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Repórteres sem Fronteiras lança campanha por informação confiável no Brasil

A organização não governamental internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) inicia a campanha 'A verdade nua', pela defesa do direito à informação confiável no Brasil. O objetivo é reiterar a importância do jornalismo, principalmente durante a pandemia de Covid-19, para informar sobre a realidade da crise sanitária.

A peça principal traz uma fotomontagem do presidente Jair Bolsonaro sem roupa, coberto apenas por uma placa que informa o número de mortes por Covid-19 e o de casos confirmados da doença no Brasil."Uma forma simbólica de confrontar o presidente Bolsonaro com a realidade nua e crua dos fatos, enquanto ele acusa a imprensa pelo caos instalado no País", diz a entidade em comunicado.

A iniciativa, que segue a tendência de ações fortes e irreverentes da ONG, tem produção conjunta com a agência francesa BETC Paris e está disponível em francês, inglês, espanhol e português. A organização entende que o direito à informação está "intimamente ligado ao direito à saúde", e que deve ser defendido no Brasil. 

Violência contra a imprensa

No ranking mundial da liberdade de imprensa, o Brasil está no lugar 107ª, entre 180 países. Um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) endossa o dado do País, apontando que 2020 foi o ano mais violento contra jornalistas desde o começo da década de 1990, com 428 casos de ataques, 105,77% a mais que em 2019,  incluindo dois assassinatos.

O secretário-geral da RSF, Christophe Deloire, esclarece por que escolheram uma imagem polêmica para guiar a iniciativa: "Essa campanha propositalmente chocante visa despertar as consciências a reagirem aos ataques permanentes do sistema Bolsonaro contra a imprensa", disse Deloire.

STF reconhece o direito do jornalista preservar fontes

O direito ao sigilo da fonte, previsto no inciso XIV do artigo 5º da Constituição Federal, é um dos principais instrumentos jurídicos de jornalistas e comunicadores que trabalham com notícias.

A carta magna garante o direito de informar, de se informar e de ser informado, permitindo o livre acesso à informação e a dados públicos e privados de relevância popular. Ou seja, “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”, em reprodução fiel do trecho referido.

O dispositivo, bem estabelecido e resguardado na grande maioria dos países democráticos, ganhou notoriedade global com o caso de Watergate, escândalo que culminou com a renúncia do então presidente americano Richard Nixon, em 1974. E segue gerando debate, já que está sempre ligado a temas sensíveis, denúncias e investigações de esquemas de corrupção e outras ilegalidades.

Se na clássica reportagem que derrubou o ex-presidente americano, os repórteres do jornal Washington Post foram municiados com informações de uma fonte do FBI, eternizada como “garganta profunda”, no Brasil, casos bem mais atuais têm evocado reflexões acaloradas sobre o tema.

O mais recente deles envolve o jornalista veterano Allan de Abreu, em uma ação de 2011 cuja decisão, favorável ao profissional, só transitou em julgado no início deste mês. “Uma aplicação não tão óbvia no caso em específico, já que o jornalista teve acesso a dados sigilosos obtidos através de uma interceptação telefônica por meio de decisão judicial”, pontua a Dra. Estefânia Maria de Queiroz Barbosa, professora de direito constitucional da Universidade Federal do Paraná e da Uninter.

À época, atuando como repórter em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, Allan publicou reportagem com inteiro teor de escutas realizadas pela Polícia Federal com revelações sobre investigação em andamento sobre esquema em delegacia do Ministério do Trabalho na cidade.

A matéria gerou forte reação de autoridades, e levantou suspeita sobre possível vazamento de informações sob segredo de justiça por servidores. “Em 2011, fui indiciado por quebra de sigilo de comunicação telefônica a pedido do procurador Alvaro Stipp, depois que me recusei a revelar a ele a fonte que me repassou dados de um inquérito da PF”, relatou, em seu perfil no Twitter. “O absurdo estava posto: eu jamais poderia ter sido indiciado por esse crime justamente porque não sou servidor público em órgãos de persecução penal”, protestou.

“Na verdade o que eles queriam era investigar quem deu acesso, e, portanto, ter acesso a fonte, já que ela teria cometido crime de quebra de sigilo judicial. É legítimo buscar a origem do vazamento, que de fato pode atrapalhar as investigações. Mas não quebrando o sigilo do jornalista, existem outros meios para investigar esta autoria, que não incidam em abuso de autoridade”, analisa a professora.

