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Encontro "Rádio: mercado em sintonia" destaca credibilidade do rádio e homenagem a Ricardo Boechat

Mais de 500 pessoas entre radiodifusores, artistas e grandes nomes do mercado publicitário e anunciante participaram do encontro "Rádio: mercado em sintonia", na quarta-feira (25), no Teatro do Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP), para celebrar o Dia Nacional do Rádio e a importância do veículo na sociedade. Promovido pela ABERT, em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), o evento comemorou os 97 anos do rádio, com debates sobre os desafios do meio do ponto de vista de agências e de anunciantes.

O presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, abriu o encontro, destacando a credibilidade do rádio. "Falar sobre o rádio é fazer uma retrospectiva que tem como marca principal a credibilidade. Quem tem credibilidade tem o poder de divulgar a verdade e somente com a verdade a sociedade se aperfeiçoa e evolui. É um esteio da democracia. Ao longo da sua história, o rádio construiu uma fortíssima relação de proximidade e até de intimidade com os brasileiros, que confiam na sua informação e formam suas convicções", afirmou.

Tonet também ressaltou que hoje o rádio é muito mais do que sempre foi, porque está em todas as plataformas, mas não recebe investimentos à altura de seu alcance: "Neste evento, os senhores conhecerão relatórios, números e tendências, dados de fonte com credibilidade reconhecida no Brasil e no exterior, e que poderão servir de ferramentas de apoio para os anunciantes e para as emissoras defenderem os resultados que geram", destacou. "A contribuição do rádio para o desenvolvimento social, cultural e econômico é indiscutível. Temos dados que mostram isso", concluiu.

O secretário de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elifas Gurgel, homenageou os profissionais da área técnica do rádio: "No Dia do Rádio, a gente reflete sobre o nascimento do rádio no Brasil e também o papel das pessoas que colocam a mão na massa, que desenham, que montam, dos engenheiros e técnicos que permitem que haja essa beleza que é o rádio brasileiro. Eu montei meu primeiro rádio quando tinha 7 ou 8 anos de idade", lembrou. Elifas Gurgel homenageou o técnico cearense Antonio Normandes, em nome de todos os técnicos e profissionais do rádio.

O conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, criticou a proposta que tenta equiparar as rádios comunitárias às comerciais. "As rádios comunitárias têm que obedecer as regras do jogo. Elas precisam estar cientes para o que elas existem, e, muitas vezes, elas se tornam, na verdade, rádios piratas e prejudicam a economia das rádios comerciais". Ele destacou ainda o combate às rádios piratas. "São Paulo fez uma grande operação neste mês de setembro que desmantelou 35 rádios piratas, 25 das quais num único dia", registrou.

Já o deputado Eli Correa Filho (DEM/SP) anunciou a criação da Frente Parlamentar da Radiodifusão, que reuniu assinaturas de mais de 250 deputados federais, e que conta com o apoio de empresários e profissionais de rádio. "Coube a mim a tarefa de liderar essa frente na Câmara Federal e peço a colaboração de vocês para que possamos combater injustiças contra o rádio e trazer benefícios, principalmente para o ouvinte, como a qualidade do som, por exemplo".

HOMENAGEM A RICARDO BOECHAT

O jornalista Ricardo Boechat, morto em um acidente de helicóptero em fevereiro deste ano, foi o grande homenageado do dia. Um vídeo com os principais momentos da carreira dele foi exibido, destacando suas qualidades profissionais e humanas.

Bastante emocionada, a viúva do jornalista, Veruska Boechat, recebeu, das mãos do presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, uma placa com a foto de Boechat e os dizeres "O Homem do Rádio". Veruska lembrou os vários momentos do jornalista como profissional e no ambiente familiar e agradeceu a homenagem da ABERT. "É um belo reconhecimento. O jornalista, para homenagear um colega, é porque ele precisa ser muito bom, porque não existe categoria mais crítica", afirmou.

Fonte: Abert.com

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