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Dia Mundial do Rádio é lembrado pela dedicação dos profissionais

O operador Jerônimo Avelino, seu parceiro em quase todas as manhãs, concorda que o rádio é e continuará sendo o meio de maior alcance e importância. Com 30 anos de experiência, não hesita em destacar a importância do veículo.
"O rádio sempre chega primeiro. Quem dá primeiro é o rádio. Por isso, sempre quis fazer tudo, desde operar até fazer locução. Aprendo todo os dias. Não fui pego de surpresa com as novidades, porque usei a internet para saber o que estava para vir de novo", destacou Avelino.

Apaixonado pelo rádio, desde garoto, lembrou que as narrações esportivas foram o que mais o atraiu e ainda o movem nos dias atuais. "O esporte e as narrações, em especial do Arivaldo Maia [narrador da Rádio Gazeta] ainda correm em minhas veias", disse, com emoção, o operador gazetiano.

A agilidade imprescindível do rádio, sua capacidade de alcance e, principalmente, de interatividade, serviram de inspiração para o modelo de web que se tem nos dias de hoje. Mesmo com a migração de uma parte da audiência, ele vive, resiste e se soma às novas tecnologias. A resposta para isso é simples: paixão de quem faz e se informa pelas ondas sonoras.

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Hoje, no Dia Mundial do Rádio, que remete à criação da Rádio ONU (1946), a Gazetaweb ouviu alguns de seus principais personagens que atuam na Rádio Gazeta AM 1260. A emissora, integrante da Organização Arnon de Mello, está em processo de migração para frequência FM 98,3 MHtz. Será a segunda na capital, que já conta com a 94,1 FM, líder em audiência.

Quem trabalha e constrói todos os dias a programação das emissoras é movido por um sentimento que difere radicalmente de quem só interage com frias postagens das redes sociais para obter informação. No rádio, a voz transmite emoção tanto de quem informa, como de quem cobra respostas, reivindica ações no bairro e denuncia alguma irregularidade. Com um telefone na mão, o ouvinte tem um microfone para se comunicar ao vivo ou por meio de aplicativo.

Profissionais

Para alguns dos principais âncoras da empresa, o que move para a continuidade do trabalho é o compromisso social e, principalmente, a necessidade de informar. Ajudar o ouvinte a mudar o seu dia.

O apresentador do Ministério do Povo e Gazeta Esportiva, Rogério Costa, não esconde o amor pelo trabalho e o respeito pelo rádio, conquistado ao longo de três décadas, inspirado pelo pai, o radialista Jurandir Costa, que não está mais entre nós.

"O rádio para mim é tudo. Não foi o caminho que o meu pai queria para mim. Depois que terminei o antigo 2° grau, fui estudar Administração, mas desisti. Mas o rádio foi tão apaixonante quanto a música, a literatura...e para mim ele é tudo isso", revelou Costa, que também integra o time de narradores do Timaço da Gazeta.

Ex-repórter externo, ele chegou a Rádio Gazeta pelas mãos de Jurandir Tobias e Roberto Carvalho. Lembra que o nome do pai lhe "abriu portas" e abraçou todas as oportunidades.

"O rádio é minha vida. Não consigo fazer uma comunicação gélida. Só me emociono quando também consigo emocionar os outros", completou Rogério.

Aprendizado

O operador Jerônimo Avelino, seu parceiro em quase todas as manhãs, concorda que o rádio é e continuará sendo o meio de maior alcance e importância. Com 30 anos de experiência, não hesita em destacar a importância do veículo.
"O rádio sempre chega primeiro. Quem dá primeiro é o rádio. Por isso, sempre quis fazer tudo, desde operar até fazer locução. Aprendo todo os dias. Não fui pego de surpresa com as novidades, porque usei a internet para saber o que estava para vir de novo", destacou Avelino.

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Apaixonado pelo rádio, desde garoto, lembrou que as narrações esportivas foram o que mais o atraiu e ainda o movem nos dias atuais. "O esporte e as narrações, em especial do Arivaldo Maia [narrador da Rádio Gazeta] ainda correm em minhas veias", disse, com emoção, o operador gazetiano.

Tribuna

Com quase quarenta anos irradiando informações e opiniões, quase sempre polêmicas e com muita coragem, o âncora do Gazeta Comunidade, Fernando Palmeira, reconhece que faz do rádio uma tribuna de defesa dos interesses da sociedade.
"A grande verdade é que fiz do rádio uma tribuna de defesa. Não suporto injustiças, agressão, a corrupção e esses desvios que fazem com o dinheiro do povo. Por isso, tudo o que não consegui fazer nos tribunais fiz no rádio em defesa da comunidade", enfatizou Palmeira.

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Advogado, relações públicas e jornalista, Palmeira também atuou como professor, mas conta que o rádio sempre foi o "arrimo" para conseguir todas essas formações.

"Foi com o rádio que comecei minha vida. Já fui até professor de Estudos Sociais, mas o rádio foi meu arrimo e patrocinou tudo o que fiz depois", confessou.

Por essas e outras histórias é que ele também não acredita em "queda", mas sim em superação e reafirmação da importância do veículo.

Transição

Já o processo de transição que promete agitar o mercado radiofônico alagoano vem sendo planejado e executado sob o comando do diretor-geral da Rádio Gazeta, Gilberto Lima.

Todos os detalhes estão sendo testados pela equipe técnica da emissora, com o aval do diretor-executivo da Organização Arnon de Mello, Luis Amorim.

Fonte: gazetaweb.globo.com

 

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