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Artigo que desobrigava o registro de jornalista é excluído da MP 905

Após três meses de mobilização por parte dos profissionais de imprensa contra a Medida Provisória 905/19, o resultado foi positivo. O deputado Christino Aureo (PP-RJ), relator da proposta, retirou do texto o artigo 51, inciso VII, que extinguia a necessidade de registro profissional para as profissões de jornalista, radialista e publicitário, entre outras.

"Tratando da extinção de registro profissional no Ministério do Trabalho, eu rejeitei a redação do artigo 51 da MP e acatei o conjunto de todas as emendas que estabeleciam os registros profissionais. As categorias que estavam abrangidas pelo artigo 51 estão com seus registros restabelecidos no Ministério do Trabalho", disse o relator, ao apresentar o parecer na Comissão Mista.

Para o relator, o mercado ainda não está maduro para fazer a autogestão das profissões. Ele disse que vai apresentar propostas com atribuição específica à Secretaria do Trabalho para que exista uma modernização do registro. "No voto, a minha tendência é dar um prazo para que nós possamos fazer esse entendimento. Então, não é um prazo impositivo".

Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ao Coletiva.net, comentou a decisão, destacando que esta é uma vitória, porém, a luta pela classe deve seguir. "A retirada do artigo que dispensava o registro profissional comprovou a importância da mobilização em defesa do jornalismo. Mas isso não é o fim já que, diariamente, os jornalistas necessitam, mais ainda, de liberdade e independência para a realização de suas tarefas em favor do aprimoramento da sociedade", ressaltou.

As sessões de discussão e votação da MP 905 estão marcadas para 3 e 4 de março, após o recesso de Carnaval. Aprovado o relatório na Comissão Especial, a MP segue para votação no plenário da Câmara e depois do Senado e tem prazo para aprovação ou rejeição até 9 de abril de 2020.

 

Fonte: Coletiva.Net

Projeto de Lei que obrigava as TVs a transmitirem 'A Voz do Brasil' foi rejeitado

Na última semana, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal, o relatório da senadora Eliziane Gama (PPS/MA), contrário ao Projeto de Lei 5833/2019, que versa sobre a obrigatoriedade de retransmissão diária de informações oficiais dos Poderes da República pelos canais de TV aberta. Com a rejeição ao Projeto, este agora será arquivado. O PL 5833/2019 visava criar um programa no formato do noticiário 'A Voz do Brasil' para a televisão, que obrigatoriamente teria que ser veiculado em horário nobre, das 18h às 22h.

Em seu relatório, Eliziane destacou ser inadequado estender tal dever para as emissoras de TV e afirmou que o mesmo desencadearia em uma queda na receita publicitária das emissoras. "Os Poderes da República já contam com geradoras próprias de televisão em canais abertos e operadoras de TV paga. A implantação do novo programa demandaria mais recursos, além de reduzir as receitas atuais, gerando desemprego no setor", finalizou a senadora.

 

Fonte: Coletiva.Net

Projeto investe em educação midiática contra notícias falsas

Em tempos de invasão de fake news nas plataformas digitais, projetos de educação midiática vêm surgindo para ajudar leitores a evitar a desinformação. Majoritariamente voltados para jornalistas, eles agora investem em profissionais de outros setores.

Um exemplo é o Redes Cordiais, criado há um ano e meio, e que organiza projetos voltados para influenciadores digitais. A iniciativa foi responsável por capacitar 136 influenciadores, entre celebridades e políticos, que, juntos, contabilizam mais de 66 milhões de seguidores nas redes sociais.

Os workshops duram cerca de 6 horas, e abordam a checagem de informação, relacionamento com os haters (pessoas que fazem críticas e comentários de ódio), comunicação não-violenta, algoritmos, direitos e liberdades. Ainda há espaço para dinâmicas de grupo e troca de experiências.

