Fenaert promove campanha contra fake news nas redes sociais

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Redes sociais e aplicativos de mensagens  geram  o chamado compartilhamento instantâneo de informações. No entanto, nem sempre, o   conteúdo veiculado corresponde a fatos, ou é baseado em notícias verdadeiras. Compreendendo este cenário, a Federação Nacional das   Empresas de Rádio e Televisão (FENAERT), através de suas fanpages no Facebook e Instagram, promove a campanha Fenaert contra Fake   News. Até o final do ano, a entidade indicará sites confiáveis e dará dicas para auxiliar o público a reconhecer informações falsas e, assim,   evitar a disseminação desse tipo de conteúdo.

Segundo dados do Massachusetts Institute of Technology (MIT), notícias falsas se espalham pelas redes sociais de forma mais rápida, fácil e ampla do que as notícias reais. Para o presidente da federação patronal, Guliver Leão, o dado é preocupante. “Sabemos que, em um momento de emoção ou surpresa, as pessoas podem compartilhar um conteúdo sem saber de sua veracidade. Isso é preocupante. Por isso, é sempre importante checar os grandes veículos e ver se a informação foi dita em mais de um lugar. Utilizar as redes da Fenaert para alertar à população faz parte do nosso trabalho, enquanto representante da radiodifusão”.

Para conhecer a proposta da entidade e ter acesso aos conteúdos, basta acessar a página da Fenaert no Facebook (facebook.com/FENAERT) e no Instagram, @fenaertoficial.

General Motors (GM) rastreia os hábitos de se ouvir rádio para segmentar a publicidade em automóveis

Na esteira de melhorar as experiências dos ouvintes e dos anunciantes, a General Motors (GM, conhecida pela linha automotiva Chevrolet) realizou um teste durante três meses para ampliar a segmentação da publicidade no rádio. Segundo a reportagem do USA Today, a montadora quer ganhar dinheiro com a compreensão dos hábitos de escuta de seus carros. E para isso contou com a ajuda de 90 mil motoristas em Los Angeles e Chicago (dois dos três maiores centros dos Estados Unidos). Acompanhe:

A montadora, que conta com 10 milhões de carros rodando nos Estados Unidos, é um dos primeiros fabricantes de automóveis para empreender tal estudo. Segundo o USA Today, cerca de 90 mil motoristas em Los Angeles e Chicago concordaram em participar de uma "prova de conceito" no final do ano passado. Os dados coletados podem levar a publicidade de rádio mais um formato mais direcionado. A GM usou o Wi-Fi no carro para rastrear os hábitos de alguns de seus motoristas, na esperança de ver se existe uma relação entre o que os motoristas ouvem e o que compram.

Segundo a reportagem do USA Today, a GM afirma que, por enquanto, toda a noção é teórica. Mas um porta-voz da montadora disse que os dados de veículos conectados de seu teste podem ajudar a GM a desenvolver uma maneira melhor de medir a audiência de rádio. E isso pode ser valioso para os anunciantes.

O levantamento aponta, por exemplo, que um viajante que ouvia frequentemente um canal de música country e ocidental e parava no restaurante de Tim Horton. A montadora se perguntou se aquele motorista poderia ser influenciado a parar em um McDonald's se os anunciantes lançassem, digamos, uma nova bebida de café lá, naquele mesmo canal de rádio, destaca a reportagem do jornal norte-americano.

Líderes da GM acreditam que os hábitos de escuta reais são mais preditivos do comportamento do consumidor do que o que a montadora pode colher através de pesquisas. "Os atuais sistemas de classificação baseiam-se em diários ou Personal People Meters (PPM), que têm muitas limitações, incluindo pequenas amostras", disse Jim Cain, porta-voz da GM. "Os rádios conectados geram dados que permitem que mais mercados de rádio sejam medidos e fornecem outras informações valiosas”.

Isso vai ao encontro do que foi discutido pelos CEOs dos maiores grupos de comunicação (rádio) dos Estados Unidos, iHeartMedia e Entercom, durante a abertura do Radio Show em Orlando, na semana passada. Os executivos afirmaram que o rádio precisa oferecer mais dados ao mercado publicitário, com a finalidade de mostrar a sua força real e competir com plataformas que possuem mais métricas disponíveis.

"Seu comportamento de compra é analisado para que eles recebam cupons mais personalizados", disse Aradhna Krishna, professor de marketing da Ross School of Business da Universidade de Michigan ao USA Today. "Aqui, as pessoas se inscrevem voluntariamente no programa de rádio e depois os anúncios podem ser mais personalizados", afirma a profissional.

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Privacidade

Ainda segundo a reportagem do USA Today, a GM é cuidadosa com a forma como coleta e usa os dados, dizendo que os clientes que usam serviços conectados devem primeiro aceitar os termos de uso da GM e sua declaração de privacidade. Esse formato de aviso em coletas de dados, para que o participante seja informado e concorde com isso, tem avançado por todas as plataformas conectadas.

