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Em mercado sensível à deslocamentos, audiência de rádio AM/FM atinge 97% do nível pré-pandemia nos Estados Unidos

É inegável que há um avanço tecnológico baseado em dispositivos conectados em todo o planeta. E também não dá para rejeitar a afirmação de que a pandemia do novo coronavírus acelerou tendências. Porém, outros hábitos considerados tradicionais se mostram resilientes ou adaptados às mudanças. É o caso das escutas de rádios FM/AM (pelo dial), que estão retornando ao nível pré-pandemia em países onde os deslocamentos diários de pessoas é fundamental para a sua operação. Acompanhe:

O rádio norte-americano é muito dependente dos deslocamentos diários da população, rotina esta que foi diretamente impactada pela pandemia do novo coronavírus. As ondas de "abre e fecha", que possivelmente continuarão neste primeiro semestre de 2021, impactam diretamente nos níveis de audiência das estações. Porém, quando a "vida normal" é retomada, o rádio recupera o volume de audiência anterior.

É o que aponta Nielsen. Segundo o instituto, a audiência do cume (pico) de rádio AM / FM atingiu 97% de seus níveis pré-covid-19, enquanto AQH (média de um quarto de hora) se recuperou para perto dos níveis de março, até 94% do total da semana com forte escuta em tempos de deslocamentos. Ou seja, conforme as pessoas retomam suas rotinas, o rádio volta a ampliar a sua presença para essa população.

Os dados da Nielsen são referentes ao quarto trimestre de 2020, quando o mercado dos Estados Unidos experimentou uma maior abertura de suas atividades econômicas e sociais.

Com a possibilidade de impacto na audiência devido aos novos fechamentos por causa do avanço do coronavírus, os executivos de rádio apostam na vacina contra a covid-19, como uma peça-chave na retomada econômica e também dos níveis de audiência. Essas recuperações momentâneas vistas pela Nielsen colaboram com essa expectativa.

"Os dados do quarto trimestre confirmam que os americanos estão vendo alguma estabilidade e normalidade retornarem a seus comportamentos interrompidos de consumo e mídia", afirma a Katz Radio Grupo, em seu relatório sobre os dados da Nielsen. "Nestes anos mais estranhos, o rádio provou ser um meio de escolha para entretenimento, companheirismo e informações críticas nas comunidades de ouvintes".

De acordo com dados de PPM (Portable People Meter) da Nielsen no quarto trimestre de 2020 nos Estados Unidos, a participação fora de casa do rádio foi de 67%, sendo apenas quatro pontos atrás dos níveis pré-pandemia. "À medida que os americanos passam mais tempo na estrada e voltam ao local de trabalho, a escuta fora de casa continuará a progredir para os níveis pré-pandêmicos", afirma o relatório da Katz.

No Brasil?

O rádio brasileiro é menos dependente dos deslocamentos diários como o norte-americano, mas esse hábito também é um ponto decisivo para as emissoras que atuam nos maiores mercados do país. E também para estações de determinados formatos de programação, como o adulto-contemporâneo.

No geral, a audiência de rádio no Brasil teve várias mudanças em seu comportamento padrão: em determinados momentos, as faixas horárias e seus respectivos picos foram alterados. Em outros momentos, o alcance foi ampliado e o tempo médio diminuiu. Depois, isso foi invertido. Com a forma de se fazer pesquisas também sendo impactadas pelo coronavírus (durante o auge da primeira onda da pandemia, o fluxo de pessoas nas ruas diminuiu e os entrevistadores também não puderam ir a campo). Essas variações devem continuar até que a crise da pandemia seja superada.

Fonte: Tudo Rádio

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