Outra preocupação do curso é explicar as etapas de produção de uma notícia. “Tem gente que vive na internet 24 horas por dia e não sabe. A imprensa cobra transparência, mas não sabe ser transparente. É nosso papel mostrar esse processo”, defende a jornalista Alana Rizzo, uma das idealizadoras do projeto.

O resultado, esperam os organizadores, é que os produtores de conteúdo digital, independentemente da formação e do campo de atuação, se comprometam com a publicação de conteúdo responsável. “As redes permitiram que todos sejam comunicadores, mas é preciso um mínimo de leitura crítica e filtro. É preciso saber lidar com a avalanche de informações e como se comportar”, reforça a jornalista.

EducaMídia

Parceiro da ABERT, o Instituto Palavra Aberta também promove a educação midiática. Desde junho de 2019, mantém o EducaMídia, dedicado à capacitação de professores da Educação Básica. Neste período, já treinou 2,5 mil educadores presencialmente, e outros 5,6 mil online.

“Se não mostrarmos para as próximas gerações a importância do trabalho jornalístico e como ele ajuda a sustentar os regimes democráticos, é possível que não tenhamos mais tantos leitores, ouvintes e telespectadores no futuro”, alerta a presidente do Instituto, Patrícia Blanco.

Para mais informações, acesse www.educamidia.org.br

 

Fonte: Abert

Grupo de Trabalho de Rádio da SET retoma trabalhos em São Paulo

Primeira reunião do grupo ocorreu no começo de fevereiro; Encontros serão via videoconferência na última segunda-feira de cada mês

O Grupo de Trabalho (GT) de Rádio da SET teve sua primeira reunião de 2020 no último dia 3, na capital paulista. Esta é a primeira vez que a SET organiza um grupo voltado ao rádio que conta com profissionais, radiodifusores e especialistas na área para discutir as melhorias para o meio.

Um dos coordenadores do GT de Rádio, Marco Túlio Nascimento, membro do Conselho Deliberativo da SET, ressaltou em entrevista à Revista ad SET que o Rádio tradicional OTA (over-the-air) AM/FM é apenas uma das formas de produção e distribuição de conteúdo de áudio. Ele ressaltou que os novos serviços online, com diferentes tecnologias e modelos de negócios, surgem a cada dia.

Segundo Marco Túlio, os serviços de música, programação das rádios tradicionais replicada online, podcasts, audiobooks e outros formatos digitais estão redefinindo como o ouvinte consome o conteúdo de áudio e reinventando formas de interatividade. "Para a SET, este conjunto de possibilidades representa, indistintamente e de forma mais abrangente, o que chamamos de Rádio", disse.

Ainda na entrevista, Marco Túlio explicou o objetivo do Grupo de Trabalho de Rádio. "O Grupo de Trabalho de Rádio tem como objetivo consolidar a SET como uma entidade de referência para as tecnologias do Rádio OTA e de todas as formas de produção e distribuição de conteúdo de Áudio Online, aproximando e articulando os profissionais da área para estudar e difundir os conhecimentos técnicos correspondentes, resultando em benefícios para todos os associados e contribuindo para fomentar este segmento da indústria de mídia", comentou.

Ele também explicou como os trabalhos do grupo foram definidos. "O GT de Rádio se divide em dois polos: um voltado para os aspectos Regulatórios e outro com foco nos aspectos de Tecnologia, cada um com o seu próprio coordenador. Os membros podem participar de todas as atividades e de todos os subgrupos que sejam eventualmente formados para algum assunto em particular. O polo Regulatório do Grupo de Trabalho de Rádio é Coordenado por Eduardo Cappia, membro do Conselho Deliberativo da SET. Eu [Marco Túlio Nascimento] sou o coordenador do polo de Tecnologia", frisou.

O Grupo de Trabalho de Rádio da SET vai se reunir por meio de videoconferência na última segunda-feira de cada mês, das 17h às 18h. Todas as informações sobre o Grupo de Trabalho de Rádio poderão ser encaminhadas para o e-mail coordenaçãO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Fonte: Tudo Rádio

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