, e a não ativação, por outro lado, representa o impedimento de direito, já que o rádio presta um serviço público à comunidade”.

Com o intuito de defender a ativação do chip, desde 2014, a ABERT vem promovendo campanhas que estimulam o consumidor a escolher modelos de aparelhos celulares que tenham o chip integrado. A mais recente, “Smart é ter rádio de graça no celular”, lançada em setembro do ano passado, disponibiliza dois vídeos, quatro spots e diversos banners para as emissoras interessadas em aderir à causa. (AQUI)

Em 2016, a Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP) também deu início à campanha “Radiophone”, com a mensagem de que o rádio no celular é um direito de todos.

“O chip de rádio no celular é uma medida que beneficia a sociedade, ampliando alcance, garantindo o acesso à informação, cultura e lazer em localidades remotas ou com déficit de sinal, além de ampliar a vida útil da bateria dos aparelhos e gerar economia no uso de pacote de dados”, afirma o presidente da AERP, Michel Micheleto.

Para o diretor de Rádio da ABERT, André Cintra, a ativação do dispositivo trará um benefício adicional: maior segurança no uso da faixa estendida de FM. A eFM é fruto do remanejamento do espectro utilizado pelos canais 5 e 6 da TV analógica (76 a 88 MHz) para inclusão de emissoras AM que optaram pela migração para o FM.

“Para caber no dial da faixa convencional, muitas emissoras precisaram se apertar e tiveram a potência reduzida. Com o acesso à faixa estendida garantido após a ativação do chip FM, as emissoras teriam mais tranquilidade para ocupar essa nova frequência, o que poderia levar a aumento de potência e de qualidade”, ressalta.

Fonte: Abert

Federação se manifesta sobre o ranking mundial de liberdade de imprensa em 2020

Foi divulgado, nesta segunda-feira (25), pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras o ranking mundial de liberdade de imprensa em 2020. O levantamento, que coloca o Brasil na 107ª posição da classificação, também apura ataques à imprensa feitos por autoridades públicas. O país registrou 580 ações desse tipo no ano passado. A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (FENAERT) salienta a importância do balanço e lamenta os ataques aos jornalistas e veículos de comunicação, e reitera que a imprensa é fundamental para manutenção da democracia.

“O direito à informação é básico em qualquer sociedade. O jornalismo é, portanto, um serviço essencial e de interesse público. Defender os veículos de imprensa e os profissionais que nele atuam é um ato necessário, especialmente no contexto atual. Ataques vindos de autoridades públicas são atos deploráveis, especialmente porque a informação e a democracia caminham lado a lado” pontua o presidente da FENAERT, Guliver Leão. Em relação a 2019, o Brasil caiu duas posições no ranking. Noruega, Finlândia e Dinamarca ocupam as três primeiras posições.

O balanço divulgado pela ONG também apontou que o presidente Jair Bolsonaro e os filhos fizeram, ao todo, 469 ataques a jornalistas e veículos de imprensa em 2020. Segundo o levantamento, atos desse tipo também foram registrados partindo de 11 dos 22 ministros do governo federal.

 

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