"Esses dados são então agregados e tornados anônimos e representariam os resultados em um tamanho de amostra muito grande e não incluiriam nenhuma informação pessoal identificável", disse Cain (executivo da GM). 

Ainda assim, a mudança da GM acarreta o risco de a GM "ofender ou irritar" os motoristas da GM, disse Mike Ramsey, diretor de pesquisa da empresa global de pesquisa e consultoria Gartner Inc. "Se você usa o Facebook, sabe que é meio assustador saber algumas coisas sobre você", disse Ramsey. "Mas você também pode estar rolando por aí e encontrar algo interessante", porque o algoritmo do Facebook oferece conteúdo e anúncios personalizados.

O USA Today ainda destaca que muitas montadoras relutam em perguntar aos clientes se a marca pode monitorar seus hábitos no veículo, disse ele. "A Toyota praticamente disse que não fará isso", disse Ramsey. "Então a GM está se posicionando como uma das únicas atualmente a monetizar ativamente seus dados a partir de seus veículos conectados".

Ramsey disse que ao USA Today que a GM quer analisar os dados e depois usá-los ou compartilhá-los com outras empresas. Se os dados ajudarem a produzir melhores anúncios que elevem a receita de um anunciante, a montadora pediria uma compensação, disse ele. Ramsey está familiarizado com os planos da GM. Ele disse que a GM vê isso como um possível negócio de consultoria.

Caim confirmou que é uma oportunidade possível, mas disse que "cada situação seria única". Uma coisa que a montadora não fará é "colocar um sinal 'à venda' nos dados", disse Ramsey. Mas ele disse: "Há alguns terceiros que coletam dados de carros e os vendem para qualquer um", avisa.

Métodos da General Motors

Krishna, do U-M, questiona como os hábitos de audição de áudio se conectariam aos hábitos de compra. "Nas mercearias, há uma relação direta com o que está sendo vendido", disse Krishna. "No rádio, essa informação será o que as estações de rádio específicas estão ouvindo e que horas. Mas o que está sendo ouvido e o que está sendo anunciado - essa conexão é um pouco nebulosa para mim agora", afirma a executiva.

O USA Today destaca que a GM apresentou seu conceito na Associação de Dados e Mensuração de 2018 da Associação dos Anunciantes Nacionais no início deste mês. A WARC, um serviço de assinatura digital global que oferece melhores práticas de publicidade e outras informações para empresas globais, compareceu à conferência e preparou um relatório compartilhado com a Detroit Free Press.

A reportagem do veículo norte-americano destaca que o relatório da WARC disse que a GM está usando o 4G LTE Wi-Fi nos veículos participantes da GM para analisar os hábitos de audição de áudio. Essa é a mesma tecnologia que fornece aos motoristas informações sobre sua velocidade, consumo de gás e pressão dos pneus.

Saejin Park, diretor de transformação digital global da GM, segundo o relatório, explicou que, ao combinar feeds de áudio de AM, FM e rádio digital XM, a montadora planeja estudar o alinhamento entre sinais de rádio e comportamento do consumidor. "Nós testamos (o comportamento) a cada minuto apenas porque podíamos", explicou Park ao USA Today. E o relatório disse que a GM considerou a seleção de estações, volume e CEPs dos proprietários de veículos.

Resultados do estudo

De acordo com Park, o USA Today listou o que a montadora coletou e aprendeu com o estudo que envolveu os 90 mil motoristas que participaram da pesquisa:

O proprietário de um SUV grande Cadillac Escalade pode estar mais inclinado a ouvir uma estação de rádio que é diferente de alguém dirigindo um GMC Yukon, mesmo que também seja um grande SUV.

"Mesmo neste mundo de entretenimento bruto de estações de rádio, diferentes tipos de pessoas ouvem estações diferentes em diferentes tipos de veículos", disse Park. "E você pode começar a testar (isso) enviando-lhes diferentes tipos de publicidade para ver algum tipo de comportamento nos padrões (de audição)."

O USA Today diz que o estudo encontrou um padrão criado pelos motoristas durante esses eventos, como a hora do rush (trânsito intenso), no meio de uma tempestade ou, segundo ela, no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças. "Todo mundo está no shopping, e de um veículo para o outro, suas escolhas de rádio são consistentes", afirma o executivo. 

Para o jornal, Park disse que uma maneira de estudar como os dados podem ser usados para a vantagem dos clientes é com o mercado de veículos da GM, que a montadora apresentou há 18 meses. O Marketplace (publicidade programática) permite que os motoristas façam compras no carro através de parceiros, incluindo Dunkin, ExxonMobil, Applebee's e muito mais. Os motoristas também podem fazer reservas em restaurantes no Marketplace.

"É uma plataforma comercial que permite que os motoristas acessem alguns desses comerciantes", disse Park. "Se acontecer de você estar indo para casa e passar por um lugar de frango frito de fast-food, onde você comeu antes, há uma chance de (isso representa) um padrão", afirma o executivo, que completa dizendo que os resultados ainda são um "trabalho em andamento".

