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Rádio vai superar a audiência da TV, revela pesquisa Deloitte

A Deloitte Global, empresa de auditoria e consultoria, prevê que a receita global de rádio chegará a US $ 40 bilhões em 2019, um aumento de 1% em relação a 2018. Além disso, a Deloitte prevê que o alcance semanal da rádio permanecerá quase onipresente, com mais de 85% da população adulta ouvindo rádio, pelo menos semanalmente, no mundo desenvolvido (a mesma proporção que em 2018).  Quase 3 bilhões de pessoas no mundo todo ouvirão rádio.

A Deloitte Global prevê que os adultos em todo o mundo ouvirão uma média de 90 minutos de rádio por dia, aproximadamente a mesma quantia de 2018. Ainda de acordo com a empresa, ao contrário de outras formas de mídia tradicional, o rádio continuará a ter um desempenho relativamente bom entre os mais jovem. Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa prevê que mais de 90% dos jovens de 18 a 34 anos ouçam rádio pelo menos uma vez por semana em 2019, e ouvirão, em média, mais de 80 minutos por dia. Em contraste, a audiência de TV entre os jovens de 18 a 34 anos, nos Estados Unidos, está caindo três vezes em relação a taxa de audição de rádio. Nos índices atuais de declínio, de fato, os americanos de 18 a 34 anos provavelmente passarão mais tempo ouvindo rádio do que assistindo TV tradicional até 2025.

Muitos podem zombar dessas previsões robustas do rádio. “Isso não pode estar certo … ninguém escuta mais o rádio”. Mas o rádio tem sido comumente subestimado. Rádio é a voz sussurrando em nossos ouvidos, no fundo do jantar, no escritório ou dirigindo o carro. Ele está em todos os dispositivos.


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Anunciantes

Ao considerar a atratividade do rádio para os anunciantes, é importante notar que a popularidade do rádio varia significativamente de país para país, tanto no alcance quanto na receita gerada per capita, com os Estados Unidos e o Canadá.

Quando se fala da “indústria global de rádio”, o tamanho do mercado norte-americano – impulsionado pela grande população, o alto alcance do rádio nessa população e o alto valor per capita dos ouvintes de rádio – faz com que ela represente mais da metade de toda receita global em 2017.

A implicação óbvia de todos os aspectos mencionados acima é que o rádio não está desaparecendo, e deve ser uma grande parte do mix de anúncios para quem compra publicidade. No entanto, a importância do rádio na publicidade pode não ser bem conhecida: um estudo de 2018 no Reino Unido descobriu que, embora o rádio tivesse o segundo melhor ROI para a construção da marca, anunciantes e agências o classificaram em sexto lugar.

Segundo a Deloitte é preciso melhorar a  disseminação da realidade por trás da resiliência do rádio. A maioria das pessoas na indústria da mídia têm pressuposições negativas sobre a eficácia do rádio, em grande parte devido a mitos entrincheirados que denigram o alcance da rádio e aos minutos diários de escuta, sua popularidade com o público jovem e sua demografia em relação à renda e à educação.

No âmbito da mídia tradicional, os jornais impressos estão presos a uma luta contínua por lucros – e, em alguns casos, até pela própria existência. E embora as receitas de anúncios de TV continuem a crescer, pelo menos um pouco, o declínio na TV por jovens – em vários países caiu em cerca de 50% nos últimos seis a sete anos.

O rádio não tem essa crise existencial ou um precipício demográfico iminente. Em 2017, o rádio atraiu cerca de 6% dos gastos com publicidade global (cerca de 9% na América do Norte) e, em 2019, provavelmente será de cerca de 6% novamente. Os anunciantes sabem que a publicidade no rádio precisa ser parte de qualquer campanha.

Fonte: aerp.org.br

Dia Mundial do Rádio é lembrado pela dedicação dos profissionais

O operador Jerônimo Avelino, seu parceiro em quase todas as manhãs, concorda que o rádio é e continuará sendo o meio de maior alcance e importância. Com 30 anos de experiência, não hesita em destacar a importância do veículo.
"O rádio sempre chega primeiro. Quem dá primeiro é o rádio. Por isso, sempre quis fazer tudo, desde operar até fazer locução. Aprendo todo os dias. Não fui pego de surpresa com as novidades, porque usei a internet para saber o que estava para vir de novo", destacou Avelino.

