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Dia do Jornalista e um balanço sobre o papel atual da mídia

Neste ano, o dia 7 de abril, Dia do Jornalista, tem um tom diferente. Os últimos meses têm sido de muitas mudanças, mas também de apostar na credibilidade da mídia e no potencial de nossos profissionais. Mudamos a forma de trabalho – devido à crise de coronavírus – com coletivas de imprensa virtuais, com jornalistas atuando de suas casas, com distanciamento físico e muito mais, tudo para atender a demanda de manter as informações públicas, acessíveis e, muito importante, responsáveis.

E responsabilidade parece ser a palavra principal desta data. Somos responsáveis por trazer diariamente, a cada instante, dados completos e fundamentais para a sociedade neste momento crítico que estamos vivenciando. Responsáveis por garantir que todas as informações sejam relevantes, factuais, confirmadas e reconfirmadas. São tarefas que os jornalistas executam com a voz, com a imagem e, sobretudo, com a comunicação como um todo.

Além de tudo isso, lidamos com o grave problema das fake news, que se proliferam de forma preocupante. Batalhamos para garantir que cada detalhe seja conferido. Recentemente, as redes sociais se voltaram a combater notícias falsas e, como um mutirão, jornalistas denunciam conteúdos enganosos, pelo bem da população. Outras ferramentas se mostram aliadas e ampliam a atuação certeira do jornalismo.

Mas, a data também é de agradecer o corajoso trabalho daqueles que se colocam na linha de frente todos os dias. Que sofrem agressões físicas e verbais no exercício da profissão e denunciam publicamente os ataques que comprometem a liberdade de imprensa e de expressão. No último ano os números de agressões cresceram muito, um fator extremamente preocupante, e mesmo assim nossos profissionais estão firmes na divulgação de notícias de interesse público. Que estes dados, vergonhosos, sejam diferentes no próximo 7 de abril, mas que jamais esqueçamos daqueles que estão atuando incessantemente pelo bom uso da informação. Um feliz Dia do Jornalista para quem faz acontecer.

Guliver Leão

Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão

 

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Levantamento da Kantar aponta que Covid-19 é assunto em 59% das inserções publicitárias

Um levantamento realizado pela Kantar mostrou que mais de 59% das inserções publicitárias veiculadas no final do mês passado foram referentes a Covid-19. O resultado foi divulgado na última quinta-feira (2) durante webinar para promover a 2ª edição do Termômetro de Consumo. Os dados se referem a números da TV aberta.

A pesquisa mostrou como os brasileiros têm se comportado em março, mês em que foi registrado o primeiro caso de Covid-19 no país. Enquanto no final do mês passado as inserções publicitárias  na TV aberta referentes a doença atingiram o patamar de 59%, o mesmo dado mostra que levando em conta entre os dias 16 a 22 de março este índice caiu para 19%.

No levantamento a Kantar também levou em conta outros aspectos, tais como o posicionamento das marcas e as finalidades que levaram o brasileiro a sair de suas casas no período. Segundo a pesquisa 78% das pessoas buscam sair do domicílio somente em casos de necessidade, por estarem mais preocupadas com a saúde. Em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019, aumentaram a aquisição de analgésicos, vitaminas e antigripais. Além disso, 27% dos brasileiros alegam buscar alimentos saudáveis e 22% buscam por produtos de limpeza. Com as recomendações de confinamento, o delivery de supermercados agora é utilizado por 7% dos brasileiros.

Home Office também apresentou alta

Em épocas da disseminação do novo coronavírus cresceram também a adesão ao trabalho de forma remota. Também chamado de home office, o levantamento indicou que 23% dos brasileiros já dizem estar atuando dessa forma. Colaboradores de várias empresas, incluindo as emissoras de rádio, têm prestado seus trabalhos a partir de seus lares.

Fonte: Tudo Rádio com informações da AESP

 

 

Medida Provisória prevê redução de jornada e salário e complemento pelo governo

O governo federal publicou a Medida Provisória 936, que permite às empresas reduzir jornada e salário de funcionários. A redução poderá ser feita mesmo sem a participação de sindicato e ainda define como o trabalhador será recompensado pela diminuição do salário. A medida impacta diretamente as emissoras de rádio que tiverem com problemas de caixa.