Cain acrescentou: "Agora sabemos que podemos obter informações importantes sobre os hábitos de ouvir rádio. Isso gerou interesse nas comunidades de publicidade e transmissão. Mas não temos novos projetos para anunciar neste momento".

Big Brother?

O jornal USA Today questionou se o estudo possa parecer um pouco invasivo e o executivo concordou, mas afirma que o benefício é que a publicidade pode evoluir para algo em que o consumidor está realmente interessado, disse Ramsey.

Segundo a reportagem, esses dados coletados também serão mais precisos do que qualquer pesquisa sobre os hábitos de escuta das pessoas, porque está monitorando o comportamento real, disse Michelle Krebs, analista executiva da Autotrader. "Os dados permitem que eles direcionem mais publicidade e atraiam consumidores específicos. Facebook, Amazon e outros prestam muita atenção ao comportamento do consumidor para direcionar publicidade e produtos aos usuários", declara Michelle.

A analista destaca ainda que a maioria das montadoras busca obter o máximo de seus investimentos em publicidade, acrescentando que "os consumidores podem estar preocupados com a privacidade, mas isso não é apenas um problema da empresa automobilística", afirma Krebs ao USA Today.

Krishna e Ramsey, ouvindo pelo USA Today, concordam que quase todas as indústrias estão estudando hábitos de consumo para criar publicidade personalizada para os hábitos de consumo das pessoas, e isso pode ser intrusivo. "Enquanto coletamos dados de consumidores, é um pouco de grande fraternidade; não há como evitar isso", disse Ramsey. "Mas, se isso for implementado para melhorar o serviço que recebemos, isso é um compromisso e a maioria das pessoas está disposta a dar para conseguir", completa.

Com informações do USA Today e da GM

Fonte: tudoradio.com

Última Rainha do Rádio, cantora Ângela Maria morre em São Paulo

Chamada de rainha do rádio, Ângela Maria morreu na noite deste sábado (29), aos 89 anos em São Paulo. A cantora, que havia completado 70 anos de carreira, não resistiu a uma infecção bacteriana. Ângela Maria estava internada no Hospital Sancta Maggiore, na capital paulista, há 34 dias. 

A morte da cantora foi confirmada por seu marido, Daniel D'Angelo pelas redes sociais: "É com meu coração partido que eu comunico a vocês que a minha Abelim Maria da Cunha, e a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus". Além do marido, Angela Maria deixa quatro filhos.
 
A cantora Angela Maria morreu por volta das 22h, após 34 dias internada no Hospital Sancta Maggiore, na Mooca, em São Paulo. O velório aconteceu neste domingo, a partir das 10h, no Cemitério Congonhas, em Vila Sofia, São Paulo. O enterro ocorreu às 16h.

Nascida em Conceição de Macabu, distrito de Macaé (RJ), Abelim Maria da Cunha, seu nome de batismo, começou a cantar ainda muito jovem no coro de uma igreja batista no Estácio, tradicional bairro carioca. Filhos do pastor da igreja, ela e os irmãos cantavam nos cultos.

Era do rádio

Em 1948, começou a cantar na casa de shows Dancing Avenida, onde foi descoberta pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho. Eles a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Rádio Mayrink Veiga. Após um teste, ela começou carreira na emissora.

Em 1951, gravou pela RCA Victor os sambas “Sou feliz” e “Quando alguém vai embora”. No ano seguinte, sua gravação do samba “Não tenho você” bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira.

Princesa e rainha do rádio

Durante a década de 1950, atuou intensamente nas rádios Nacional e Mayrink Veiga, como a estrela de “A Princesa Canta”, nome derivado de seu título de “Princesa do Rádio”, um dos muitos que recebeu em sua carreira. Em 1954, em concurso popular, tornou-se a “rainha do rádio”, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme “Rua sem Sol”.

Com informações do G1

Fonte: tudoradio.com

CEOs da iHeartMedia e da Entercom destacam que o rádio vive momento positivo, mas com problema de atribuição

Aconteceu, na última semana, em Orlando, mais uma edição do Radio Show, considerado um dos principais eventos de rádio no mundo. Os principais nomes do meio nos Estados Unidos estão discutindo as alternativas para o veículo, com foco em sua presença online. Na abertura, realizada na última terça-feira (25), os executivos dos dois maiores grupos de rádio em território norte-americano destacaram que o veículo não tem um problema de efetividade, mas sim uma questão de atribuição. Acompanhe:

Bob Pittman e David Field subiram ao palco na abertura da Radio Show e foram entrevistados por Stephanie Ruhle, âncora da MSNBC e correspondente da NBC. Em sua fala, Pittman argumentou que o AM / FM está subvalorizado - e subestimado - pelos anunciantes. Mas tecnologia e dados podem ajudar a mudar o obstáculo de atribuição. Segundo ele, o ritmo acelerado da mudança de tecnologia permitiu novas maneiras de o rádio interagir com os consumidores. No entanto, a tecnologia também alterou fundamentalmente a forma como a publicidade é comprada e vendida, graças à influência do Facebook e do Google e sua capacidade de fornecer maior acesso à informação do que o rádio atualmente. 