E a decisão do Supremo foi neste sentido, de preservar o direito do profissional de comunicação em preservar sua fonte. “Não significa que nós, comunicadores, estejamos imunes a atitudes arbitrárias de procuradores e juízes. O que observo nos demais casos é que a decisão de decretar ou não segredo judicial pelo juiz é subjetiva e discricionária – no geral, visa proteger réus com alguma notoriedade política ou econômica”, pondera Allan de Abreu.

“Daí a importância de iniciativas como a do ex-juiz da 13ª vara federal criminal de Curitiba, Sérgio Moro, que desde o início deu publicidade total às ações penais da operação Lava Jato, por exemplo”, cita, por fim, o jornalista.

 

Por Germano Assad

Fonte: Aerp

Segundo enquete, a maioria dos eletrônicos adquiridos no final de 2020 tinha acesso ao conteúdo de rádio

tudoradio.com promoveu entre dezembro e fevereiro uma enquete sobre as compras de fim de ano, com foco em Black Friday e Natal. A intenção era saber se os visitantes do portal adquiriram algum novo dispositivo eletrônico. E, caso sim, se ele contava com alguma forma de acessar o conteúdo gerado pelas rádios. Em resultado apertado entre quem comprou algo e quem não gastou na reta final de 2020, a maioria adquiriu aparelhos que possuem acesso ao rádio, seja em FM (receptor via ondas) ou on-line (streaming). Acompanhe os recortes:

Entre todos os participantes, 49% responderam que adquiram pelo menos um dispositivo eletrônico que possibilita acesso ao rádio. Desses, 34% compraram um aparelho que possui sinal de FM embutido ou era o próprio receptor de rádio. Não exclui smartphones com FM e streaming.

Já 15% afirmaram que adquiriram um dispositivo eletrônico que não conta com FM embutido, mas que possibilitam acessar a programação das emissoras através do áudio digital, ou seja, o streaming. Estão nessa categoria aparelhos como smartphones sem FM, smart speakers, laptops/computadores, entre outros.

Apesar da enquete não poder ser considerada como uma pesquisa (pois não seleciona os grupos para coletar os dados, mas sim conta com a participação espontânea dos visitantes do portal) e pelo fato de quem acessar o tudoradio.com já ter um interesse no meio, o resultado é um termômetro positivo para a manutenção do rádio como uma opção de mídia, independente do aparelho utilizado. Apenas 3% dos participantes adquiriram aparelhos que não possibilitam o acesso ao conteúdo radiofônico.

Outro detalhe importante é a parcela considerável dos participantes que não adquiriram eletrônicos no final de 2020: 48%. Considerados os queridinhos do comércio nas principais datas de fim de ano, a grande parcela de participantes que não compraram algum dispositivo pode ser também um termômetro da dificuldade econômica que o país enfrentou em um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus.

Vale ressaltar que a enquete não conta com processo científico de avaliação, sendo apenas uma forma de saber como foi o comportamento dos visitantes do portal perante o tema proposto. O questionamento esteve em vigência entre a segunda quinzena de dezembro e a primeira quinzena de fevereiro. E o número total de votos foi de 191.

 
 
Fonte: TudoRádio
 

Acordo para pagamento de notícias é fechado entre Google e News Corp

Na última quarta-feira (17) a Editora News Corp anunciou o fechamento de um acordo com o Google, este que pagará à companhia pelas notícias produzidas por seus veículos jornalísticos. A parceria inclui desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo e compartilhamento da receita de anúncios.

O acordo entre a News Corp e o Google valerá inicialmente pelo prazo de três anos e garantirá a gigantes das buscas receberá notícias produzidas pelos veículos jornalísticos da editora. Em comunicado, Robert Thomson, executivo-chefe da News Corp, disse que o acordo teria “um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, pois estabelecemos firmemente que deveria haver um prêmio para o jornalismo premium”.

A parceria entre as duas empresas inclui desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo e compartilhamento da receita de anúncios. Em comunicado, a News Corp revelou que o acordo ainda prevê o desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo pelo YouTube, bem como compartilhamento da receita de anúncios por meio dos serviços de tecnologia de anúncios do Google.

 “Esta tem sido uma causa apaixonada para nossa empresa por mais de uma década e estou grato que os termos de troca estão mudando, não apenas para a News Corp, mas para todos os editores”, reforçou Thomson.
 

Fonte: TudoRádio com informações do portal Meio & Mensagem

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