Apaixonado pelo rádio, desde garoto, lembrou que as narrações esportivas foram o que mais o atraiu e ainda o movem nos dias atuais. "O esporte e as narrações, em especial do Arivaldo Maia [narrador da Rádio Gazeta] ainda correm em minhas veias", disse, com emoção, o operador gazetiano.

A agilidade imprescindível do rádio, sua capacidade de alcance e, principalmente, de interatividade, serviram de inspiração para o modelo de web que se tem nos dias de hoje. Mesmo com a migração de uma parte da audiência, ele vive, resiste e se soma às novas tecnologias. A resposta para isso é simples: paixão de quem faz e se informa pelas ondas sonoras.

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Hoje, no Dia Mundial do Rádio, que remete à criação da Rádio ONU (1946), a Gazetaweb ouviu alguns de seus principais personagens que atuam na Rádio Gazeta AM 1260. A emissora, integrante da Organização Arnon de Mello, está em processo de migração para frequência FM 98,3 MHtz. Será a segunda na capital, que já conta com a 94,1 FM, líder em audiência.

Quem trabalha e constrói todos os dias a programação das emissoras é movido por um sentimento que difere radicalmente de quem só interage com frias postagens das redes sociais para obter informação. No rádio, a voz transmite emoção tanto de quem informa, como de quem cobra respostas, reivindica ações no bairro e denuncia alguma irregularidade. Com um telefone na mão, o ouvinte tem um microfone para se comunicar ao vivo ou por meio de aplicativo.

Profissionais

Para alguns dos principais âncoras da empresa, o que move para a continuidade do trabalho é o compromisso social e, principalmente, a necessidade de informar. Ajudar o ouvinte a mudar o seu dia.

O apresentador do Ministério do Povo e Gazeta Esportiva, Rogério Costa, não esconde o amor pelo trabalho e o respeito pelo rádio, conquistado ao longo de três décadas, inspirado pelo pai, o radialista Jurandir Costa, que não está mais entre nós.

"O rádio para mim é tudo. Não foi o caminho que o meu pai queria para mim. Depois que terminei o antigo 2° grau, fui estudar Administração, mas desisti. Mas o rádio foi tão apaixonante quanto a música, a literatura...e para mim ele é tudo isso", revelou Costa, que também integra o time de narradores do Timaço da Gazeta.

Ex-repórter externo, ele chegou a Rádio Gazeta pelas mãos de Jurandir Tobias e Roberto Carvalho. Lembra que o nome do pai lhe "abriu portas" e abraçou todas as oportunidades.

"O rádio é minha vida. Não consigo fazer uma comunicação gélida. Só me emociono quando também consigo emocionar os outros", completou Rogério.

Aprendizado

O operador Jerônimo Avelino, seu parceiro em quase todas as manhãs, concorda que o rádio é e continuará sendo o meio de maior alcance e importância. Com 30 anos de experiência, não hesita em destacar a importância do veículo.
"O rádio sempre chega primeiro. Quem dá primeiro é o rádio. Por isso, sempre quis fazer tudo, desde operar até fazer locução. Aprendo todo os dias. Não fui pego de surpresa com as novidades, porque usei a internet para saber o que estava para vir de novo", destacou Avelino.

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Apaixonado pelo rádio, desde garoto, lembrou que as narrações esportivas foram o que mais o atraiu e ainda o movem nos dias atuais. "O esporte e as narrações, em especial do Arivaldo Maia [narrador da Rádio Gazeta] ainda correm em minhas veias", disse, com emoção, o operador gazetiano.