"A expectativa entre os anunciantes é que eles querem acesso a muito mais informações do que nós fornecemos. Eles não querem esperar um mês ou dois meses para obter resultados, querem em tempo real em um painel", disse o CEO da iHeartMedia, Bob Pittman. "Estamos no processo, todos nós, de usar a tecnologia para alcançá-los", destaca o executivo.

Pittman e o CEO da Entercom, David Field, argumentaram que o rádio não tem um problema de efetividade, ele tem uma questão de atribuição. "O rádio funciona muito bem, mas não conseguimos demonstrar isso tão ostensivamente e efetivamente quanto os Googles e os Facebooks do mundo", disse Field. "É como se o rádio aparecesse em um tiroteio com uma faca", completa o executivo da Entercom (conhecido mundialmente pela plataforma Radio.com, concorrente direto do também conhecido iHeartRadio).

Com o rádio apresentando resultados expressivos na ampliação de vendas e fortalecimento de marcas (veja a matéria "How Radio Works" - clique aqui), Pittman argumentou que a AM / FM está subvalorizada - e subestimada - pelos anunciantes. "Estamos nos sentando no meio mais eficaz no negócio", disse ele. Enquanto isso, alguns anunciantes de bilhões de dólares estão reavaliando seus gastos de mídia depois de passarem ao digital e não ver o esperado aumento nas vendas. "Adivinha? Foi mais mensurável, mas não mais eficaz", disse Pittman.

As vantagens do rádio para mudar esse cenário

A cobertura realizada portal norte-americano Inside Radio destaca a observação de Field, que afirma o fato  do negócio de publicidade estar nos estágios iniciais de uma mudança de pêndulo para a mídia tradicional, estimulado em parte por problemas de segurança de marca e dados fraudulentos na mídia digital. "À medida que melhoramos o fornecimento de audiências-alvo em escala e se, como uma indústria, nos unimos em torno de plataformas e padrões comuns. Existe uma oportunidade real para tirar os anunciantes. Os dados são o eixo principal de uma "mudança fundamental". conversa para permitir que o rádio seja capaz de fechar essa lacuna de atribuição agora", acredita Field.

Pittman apontou para o retorno da Procter & Gamble ao rádio (gigante do setor de bens de consumo) é uma evidência de que os profissionais de marketing estão indo longe demais para o digital, apenas para se retrair. Ele previu que a transição do rádio para a venda baseada em dados não será fácil no começo, mas será compensadora no longo prazo. "Todos os dados que vimos confirmam que este é um meio eficaz", disse ele. O executivo destaca que enquanto o Facebook e o Google confiam mais na atribuição baseada em cliques do que em demonstrar as vendas reais, o rádio está ansioso para mostrar sua força de vendas. "Nós gostaríamos de mostrar a atribuição de vendas, porque vamos chocar as pessoas com o quão eficaz é", disse Pittman.

FOTO ABERT

Stephanie Ruhle (MSNBC, à esquerda), Bob Pittman (iHeartMedia, no centro) e David Field (Entercom, à direita) / foto: Radio Ink

Ele também observou que o rádio tem um alcance maior do que o que são considerados os três grandes conjuntos de dados na mídia hoje: Google, Facebook e Amazon. "O rádio abrange todos os três, por isso devemos ser capazes de construir um conjunto de dados para o negócio de rádio que seja maior do que esses três, que não é tão fechado e é mais eficaz no final", disse ele. Isso não só daria dados de atribuição de rádio para compartilhar com os anunciantes, mas também a segmentação por público-alvo, que se ajusta à maneira como os anunciantes compram a mídia hoje.

Tanto a iHeartMedia como a Entercom lançaram sistemas sofisticados de atribuição e análise próprios. E, segundo a cobertura do  Inside Radio, o tema de dados é acompanhado em várias sessões na conferência do Radio Show.

O áudio é o foco

Pittman da iHeartMedia disse que a rádio não mudou de seu papel fundamental de companheirismo, mas agora se expressa em alguns novos dispositivos. Mostrando o quão à frente da empresa está, Pittman disse que o conteúdo do iHeart agora é entregue em 250 plataformas e 1.200 dispositivos, ainda assim, a maior parte da audição permanece no sinal terrestre (FM/AM). 

E Field chamou o rádio de "o meio menos perturbado", apesar do mundo da mídia passar por uma "mudança extraordinária". Field deu mais um passo sugerindo que o rádio está desfrutando de seu melhor momento hoje em um mercado de áudio em expansão.

Fote: tudoradio.com

 

Físico alemão Albert Einstein visitou primeira rádio brasileira em 1925

A ABERT publicou uma entrevista com a jornalista e professora da PUC-RJ, Rose Esquenazi, que contou que a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (atual Rádio MEC AM 800 do Rio de Janeiro) recebeu a visita do físico alemão Albert Einstein em 1925. A visita foi a convite do fundador da emissora, Edgard Roquette-Pinto. Em um discurso em alemão, Einstein falou sobre a importância dos meios de comunicação para o conhecimento científico e fez um apelo pela paz no mundo.

