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Repórteres Sem Fronteiras aponta queda no número de jornalistas mortos

Segundo a organização não-governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF), neste ano, o número de jornalistas mortos caiu. Contudo, o mesmo levantamento, apontou que a quantidade de profissionais presos aumentou. A pesquisa foi publicada hoje, 17, e os dados obtidos são referentes até o início deste mês. Em 2018, a pesquisa relatou a morte de 87 jornalistas e outros funcionários de mídia. Neste ano, perderam a vida 49 profissionais de imprensa, nível mais baixo em 16 anos.

No mesmo sentido, caiu também o número de falecimentos em regiões de guerra e crise. A entidade cita que este número diminuiu pois existem menos jornalistas reportando de regiões de guerra e crise. Segundo o mesmo, este foi o primeiro ano que nenhum foi morto em uma missão estrangeira (todos morreram em seu próprio país). Christophe Deloire, secretário-geral da RSF, aponta que "embora esta seja entendida como uma queda sem precedentes no número de jornalistas mortos em zonas de conflito, também observamos que mais deles são conscientemente assassinados por fazerem o seu trabalho em países democráticos, o que constitui um verdadeiro desafio para as democracias".

A entidade registra ainda que a América Latina, com um total de 14 mortos em todo o continente, tornou-se uma área tão mortal para jornalistas quanto o Oriente Médio. "No entanto, esse número não reflete totalmente a seriedade da situação: oito outros profissionais da mídia foram assassinados este ano em Brasil, Chile, Haiti, Honduras, Colômbia e México, embora a RSF ainda não possa dizer com certeza suficiente que esses casos estão relacionados a atividades jornalísticas", sublinha a organização.

A respeito dos presos, número que aumentou em 2019, foi apontado que 389 estavam detidos em razão de seus trabalhos, o que corresponde a um aumento de 12% em relação à edição passada da pesquisa. A China é o país que mais tem jornalistas presos, tendo dobrado este número: de 60 para 120. Entretanto, atenta-se para o fato de que mais de 40% deles são chamados de jornalistas cidadãos, pois são pessoas que compartilham informações com o público sem nenhum treinamento jornalístico.

Fonte: Coletiva.net

 

 

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