A suspensão poderá ser firmada por acordo individual com empregados que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135) ou mais de dois tetos do INSS (R$ 12.202,12) e que tenham curso superior. Fora dessas condições, será preciso firmar um acordo coletivo. Se for por acordo direto entre patrão e empregado, a redução na jornada e no salário poderá ser de 25%, 50% ou 70%, por até 90 dias, ou poderá haver suspensão total do contrato, por até 60 dias. 

Segundo o governo federal, pode haver reduções em percentuais diferentes se o acordo for feito entre a empresa e sindicatos de trabalhadores. No caso da redução do contrato, o governo pagará um benefício calculado com base no seguro-desemprego. Se houver suspensão do contrato, a empresa, dependendo de seu faturamento, pode ter que pagar uma parte da renda ao trabalhador.

Em contrapartida, o empregado terá estabilidade no emprego por um período igual ao da redução de jornada ou suspensão de contrato. Por exemplo, se o acordo for de dois meses, ele terá estabilidade durante os dois meses do acordo e por dois meses adicionais —no total, estabilidade de quatro meses

O governo afirmou que ninguém ganhará menos que 1 salário mínimo e os que receberem o auxílio do governo não perderão o direito ao valor integral do seguro-desemprego caso sejam demitidos depois. O benefício pago pelo governo será calculado com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido

Segundo as informações, a negociação deverá seguir da seguinte forma: 

- Se a empresa e o trabalhador optarem por um corte menor que 25%, o empregado não receberá nenhum benefício emergencial pago pelo governo 

- Para reduções iguais ou superiores a 25% e menores que 50%, o pagamento do governo corresponderá a 25% do que o trabalhador teria direito caso fosse demitido 

- Para reduções iguais ou maiores a 50% e menores que 70%, o pagamento complementar será de 50% do equivalente ao seguro-desemprego 

- Para reduções iguais ou superiores a 70%, o benefício será de 70% do equivalente ao seguro-desemprego

No caso de suspensão do contrato, há duas possibilidades, dependendo do faturamento da empresa: 

- Para empresas do Simples Nacional (com receita bruta até R$ 4,8 milhões): 
o governo vai pagar aos empregados 100% do benefício calculado com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido 

- Para empresas sob os regimes de lucro real e lucro presumido, com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões: 
a companhia terá que arcar com 30% do salário do funcionário e o governo pagará 70% da parcela equivalente ao seguro-desemprego.

 

Fonte: Tudo Rádio

Anatel prorroga pagamento do FISTEL por 15 dias

Após pedido da ABERT, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) manifestou concordância com a prorrogação do prazo de pagamento do FISTEL, por 15 dias, sem a cobrança de juros e multa.

 O pleito foi submetido à Anatel como forma de auxílio às emissoras de radiodifusão, em virtude dos prejuízos financeiros advindos com a pandemia do novo coronavírus e pela dificuldade de utilização da rede bancária neste período.

Apesar desta prorrogação, as negociações entre governo e o setor de radiodifusão prosseguem. A ABERT continuará pleiteando o diferimento do FISTEL e outras taxas incidentes sobre o serviço de radiodifusão por um período maior de tempo.

“O prazo adicional de pagamento deverá ser inicialmente de 15 dias, o que  nos dá  mais tempo para uma melhor negociação com o governo, para auxiliar os radiodifusores nesse difícil momento de pandemia”, afirma o presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo.

Com a prorrogação, os boletos do FISTEL com vencimento em 31 de março poderão ser pagos até o dia 15 de abril sem a cobrança de juros e multa. Além disso, ficam também prorrogadas outras eventuais obrigações inadimplidas, cujos vencimentos estejam compreendidos no período entre 20/03/2020 e 10/04/2020.

A emissão de boletos bancários passíveis de pagamento em qualquer banco e pelos diversos meios que as instituições bancárias já está disponível.

Para acessar a o documento na íntegra, clique AQUI.

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