Segundo a jornalista e professora, os donos da Rádio Sociedade convidavam as pessoas famosas que chegavam ao Rio de Janeiro para darem um pulinho na rádio e falarem sobre cultura, ciência. A Rádio Sociedade tinha dois anos e já contava com a concorrência da Rádio Clube do Brasil do Recife (atual Clube AM 720 do Recife). Esquenazi disse que as duas rádios não competiam porque uma funcionava segunda, quarta e sexta, e a outra, às terças, quintas e sábados. Havia uma fragilidade no sistema elétrico e as duas tinham medo de incêndio se fossem transmitidas no mesmo dia. Era o início do rádio no país, estava começando muito devagar. 

Ela também falou que, quando Einstein veio ao Brasil, já tinha recebido o prêmio Nobel, então muitas pessoas foram ao porto recebê-lo. Muitos jornais da época o retrataram como o primeiro gênio da humanidade depois de Newton. A professora disse na entrevista que o físico chegou com muita simplicidade, com terno surrado, sapatos sem meias, cabelo que ele não penteava há 10 anos, com uma bagagem simples, um violino, uma malinha. Ficou hospedado no tradicional Hotel Glória.

De acordo com o relato da professora, Einstein estava em excursão pela América do Sul e também iria visitar o Uruguai. Entre as visitas que ele fez no Brasil, ele foi à Fiocruz, à Academia de Ciências e à Rádio Sociedade. Ele era um entusiasta do rádio porque achava que as pessoas podiam aprender muito facilmente com o rádio, mais do que lendo, porque o livro você tem que escolher, parar para ler, e o rádio já vai entrando naturalmente na mente das pessoas.

A entrevista completa está no site da ABERT, que conta ainda com um link com o discurso feito por Albert Einstein durante a visita ao Brasil.

Fonte: tudoradio.com

ACAERT comemora "Dia da Radiodifusão" reforçando o papel dos veículos essenciais

No último dia 25 de setembro foi comemorado o "Dia da Radiodifusão", data que celebra o nascimento de Edgard Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no Brasil. Para marcar a data, a ACAERT realizou duas ações que reforçam o papel do Rádio e a TV como veículos essenciais para a sociedade, comprometidos com a verdade. Na mesma data a associação realizou o debate entre candidatos ao governo catarinense.

A entidade marcou nesta data o segundo Debate ACAERT com os Candidatos ao Governo de Santa Catarina formando uma grande rede de rádios – com mais de 50 emissoras – para levar a todos os cidadãos catarinenses as ideais e propostas daqueles que pretendem governar o Estado. Segundo a associação, o evento teve um alcance de 652 mil ouvintes. 

Transmitido em rede de rádio para toda Santa Catarina, o público pôde conhecer e contrapor as propostas dos candidatos que pretendem governar o Estado. Foram convidados os candidatos que têm representação mínima de 5 deputados na Câmara Federal conforme prevê a legislação eleitoral.

Também nesta data, a entidade divulga o "Manifesto da Radiodifusão Catarinense", um documento elaborado durante o 17º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão, realizado em julho de 2018, que traz pontos que a diretoria da ACAERT considera centrais para o futuro do Brasil e de Santa Catarina. O documento traz 16 tópicos que a entidade pretende que candidatos a deputado, senadores e governadores levem em consideração quando estiverem no exercício dos seus mandatos.

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Ambas as ações, o manifesto e o debate, reforçam o papel dos veículos essenciais com a democracia, o combate das notícias falsas, o equilíbrio dos gastos públicos, o fim dos privilégios e o compromisso de informar a sociedade catarinense com responsabilidade, imparcialidade e objetividade.

Fonte: tudoradio.com

ARTIGO Radiodifusão: uma anciã contemporânea no século XXI

 

Há quase cem anos, mais precisamente em 1923, Roquete Pinto fundava a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro – oficialmente, a primeira rádio brasileira. Mais à frente, em 1950, a televisão chegava ao Brasil e, com ela, teve início uma nova era na comunicação em nosso país. Para homenagear Roquete Pinto, a data de seu aniversário foi escolhida para celebrar o Dia Nacional da Radiodifusão. Neste 25 de setembro, destacamos a importância dos veículos de rádio e TV que, a cada dia, se renovam e reafirmam sua atuação em prol da sociedade brasileira.

Durante toda a história, rádio e televisão caminharam juntos. Com a chegada de um, decretaram a morte do outro. Com a chegada da internet, ambas foram destinados ao fim. No entanto, o processo inverso aconteceu. O rádio se reinventou, deixou de lado as radionovelas e se firmou como veículo jornalístico através de sua principal característica: a agilidade. A televisão ganhou cores e uma programação, cada vez mais diversificada, voltada ao desenvolvimento social, educacional e cidadão de seus telespectadores. E a internet, caçula da comunicação, ao invés de limitar a atuação dos primogênitos, expandiu sua atuação para a terceira tela, levando o rádio e a televisão para a palma da mão da audiência.