Tribuna

Com quase quarenta anos irradiando informações e opiniões, quase sempre polêmicas e com muita coragem, o âncora do Gazeta Comunidade, Fernando Palmeira, reconhece que faz do rádio uma tribuna de defesa dos interesses da sociedade.
"A grande verdade é que fiz do rádio uma tribuna de defesa. Não suporto injustiças, agressão, a corrupção e esses desvios que fazem com o dinheiro do povo. Por isso, tudo o que não consegui fazer nos tribunais fiz no rádio em defesa da comunidade", enfatizou Palmeira.

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Advogado, relações públicas e jornalista, Palmeira também atuou como professor, mas conta que o rádio sempre foi o "arrimo" para conseguir todas essas formações.

"Foi com o rádio que comecei minha vida. Já fui até professor de Estudos Sociais, mas o rádio foi meu arrimo e patrocinou tudo o que fiz depois", confessou.

Por essas e outras histórias é que ele também não acredita em "queda", mas sim em superação e reafirmação da importância do veículo.

Transição

Já o processo de transição que promete agitar o mercado radiofônico alagoano vem sendo planejado e executado sob o comando do diretor-geral da Rádio Gazeta, Gilberto Lima.

Todos os detalhes estão sendo testados pela equipe técnica da emissora, com o aval do diretor-executivo da Organização Arnon de Mello, Luis Amorim.

Fonte: gazetaweb.globo.com

 

Fenaert se manifesta sobre morte trágica do jornalista Ricardo Boechat

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e TV (Fenaert) manifesta seu pesar pela morte trágica do jornalista Ricardo Boechat, ocorrida nesta segunda-feira, 11 de fevereiro. A entidade lamenta profundamente a perda de um profissional tão valoroso, que conquistou o reconhecimento do público e se tornou um dos jornalistas mais admirados do Brasil.

“Boechat alcançou um nível de maestria em manter a objetividade do bom jornalismo sem deixar de emitir sua opinião. Certamente é uma grande perda para a comunicação brasileira”, destaca o presidente da Fenaert, Guliver Leão.

Boechat passou pelos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil. Trabalhava como âncora da rádio BandNews FM e da TV Bandeirantes, no Jornal da Band. Foi também diretor de jornalismo na Band e trabalhou como âncora em diversos jornais do Grupo. Conquistou três prêmios ESSO e foi maior ganhador da história do Prêmio Comunique-se, sendo o único a vencer em três categorias distintas (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

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A voz do Brasil: Kim Kataguiri propõe acabar com obrigatoriedade

O primeiro projeto apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) na Câmara dos Deputados quer acabar com a obrigatoriedade de as emissoras transmitirem A Voz do Brasil.

A mesma proposta tem sido protocolada por parlamentares há pelo menos 30 anos. Há pelo menos 20 registros, com alta incidência de projetos para extinguir o programa entre 1990 e 1995, com pelo menos 4 propostas.

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Na justificativa, o deputado novato na Casa argumenta que a obrigatoriedade é uma “afronta à liberdade de escolha”, além de “limitar a livre iniciativa do empresário de radiodifusão”.

Ao site HuffPost, ele afirmou que a rádio que quiser poderá continuar transmitindo o programa. 

Kataguiri alega ainda que a veiculação obrigatória ocorre principalmente em regimes políticos fechados e ditatoriais “restando claro viés ideológico”. Segundo ele, “a população encontra outras formas de se informar sobre os Poderes da República”, como televisão e internet.

Na contramão, em 2011, o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) apresentou um projeto para barrar as rádios que “teimam em descumprir” a obrigatoriedade do programa.

Na justifica, o deputado afirmava que A Voz do Brasil é um dos “principais instrumentos de difusão de informações de relevância pública hoje disponíveis no País”.

A Voz do Brasil foi criada em 1935, com nome de Hora do Brasil, foi rebatizada em 1971. O programa com duração de uma hora inicialmente ia ao ar em todo Brasil de segunda a sexta-feira, às 19h. No ano passado, a Câmara aprovou um projeto que flexibilizou o horário e, agora, permite que seja transmitido entre as 19h e as 22h. Nas rádios legislativas, o prazo vai até as 23h.
 
Fonte: www.loucosporradio.com

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