Este é um ano eleitoral e, mais do que nunca, vemos cenários propícios à disseminação de informações e notícias falsas, dados incorretos e promessas impraticáveis. É fundamental que, nestes momentos, tenhamos fontes seguras e críveis para comparar, verificar e escolher nossos representantes baseados na verdade. Neste sentido, a radiodifusão chega a todos os cantos do país, carregando credibilidade e fomentando a cidadania em cada brasileiro, aqui ou fora do país. Afinal, apenas a radiodifusão consegue ser local e global ao mesmo tempo. Através da internet, as rádios do interior e as emissoras televisivas de grandes capitais obtém alcance mundial, elevando sua fidedignidade em uma interação que alavanca o que é local para uma escala global.

Funções sociais à parte, dentre tantas características que a radiodifusão possui, nenhuma delas é tão viva quanto a empatia. Programas de entretenimento, educativos, transmissões de futebol, entrevistas, debates políticos e dicas de saúde só fazem parte das grades de programação porque fazem parte da vida de quem mais importa: a audiência.  A radiodifusão não é só um meio de comunicação, ou apenas um aparelho de rádio ou televisor. A verdade é que a radiodifusão, entre todas as possibilidades comunicacionais inventadas pelo homem é, antes de tudo, ou antes de mais nada, uma anciã contemporânea do século XXI, que muito fez e continuará fazendo pelos anos anos que vierem – e eles virão.

Guliver Augusto Leão, Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão.

Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão repudia agressão sofrida por profissional da Rádio União FM, de Jaguaruna/CE

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (FENAERT) vem a público manifestar seu repúdio à agressão sofrida pelo radiodifusor Sandoval Braga Junior, da Rádio União FM, da cidade de Jaguaruna, Ceará. Sandoval integra a diretoria da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT) e sofreu um ataque na última sexta-feira, 21 de setembro, enquanto trabalhava na emissora. Quatro homens encapuzados invadiram o local e atingiram o profissional com um tiro de arma de fogo. Sandoval não corre risco de morte, mas o ato de invasão à emissora é uma gravíssima ameaça à livre informação do público ouvinte.

 A FENAERT destaca que atacar o profissional de imprensa, no pleno exercício da sua profissão, é ferir a democracia e o direito da sociedade em conhecer os fatos e acontecimentos de seu ambiente. A Federação defende a liberdade de expressão, protegida pela Constituição, que carrega a responsabilidade de respeitar a dignidade da pessoa humana, a honra e a imagem do indivíduo. Sendo o direito de informar um dos pilares da liberdade de informação.

"How Radio Works": Novos estudos explicam qual é o papel do rádio AM/FM para anunciantes

Pesquisas e mais pesquisas tem comprovado que o rádio AM/FM vive uma fase muito positiva em vários países, inclusive no Brasil e nos Estados Unidos. Mas há uma necessidade de que o mercado publicitário entenda o atual papel do rádio nessa crescente ofertas de plataformas. Estudos realizados em território norte-americano visam explicar "como funciona o rádio", ou seja, para que finalidade e para quem é destinada a mídia de rádio, esta que tem ampliado o alcance de campanhas que também estão em outras plataformas de mídia. Acompanhe:

Não tem jeito. Um formato de mídia complementa o outro, ou seja, uma campanha será bem sucedida se conseguir usar as mais diversas plataformas possíveis, mas respeitando o tipo de linguagem e alcance de cada veículo / canal. Por isso é possível ouvir empresas da chamada "nova economia" tendo forte presença em veículos como o rádio, como é o caso da Uber, Amazon Prime, entre outras companhias (isso no Brasil). E essas mesmas campanhas também estão em ambientes digitais, mobiliário urbano (outdoors, busdoors, etc), ampliando seus alcances. 

Os levantamentos

De acordo com o primeiro estudo realizado pela Nielsen, este que cobriu 77 mil pessoas  entre 18 a 49 anos em mercados de PPM (formato de medição padrão nos Estados Unidos), entre março e abril, 44% dos americanos são telespectadores leves (TV) e representam apenas 9% do tempo total gasto com a TV. No entanto, o rádio atinge 90% desses consumidores difíceis de alcançar, muitos dos quais são consumidores mais jovens. 

Um estudo separado da Nielsen para uma grande rede de TV descobriu que adicionar anúncios de rádio à campanha de TV da rede para a estréia da temporada de uma série de TV (produções do horário nobre da televisão norte-americana) aumentava a frequência da campanha em 80%.

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"O que encontramos é ao adicionar rádio ao mix de transmissão resulta em duas coisas. Primeiro, aumenta o alcance e a frequência da campanha de maneira muito eficiente", afirma Gayle Troberman, diretor de marketing da iHeartMedia. "Além disso, muitas vezes encontramos clientes ocupando o rádio no início da campanha e isso vai acelerar o impacto da TV e da mídia digital." 

Outro estudo da Nielsen, desta vez para uma grande seguradora nacional, confirmou esse resultado relatado pelo diretor da iHeart. Descobriu-se que a realização de uma campanha de rádio ao lado da TV gerou um reconhecimento 35% maior da marca do que apenas a TV. "A manchete é que o rádio melhora a sua TV", diz Pierre Bouvard, diretor de insights da Cumulus Media e Westwood One. "Colocar o rádio no plano trará pessoas novas e diferentes junto com as pessoas que só são expostas de maneira leve pela TV, amplificando assim a frequência", explica.

Não ajuda apenas a TV…

A TV não é a única mídia para a qual o rádio fortalece o impacto da campanha. Um estudo da Katz Radio mostrou que a rádio proporcionou um aumento de 261% na conscientização entre adultos expostos a rádio para a mesma campanha na internet móvel, um aumento de 100% para anúncios em jornais e 92% para outdoors. Outros canais de mídia que experimentaram os levantamentos de campanha induzidos por rádio foram internet para PC (+ 81%), mala direta (+ 78%) e revistas (+ 42%).

A pesquisa sugere que aumentar a frequência de anúncios de uma campanha, adicionando o grande alcance do veículo rádio, ajuda as marcas a ficarem dentro dos consumidores, de modo que, quando veem a TV ou o anúncio digital, isso aumenta a credibilidade da marca. Isso é conhecido como validação de várias fontes, um termo relativamente novo que está ganhando força nos círculos de publicidade. "A ideia é que ouvir a mensagem e ver a mensagem de diferentes fontes cria maior validade, consciência e lembrança na mente do consumidor", diz Brad Kelly, diretor da Nielsen Audio.

Novas abordagens por parte das rádios

Como resultado, algumas emissoras de rádio dos Estados Unidos estão adotando uma nova abordagem em termos de vendas para grandes anunciantes que possuem verbas em bilhões de dólares. Em vez de depreciar a TV, os vendedores estão sugerindo que os profissionais de marketing transfiram parte de seu orçamento de TV para o rádio, a fim de obter mais "rodagem" de suas compras na TV. "Durante toda a minha carreira, fomos ensinados a pensar no rádio e na TV como mídia concorrente. Agora estamos entendendo que isso não é mais verdade, que eles são na verdade altamente complementares um do outro", diz Kelly. "Individualmente eles entregam algo, mas juntos eles criam algo mais".

Os estudos apontam também que uma das razões pelas quais o todo é muitas vezes maior que a soma das partes é que o rádio e a televisão alcançam públicos diferentes. Os ouvintes de rádio estão mais jovens, os telespectadores são mais velhos nos Estados Unidos. O rádio é basicamente uma mídia fora de casa, cujo período de consumo no horário nobre é durante o dia. A TV é principalmente uma mídia doméstica e é consumida principalmente à noite, assim como ocorre no Brasil.

Estados Unidos: mercado tem ferramenta que constrói cenários para a publicidade

Para descobrir como as duas mídias funcionam juntas, os anunciantes não precisam mais confiar em informações casuais. Em agosto, a Nielsen lançou o levantamento Local Media Impact, a primeira ferramenta de planejamento de mídia multicanal para agências e anunciantes que inclui dados locais de escuta de rádio nos Estados Unidos. LMI poderia ter um impacto dramático em como o rádio é comprado e usado no nível local. "A resposta da agência foi esmagadora", diz Bouvard. "Isso permite que a agência faça perguntas de hipóteses - se eu colocar 10% ou 20% do meu orçamento em rádio, o que isso faz ao meu alcance e frequência? É como um construtor de cenários".

Inicialmente disponível apenas nos 25 principais mercados dos Estados Unidos, o LMI preenche uma lacuna enorme para dados granulares locais de escuta de rádio a serem usados no processo de planejamento de mídia, algo que havia perseguido a indústria há anos e agora é cada vez mais importante em decisões de compra de mídia orientadas por dados . "Acho que isso ajudará a todos nós do setor que promovemos o rádio para fazer com que as pessoas prestem atenção, o que é muito difícil quando você não consegue colocar as métricas na frente delas", diz Stacey Lynn Schulman, diretora de marketing da rep. firma Katz Media Group. "Se você está na frente das pessoas e mostra como o rádio funciona em conjunto com outras mídias, você está mais inclinado a estar no conjunto de considerações", completa Lynn.

Chegando em um momento em que os profissionais de marketing estão lidando com a forma de substituir o alcance perdido pela TV - o rádio atinge 92% das pessoas com mais de 18 anos, enquanto a TV ao vivo e com horário deslocado caiu para 88% - o lançamento do LMI poderia ser mais fortuito para o rádio. "À medida que o alcance da TV está em declínio e o rádio está se mantendo estável em massa, estamos vendo mais demanda e interesse de clientes com melhores dados e melhores ferramentas de planejamento", diz Troberman.

Rádio alavanca sites de varejistas

Rádio

 

Pesquisas recentes nos Estados Unidos e novos fornecedores de análises, enquanto isso, estão acumulando evidências convincentes de que o rádio impulsiona a atividade de busca e o tráfego do site para os anunciantes. Um estudo de julho de 2016 da Nielsen com 898 entrevistados mostrou que um grande varejista experimentou um aumento de tráfego de 20% nas lojas e um aumento de 75% nos visitantes do site entre os consumidores que ouviram três ou mais anúncios de rádio do varejista.

E um recente estudo encomendado pelo Interactive Advertising Bureau, conduzido pela Research Now, mostrou que a mídia digital usada simultaneamente com o rádio e a TV gerou uma percepção positiva da marca e a intenção de comprar um grande varejista norte-americano. O estudo de atribuição de anúncios em mídia cruzada do IAB mostrou que a exposição à mídia em vários canais foi um fator-chave, representando 90% da intenção de compra e 68% da percepção da marca. Outro detalhe importante: nenhum meio utilizado sozinho gerou um aumento significativo da marca.

Mais uma prova da capacidade do rádio de impulsionar a atividade de pesquisa on-line veio em um estudo encomendado pelo RAB de 2017 da Sequent Partners e da Media Monitors que mostrou que a publicidade no rádio aumentou 29% nos resultados de pesquisa online da marca. A análise foi baseada em mais de 2.100 anúncios de rádio locais em seis categorias. A relevância prática das descobertas é que o rádio pode ter um papel fundamental na influência do caminho de compra do consumidor, à medida que ele continua a ouvir, aprender e comprar marcas e produtos em vários dispositivos.

Embora estudos como esse ajudem a estruturar a conversa entre compradores e vendedores, muitas empresas de rádio dos Estados Unidos  fizeram parcerias com fornecedores de atribuição de marketing que podem medir o impacto da publicidade em rádio no volume de pesquisas e na visitação de websites para campanhas de clientes individuais, algo que pode ser facilmente implantado no mercado brasileiro.

"Para uma concessionária estar na lembrança quando um consumidor inicia a busca é fundamental", diz Troberman. "A maioria dos revendedores rastreiam suas campanhas de rádio pelo impacto da pesquisa na web e continuam entre alguns de nossos maiores e mais previsíveis clientes de publicidade de rádio porque o rádio atrai a marca e acelera e aumenta o impacto da pesquisa digital", finaliza.

Os levantamentos nos Estados Unidos, com o cruzamento dos estudos/panoramas, foram publicados pelo Inside Radio, portal especializado no veículo em território norte-americano.  

Fonte: tudoradio.com

Levantamento da ABERT aponta que migração para FM aumentou receita de rádios

micO tudoradio.com publicou o resultado de uma pesquisa encomendada pela ABERT, para saber o grau de satisfação dos radiodifusores que fizeram a migração AM-FM e revelou que 95% dos migrantes consideraram positiva a mudança de dial. Além disso, outro dado importante da pesquisa mostra que a receita dessas migrantes também cresceu.

A ABERT apontou que a atual Jovem Pan News FM 92.3 de Imbé, no litoral gaúcho é um exemplo de aumento de faturamento de uma migrante. Originada da Rádio Litoral AM 1460, a Jovem Pan News passou a atuar no dial FM em outubro de 2016 e foi considerada um grande acerto pela direção da rádio. 

Segundo as informações da própria ABERT, a Jovem Pan News FM foi a primeira migrante do estado. “Tivemos melhorias em diversos aspectos, mas principalmente quanto à audiência, que aumentou 50%. Como consequência do aumento de audiência, vimos também o faturamento mensal subir”, afirma o diretor da emissora, Paulo César Notari. 

Somente no último mês, segundo informações da emissora, o faturamento foi 45% maior do que quando a emissora ainda era AM. “Mantivemos alguns anunciantes, mas adquirimos novos também, com muita divulgação pela cidade. Em AM tínhamos uns 40 anunciantes, hoje estamos com 52”, conta.

Segundo Notari, a programação, que já funcionava bem em AM, se manteve em FM. “O formato era o mesmo, ou seja, uma emissora voltada ao jornalismo, com 24 horas de informação. Ficamos com o sinal simultâneo por seis meses, em AM e FM, para avisar aos ouvintes que foram fiéis e passaram a sintonizar em FM. Os antigos e os novos elogiam muito a qualidade de transmissão”.

 A Jovem Pan Litoral FM está dentro do universo de emissoras que viram a audiência aumentar após a migração AM/FM e que também tiveram aumento no faturamento. Em pesquisa encomendada pela ABERT, 95% das emissoras avaliaram como positiva a mudança de faixa. Dos 81% que se disseram satisfeitos/muito satisfeitos com a nova faixa, 64% tiveram crescimento na audiência.

 Mais da metade dos entrevistados (57%) disse que a receita da rádio aumentou em média 51%. Após a migração, a maioria das rádios manteve o número de empregados. Atualmente, predomina um quadro de até 10 funcionários por emissora.

Fonte: tudoradio.com

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